Mostra-me o ecrã do tablet com o resultado de um jogo.
- Como é que se lê este número?
- Cento e quarenta e três.
- Isto é mais que infinitos?
- Não! Infinitos é mais que todos!
- Não é não, Mamã. Quinhentos infinitos é que é!
Private joke aqui para casa: Marido, ainda lhe vou ensinar que infinitos elevado a infinitos vezes infinitos elevado a infinitos com infinitos parêntesis é que é maior! ;)
14/07/2014
12/07/2014
Tem mania que é artista, o puto...
Depois de uma manobra de estacionamento executada na perfeição e à primeira num daqueles lugares que se parecem com a Rua da Betesga, sendo o meu carro o Rossio*:
- Máquina!! Máááááááááááquina! Eu-sou-u-ma-má-qui-na-na-es-tra-da. Sou um espectÁÁÁÁÁÁculo!!
- Oh Mamã, mas se tu és um espectáculo, onde é que está o teu palco?
* - a modéstia é coisa que não me assiste, quando tenho um volante nas mãos.
11/07/2014
Sem título.
O passeio tinha sido rápido e curto, aquele que um domingo chuvoso de verão nos permitiu. Estávamos os cinco no carro e vemos ao fundo o sinal a mudar de vermelho para verde. Nem paramos mas reparamos que o carro da frente, que já estava parado do semáforo, continua sem se mexer. E eu, sempre sensível "e este, já morreu ou quê?" Ao passar devagar pelo carro, vemos o condutor com a mão na cabeça, tombada para a esquerda. O carro continua parado. O meu marido não acelera, continua a olhar o espelho retrovisor, o homem na mesma posição, o carro imóvel. "Ele não está bem. Aquele homem não está bem, Susana." "E agora? Vais salvá-lo?" "Agora? AGORA?? Por causa de pessoas como tu é que isto está como está! É esta sociedade em que vivemos, passamos pelas pessoas que sofrem e fingimos que não é nada connosco. Coitado do homem, a ter um AVC! Onde é que isto vai parar!" Decide encostar, desaperta o cinto e sai do carro a correr em direcção ao outro imóvel no sinal verde. Eu com os miúdos atrás "o Papá??", "porque é que paramos?", "quem era aquele senhor?" viro-me para trás e ele já está mesmo mesmo a chegar ao carro que arranca como se nada fosse. Vejo a cara do meu marido num misto de incredulidade e espanto. O carro, antes imóvel, passa agora por mim e eu olho lá para dentro. O homem não tinha morrido: estava a conduzir de perfeita saúde com a mão na cabeça, sim, porque segurava o telemóvel.
Lembram-se disto? Ainda não foi desta que o meu marido salvou alguém.
10/07/2014
Mais uma noite normal num T2 para 5
O relógio diz que passam 13 minutos da meia noite. Finalmente, consigo ouvir o silêncio da casa. Hoje, não foi um dia particularmente cansativo, nem triste, nem especial. Foi até bastante normal. Não sei porque é que o adormecer das crianças foi tão atribulado, especialmente o da Teresa. Antes de me deitar, vou vê-las e o cenário é este:
António: destapado, agarrado ao KicoNico (que já foi) branco, com cerca de 22 carros da série Faísca McQueen à sua volta e a pequena lanterna acesa.
Manuel: destapado, pés em cima da almofada, cabeça em cima do KicoNico (ainda) azul, 4 chuchas espalhadas pela cama, fralda do ó-ó amachucada, barriga para baixo, mão direita de fora das grades, caracóis enrolados no lençol.
Teresa: chucha na boca, respiração serena, KicoNico rosa do seu lado esquerdo, fralda do ó-ó no lado direito. A cobri-la, não está o lençol Zara Home oferecida pela Avó nem a manta fofa e cheirosa acabada de lavar, mas a t-shirt que usei hoje na corrida e que ficou a cheirar a transpiração. Só assim é que ela acalmou.
09/07/2014
08/07/2014
Conversas
- Mamã, o que é que queres ser quando fores grande?
- Quero ser escritora.
- Escritora? Que escreve livros?
- Sim! Gostava de escrever livros para crianças.
- Então, quando eu encontrar um livro que não tem letras nem palavras, eu dou-te para tu escreveres. Está bem?
07/07/2014
Sem título.
