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10/09/2017

O regresso

Cinco meses depois, o regresso.
As férias acabaram, os sonhos morreram, as borboletas foram enterradas.
A rotina voltou, os miúdos estão enormes, setembro chegou cheio de novidades.

Respondendo ao pedido de várias pessoas durante estes cinco meses, vou tentar voltar.
Não vos prometo assiduidade, qualidade, quantidade. Não vos prometo boa disposição todos os dias. Nem prometo o mau feitio regular. Prometo, sim, voltar a usar a Casca como o refúgio que é desde 2003.

Já tinha saudades.

Stay tuned!

07/09/2016

Dos sonhos.

Altura, Algarve. Julho, 36º, mar quente, vento fraco. areia morna. Corpos bronzeados.
De repente, estou na praia, dentro de água, com os meus filhos. Todos os três. Nenhum a chorar ou com medo ou contrariado. Estão felizes e ouvem-se gargalhadas e gritos de excitação. 
Voltem a ler o parágrafo anterior, por favor. Aqueles que conhecem os meus filhos pessoalmente e há mais tempo: voltem a ler. 
Quais noites de sono interrompidas. Quais xixi e cocós fora do bacio. Quais autonomia, birras, choros  ou doenças. Naquele momento, estava a realizar um dos sonhos da minha vida. Naquele momento, tudo o que há de menos bom na minha experiência no mundo da maternidade, foi imediatamente esquecido. 
Eu estou na praia, dentro de água, com os meus filhos. Eu estou a brincar na água do mar com os meus três filhos.
A felicidade existe e estava ali mesmo, naquela praia.


A emoção foi tanta, que não me lembrei de registar o momento.
Fica esta lembrança, só com os rapazes.

24/05/2016

Muitas vezes me ouviram dizer "o que custa são os primeiros dois anos". De todas as vezes que o disse, acreditei mesmo naquelas palavras, tive a certeza que seriam 24 meses puxados.
Esses dois anos já passaram. E eu só me apercebi disso este fim de semana quando os minis decidiram, por iniciativa deles, deitar as chupetas para o lixo. Eu, sem querer acreditar, expliquei as consequências do acto, lembrei, principalmente ao Manu, que é era o mais dependente e viciado na "xuxu", que o lixo era levado por um camião verde para muito longe. E ele "não faz mal: Manu é crescido" e logo ela atrás "fajmal: Teté quexida". E eu a insistir que o camião não volta, que vai meeeeesmo para longe e nem volta à noite antes de dormir. E ele, como sempre, a argumentar: "eu prometo, Mamã. O Manu até já usa cuecas", e ela, papagaia, "Mamã, Teté xá uja bécas!"

Foram dois anos que passaram a voar. Não: não custaram mais estes dois anos do que custarão os próximos. Foi fisicamente duro andar com os dois ao colo, acordar todas as noites, adormecer ao colo. Mas vê-los nestas conquistas juntos, neste processo de crescimento tão próximo e tão cúmplice, faz-me pensar que não custou nada. O que custa é vê-los crescer e deixarem de ser os meus bebés pequenos. 
Faria tudo igual outra vez: acordaria todas as noites, subiria todas as escadas com dois bebés ao colo, cantaria a mesma canção de embalar vezes e vezes sem conta.

Os meus bebés largaram a chuchas e não tarda já não usam fraldas. Muitas vezes disse que o que custa são os primeiros dois anos quando, na verdade, em vez de dois devia dizer 18.

27/04/2016

27/4

Vocês lembram-se: eu queria mesmo outro rapaz e fiquei em choque quando soube que vinha uma menina. Depois, veio a confusão do nome, a epopeia que foi encontrar um que gostássemos, as discussões que houve à volta disto. Depois chegou o grande dia e foi aquele Amor. O Amor que não se divide pelos filhos que se tem, mas multiplica-se logo que os sabemos dentro de nós.
E ela cresce rápido e fala e explica-se e corre e come tudo e muito. E é torta e teimosa e independente. Mas depois, olha-nos com aquela denguice que eu nunca vi nos rapazes e perdoamos (quase) tudo. Há quem diga que eu precisava de uma menina na minha vida. Que ela só me fez bem. Que foi ela quem conseguiu ressuscitar o meu lado feminino. Ela só me faz bem, é certo. O resto, quem sabe?

