24/12/2010

Porque é que o Natal me irrita:

- irrita-me o dinheiro que se gasta em presentes, quando o certo seria a preocupação de estar em família num convívio saudável e despretensioso;
- irrita-me o stress que as pessoas têm na obrigatoriedade de comprar um presente, mesmo que se saiba que a pessoa que o vai receber não precisa daquilo para nada;
- irrita-me não poder estar com a minha família toda, porque algures no início dos anos 90 o meu Avô deixou-nos, deixando assim uma família desmoronada e sem ter um elo que os unia;
- irrita-me a mesa farta: perco sempre a fome quando vejo uma mesa cheia demais (acontece o mesmo nos casamentos);
- irrita-me ver os centros comerciais cheios de gente a gastar dinheiro e saber que tudo aquilo vai ser pago em prestações com juros altíssimos;
- irrita-me a pseudo-solidariedade que, de repente, toda a gente sente com aqueles menos favorecidos e que não têm mais do que aquilo que lhes é dado nesta época do ano;
- irrita-me a distância daqueles que adoptei como família e que por isso só consigo ver e mimar de dois em dois anos.

E mais ou menos isto...

29/11/2010

Natal

Este ano, decidi fazer presentes de Natal. Tenho uns dias de férias esta semana e aproveito-os para bimbar umas coisas boas para oferecer. Esta decisão tem muito que ver com a contenção de despesas mas também com a minha falta de imaginação em comprar presentes para os outros. Não estou com vontade de comprar inutilidades como velinhas, pot-pourris e afins, e estou com ainda menos vontade de me pôr em centros comerciais a palmilhar lojas. Acima de tudo, tenho pouca vontade de gastar dinheiro porque os últimos meses já foram complicados.
Quatro dos cerca de trinta presentes já estão prontos. Hoje, conto que mais oito fiquem prontos. Ainda não chegamos a Dezembro e isto não parece nada meu, que costumo comprar os presentes no dia 24.
O melhor disto tudo é a satisfação e o prazer que me está a dar fazer estas coisas e tê-las já preparadas em baixo da árvore de Natal. Estas coisas, feitas 100% 85% por mim, sabê-las uma delícia, colocadas num saquinho escolhido para cada uma das pessoas, com mensagens personalizadas.
Epá, assim vale a pena...

26/11/2010

Duh!!

Esqueci-me de colocar aqui outra palavra que o António diz muito:

ouá - olá, sim, a la Feuisberto Uauande.

Depois, há palavras que ele diz imenso, mas que eu não consigo perceber o significado, como badá e badeida. O que quer que isto queira dizer, tem muita importância no discurso do meu filho, a avaliar pela seriedade da sua expressão.

Está a ficar com piada, o puto...

25/11/2010

Mereço um castigo,

daqueles de ficar virada para o canto da sala durante duas horas sem poder sequer virar os olhos!
Então não é que me esqueci de pôr aqui em baixo a primeira palavra do meu filho? Que vergonha...

Portanto, adenda ao post anterior:

zátá - já está

O meu filho é tão mas tão especial que a primeira palavra são logo duas! Qual dizer mamã ou papa ou cocó, qual quê! Zátá tem mais piada.

Pronto. Era isto.

23/11/2010

Palavras

O meu filho não diz nada. Comunica, mas não diz nada de jeito. Ainda assim, vou deixando aqui listas de palavras (se é que se podem chamar palavras) para que mais tarde, não me falhe a memória.

ába - água
bô - bola
mmmm - um ("quantos anos tem o António?" e ele responde "mmmm" enquanto espeta o dedo indicador)
pá - Papá

E é isto. Se calhar não valia a pena este lembrete, por serem tão poucas...
Hummm... Vou pensar se apago o post ou não.

17/11/2010

Verde

Hoje, o meu dia de folga encheu-se de verde:
ramelas, ranho e no fim, num tom mais escuro, cocó.

As maravilhas da maternidade...

12/11/2010

Friday's Ritual - #19

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. Wishing you a lovely weekend.

SouleMama

Adeus.


Hoje, a nossa cidade ficou mais triste.
Lisboa jamais será a mesma.


18/10/2010

SLB

Nunca gostei muito do Benfica. Aliás, devo ter gostado há muitos muitos anos, por influência paternal, mas depois ganhei juízo e fiz a minha própria escolha clubística (é verdade que dou às competições desportivas a mesma importância que dou à taxonomia vegetal, ainda assim tenho o meu clube do coração, claro).
Hoje, apenas e só por proximidade (e um bocadinho pelo preço, confesso), fui inscrever o António na natação do Benfica. Às dez da manhã encontrei a piscina da catedral e disse à senhora da secretaria que queria fazer a inscrição do meu filho.
Senhora da secretaria: E que idade tem a criança?
Eu: Tem um ano.
Senhora da secretaria: Pode ver o folheto dos horários mas não há vagas.
Eu, a olhar para os horários que já sabia de cor porque já tinha feito a pesquisa: Como não há vagas? Tem estas turmas todas e não há uma vaga?
Senhora da secretaria: Não.
Virei as costas e vim embora. A minha frustração não cabia naquele estádio. Devem pensar que têm 6 milhões de adeptos e por isso podem dispensar mais um.
Pois se até ontem ia deixar o meu filho escolher livremente o clube, a partir de hoje vou influenciá-lo o mais que puder. Ou melhor, vou deixá-lo escolher, desde que a escolha seja por aquele clube do norte de cor azul.

PEC

O PEC que adoptamos cá em casa, por culpa do outro PEC, o verdadeiro e o que nos vai deixar nas lonas durante uns tempos, fez-me adoptar novos rituais. Ora, tendo em conta que no Inverno passado estava em licença de maternidade, que há dois Invernos estive grávida e que há três Invernos estava com 5kg a menos, este Inverno não tenho muita coisa para vestir para trabalhar. As camisas estão tão justas que parece que a qualquer momento vai saltar o botão ali da zona do peito, as calças não me passam das ancas e as camisolas não combinam com o meu novo termostato.
Isto tudo junto e dou por mim no Continente a procurar roupa para mim. Já comprava muita coisa para o babe (a qualidade não é grande mas serve para usar durante 3/4 meses) e daí até ao corredor de moda-senhora é meio salto. E não é que encontro coisas bem engraçadas? No final dos saldos, cheguei a comprar um par de calças de verão por 7,95€ e uma túnica por 11.95€. Hoje, andei a namorar outras calças mas não havia o meu número. Coletes e camisolas bem giros e algumas coisas ainda dão desconto no cartão.

Escrevo isto três dias depois de ter comprado 4 camisas na Sacoor. Mas só as comprei porque são as minhas preferidas e tinham 60% de desconto.

