12/01/2008
11/01/2008
# 11
Confesso: esta não foi tirada hoje. E foi tirada com o telemóvel. Começa aqui a batota das fotos diárias.
10/01/2008
09/01/2008
08/01/2008
07/01/2008
06/01/2008
Mistura
Encontraram-se no sítio e à hora marcada. Estava um dia cinzento e frio e nem apetecia sair de casa, mas num impulso levado pela saudade, decidiram o reencontro. Apesar de não se verem há tanto tempo, mal os seus olhos se encontraram sentiram um calor a percorrer-lhes a nuca, descer até ao estômago provocando uma gargalhada nervosa e sem nexo. Não foram precisas palavras. Quando deram por eles, estavam enrolados num abraço apertado e num beijo intenso, como quem não beija alguém há muito, muito tempo. Sem pensarem, subiram para casa dela sem que as suas línguas se largassem. O sexo foi cúmplice: os corpos sabiam-se de cor, cada sinal, cada marca estudada e decorada há anos atrás e agora relembrada no pico do prazer. Fizeram amor no silêncio, como no passado o fizeram tantas vezes para que ninguém em casa percebesse, e olharam-se com a mesma paixão de há tantos anos atrás.
Mas o tempo tinha passado e os anos, de facto, atropelam as pessoas sem que elas se apercebam. Depois do sexo, ele vestiu-se e saiu. Ela ficou sozinha.
Ela odeia ficar sozinha depois do sexo.
Mas o tempo tinha passado e os anos, de facto, atropelam as pessoas sem que elas se apercebam. Depois do sexo, ele vestiu-se e saiu. Ela ficou sozinha.
Ela odeia ficar sozinha depois do sexo.
05/01/2008
# 5
04/01/2008
03/01/2008
02/01/2008
Há novidades na Casca.
É uma ideia roubadíssima da Sofia, mas que achei que seria uma boa desculpa para tornar isto mais activo. Uma foto por dia tem o objectivo de chegar ao dia 31 de Dezembro com 366 fotos diferentes e, consequentemente, 366 postas. Além disso, o Pai Natal ofereceu-me a máquina fotográfica que andava a namorar desde Setembro, e tenho de lhe dar uso.
Ignorem a pouca ou nenhuma qualidade das fotos e sintam-se à vontade para comentar.
01/01/2008
31/12/2007
2007
Despeço-me deste ano sem saudades. Este não foi, de todo, um bom ano. Pelo contrário: foi um ano que começou difícil, com uma grande desilusão. Desilusão essa que levou a optar por cortes com pessoas, com referências, com Amigos. Foi um ano com decisões (deixar de fumar, voltar a dançar), com descobertas (o surf), com aproximações (do meu irmão, do Primo J.), mas também de grande solidão, de amadurecimento, de grande frustração. Foi o ano em que percebi da pior maneira que sou uma mulher adulta e percebi também que não estava preparada para isso. Não sei se este foi o pior ano mas não me lembro de um tão mau como este.
Não tenho muita vontade para festas mas estou contente por saber que vou deixar este ano para trás. E vou também tratar de o apagar do meu calendário com a maior brevidade possível.
Bom 2008 para todos.
Não tenho muita vontade para festas mas estou contente por saber que vou deixar este ano para trás. E vou também tratar de o apagar do meu calendário com a maior brevidade possível.
Bom 2008 para todos.
26/12/2007
Xmas Eve
Superou todas as expectativas. Eu, que este ano comprei nada mais, nada menos que três-presentes-três, que estava sem pica nenhuma para jantares de Natal, para reuniões de família e para fretes de qualquer espécie, até achei piada à coisa.
Éramos 15, com idades compreendidas entre os 14 meses e os 82 anos, com direito a bacalhau (não era cozido com todos, mas assado com batatas a murro também não caiu nada mal), a salmão fumado, camarão cozido e outras iguarias. E um belo vinho. Tão belo que me deixou as bochechas encarnadas por algumas horas.
Houve também teatro infantil, muito parecido com aquele que fazíamos quando éramos daquela idade. Este teve banda sonora e tudo, mas as crianças de hoje já tratam a tecnologia por tu, enquanto no meu tempo ter um ZX Spectrum era um luxo que nem todos podiam ter.