"Esta miúda é um exagero", canta o Jorge Palma. Deve ser a frase que mais vezes me passa pela cabeça quando a olho. Um exagero no que come, na cumplicidade com o Manuel, na protecção que procura no António, na concentração a fazer desenhos, na precisão a construir legos, na velocidade com que corre pela casa, na alegria quando me vê. Esta miúda é um exagero no Amor que lhe tenho, no mimo que trocamos, na atenção que me pede. E é um exagero tão bom...

Esta é a minha miúda e faz hoje dois anos. Dois anos de covinha na bochecha e olhos que mudam de cor.
Dois anos de Little Miss T.


13/12/2015

Uma corrida é muito mais do que correr.

Uma corrida vai muito para além do físico. Muito para além do explicável. 

Hoje fiz 10km. A minha segunda corrida a sério foi feita sozinha: desde o momento em que saí de casa até este momento, sentada no chão da minha sala com o computador no colo. Sozinha. 
E podia vir aqui contar-vos todos os pormenores técnicos da corrida e da minha prestação, mas eu sou uma pessoa sensorial e tudo foi muito para além do físico. 
Comecei a um ritmo estável, sem me importar muito com as pessoas que me ultrapassavam. Nos túneis, aproveitei o embalo das descidas para compensar as subidas. A zona das Avenidas Novas é uma zona que me é muito querida, vivi ali 5 anos, ali fiz e tive um filho, trabalhei ali, fui muito feliz, cresci muito ali. Tudo me passou pela cabeça: todas as lembranças, todas as pessoas. 
Após os 4km, comecei a quebrar. Apetecia-me parar mas não via ninguém a andar e não quis dar parte fraca. Pensei: já fizeste 5km sem parar, vais mesmo querer parar agora? Abrandei depois primeiro abastecimento de água: parecia que as pernas já não podiam mais e a água que bebi não caiu muito bem. Veio a dor de burro, que já não sentia há meses. 
Entre os 6 e os 8km, ia alternando entre a corrida e a caminhada rápida. Lá se foi o meu ritmo. Depois dos túneis todos, começo a ver os assistentes: famílias, apoiantes, turistas. Tal como a outra corrida, ver aquelas pessoas deu-me imensa força. São pessoas que não conheço, estão ali para apoiar alguém, mas olham-nos nos olhos, batem palmas, falam connosco. Sinto uma força vinda sabe-se lá de onde e retomo o ritmo, afinal, os últimos quilómetros eram a descer. 
Lembro-me de sentir uma dor na virilha durante algum tempo. Não me lembro quando a dor de burro parou. Lembro-me de sentir muito desconforto por causa das meias. Mas nesses últimos quilómetros, sentia o corpo anestesiado. Já não doía nada. Já não sentia nada. 
A meio da Av. da Liberdade, o vento soprou mais forte e começo a ver folhas a caírem das árvores. Em câmara lenta. Olhei para cima e tentei captar o momento como se fosse uma máquina fotográfica. Foi talvez a imagem mais bonita que os meus olhos se lembram de ver. Tentei fechar os olhos por instantes. Foi o momento mais especial da prova. A chegada estava mesmo ali.

Cheguei ao fim. O objectivo estava cumprido. 

Afinal, não corri sozinha. Corri com as lembranças, os sítios, as pessoas que fazem parte da minha vida. Corri com os meus filhos, que ganharam a minha medalha. Corri com os Amigos que deixaram mensagens de incentivo. Corri com toda a circunstância que me trouxe até esta corrida.

Cheguei ao fim. 
10km. 
1h06m01s


05/12/2015

A Sala da Mariana

O acaso prega-nos algumas partidas, mas nem todas são más. A mim, fez-me tropeçar num grupo de pessoas fantásticas, muito bem resolvidas, muito diferentes mas muito na mesma onda, que têm em comum o facto de ter tido filhos na turma de uma Educadora muito à frente.
E o acaso podia ter colocado nessa turma pais menos sãos, mais picuinhas, mais ou menos desviantes, mas não pôs. Podia ter colocado alguns pais mais reivindicativos, mais contra a corrente, mais nódoa. Mas, ao fim de todo o percurso pré-escolar dos nossos filhos, o pano saiu imaculado.
Dizem que os Amigos escolhem-se. Estes, o acaso escolheu por mim. E estou certa que, quando o fez, os atros estavam todos muito alinhados no sítio certo.