17/10/2010

Higiene oral

O meu filho tem um ano e está na fase de pôr tudo na boca. Está nesta fase desde os cinco meses e começo a duvidar que alguma vez passe. Quando eu digo que põe tudo na boca quero dizer que põe mesmo TUDO na boca, desde os sapatos que encontra à areia da praia de Carcavelos (vitamina P, de porcaria), desde os brinquedos dele (inclui pianos e bolas felpudas) a roupa, tupperwares, colheres, mesas, sofás, cadeiras... TUDO!
Hoje, iniciámos um novo ritual: a lavagem dos dentes. Comprei um kit da Chicco giríssimo que inclui estojo, escova e pasta com sabor a morango. Cheira lindamente e só apetece comer. Lavei os meus dentes com ele, para ele ver o objectivo daquilo, e depois dei-lhe a escova dele com a pasta. Olhou, cheirou e deitou tudo para o chão. Lavei, repeti, agora com a minha ajuda, e ele decidiu fechar a boca como se lhe estivesse a dar espargos com mostarda. Ao fim de quinze minutos, desisti.
Amanhã de manhã, tento outra vez. Algo me diz que vai ser um hábito difícil de criar...

14/10/2010

Serviço Público #6

Hoje, experimentei uma coisa nova da Knorr. Um saco onde se põe um frango cru, depois despeja-se o pózito da knorr, mistura-se bem ao estilo Nigella e põe-se no forno durante 50 minutos. Sim, leram bem: o saco vai ao forno!!
Ao final daquele tempo, sai de lá um frango bem suculento e delicioso!

Aprovadíssimo!

(Infelizmente, não encontrei foto das saquetas...)

22/09/2010

Foi um dia fantástico!
Recebemos o carinho de todos (TODOS!!) e isso sabe tão bem. Além de ter tido tempo para mim, para saborear este dia sozinha, também tive tempo para um almoço em família, para a festa no colégio, para brincarmos só os dois, para recebermos as visitas de quem mais amamos (sim, Titi-madrinha, estou a falar de ti), para abrirmos os melhores presentes. E o melhor de tudo é que as comemorações ainda não acabaram e no sábado vai haver mais.
Não consigo tirar este sorriso babado da cara. Simplesmente, não consigo!
Esta vida é tão boa. Só espero que sejamos capazes de contagiar toda a gente com a nossa felicidade. Obrigada. Muito obrigada a todos.

O António tem muito amor à sua volta e isso faz-nos uma família feliz!

1 ano.

Há exactamente um ano, pelas seis da manhã, estava o Pai a dormir há 1 hora e eu a fazer xixi na cama. Não! Afinal, não é xixi. Posso reproduzir o diálogo:
- Jorginho... acho que está na hora...
- Hã? Ainda falta! Pus o despertador para as oito e meia.
- Não é isso. É o António! Acho que está na hora. O que é que eu faço?
- Bom, vai tomar banho e comer um iogurte.

A partir daí, entre a escolha da roupa (não queria parir com qualquer modelito!), a confirmação que estava tudo dentro da mala, as últimas fotos e a gravação em vídeo dos principais momentos, chegou a nossa hora. Pelas 14.10, chegaste ao mundo e eu só consegui ver-te os pés. Roxos. Enrugados. Sujos de sangue. E eu já achava que eram os pés mais bonitos do mundo.
Cerca de duas horas depois, pude, finalmente, conhecer-te.
Faz hoje um ano.
Eras um bebé com cara de rapaz desconfiado, de sobrolho torcido e horários trocados. Andei às apalpadelas no início (acho que ainda ando), sem saber muito bem o que fazer e quando fazer e se não fosse a internet, a família e os amigos não teria sido capaz. Hoje, passado um ano, continuo cheia de dúvidas, de questões, de provações, mas já não faço disto bichos de sete cabeças. Já não choro por tudo e por nada, já consigo pensar antes de desesperar e tento aproveitar todos os momentos da melhor maneira.
Hoje, és um menino reguila, muito curioso e atento. É difícil manter-te quieto e queres mexer em tudo o que vês. Já não dormes ao colo, adoras comer (tudo e muito) e estás sempre a rir. Todos os dias ouço elogios. E eu acredito, porque sei que és exactamente assim: simpático, charmoso e lindo. O teu sorriso enche o dia. Acordas sempre bem disposto e a cantar e só por isso vale a pena. Tudo passou a valer a pena.
Às vezes, ainda tenho dúvidas se sou capaz, se estou a ser aquilo que precisas, se estarei a ser muito dura contigo, ou muito branda. Será que estou a mimar-te demais ou estou a dar-te independência demais. Todos os dias tenho dúvidas. Todos.
Mas, se não fosse o suporte de todos que nos rodeiam e nos amam, se não fosse o Papá ao nosso lado, se não fosses tu quem és, António, sozinha era muito mais difícil. Juntos somos felizes e muito mais fortes.

Estás aqui há um ano e eu deixei de ser só eu. Nunca mais serei só eu porque te tenho na minha vida. Deixei de ser só a Susana porque, na maior parte das vezes, sou a Mãe do António. Deixei de receber dezenas de presentes do Natal porque eles vão todos para ti. Deixei de comer um queque inteiro porque te dou as melhores partes. Mas depois olho para ti e para o teu sorriso quando me vês. E tudo faz sentido. E se não fosse assim não estava certo!

Hoje é o teu primeiro aniversário.
Parabéns, António. Obrigada por tudo.

Foi há um ano...

17/09/2010

a.B. vs. p.B

Antes do Benuron:

Oh, coitadinho do António, está tão xoxinho, só pede colo e não gosto nada de o ver assim. Anda cá, bebé, à Mamã, xi-mi-ni-mi-zi-li-ni-di...

Depois do Benuron:

Bolas, que este puto não pára, não sei onde é que vai arranjar tanta energia. António, pára de gritar. Não desarrumes os armários. Não abras a torneira do bidé. Não desligues a televisão. Razparta o puto#&$£.

08/09/2010

Sobre a culpa, o cansaço e o colégio.

Hoje, estive de folga. Normalmente, sou acordada pelo despertador às sete e meia e hoje fui acordada pelo António às oito e meia. Arranjei-me nas calmas e levei-o ao colégio; chegamos pouco depois das dez. Voltei para casa. Deitei-me e dormi até ao meio dia e vinte.
Hoje, dormi até ao meio dia e vinte!
Depois, almocei com o meu marido e a minha cunhada, que nos veio visitar. Ainda fui visitar o sobrinho emprestado mais recente e consegui conversar com os meus amigos sem os gritos normais do António, sem a preocupação de saber o que é que ele tem na boca outra vez ou se vai pôr os dedos nas tomadas.
Só depois é que o fui buscar ao colégio, pelas quatro e meia.

Podia sentir-me culpada porque estava de folga e, ainda assim, deixei-o no colégio. Podia estar a roer-me porque desperdicei umas horas com o meu filho. Podia.
Mas a única coisa que me passa pela cabeça é que, ao fim de quase um ano, consegui descansar em condições, dormir sabendo que não havia ninguém no quarto ao lado que poderia chamar-me a qualquer momento, relaxar os sentidos e não pensar em nada.
Podia estar a sentir-me culpada? Podia. Mas não sinto porque hoje, ao fim de um ano, DORMI ATÉ AO MEIO DIA E MEIA!!!

