07/04/2015

Um dia chocante.

Ontem, estava num dia daqueles. Tudo parecia correr mal desde que acordei (mas eu cheguei a dormir??). Para piorar as coisas, à tarde, no caminho de casa para o Colégio dos miúdos:

- "atropelei" um garoto que vinha de bicicleta. Pus "aspas" porque acho que foi mais ele que me atropelou: ele ia em contramão, em grande velocidade, numa curva com descida e piso molhado. Ele viu-me e quando travou começou a derrapar e só parou no meu capot. Não quis que o levasse ao hospital, diz que não se magoou mas saiu a coxear com a bina na mão.

- fiz uma parte do eixo Norte-Sul debaixo de uma carga de água que não vi nada à frente durante uns longos dois minutos.

- já perto do Colégio, um carro decide não parar no sinal vermelho e não bate em mim por um pelinho de um careca. Ou porque sou mesmo uma exímia condutora.

Cheguei ao Colégio a tremer, mas desabafei, tomei o meu café e tratei de esquecer os incidentes.

No caminho de regresso, conto estas pequenas histórias aos filhos que me ouvem com a atenção que as suas idades permitem. O mais interessado era, sem dúvida, o António que está na fase de adorar um pequeno drama, um grande acidente ou a desgraça alheia. A meio do caminho, vemos um acidente: uma mota toda partida, o condutor deitado no chão, umas cinco pessoas ao telefone à sua volta. Não que costume parar para contemplar acidentes, mas o trânsito era tanto que vimos tudo com tempo e atenção.

- A mota fartiu!! Xenhori tem dói-dói? No xuelho? - diz o Manu até hoje. Está sempre (mas SEMPRE) a falar do assunto.

O António, ao fim do dia, conclui:

- Hoje, foi mesmo um dia chocante.
- Chocante? Porquê chocante?
- Porque as pessoas estavam sempre a chocar umas com as outras!

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