Abrimos os presentes bem depois da meia noite, tal foi o convívio e a diversão da peça de teatro. Ninguém teve que adiantar os relógios para acalmar os ânimos, porque estávamos bem assim. Por alguns momentos esqueci-me de tudo: das frustrações, dos sonhos, dos desejos, das tristezas, das angústias. Porque foi Natal.
E, para mim, isto é que é o Natal.
Éramos 15, com idades compreendidas entre os 14 meses e os 82 anos, com direito a bacalhau (não era cozido com todos, mas assado com batatas a murro também não caiu nada mal), a salmão fumado, camarão cozido e outras iguarias. E um belo vinho. Tão belo que me deixou as bochechas encarnadas por algumas horas.
Houve também teatro infantil, muito parecido com aquele que fazíamos quando éramos daquela idade. Este teve banda sonora e tudo, mas as crianças de hoje já tratam a tecnologia por tu, enquanto no meu tempo ter um ZX Spectrum era um luxo que nem todos podiam ter.
Abrimos os presentes bem depois da meia noite, tal foi o convívio e a diversão da peça de teatro. Ninguém teve que adiantar os relógios para acalmar os ânimos, porque estávamos bem assim. Por alguns momentos esqueci-me de tudo: das frustrações, dos sonhos, dos desejos, das tristezas, das angústias. Porque foi Natal.
E, para mim, isto é que é o Natal.
21/12/2007
12/12/2007
08/12/2007
Ou então, não...
Sim, algo mudou. E não foi apenas o template da Casca (aproveito para avisar que com esta mudança perdi os links e só pus os que sei de cor, e por isso peço desculpa a todos os linkados que deixaram de o ser mas que podem mandar-me o link pró mail que eu reponho).
Mudei o corte de cabelo. Arrependo-me de o ter feito a cada duas horas e nos intervalos, adoro.
Mudei de óculos. Um bocadinho mais antiga, mas não deixa de ser uma mudança. Ninguém gosta (só tu, R.), mas eu adoro esta armação arrojada.
Nem por isto mudou a minha atitude perante a vida.
Adorei a viagem. Foi uma semana a andar muito, a dormir muito e a partilhar muito. Muitas saudades foram aniquiladas naqueles dias e na despedida, como há 20 anos, tinha uma lágrima no canto do olho. (Btw, adoro-te tanto, miúda. Obrigada pela semana fantástica!)
Mas quando cheguei, tudo continuava igual.
Recomecei a dançar. Quinze anos depois de ter desistido do Ballet, ganhei coragem e inscrevi-me numa aula para crescidas. Esta semana já fui três vezes. A dançar sinto-me preenchida, sinto-me realizada. Sinto que o tempo parou, sinto-me com 15 anos outra vez, sinto que nunca houve uma interrupção e que o Ballet sempre fez parte da minha vida. Ontem, na aula de Contemporânea, fui feliz. Respirei paz. Pela primeira vez desde há muito tempo, voltei a ser eu.
Ao deitar-me, olhei para trás e pensei no tempo que separou aquela decisão do dia de ontem. E confirmei que a minha vida está cheia de opções erradas. Desistir do Ballet e do Conservatório foi, talvez, a primeira e a mais dolorosa de todas estas opções. Depois veio a escolha da área D, a escolha do curso de Comunicação Social, a escolha da Universidade, a escolha dos empregos... Até hoje, ao emprego que tenho hoje que não me completa nem me faz feliz. E volto outra vez à frustração que sinto e que tenho tentado desabafar mas este feitio filho da mãe amordaça-me e não me deixa explicar. E chorei durante horas. Nem sei quantas horas, mas as suficientes para acordar com a cara inchada e umas olheiras até ao chão. E chorei e gritei e solucei para ver se esta coisa que me tem apertado o peito e roubado o sorriso saía daqui de dentro e eu voltava a ver o sol.
E isto tudo foi escrito em turbilhão e nem vou reler para não me arrepender de ter escrito.
Peço desculpa por eventuais erros.
Mudei o corte de cabelo. Arrependo-me de o ter feito a cada duas horas e nos intervalos, adoro.
Mudei de óculos. Um bocadinho mais antiga, mas não deixa de ser uma mudança. Ninguém gosta (só tu, R.), mas eu adoro esta armação arrojada.