Sobre o futebol.

Não gosto. Não vejo. Não percebo. Não escrevo.

[Assim, não vamos ao Europeu,não...]

03/09/2010

Telegrama

Não tenho foto para hoje.
Amanhã, é tarde de parque com as amiguinhas M&M. Pode ser que saia alguma coisa de engraçado.

31/08/2010

Não me importo de não ir mais ao cinema: adormeço de certeza.
Não me importo de não ir todos os fins de semana ao Bairro Alto. Não me importo de não ir ao japonês todas as semanas.
Não me importo de acordar às oito da manhã depois de nove dias seguidos de trabalho. Aliás, não me importo de acordar às oito da manhã (ou mesmo antes) todos os meus dias de folga. Não me importo de acordar uma vez por noite, ou duas ou três.
Não me importo de não poder estar na praia desde as 11 até o sol se pôr. Não me importo de não poder surfar mais. Não me importo de não poder comprar aqueles ténis de três dígitos.
A sério que não me importo.
Eu sabia que tinha de abdicar de algumas coisas.

Só não sabia que algumas delas magoavam tanto.

LOL!

"FAÇA UM DESCANSO"

"Apesar de poder ser tentador aproveitar a hora da sesta do bebé para limpar a cozinha, pôr a máquina da roupa a lavar ou preparar o jantar, tente evitá-lo. Ponha os pés ao alto e tente descansar; assim vai apreciar melhor o seu bebé."

[Conselhos Dodot]
E depois vem esta sensação de impotência porque deixei o meu filho no infantário pela primeira vez e a única coisa que me passa pela cabeça é que o estou a abandonar um bocadinho.
Raios...

30/08/2010

Todo este tempo depois, ainda me pergunto se estou preparada para toda esta mudança. Foi uma reviravolta grande na vida de uma pessoa que já estava acostumada à solidão, aos dias todos iguais, ao rame-rame de uma vida a um.
Adoro a vida que tenho, o filho que tenho, o marido que tenho. Mas tenho saudades da solidão, por mais estranho que isto possa parecer. E ao escrever isto sinto a culpa de quem tem tudo e ainda se queixa, de quem nunca está bem como está. Mas ao fim de um mês desgastante, só me apetecia ter uma semana só para mim...

27/08/2010

# 18

Foto by Tia Rafa

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SouleMama

20/08/2010

Desde que o meu filho nasceu, não consegui ler um livro completo. Aborreço-me com facilidade e adormeço nas primeiras páginas.
Por outro lado, sigo cerca de 60 blogues. É como se lesse 60 livros ao mesmo tempo.

Ou não?

# 17


{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. Wishing you a lovely weekend.

SouleMama

17/08/2010

Acidentes.

O meu filho fez um corte no dedo. O corte é pequeno mas saiu muito sangue. Enquanto tentávamos estancar o sangue, que teimava em não parar de sair, fiquei calma. Ele estava bem disposto, muito activo como sempre, e a parte difícil foi obrigá-lo a ficar com a mão parada. Ele continuava a rir e a querer brincar com tudo o que via.
Conseguimos fazer um curativo com uma compressa e adesivo. Ele, cheio de sono, bebeu o seu biberão da noite e adormeceu. Está a dormir com o dedo espetado.
O meu filho tem quase 11 meses e nunca ficou doente.

Agora, quase uma hora depois do "acidente", só tenho vontade de chorar. Não vou poder evitar todos os acidentes. Não vou poder fechá-lo numa redoma de vidro. Não vou conseguir protegê-lo da dor. Vão haver acidentes piores e eu não vou conseguir evitá-los.

Isso deixa-me triste. Muito triste.
Ser Mãe, às vezes, dói muito.

Férias

A Casca foi de férias. Já voltou, lá leu os blogs que tinha em atraso, já espreitou a 700 fotos que tirou, já fez três máquinas de roupa, já está a ganhar coragem para passar a ferro, já (quase) pôs os sonos em dia e já voltou à realidade.
Mas não lhe apetece actualizar o tasco, portanto vai ficar por aqui.

E falar na terceira pessoa, não é fixe.

13/08/2010

# 16

Foto by Tia Rafa

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SouleMama

06/08/2010

# 15


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SouleMama

30/07/2010

# 14

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SouleMama

27/07/2010

Passamos uma vida inteira a construir uma personalidade. A manter-nos fiéis aos nossos princípios, a honrar a educação que nos deram, a sermos melhores. Dia após dia estamos perante escolhas, algumas delas muito difíceis, perante provações e temos que mostrar o que valemos. No trabalho, na família, no círculo de amigos. Mesmo que este trabalho não nos dê "trabalho" e mesmo que não dêmos conta que estamos a prestar provas. Construímos esta maneira de ser e de estar, de educados tornamo-nos educadores e passamos os nossos valores aos nossos filhos. Ensinamo-los a ser melhores pessoas, generosas, educadas, que respeitam o próximo. Valores como a partilha, a auto-estima, a segurança.
E de repente, aparece um gajo que deita isto tudo ao chão. E, não contente com isso, ainda pisa, repisa e pontapeia. Pega em nós, mesmo sem nunca nos ter visto, e pica, mexe, torce, magoa, fere. Em meia hora, essa pessoa sacode tudo o que nós somos. Chicoteia a auto-estima. E nós, sem podermos fazer nada engolimos sapos atrás de sapos. Calados, ouvindo e calando, porque a nossa educação não nos permite responder assim a uma pessoa que além de ser mais velha é desequilibrada. Mesmo que saibamos que há este desequilíbrio, mesmo que não sejamos os únicos a quem isto acontece, a volta ao estômago é tão grande, tão grande que chega a dar vontade de vomitar.

E desse gajo, só me apetece ter pena. E talvez tenha daqui a uns dias.
Hoje, só sinto raiva.

23/07/2010

# 13

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SouleMama

19/07/2010

E depois da minha primeira experiência em reuniões de condomínio, só digo isto:

É tão bom, mas TÃO bom viver numa casa alugada...

Na verdade, não sei porque é que continuo a seguir este tipo de blogs...