Obrigada, meninas. Pelo jantar de ontem, pela presença, pelas mensagens, pelos disparates, pelas gargalhadas e pelos últimos anos.
Vamos continuar sempre a ser a Sala da Mariana, porque esta sala foi e vai continuar a ser, sem dúvida, a maior!

04/12/2015

12 anos.


Hoje, este blog faz 12 anos. DO-ZE anos!

Admito que já teve melhores dias. Mas confesso que já teve piores. E saber-vos desse lado, receber as vossas mensagens, ler os vossos comentários é o mimo que eu preciso neste momento.
Obrigada por continuarem desse lado. Obrigada pelo colo.

Parabéns à Casca. Venham mais 12!

10/11/2015

5k

Foi a minha primeira prova a sério. Daquelas com chip no sapato, tempo contado, dorsal na camisola. Foram apenas 5km mas neste momento é o máximo que eu consigo correr. Há menos de dois meses, queixava-me que não fazia mais que 3,5. 
Tenho tido cada vez mais vontade de correr. Não tenho muita disponibilidade para treinar (nas melhores semanas, consigo treinar uma vez) mas tenho a sensação que, com um pouco mais de treino, facilmente chegaria aos 10km. 
No dia da corrida (um evento banal para a maioria das participantes mas tão especial para mim), estava com as emoções à flor da pele. Os miúdos estavam com o Pai e quis ouvir a voz deles antes de começar. Chamaram por mim e eu chorei. 
No percurso, vi imensos filhos a puxarem pelas Mães, a incentivarem, a gritarem, com cartazes, a baterem palmas. Senti vários apertos na garganta: nenhuma daquelas crianças era minha. Respirava fundo e ia continuando. 
À chegada, liguei-lhes. O António ainda nao percebe que o mais importante foi ter chegado ao fim e ficou desiludido quando lhe disse que não fiquei em primeiro lugar. Mas sobretudo senti necessidade de partilhar esta "vitória" com quem partilha a vida comigo. Só depois me lembrei que a vida já não é partilhada e bati num muro. Frio. Concentrei-me nas vozes dos miúdos (mais do que no conteúdo) e voltei a chorar. Quando desliguei o telefone, tinha  cinco garrafas de água à minha volta e uma voz autoritária:
 - Hidrata-te. E compõe-te. 
Assim o fiz. 

Foi uma sensação do caraças. 28 minutos e 52 segundos. 
5 km inteirinhos. 
É indiscritível. 

Próximo objectivo: 10km. 

27/10/2015

18 meses

Ano e meio de Princesa na minha vida. 18 meses de sorriso doce, olhar curioso, caracóis dourados.

Está teimosa, faladora, espertalhona. Não deixa que lhe dêem a mão na rua, não deixa que lhe dêem de comer, usa o bacio como se nunca tivesse usado uma fralda na vida. Come maçãs inteiras com casca e tudo, se eu deixar está sempre a comer. É vaidosa, tem uma panca com sapatos, adora brincar com carros e com loiças. Canta e dança a toda a hora, ajuda-me a fazer a sopa e a estender a roupa. Ajuda-me com os manos: "Nanuuuu, mêja!" mas está sempre às turras com o Manu:

- Mamã, Nanu bateu.
- Oh, deve ter sido sem querer. Bateu onde?
. Atiiii!!!

18 meses de miúda gira.
Parabéns, little miss T. Obrigada por dares muito mais cor à nossa casa.





10/10/2015

Mãe (post que devia ter saído no dia 15/9 mas não houve tempo)

Olhar para esta foto traz-me uma sensação de conforto. O colo, o olhar, o mimo. Aqui vejo a Maternidade.
A Mãe que aqui vejo é a minha. A bebé sou eu. Há 38 anos. 
É a Mãe-Avó-galinha, a Mãe-refilona, a Mãe-complicada. É a Mãe-colo, a Mãe-ajudante, a Mãe-apaga-fogos. 

A Mãe que vocês vêem é a minha e faz anos hoje. 

Parabéns, Mamã. 