Há uns tempos, o meu marido chegou a casa com um ar preocupado. Quando isto acontece, a primeira coisa que eu pergunto é "o carro ficou muito partido?". E ele que não, não teve nada que ver com o carro mas com um cão com bom aspecto que estava na porta do prédio ao lado. Eu, com a insensibilidade que me caracteriza, "e???", e ele continuava com um ar sério e grave "coitado, cheio de fome e ainda por cima está a chover, claramente foi abandonado há semanas e encontrou agora a casa e deve ter fome e o dono não o quer, o que é o jantar?" "Desculpa?? Bacalhau espiritual lá é comida de cão? Já agora leva umas gambas alijo para ele saber o que é bom! Era o que faltava ter trabalho de cozinhar e dar a um cão. Deve estar à espera do dono." "Achas? À chuva? Nenhum dono deixa o cão à chuva. Foi abandonado e está faminto, pobre do cão que se não fosse a minha asma já estava cá em casa. A que horas fecha o Pingo Doce?" "Já fechou a esta hora, e agora eu até já me apeguei ao raio do cão, porque é que não vais à bomba de gasolina e compras aquelas latas de comida para cão, pelo menos o pobrezinho sobrevive à noite. Amanhã logo vemos que fazer dele." E lá foi ele, com uma garrafa de água numa mão e dois tupperwares vazios na outra (um para a comida e outro para a água) a caminho da bomba.
Chegou meia hora mais tarde com a garrafa de água, os tupperwares, a lata por abrir e um ar ainda mais miserável. "Quando estava a chegar encontrei a D. Maria (a senhora que faz a limpeza dos prédios aqui da rua) que me explicou que este cão é do vizinho do prédio de baixo, que apaixonou-se pela cadela do prédio de cima e como ela está com o cio não sai da porta à espera dela. Não tem fome, não foi abandonado, não está infeliz. Só carente."
Desde esse dia, tenho uma lata de comida marca Pedigree à espera que um canídeo abandonado mexa com o coração do meu marido novamente.
04/07/2014
Depois disto digam-me com sinceridade: de zero a 10, quão chanfrada é esta cabeça?
Odeio comer. Acho uma perda de tempo, sou esquisita, detesto provar coisas, não gosto de legumes. Por tudo isto, detesto cozinhar: aborrece-me, faço-o por obrigação, diariamente. Faço sempre as mesmas coisas, não sei conjugar sabores, sigo receitas para tudo. Não tenho imaginação para variar nos pratos e nos sabores. A Bimby é a minha melhor amiga, bem como o livro base (nem sequer arrisco nos outros livros, e tenho quase todos).
Adoro ver programas de culinária e desde que tenho tv por cabo, o meu canal preferido é o 24 Kitchen. Gosto daquela Filipa Qualquer-Coisa, sou fã do Jamie Oliver, até gosto de ver aquele padeiro holandês na sua língua arranhada.
Ultimamente, dou por mim a cozinhar como se tivesse uma câmara de filmar à frente e a apresentar um programa de culinária. Explico em voz alta o que estou a fazer, faço comentários como "hum!, adoro o cheiro do gengibre acabado de cortar" ou "basta pôr uma colher de sopa de mel para apurar todos os sentidos" ou ainda "estão a ver a explosão de cores desta salada?".
Desta maneira, em vez de o fazer com sacrifício, faço-o com algum prazer.
03/07/2014
É agora ou nunca.
Na verdade, já começou há uns dias. Mas eu não gosto de publicitar estas coisas porque os planos podem sair furados e fico a sentir-me uma fraude. Além disso, hoje em dia toda a gente fala no mesmo e eu não sou pessoa de gostar de fazer parte da carneirada. No entanto, a motivação tem de vir de algum sítio e eu não a tenho encontrado. Escrever sobre isto pode servir para motivar-me ou, pelo menos, para lembrar-me dos objectivos. (Isto e um caixote de roupa 36 que tenho ali na arrecadação.)
Na primeira gravidez, ganhei 7kg. Ao fim de 15 dias já tinha recuperado praticamente todo o peso, excepto 2kg. Na sequência de uma gravidez de risco, e porque estive deitada durante três meses, os músculos tornaram-se preguiçosos e moles, a celulite ficou mais funda e o corpo mais lento.
Na segunda gravidez, ganhei 9kg. Ao fim de 20 dias perdi-os todos, excepto dois. Estava pronta para recuperar a forma rapidamente e levei os ténis de correr para as férias. Até que soube que estava grávida... outra vez.
Na terceira gravidez, ganhei novamente 9kg. Quando a Teresa fez um mês, já tinha perdido sete. Até hoje. Faltam dois. Outra vez aqueles dois teimosos quilos que ganharam tanto carinho por mim que não vão embora. Noves fora, nada: tenho 6kg para perder. E, mais que isso, tenho muito abdominal para tonificar, muito glúteo para queimar e muita celulite para destruir.
Entre os 20 e os 30 anos, bastava-me fechar os olhos para perder peso. A sério: queria perder e perdia. Aquilo era tão natural como respirar: em Maio achava que 55kg era demais e em Junho já tinha 50 outra vez. Assim, sem muito esforço. E ia de férias com os calções 34 que eu adorava. A partir dos 30, a coisa começou a complicar. Aos 37 e com três filhos... é uma missão impossível.