Que as pessoas percam tempo a escrever sobre roupa, vernizes, malas e perfumes, não me choca nada. Que opinem sobre a cor a usar este verão, o que está in e o que está out, por mim tudo bem. Que digam que preferem triquinis a pentaquinis ou hexaquinis, ok!
O que me choca mesmo, é a crítica mordaz à maneira de estar dos outros chamando-os, inclusivamente, de "ridículos". Eu também preferia ir à praia e ver só Jude Laws e Cameron Diaz deitados nas suas toalhas com bronzes invejáveis. Prefiro ver gente gira a gente feia. Prefiro gente cheirosa a gente fedorenta. Enfim, a lista é interminável.
Daí a chamar ridícula uma pessoa que usa fio dental e tem celulite, a mim parece-me demais. Acho que as pessoas devem vestir/agir/pensar como querem e como se sentem bem consigo próprias e se isso significa fazer topless com mamas pelo umbigo, força! Dizer que não se deve usar uma saia porque se tem pelos nas pernas ou que não se deve usar biquini porque se tem barriga, isso sim, é ridículo.
Agora, não se pode ter liberdade de se usar o que se quer e o que se gosta porque não tem tem o corpo perfeito? Desculpem?? Que mentalidade é essa? O que é que passa nestas cabeças?

A culpa é minha, que continuo a ler estas coisas.

16/07/2010

# 12

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SouleMama

13/07/2010

Coisas que me irritam #9

Ter nascido em Janeiro.
Eu, que adoro o Verão e passo o Inverno todo de trombas, sou obrigada a fazer festas de anos ao frio e à chuva. Noitadas no Bairro Alto em Janeiro? Fins de semana em festa com 6º lá fora? Não me parece...
Por isso, é raro fazer festas de anos. Já pensei em transferir a comemoração para outro dia, mas isso ficava um bocado estranho. Ah, e tal, quando é que fazes anos? Em Janeiro, mas estás convidado para a minha festa que vai ser algures em Julho. Fica um bocado estranho.
Com o meu filho, fiz as conta bem feitinhas e o puto foi-me nascer em Setembro, ali rés-vés com o começo do Outono, mas ainda no Verão. Alguém nesta família pode comemorar o aniversário acima dos 20º!

12/07/2010

Coisas que me irritam #8

O IC19.
Bom, na verdade, culpa não é o IC19, mas das pessoas que lá conduzem. Em especial, aquelas que insistem em ir na faixa do meio.
Eu ainda tenho sorte, porque faço o IC19 sempre contra o trânsito: de manhã, no sentido Lisboa-Sintra e à tarde no sentido Sintra-Lisboa, e por isso não apanho o pára-arranca do costume. Mas uma estrada daquelas, com três faixas sempre a abrir e eu sempre com pressa para chegar (que é uma desculpa, porque eu gosto mesmo é de acelerar), pois que me aparece sempre um camião tir de 12m de comprido a ultrapassar uma furgoneta que vai na faixa do meio com a faixa da direita vazia.

Sou só eu que acho...


... o Mr. Shuester um fofo?

09/07/2010

# 11

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SouleMama

Serviço Público #5

O iogurte Grego, da Danone, é D-I-V-I-N-A-L.

06/07/2010

Eu também

podia dizer que não sei o que se passa com o blogger, porque os comentários estão a desaparecer.
Mas a verdade verdadinha é que ninguém me comenta o tasco.

Coisas que me irritam #7

Mulheres mais altas que eu.
Irritam-me assim um bocadinho. Mas adoro passar por mulheres famosas e giras e ver que sou mais alta que elas, como a Marche Romero, a Benedita Pereira ou a Sofia Aparício.
O meu irmão, que tem dois metros de altura, também embirra com homens maiores que ele. É assim uma coisa parecida com honra, não sei explicar bem...
Há uns anos atrás, fui trabalhar para um sítio onde estava uma rapariga bem mais alta que eu, a C. Ela apresentou-se e mostrou-se disponível para me ajudar e eu respondi, simpática como sempre: sabes, embirro um bocado com mulheres maiores que eu. Ela respondeu: azar, miúda. Vais ter de levar comigo. E a partir daí ficamos grandes amigas. Até hoje!

Sobre o calor, o passado e o presente.

Estes dias quentes fazem-me lembrar daquele verão de há 8-10 anos. Eu estava desempregada e ninguém aguentava o calor. Em casa (ainda dos meus pais, na altura) não corria uma aragem e apesar de adorar este tempo, já me sentia sufocar.
Mandei um SMS à R., e lá fomos nós andar de carro com as janelas todas abertas só para sentir o vento na cara.
Uma noite, fomos parar à praia (naquela altura ainda se podia ir a Carcavelos à noite sem correr riscos) e até vimos um casal de idosos com um lençol no chão a dormir. Vimos imensas estrelas cadentes e a praia estava cheia.
Noutra noite, fomos ao Bairro Alto e não descansamos enquanto não encontramos uma esquina (assim dito até pode ser mal interpretado, mas esta é a verdade) com uma corrente de ar. Encontramos ali para os lados dos Fiéis de Deus com a R. da Rosa (havia um bar que já não me lembro o nome) e por lá ficamos com uma bebida qualquer até às tantas.
Apesar de tudo, eram boas aquelas noites. Tínhamos sempre o que conversar, mas se não tínhamos também não havia problema porque o silêncio nunca foi desconfortável.

Esta noite, com as janelas todas abertas, não corria uma aragem nesta casa. Levantei-me quatro vezes: uma para fazer xixi, outra para beber água e as outras duas para dar água ao António.
É isto.

05/07/2010

Coisas que me irritam #6

... e que me causam náuseas:
Os homens da luta ou como é que eles se chamam, e a sua rubrica da Ant3na. É do mais pobre que existe, sem nenhuma valia intelectual e, como hoje, a roçar o badalhoco. E eu não gosto de coisas badalhocas no serviço público. É coisa que me irrita.

Já o Portugalex é do melhor que se faz no humor nacional, actualmente. Mas até fica mal falar do fofo do Manel Marques neste tópico.

Coisas que me irritam #5

As vuvucenas.
Ora, se os tipos já voltaram, e ao que parece nem se portaram assim tão bem (dar 7 a 0 à Coreia do Norte não me parece uma grande proeza; espero não levar com um míssil nas orelhas um dia destes), qual a necessidade de ter a coisa na boca antes das 8 da manhã, hein Sr. Vizinho? Ou serão carências afectivas?

(e isto foi o post em que eu falei de futebol, sim malta? mais que isto, ser-me-á impossível.)

Coisas que me irritam #4

O tipo do Preço Certo. Não consigo olhar para o homem sem sentir uma volta ao estômago e uma vontade incontrolável de vomitar.
Desculpe, Sr. Mendes, mas nem o posso ver.

Coisas que me irritam #3

E esta está talvez do Top3 do ranking:
Pessoas que estacionam em segunda fila, quando na primeira há lugares livres. OK, não querem ocupá-los, até aqui tudo bem. Mas trancarem os lugares livres? Plamordedeus, meus amigos... Não há necessidade.

(E se estão a pensar que isto é tão ridículo que até parece mentira, hão-de vir comigo deixar o António na minha Mãe às 9 da manhã.)

02/07/2010

# 10


{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. Wishing you a lovely weekend.

SouleMama

Há um ano, dei entrada na Maternidade com ameaça de parto. Estava com 6 meses de gravidez e por lá fiquei 13 dias. Foram os piores dias da minha vida, em que duvidei que alguma vez seria capaz de levar isto da maternidade avante.