23/04/2015

Tenho um filho que sabe ler.

As perguntas começaram há alguns meses. 

- Como é que se lê esta letra? O que é que está aqui escrito? Como é que se escreve Benfica?

Nunca insisti em nada. Nunca perguntei o que ele já sabia. Sei que ele gosta mais de números e contas mas ficava muito feliz quando ele me perguntava sobre as letras que via. E ficava muito triste porque ele não percebia que o N se lê ne ou quando se esquecia que um C e um A se lê ca e não ça. Explicava, mas nunca insistia. Quando ele se fartava do jogo eu agia naturalmente e encontrávamos outra brincadeira.

Lembro-me do dia em que comecei a ler. Lembro-me perfeitamente de estar na sala com um jornal na mão depois do jantar e perguntar ao meu irmão como é que se lia aquela letra. Ou o outro conjunto de letras. De achar curioso quando ele me desvendou o segredo e explicou que o L e H juntos fazem lh. Ainda a primeira classe era uma miragem distante. A minha Mãe diz que tinha cinco anos acabados de fazer.

No outro dia, o jogo voltou à hora do jantar:

- Escreve lá uma palavra para eu ler. 

E eu escrevi PATO. Ele leu PATÓ mas corrigiu imediatamente. Escrevi COPO, MALA, CAMA, MAPA. Arrisquei no TOMATE, SAPATO. Ele sempre a ler com as vogais todas abertas SÁ-PÁ-TÓ. Corrigia de seguida e dava gritos de alegria ao perceber que acertava. Fui mais longe ainda e experimentei um ditongo: PAPAIA. Engasgou-se, demorou mais mas chegou lá. O Pai, muito mais arrojado, tentou PORTO, PORTUGAL, PÊRA. E ele sempre a carregar nos rr's: PORRRTO, PÉRRRRA. Ele delirava. Ficou tão feliz! Eu, claro, comovi-me. O meu filho sabe ler. Levantei-me da mesa e fiz uma dança ridícula a rir à gargalhada para que não percebessem que eu já chorava. 
Naquele momento, tinha 5 anos outra vez e lia palavras numa folha de jornal.


Passado o momento da euforia, o Pai disse-lhe: se já sabes ler, vai lá à sala ver quanto é que está o jogo. Voltou rapidamente.

- Papá, ainda está zero a zero mas não percebo uma coisa: o que é que quer dizer DIRRETO?

09/02/2015

2nd is 2!!


O pequeno Manuel faz dois anos.

Descrevo-o com uma frase: é o meu filho mais fácil e mais difícil, ao mesmo tempo. Não sei se perceberão o que quero dizer, mas não consigo descreve-lo de outra forma. 
Come bem, dorme bem, é muito independente, tem uma personalidade muito forte (que é a maneira simpática de dizer "mau feitio"), sabe perfeitamente o que quer e o que não quer e não vale a pena tentar dissuadi-lo ou distraí-lo com falinhas: ele não cai nessa. Já entrou na fase dos terrible two há algum tempo, desafiador, gozão mas tão, tão cómico! É difícil ralhar com ele porque é mais provável ele dissuadir-nos e distrair-nos com o seu charme. É mimocas quando tem de ser, é refilão q.b., muitas vezes esqueço-me que só tem dois anos. Fala pelos cotovelos, canta a toda a hora, dança muito, gosta de desenhar: é o artista da família. Não vive sem os manos, principalmente sem o mais velho. Ou estão aos abraços ou estão às turras, como irmãos normais.

Hoje faz dois anos, este menino de cabelo rebelde e olhar doce, este menino que passou quase metade da sua vida a dormir. Agora, está, sem dúvida, a recuperar o tempo perdido. Faz dois anos o menino que me faz correr mais, varrer mais, limpar mais, gritar mais. O maior desafio da minha vida. A minha paixão do meio que é também e menino que me faz rir mais.

Parabéns, Manu, e obrigada por encheres a nossa vida desta maneira.

23/09/2014

Momento emotivo do dia III:

Chegamos à escola mais tarde que o habitual. Entramos e, como de costume, atiramos um bom dia para o escritório que fica mesmo na entrada. Começamos a subir as escadas, olhamos para cima e estão os amigos todos dele lá em cima. Começam a cantar os parabéns, com a Educadora. Paramos com a surpresa. Olho para ele que não sabe muito bem como reagir. Só me apetece chorar e não consigo evitar uma lágrima. 