Nem por isto mudou a minha atitude perante a vida.
Adorei a viagem. Foi uma semana a andar muito, a dormir muito e a partilhar muito. Muitas saudades foram aniquiladas naqueles dias e na despedida, como há 20 anos, tinha uma lágrima no canto do olho. (Btw, adoro-te tanto, miúda. Obrigada pela semana fantástica!)
Mas quando cheguei, tudo continuava igual.
Recomecei a dançar. Quinze anos depois de ter desistido do Ballet, ganhei coragem e inscrevi-me numa aula para crescidas. Esta semana já fui três vezes. A dançar sinto-me preenchida, sinto-me realizada. Sinto que o tempo parou, sinto-me com 15 anos outra vez, sinto que nunca houve uma interrupção e que o Ballet sempre fez parte da minha vida. Ontem, na aula de Contemporânea, fui feliz. Respirei paz. Pela primeira vez desde há muito tempo, voltei a ser eu.
Ao deitar-me, olhei para trás e pensei no tempo que separou aquela decisão do dia de ontem. E confirmei que a minha vida está cheia de opções erradas. Desistir do Ballet e do Conservatório foi, talvez, a primeira e a mais dolorosa de todas estas opções. Depois veio a escolha da área D, a escolha do curso de Comunicação Social, a escolha da Universidade, a escolha dos empregos... Até hoje, ao emprego que tenho hoje que não me completa nem me faz feliz. E volto outra vez à frustração que sinto e que tenho tentado desabafar mas este feitio filho da mãe amordaça-me e não me deixa explicar. E chorei durante horas. Nem sei quantas horas, mas as suficientes para acordar com a cara inchada e umas olheiras até ao chão. E chorei e gritei e solucei para ver se esta coisa que me tem apertado o peito e roubado o sorriso saía daqui de dentro e eu voltava a ver o sol.
E isto tudo foi escrito em turbilhão e nem vou reler para não me arrepender de ter escrito.
Peço desculpa por eventuais erros.
24/11/2007
@ Barcelona. Again.
Fora.
Uma semana longe daqui.
E sempre a esperança que, quando voltar, algo tenha mudado.
Uma semana longe daqui.
E sempre a esperança que, quando voltar, algo tenha mudado.
31/10/2007
Hoje estava disposta a abrir o jogo. Estava disposta a descarregar esta angústia toda para aqui sem pensar no que os outros vão pensar quando lerem. Ando farta de medir palavras de pensar primeiro dos outros antes de escrever. Tenho de começar a aprender a encarar os meus sentimentos e a vivê-los e a mostrá-los como antes mostrava. Talvez se os escancarar fique mais fácil suportar. Há muito tempo que ando a sentir-me um nada. Há muito que ando a pensar no que é que eu estou aqui a fazer. Há muito que descobri que não era nada disto que eu queria fazer na vida. Os sonhos foram desfeitos há muito tempo e o copo está meio vazio há muitos muitos anos. Ultimamente já nem vejo o copo! Tento disfarçar mostro-me forte. Finjo estar tudo bem digo a toda a gente que adoro esta coisa de ser independente. Uma mulher moderna e cosmopolita e independente. Com um emprego e uma casa e um carro. Mostro que posso fazer o que eu quero a toda a hora. Que não estou condicionada por nada nem por ninguém. Passo férias sozinha e vou para a praia sozinha e compras sozinha e noites sozinha e viagens sozinha e cinema sozinha e fins-de-semana sozinha. Tudo sozinha. E que adoro. E que estou realizada. E que sou feliz. Mas a verdade está toda distorcida. A verdade não é esta nem nunca foi. Talvez tenha sido em algum momento do passado. Talvez seja em alguns (muito poucos) momentos do presente. A verdade é que estou farta de estar sozinha. Estou cansada de adormecer e acordar sozinha. Falta a partilha. A cumplicidade. A companhia. Na maioria das vezes bastava uma companhia. Simples assim. Companhia. Saber que alguém está ao meu lado e se importa. Saber que eu me importo com alguém que está ao meu lado. Merda. O medo que eu tenho de não conseguir apaixonar-me outra vez. Medo que isto fique assim para sempre. Merda. O medo. Sempre o medo.
14/10/2007
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