30/06/2010

PdI

Tenho 33 30 e tal anos, mas pareço ter menos. Normalmente, dão-me 24/25 anos, tirando aquela senhora que me deu 17 anos que eu acredito que seja a pessoa mais simpática do mundo, e a outra da loja de lingerie que, depois de eu ter pedido para ver uns sutiens mas que não sabia qual o meu tamanho, disse "ah, mas já tem alguma maminha!!".
Bom, a verdade é que, além de não parecer ter a idade que tenho, nunca me senti com a idade que tenho e isto remonta já à minha adolescência: desde que fiz 19 anos sinto que a minha maturidade estagnou e o que eu queria mesmo é ter uns ténis com rodinhas.
Além de tudo isto, e para ajudar ao meu aspecto jovial, tive um acne tardio e quase com 30 anos tinha borbulhas qual pré-adolescente de hormonas aos saltos e pintas brancas nas bochechas. Valeram-me uns tratamentos aconselhados por uma dermatologista e uns cremes na farmácia, e isto ia sendo disfarçado...

... Até ter tido um filho!

A partir daí, a minha pele tornou-se de pêssego, sem aquela zona T toda badunguenta (sou aquariana, por isso dada ao exagero; acho que nunca fui tão oleosa assim) e passei a poder comer chocolates como se não houvesse amanhã sem ficar com aquele peso na consciência de quem vai ter uma daquelas verdes a explodir no dia seguinte. O problema é que fiquei sem cremes para usar, porque os que eu tinha eram para peles muito oleosas e deixavam-me toda repuxada, qual Lili pós-op. Cheguei a usar os cremes do António como creme de dia, porque melhor que nada seria um tratamento para peles atópicas, o que quer que isso seja...

... Até hoje!

A minha rica Mãe arrastou-me para uma perfumaria com a condição de me pagar um creme (porque eu recuso-me a dar pagar dois dígitos por 30ml de creme) e eu saí de lá com a promessa de uma pele de pêssego, mas com o ego de uma banana ressequida: então não é que me venderam um creme contra os "primeiros sinais de idade"?

Ora, ide-vos lixar mais a idade! Tenho, e hei-de ter, um espírito adolescente ali à volta dos 19.
19 e meio, vá.
Humpf...

Coisas que me irritam #2

Pessoas que estão sempre a reclamar: porque está frio, porque está calor, porque estão muito cansadas, porque estão na fila da loja do cidadão, porque dormem mal, porque têm dores nas costas, porque erraram, porque acertaram, porque não têm mais nada que fazer...
Se não têm nada para dizer, por favor, estar calado também é bom.

Coisas que me irritam #1

Trending topics.
Odeio falar sobre a mesma coisa que todos os outros 7643,5 blogs falam (apesar de já estar a seguir um TT, ao colocar aqui esta nova rubrica).

29/06/2010

Algumas notas sobre a Grey que eu insisto em ver na :2 e não sacado comprado num sítio qualquer:

- o Hunt deve beijar muitíssimo mal;
- o Sloan está cada vez mais brasa;
- quando for grande quero ser como a Yang;
- não me canso de olhar para o Sheperd;
- gosto do lado bonzinho do Karev;
- era capaz de levar o Avery a dar uma volta;
- a miúda mais gira é a Lexie;
- adorava ter uns ténis com rodinhas como a Arizona.

É isto. Quando a temporada 6 acabar, vou ser uma pessoa muito menos feliz.

Pensando melhor...

... esqueçam lá o post abaixo. Não conseguiria ser bailarina: os nervos seriam muitos e os meus intestinos não aguentariam até ao terceiro espectáculo.

27/06/2010

Sonho.

Hoje, percebi o que quero ser quando for grande. O que eu quero mesmo é ser bailarina. Pode ser o sonho de muitas meninas, é com certeza. Mas eu, além de tudo o que sou, sou também uma menina de cinco anos com todos os sonhos e fantasias pela frente.
Agora a sério, o Ballet faz parte da minha vida desde que me lembro. A partir dos quatro anos, e por indicação médica, descobrindo o mundo da dança e por lá andei 15 anos. Por ironia do destino, má escolha de caminho, influência (boa? má?) de um Pai que achava que a dança nunca alimentaria uma família, fui percorrendo outro trilho que tinha outro objectivo, mas que me levou ao que sou agora.
Se sou feliz? Claro que sim: continuo a dançar, sinto a adrenalina do palco (ainda que de forma muitíssimo amadora e só um dia por ano, dia esse que se tornou o mais esperado de todos), tenho um marido ligado à dança e até posso dizer que a dança nos sustenta.
Se era isto que eu queria fazer da minha vida? Claro que não. Mas trabalho todos os dias para fazer o melhor que sei, para dar o melhor de mim e agradeço por ter o emprego que tenho, com todas as regalias e onde fui ganhando grandes amizades.

Hoje, fui ver uma peça de dança.
No final, e como era a última exibição daquela peça, o público pôde fazer algumas questões a toda a equipa: bailarinos, músicos, coreógrafo. Uma das questões era para a bailarina mais nova e perguntavam o que é que ela sentia em cima do palco hoje, que tinha 18 anos e acabado de desistir da faculdade (a pergunta era feita com alguma mágoa pela Mãe da própria bailarina). Apeteceu-me falar com aquela senhora e perguntar se ela alguma vez teve um sonho e se alguma vez pôde lutar por ele. Apeteceu-me pegar na senhora e levá-la para o palco, só para ela ver o que se sente lá em cima, o que se vê, o que se ouve. Apeteceu-me ralhar com ela. A sério.
O que ela sente em cima do palco? Afinal, o que é que sentiu aquela Mãe quando viu a filha em cima daquele palco? Não pode ter ficado indiferente... Não ali.

21/06/2010

Pensavam que eu estava a falar de quê?

Hoje, foi o dia por que todos esperávamos. Foram meses de angústia, muitos planos, muitos sonhos. Houve dias em que não se falou de outra coisa. Hoje, todos se vestiram a rigor e saíram para trabalhar com sentimento de esperança e um leve sorriso nos lábios. Sim, é segunda feira, mas uma segunda feira especial. A partir das 12.30 sentiu-se qualquer coisa diferente e até o cheiro estava no ar. Acho mesmo que ficamos surpreendidos!

Hoje foi, sem dúvida, o dia mais importante do ano.

Começou o verão!

18/06/2010

# 8

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. Wishing you a lovely weekend.

SouleMama

Não percebo...

Agora, de repente, toda gente passou a gostar (e a citar) Saramago? Quando ele estava vivo, foi criticado (por viver em Espanha, pelo Caim, pelas críticas duras, algumas muito bem fundamentadas, a este país), e de repente toda a gente o adora.
Eu gosto do Saramago. Sempre gostei, principalmente porque é o autor do meu livro preferido de todos os tempos. Confesso que tive muita dificuldade em ler alguns dos livros dele. Mas gosto dele.
Sempre gostei. Vai deixar saudade.