(Durante aquele minuto, olho para todos aqueles miúdos que conheço desde que têm um ano. Como cresceram. Como cresceu o meu bebé que não gosta de dormir.)

Momento emotivo do dia II:

De manhã, fui buscá-lo e levei-o para a nossa cama. Ficamos os três num abraço bem apertado e cantamos os parabéns. Ele ria baixinho, esfregava os olhos e, de vez em quando, soltava gritinhos nervosos. "Queres os teus presentes?", perguntei. "Sim!". E fui buscar três embrulhos: "este é da Teresinha, este é do Manu e este é dos Papás", expliquei. "Oh, e eu não tenho nenhum??".

Momento emotivo do dia I:

Já passava da meia noite, fui espreita-lo. Adoro vê-lo a dormir, sentir a respiração calma, o corpo quente, o ar sereno. Sussurrei "parabéns, António" e ele nem se mexeu. Voltei para a sala onde o J via um filme, sentei-me no colo dele: "o nosso bebé já tem cinco anos". E desabei.
Ali ficamos um bom bocado a lembrar aquele dia, há cinco anos, e como a nossa vida mudou. 

O amor é um lugar estranho, dizem. Eu concordo: mas é o meu lugar preferido.

22/09/2014

Carta ao meu filho que ainda não sabe ler.

Não sei se algum dia vais ler isto, António, mas hoje escrevo para ti. Hoje, que fazes cinco anos (inteirinhos!!). Hoje, que faz cinco anos que sou Mãe. Hoje, que faz anos que me mudaste para sempre. 
És um menino muito especial, sabes? Podes pensar que eu digo isto só porque sou tua Mãe. Provavelmente, terás razão. Mas para mim, tu serás sempre o melhor filho, o melhor irmão, o melhor neto, o melhor sobrinho e, mais recentemente, o melhor primo. Gosto de te ver brincar com o mano. Gosto que gostes de fazer rir os teus irmãos: as tuas palhaçadas, as tuas músicas, os teus mimos. Gosto do teu carinho com as primas, o cuidado e preocupação com elas. O que eu gosto mesmo é que vejas a Família como uma Família e que lhe percebas a importância. E eu sei que nessa cabeça (tantas vezes muito distraída) tu percebes quão importante ela é.
Gosto de te ver brincar sozinho. Gosto das histórias que inventas, de te ver no teu mundo de Faíscas e Jakes, gosto que faças de um chinelo o navio pirata, gosto de faças um quadrado de molas e lhe chames de "minha casinha". Gosto que vibres com o futebol (tinhas mesmo de ser do Benfica????), gosto quando vês jogos e discutes com os jogadores que não marcam golo, gosto das tuas dicas ("chuta daí!!"), gosto de te ver a roer as unhas com os nervos.
Há algumas coisas que eu não gosto, António, mas essas agora não importam para nada porque hoje é o teu dia. E neste dia, vais fazer as coisas que mais gostas: vais à escola e vais ao futebol. E vais ser o campeão. Porque ser campeão não é só marcar golos e festeja-los com os outros meninos da tua equipa. Ser campeão é ser o menino que és: aquele que faz massagens à Mamã quando a vê com dores, aquele que dá o brinquedo preferido ao mano, aquele que chora com saudades das pedrinhas que guardou nas férias, mas também aquele que tem coragem de subir à grua do Tibidabo, aquele que come strogonoff duas vezes, aquele que ensina o Pai a jogar Angry Birds.
Parabéns, António. Estes cinco anos fizeram de mim uma pessoa rica. Tu foste o meu primeiro tesouro.

05/05/2014

A Teresa chegou.

A Teresa chegou.
Demorou um segundo para me apaixonar por esta filha. Naquela noite de dia 27, depois de duas "forcinhas" ela foi-me apresentada. Comprida, fininha: uma menina! A partir daí, foi só sentir o Amor a crescer e aquela bebé já era minha. Não tive medo, não receei que os manos não a amassem da mesma maneira, não pensei nas noites que ia passar sem dormir, nem me lembrei do trabalho que ia ser um recém nascido em casa com um bebé que não anda e com outro (não tão) bebé que pergunta e pede explicações e precisa de justificações. Nada disso importava porque, senti eu e tenho cada vez mais a certeza, a Teresa veio completar esta família.

