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07/11/2017

Ternura dos 40

Ao ler esta manhã o post da Lénia* sobre a sessão fotográfica (que ADOREI, btw), fez-me perceber com clareza o que é isto da "ternura dos 40" que os nossos pais cantavam quando éramos miúdos. Não sei se os homens sentem o mesmo, mas estou mesmo convicta que isto de ter 40 anos traz às mulheres a segurança, a maturidade e a aceitação que mais nenhuma idade nos traz.
Uma coisa é estarmos a viver o nosso corpo com 40 anos; outra é vivermos o nosso corpo com 20, 25 ou 30 anos. E quem diz o corpo diz a maneira de estar, de sentir, de opinar ou até de falar. Eu vejo isso nas minhas relações (amorosas e não só), na maneira como vivo o meu dia-a-dia, no meu emprego, na minha família. Sinto mesmo muita diferença, até porque também tenho uma capacidade analítica muito maior agora.
Sem dúvida, o ponto de viragem na minha vida foi o divórcio. Se não tivesse acontecido, com certeza eu não teria a capacidade de auto-análise que tenho agora, a capacidade de aceitação e, como é óbvio, o tempo e a disponibilidade para pensar neste tipo de coisas. 

Uma das melhores sensações é estarmos bem connosco. É olharmos para o espelho e gostarmos do que vemos: tenha mais ou menos celulite, tenha mais ou menos barriga. Isso não interessa nada porque não é a celulite ou a barriga que nos define. É libertador quando percebemos isso. E é angustiante perceber o tempo que gastamos com o foco no lugar errado. 

Hoje, disseram-me "és tão genuína..." e eu entendi isto como um elogio. Nem sempre fui assim. Passei tempo demais na minha vida preocupada em ser aquilo que os outros esperavam que eu fosse, esquecendo o mais importante: Eu.



*Desculpa, Lénia: sei que ainda te falta algum tempo para chegar os "entas", mas percebe que isto não acontece de um dia para o outro. É antes um work-in-progress.

17/09/2016

Voltar ao sítio onde fui feliz?

Hoje, fui lanchar à Neusa.
Sabes o que isto significa, não sabes?
Não foi só o lanche na Neusa. Foi ter passado na rua. Foi ver as casas todas. Foi a Fofa e a Tita. Foi o Sr. Guedes e a D. Alda. Foram as aulas de condução que dei. Foram os lanches que íamos comprar ao super, que tinham sempre litradas sumo Ika. Foi o Vasco, o Chico, o Pita, o João, a Iris, a Marta, o Chué. Foi o Mirc e a novidade da internet. As idas ao cinema nas Amoreiras. Foram as aulas que faltei na faculdade para ir ao intervalo grande na ESBA. Foi o Dragon Ball. Foi Pearl Jam. Foi Mini Drunfes. Foi apanhar as músicas na guitarra. Foi fazer nada na casa de um ou de outro. Foram as tardes na casa de Algés. Foram as idas à praia no 127 do Miguelão (8 pessoas mais um cão) e ficar debaixo da bola Nívea. Foram jogos de futebol no descampado, a filmagem da história policial, as concentrações de bicicleta. Foram as idas ao aeroporto esperar a Tia Graça. Foi a Leça. Foram as passagens de ano. Foram os beijinhos escondidos. Foram os jantares no Mac e as idas ao Oeiras Parque quando aquilo era a novidade. Foi a viagem a Phoenix, o deserto, o Dave, o Montezuma Castle, o Seven Eleven, as Harleys, o Grand Canyon ali tão perto. 
Foi voltar ao sítio onde fui mais feliz.
E foste, principalmente, tu. Sabes o que significa, não sabes?