13/06/2010

Santo António.

Não sou católica, mas sempre simpatizei com o Santo António. Todos os anos, depois do bailarico e de muita sangria, lá ia eu à estátua acender a vela e pedir um bom marido. Não acredito que tenha sido o Santo a encontrar o meu marido, o que é certo é que ele (o marido) apareceu em Junho e tem António no nome.
Hoje, com um marido António e um filho António, não podia deixar passar esta data em branco. Chamamos uns amigos, assamos umas sardinhas e umas entremeadas e festejamos o dia. Uma festa muito calma mas muito boa.
Assim, vale a pena.

12/06/2010

Médicos.

Ultimamente, tenho tido muito azar com os médicos que visito. Das duas últimas vezes (dermatologista e oftalmologista), passei menos de 4 minutos com cada um deles. A sério: passo mais tempo na farmácia a aviar os medicamentos que eles me receitam do que com eles. A dermatologista até descobriu, sem sair do lugar e só de olhar para mim durante dois nanosegundos, que eu faço alergia ao níquel. E nem mudou de ideias quando lhe disse que não uso fios, anéis, pulseiras. Muito menos uso brincos e nem sequer tenho as orelhas furadas (belhargue!!).
Receitou-me um creme.
Não passou.
Previsível.

Mas o melhor foi aquele que disse: "muito sinceramente, não sei o que tem. Vá para casa e espere que passe. Se piorar, vá ao hospital e depois venha cá na segunda feira para me dizer o que era".

Cara nova.

Está fixe, não está?

(E é mais fácil comentar. Vá! Estão a espera de quê?)

A minha D. Lurdes é a melhor D. Lurdes do mundo.

Eu (via SMS): Bom dia, D. Lurdes! Não é preciso fazer sopa. Não use o lava-louça do lado esquerdo porque está entupido. Bjs.

Mais tarde, nesse dia, liga-me ela a dizer que já não preciso chamar o canalizador porque conseguiu desentupir o lava-louça com palitos e esparguete.
É ou não a melhor, hein?

05/06/2010

Hoje é sábado,

e acabo de confirmar a ida do António para o infantário, em Setembro. Tenho a certeza que ele vai ser muito bem tratado, talvez até demais, com mimo de quem é da família (se bem que acho que não há mimo a mais).
Não sei se é por perceber que o meu bebé está a crescer ou se por ver chegar a hora de trabalhar a tempo inteiro e passar a ter menos tempo para ele...

... mas vejo Setembro aqui tão perto e o meu coração fica apertadinho apertadinho!

04/06/2010

... e do segundo dia:

Esparguete à bolonhesa acompanhado de uma limonada e mousse de chocolate para a sobremesa.
E fico-me por aqui, para não chatear mais ninguém com receitas e cenas chatas do género.

É fixe ter uma bimby.

# 6

03/06/2010

Balanço do primeiro dia:

- pequeno almoço do costume, mas desta vez com um néctar de laranja;
- ervilhas com ovos escalfados para o almoço;
- scones com manteiga ou com doce de gila e abóbora para o lanche.

O jantar será igual ao almoço, devido à quantidade astronómica de ervilhas que repousam neste momento na geleira.

Comentário do Almirante: "fixe" (acompanhado com um erguer de sobrancelhas).

180º

É a partir de hoje que isto vai mudar. É que não me chamo Susana Banana se isto não for verdade verdadinha. Ai não chamo, não!

02/06/2010

2 anos

E hoje faz dois anos que entraste por aquela porta (não esta, que entretanto já mudamos de casa; a outra) e não saíste mais. E nestes dois anos, que voaram tipo-foguete aconteceram mil coisas. E dessas mil coisas, 998 foram as melhores coisas do mundo, as que trazem mais felicidade e mais serenidade e mais maturidade. E nestes dois anos, conhecemos o melhor e o pior um do outro. E é também pelo teu pior, meu Amor, que eu te amo muito.

Obrigada por tudo.

27/05/2010

Às vezes, ponho-me a pensar na minha adolescência. Gostava de a viver outra vez.
Mas desta vez, ligada à internet, com acesso ao blogger e a uma câmara digital.

26/05/2010

Sapos

Não gosto de engolir sapos.
Pensei que, a partir de certa idade, pudéssemos mandar à merda certas coisas e deixar de engolir sapos. Mas não. E a culpa é dos meus pais que me educaram e ensinaram a respeitar e essas cenas chatas, resumindo: a ser cínica o suficiente para mostrar o meu melhor sorriso ao fazer o glup.

22/05/2010

O primeiro e único bebé que eu peguei ao colo em toda a minha vida, foi o meu filho...

... até hoje.

Peguei no G., que estava a chorar desalmadamente e eu senti que devia tentar acalmá-lo. Pu-lo no meu colo, bem aconchegado ao meu peito, levei-o até à rua (porque o calor apertava) e ele, por dois breves minutos, parou de chorar. Depois, abriu a goela e continuou. Era fome e eu fui chamar a Mãe dele que ainda estava no ensaio.
Só depois é que caí em mim e percebi que nunca tinha feito uma coisa deste género. Nunca, antes de ser mãe, me passaria pela cabeça pegar num bebé de livre vontade. E mesmo depois de ser mãe, demorei oito meses a ter coragem (ou o instinto, se quiserem chamar-lhe assim).
E foi fixe.

Serviço Público #4

Convém verificar os bolsos das camisas antes de as pôr na máquina. Se já viveram a "agradável" experiência de lavar calças com lenços de papel, experimentem lavar uma camisa com um maço de cigarros no bolso.

21/05/2010

# 4



A coisas podem não correr como planeamos, o IVA a aumentar, o PEC a espreitar, não houve aumentos, pode não haver subsídios e o IRS vai levar um corte de andar de roda.
Mas olho para o meu filho e nada mais importa no mundo. Nada.

Não se quantifica nem se descreve, este Amor.

15/05/2010

Tempo.

O tempo é escasso e escasseia cada vez mais. O tempo livre, esse, nunca é o suficiente e há sempre mil coisas para fazer.
Odeio perder tempo.
Simplesmente, odeio.

13/05/2010

Achei bem esperar pelo 13 de Maio para escrever sobre este tema.