Agora sim. Tudo faz muito mais sentido.

01/04/2014

Mariinha

Durante muitos anos, tive uma bonequinha cor de rosa a quem chamava Mariinha e que dormia comigo todas as noites. Tenho saudades dessa bonequinha de bochechas rosadas e sorriso feliz nos lábios.

Hoje, uma nova Maria entrou na minha vida. Tem bochechas rosadas e deixou-me com um sorriso feliz nos lábios. É a minha nova Mariinha.

Bem vinda, minha linda Sobrinha. 
Luv u already.

04/12/2013

Give away

Se isto fosse um blog a sério, daqueles com patrocínios e marcas em todo o lado e a fervilhar coisas fashion, tinha preparado um give away ou um passatempo que incluiria prémios como produtos de maquilhagem, pacotes de fraldas ou entradas no Kidzania. Tudo para comemorar em grande e como deve ser o 10º aniversário da Casca.
Mas isto é um blog pelintra que não tem nada para dar. Quanto muito tem para vender...

Muito obrigada pelas mensagens que me têm deixado por aqui, pelo Facebook, por sms, whatsapp e afins. É muito bom saber-vos desse lado. A Casca também são vocês todos, cada um do seu jeito especial de partilhar os meus dias.
Obrigada!

10 anos

Não sou muito de comemorar efemérides. É muito comum esquecer-me de aniversários importantes. Datas que marcam... não me marcam: marcam-me pessoas, acontecimentos, cheiros, imagens. As datas, pouco me importam.
Mas passaram-se 10 anos desde este post. O primeiro. E 10 anos é muito ano. Olhar para trás e ver tudo o que aconteceu neste período de tempo é um exercício engraçado mas remexer no histórico do blog abriria algumas feridas que há muito estão saradas e não vale a pena fazê-lo.
Gosto, sim, de pensar nas pessoas que se cruzaram comigo por causa da Casca (algumas ainda se mantém), gosto de perceber que isto nunca deixou de ser o meu cantinho preferido, gosto de nunca ter desistido (apesar de ter ameaçado), gosto de tudo o que partilhei. 
Às vezes, penso que gostava de ser parte mais integrante da blogosfera, mais popular, já que por aqui ando há tanto tempo (éramos tão poucos!!) mas sei que a linha editorial da Casca não é nem nunca será interessante para as massas. Nunca quis escrever coisas que considero banais só para encher chouriços. Nunca foi esse o propósito e nem tenho tempo para isso. Já segui muitos blogs e já desisti de os seguir precisamente por achar que não havia mais valia que pudesse tirar dali (btw, está na hora de fazer uma limpeza ao Feedly). Escrevo apenas aquilo que acho que merece ser partilhado, que eu quero ler no futuro, aquilo que eu quero guardar porque a memória vai perder, com certeza. Se passei a ferro ou não, se vesti azul com amarelo, se comi um pastel de nata inesquecível, isso não interessa para ninguém. Acho eu.
Há quatro anos, tonou-se um baby blog. Ou mais um mummy blog. Nunca prometi que não iria ser assim, até porque acho inevitável. Afinal, a Casca é a minha vida e a maternidade também! Todos os dias penso "é desta que vou escrever todos os dias", mas o corre-corre e a rotina fazem os dias todos iguais e, lá está: não queremos encher chouriços. 
Há ainda muita coisa que não vem para aqui. Algumas ficam nos meus cadernos outras apenas entaladas na garganta. Há lágrimas que não são publicadas, há conquistas guardadas, há vitórias saboreadas a solo. E há as coisas que ponho aqui. Que quero que vocês vivam comigo, que quero partilhar, que quero lembrar no futuro, que quero que os meus filhos saibam e que nunca esqueçam. E isso é a Casca. Tudo o que ponho na Casca sou eu mas eu não sou só a Casca. Sou também a Susana que alguns de vocês vêem todos os dias, uma Mãe descontraída, uma péssima dona de casa, uma mulher que faz os possíveis para ser feliz.

Parabéns a mim!