Não sou católica. Tive uma educação baseada em princípios católicos, andei num colégio católico, fui baptizada, fiz a Primeira Comunhão, andei na catequese. Ia à missa todos os domingos e aquilo fazia sentido: aquelas histórias, aquelas palavras, os valores. Mais do que um complemento à minha educação, aquilo era um complemento à minha formação.
O Padre Jardim era o culpado disto tudo: fazia uma missa especial para crianças, ajudava-nos na confissão e tratava todos os meninos pelo nome. Perguntava se nos tínhamos portado bem na escola, se ajudávamos a Mãe em casa e se brigávamos muito com os irmãos. Contava-nos as histórias da Bíblia como se fossem histórias de encantar ou contos modernos. Ensinava-nos a respeitar o próximo, quem quer que ele fosse. E nunca se esquecia de ir ver-nos nas festas de Natal ou de final de ano lectivo.
Até que chegou o dia em que o Padre Jardim foi embora: sabíamos que tinha ido para outra paróquia, mas éramos muito pequenos para perceber que Carnide fica mesmo aqui ao lado e que a mudança nem sempre traz algo de bom. Com o Padre novo era tudo uma seca e tínhamos imensas coisas para decorar e dizer todos ao mesmo tempo durante a missa. As músicas não eram aquelas que conhecíamos e já não tinham palmas. Para mim, toda a Igreja se tornou sisuda e só ouvia falar de castigo e penitência.
Mais ou menos por esta altura, lidei pela primeira vez com a dura realidade da morte. Sim, as pessoas morriam, mas era lá longe, nos filmes e nas novelas. Como é que, de repente, aquela pessoa que eu via todos os dias podia simplesmente desaparecer? Aquele mesmo Deus com quem eu estava a zangar-me permitiu que isso acontecesse a mim: que sempre tinha ajudado a minha Mãe, que fazia sempre os trabalhos de casa!
Zanguei-me definitivamente com Ele. Mais tarde, ainda houve uma tentativa de reconciliação, quando conheci Roma (quem é que não se torna católico em Roma?), mas logo a seguir outra rasteira ainda mais cruel, ainda mais injusta e tornei-me definitivamente ateia.

No sábado passado, tive uma das maiores (e melhores) surpresas da minha vida. Fui ao casamento do meu amigo mais antigo, que por acaso casou com a minha prima. E qual não é o meu espanto quando vejo, na sacristia, o Padre Jardim. Quando fui dar-lhe um beijinho, ele disse "lembro-me tão bem desse sorriso, mas já não me lembro do nome; afinal, já lá vão 20 anos...". Confesso que fiquei comovida.
Foi uma cerimónia bonita, e, naquele momento, voltei a ter 10 anos e tudo voltou a fazer sentido: o Padre Jardim estava a tratar-nos pelo nome e batemos palmas a cantar. Apesar de não ter conseguido assistir à cerimónia toda (não tinham nada que casar na hora do lanche do esfomeado do meu filho) posso dizer que foi um dos casamentos mais bonitos que já vi.

Gostava que o meu filho conhecesse a Igreja que eu conheci e vivi com o Padre Jardim. Tenho a certeza que faria dele um Homem melhor.

10/05/2010

Serviço Público #3

Os adesivos protectores dos calcanhares da Compeed são tão bons, mas tão bons que só hoje, três dias depois de os pôr é que me lembrei que ainda não os tinha tirado. Quando olhei para os pés, lá estavam eles bem coladinhos no mesmo sítio, desempenhando orgulhosamente a sua função.
Se calhar, e porque não são baratos, deixo-os postos até ao próximo casamento...

...

...

... que é em Julho.

07/05/2010

Pontaria é teres um modelito todo decotado para um casamento e veres no meteo.pt que vai chover nesse dia.

06/05/2010

Sabes que estás a crescer quando fazes zapping radiofónico todas as manhãs e acabas sempre na Antena 1.

05/05/2010

Sou uma mulher simples, mas gostava de gostar de ser coquette.

Não me lembro de falar aqui de vestidos-sapatos-maquilhagem-e-afins. Sim, já falei de roupa e tal, mas não é tema de conversa que eu goste de ter e muito menos de puxar. Odeio ir às compras, experimentar roupa e normalmente, vou sempre comprar uma coisa muito específica: uma camisa branca, umas calças verdes, uma camisola azul. Quando olho para o roupeiro e o vejo vazio (aconteceu duas vezes: uma quando comecei a trabalhar num sítio onde não podia usar calças de ganga e ténis, e outra depois de parir porque nada me servia e tudo me incomodava), telefono à minha amiga R. que faz o sacrifício (not) de ir comigo às compras.
Não arranjo as mãos, não pinto o cabelo, já fiz madeixas uma vez (devia estar distraída) e nunca arranjei os pés.
Não perco nem um minuto em maquilhagem, simplesmente porque não uso. De todo! Uso creme hidratante e é quando não me esqueço de o pôr. Seco o cabelo porque sou uma flor de estufa e tenho medo de sair com ele molhado, e escolho a roupa do dia três minutos antes de sair de casa.
Por tudo isto, não percebo porque é que a cabeleireira que me corta o cabelo duas vezes por ano há uns 10 anos ficou em choque quando eu marquei hora para sábado para fazer um rabo-de-cavalo para o casamento da M. e do S.
- Um rabo-de-cavalo? Vais pagar para te fazerem um rabo-de-cavalo? - pergunta ela.
- Mas não quero um rabo-de-cavalo qualquer. Quero este:


Nota: o leitor que não pense que sou uma desmazelada-amarrotada; faço depilação de 3 em 3 semanas, religiosamente. Ok?

02/05/2010

E depois do post anterior, tenho na carteira uma lista de 15 livros para ir buscar à Feira do Livro.

Por favor, não me façam a pergunta...
... por favor...

Dona de casa quase desesperada.

Estou aqui a pensar que:
também tenho uma D. Lurdes uma vez por semana que me limpa arruma passa,
também tenho um filho porreiro que dorme 10h por noite,
tenho um marido que come fora na grande maioria dos dias (almoço e jantar),
raramente cozinho,
ainda por cima, trabalho 5 horas por dia.

Então porque raio não consigo:
ler duas páginas de um livro sem adormecer,
ver 15 minutos de um filme sem adormecer,
encostar a cabeça por mais 5 segundos sem adormecer?

Há pessoas que sabem o segredo e não querem partilhar.
Não há?

Dia da Mãe

Eu podia escrever tanta coisa sobre a minha Mãe e sobre mim que sou Mãe e sobre este dia que faço imensos meses de namoro e bués de meses de casada e sobre a importância do dia 2 nas nossas vidas...
Mas não vou escrever nada. Estou a namorar o meu bebé.

Costas.

Se alguém souber um truque ou mezinha para que estas dores de costas, estas aqui mesmo no meio que parecem paus a espetar de dentro para fora e que vem a subir até ao pescoço e que não deixam dormir nem estar confortável em posição nenhuma e que agravam na hora do banho diário de uma determinada criança de 8,5kg, agradeço que me informem.
Muitíssimo obrigada.

23/04/2010

Friday's Ritual - #1


Este ritual encontrei na Paixão Fotográfica, que por sua vez encontrou no Rummey Bears, que foi encontrar no Soul Mama. É apenas uma fotografia, sem palavras nem explicação, de um momento especial da semana. Um momento que queremos guardar.

Um bom fim de semana!

Bublé.

Serei eu a única pessoa do país que não percebe qual a piada do Michael Bublé? Querem explicar-me?

22/04/2010

C'a nervos!

Agora que a Veronica ia entender-se com o bonzão do Chris, pumba, um assalto, mata um bandido, volta o stress pós-traumático e o ex-marido.
Ainda não é desta que se entendem, e isso irrita-me!

Nota: para quem não percebeu nada disto, estou a falar do Mercy, quintas-feiras na FoxLife, pelas 22.15.

Blogues

E no primeiro de quatro dias de folga, consegui ler os 473 posts que tinha em atraso, ver dois Mercy's, dois So You Think You Can Dance, e ainda tive tempo para ir pôr o carro na oficina, ir buscá-lo, lanchar com a R. e ir ao Pngo Doce.

20/04/2010

Vulcão

Se eu puser o António a martelar o teclado do computador, ele escreverá o nome de um vulcão islandês?

10/04/2010

Reconsidero.

Caro S. Pedro,
Depois de uma análise exaustiva ao meu roupeiro e principalmente, ao meu espelho, decidi que afinal já não quero o Verão. Seis meses depois de parir, quase dois anos depois da última ida à praia, algures entre orca e elefanta banhada em lixívia, sinto-me melhor toda tapada com as roupas de Inverno. Manda lá vir o dito.
Obrigada.

05/04/2010

Sou só eu que acho?

Evan, So You Think You Can Dance

Este miúdo é genial em todos os estilos e muito expressivo. Não sei se devia ganhar, mas gosto muito de o ver dançar.

Todos os dias tristes deviam ser dias cinzentos.

Daqui, consigo ver o mar.
Depois daqueles prédios laranja e do casario branco, lá ao bem longe vejo o mar.
Hoje, está muito azul. Talvez o dia do ano que se vê mais azul. A linha do horizonte estende-se e vejo dois tons de azul: o do céu e o do mar.
Às vezes acho que teria mais lógica se chovesse. Um dia triste é um dia de chuva. Cinzento. Escuro. Assim deviam ser todos os dias tristes. Com o sol assim a brilhar, parece que não está a prestar a devida homenagem a quem parte. Todos os dias tristes deviam ser dias cinzentos.
O nascimento de alguém é sempre mágico e fantástico.
A morte de alguém, essa, é sempre dolorosa e revoltante. Por mais pessoas que morram à nossa volta, nunca nos habituamos a esta realidade.

Viver é fodido.

03/04/2010

Mais sobre filhos.

Li algures alguém que criticava os casais que "depois de terem filhos deixavam de viver", porque abdicavam de saídas com os amigos, noitadas e outros programas sociais. O post era bem crítico, apesar de bem escrito e com algum fundamento. Notava-se, contudo, que quem escrevia não tem filhos. Pobrezinha...
Não é pobrezinha por não ter filhos!! Eu própria, até ter decidido engravidar, não queria filhos, e era muito feliz sem eles. A verdade, é que sou muito mais feliz com um filho! E quando há saídas ou noitadas, não apetece ir, porque já temos um dia cheio de mimos e sorrisos que só queremos partilhar com quem mais amamos. E não, não damos em malucas por deixarmos de sair. Damos em malucas sim, se ficamos longe dos nossos bebés mais que uma hora seguida.
As Mães trabalhadoras (praticamente todas, que hoje em dia é muito difícil ser uma stay-at-home-mum em Portugal) têm que deixar os filhos em infantários ou amas; as que têm sorte, conseguem deixá-los com os avós; as que têm ainda mais sorte trabalham 5 horas e voltam a correr para junto dos seus filhos (eu sou uma sortuda ao quadrado). Mesmo essas, como eu, que passam o dia de trabalho a correr para que tudo fique feito em 5 horas, com objectivos a cumprir e a pressão da hierarquia, têm tempo para sentir saudades. Acredito que os Pais também as sintam.
Não pensem que deixamos de viver: a vida, a partir daí, tem um sentido diferente e tudo à volta passa a ser olhado de outra maneira. As prioridades são outras e o mundo deixa de rodar à volta do nosso umbigo.
Não pensem que nos deixamos passar para segundo plano: nós estamos em primeiro plano mas já não estamos sozinhas.
Não pensem que deixamos de sair: saímos com Amigos, jantamos fora e até vamos ao cinema ou fins-de-semana a dois. Mas quando eles não podem ir, as coisas não sabem tão bem porque pensamos que podíamos aproveitar aquelas horas com os nosso bebés.
É sempre "mais um bocadinho".
E é sempre tão pouco.
O que eu não quero é olhar para trás e ver que perdi a melhor fase de crescimento, descoberta e conquista do meu filho. Que se lixem as noitadas. Já tive tantas!!

27/03/2010

Não gosto de pessoas.

Detesto conhecer pessoas, cumprimentar pessoas que mal conheço, muito menos ser abordada na rua por pessoas que não conheço de todo (tem acontecido muito desde que mudei de casa).
Tenho péssima memória: caras, nomes, datas, filmes, actores, histórias, anedotas, acontecimentos.
Odeio conversas da treta: de cabeleireiro, de taxista, de paragem de autocarro, de sala de espera de médicos. Não tenho paciência e a minha imaginação para a introdução de novos assuntos é nula, portanto a minha parte do "diálogo" limita-se a vários pois, alguns exactos e bastantes hum-hum.
Não sei consolar ninguém: aquela conversa do "ai meu deus, o meu marido isto e a minha mãe aquilo, e o meu patrão o outro", comigo não funciona. Sou excelente ouvinte mas nunca me ouvirão dar conselhos sobre atitudes a tomar (salvo raras excepções que têm a ver com a minha própria experiência e em casos muito parecidos).
Resumindo: não gosto de pessoas. Não gosto mesmo. E se pudesse, trabalhava numa sala sozinha, com um computador e um leitor de mp3. De preferência sem telefone.

Agora, as pessoas que eu conheço, que eu escolhi como "as minhas pessoas", os meus Amigos, a minha família. Esses, eu adoro.
E adorei o jantar de ontem. A conversa. O serão. Os conselhos. Os desabafos.
Sabe tão bem, estar entre Amigas.

21/03/2010

Super-fantástico.

Sou uma mulher bafejada pela sorte. Quem conhece a Casca sabe que nem sempre foi assim. Desde há quase dois anos que posso dizer com todo o orgulho e peito inchado que sou uma mulher de sorte. Não vou aqui dizer as razões porque toda a gente já conhece e tem a ver com uma família fantástica constituída por um filho fantástico e um marido fantástico. Temos uma casa fantástica, vamos ter um carro fantástico e ainda por cima tenho os amigos mais fantásticos.
Então, se é assim tudo tão fantasticamente fantástico, porque é que eu tenho esta nuvem cinzenta colada a mim e uma tristeza pesada e peganhenta que não se vai embora?
Pode ser que seja da chuva.