Está nas minhas mãos mudar isto (e as dores nas costas que estes 6kg e 3 filhos, dois que não andam - não, o Manu ainda não anda!!!) representam. Tenho feito algumas caminhadas. Na última, consegui correr um bocadinho. Tenho feito uns batidos ao almoço que me saciam até meio da tarde. Ainda não consegui eliminar o açúcar, mas também não vale a pena tentar muito: a última vez que o fiz tive vontade de matar pessoas. Muitas pessoas. Já reduzi a quantidade!
O objectivo é perder estes 6kg e com eles a barriga de 3 meses. Não me imponho uma data porque não gosto de ameaças. E não se preocupem que eu não vou andar aqui a mostrar fotos de comidas saudáveis nem fotos minhas dentro daquelas calças que comprei em 1999 e que não apertam o fecho e muito menos vos vou maçar com planos de treino e de corridas.
Neste momento, o foco está na balança. E a mudança nas minhas mãos.
02/07/2014
01/07/2014
Na alcofa.
Dois meses. O que ela cresceu! Tem imensa roupa que já não lhe serve (sorte que foi tudo emprestado), o cabelo está a ficar com caracóis (como o Manu) e mais clarinho (como o António). Continuam a dizer que ela é parecida com o Manu: cada vez acho mais diferente. Já ri com intenção, reconhece as vozes de casa, segue os movimentos. Está cada vez mais bonita, com uns olhos pestanudos e ar sereno.
A nossa princesa já foi à praia, aos santos populares e a uma festa de família com mais de 50 pessoas. Sempre a dormir. Seeeeeempre!
Ideia daqui.
Ideia daqui.
30/06/2014
Conta uma história em 6 palavras
No workshop de escrita que fiz este sábado com a Dora, ela falou de um projecto que nasceu de um desafio feito a Ernest Hemingway: contar uma história em 6 palavras. A história que ele contou foi esta:
For sale: baby shoes, never worn.
O desafio foi-nos feito durante o workshop. Estando nós na Lx Factory, em baixo da ponte e com o sol a aquecer o dia, a minha história só podia ser sobre as férias:
Passo a ponte. Voltarei mais morena.
Claro que não tem o drama e o peso de uma história à Hemingway, mas foi o que se conseguiu arranjar em 3 minutos. Quando cheguei a casa, pus-me a ler sobre o desafio e encontrei imensas coisas giras e tenho passado os dias a pensar em novas histórias. Vou tentar encontrar novas histórias para partilhar convosco mas, ao mesmo tempo, lanço-vos o desafio: partilham as vossas histórias comigo?
20/06/2014
O assunto difícil.
- Mamããããã?
- Sim?
- Eu não quero morrer! - voltou a conversa da morte. Assim. Sem aviso nem prefácio.
- Sabes, António, vamos todos morrer! Mas só morremos quando formos muito velhinhos.
- A Dadá* é velhinha. Ela vai morrer?
- Vai. Mas ela não é velhinha. Só é mais crescida.
(silêncio)
- Mamããããã?
- Siiiiim?
- O que é que acontece quando as pessoas morrem?
- Elas param de respirar, o coração pára de bater...
- E depois?
- Então, depois... deeeeeeepooooooiiiiiiiis...
- Elas vão para as nuvens?
- Isso: vão para as nuvens!
(silêncio)
- Mamããããã?
- SIM!!
- Quando as pessoas morrerem todas, o planeta Terra fica vazio?
* O nome que ele deu à Avó materna e que agora também é usado por todos os outros netos.
19/06/2014
O lado obscuro do FB.
Eu gosto do facebook. Tem coisas giras, larachas da malta, já me ajudou a reencontrar muitos amigos (alguns que não via há 20 anos), deixa perto de nós quem está longe, mostramos à família a evolução dos miúdos, que eles não podem acompanhar por causa da distância, aprendemos, trocamos experiências, temos ideias para o jantar, para fazer móveis, para arrumar o quarto dos putos, sei lá! É uma infinidade de informação que nos ajuda a gerir a vida/familia/amigos, desde que não se torne uma obsessão e se saiba ter uma vida para além da cronologia (porque ela existe, apesar de algumas pessoas que eu cá sei ainda não terem percebido).
Mas (há sempre um mas, certo?) com o facebook também nos chega outro tipo de informação e imagens que impressionam e doem e magoam e das quais não podemos fugir. Um delas foi uma fotografia do mundial no Brasil, onde se vê umas largas dezenas de adeptos, de um país qualquer que eu não consegui fixar, que passam por um caixote do lixo. Dentro desse caixote vê-se uma mulher (nova? velha? não se sabe) à procura de comida.
Se isto foi ficção ou montagem, não sei. Mas é uma coisa que me deixa inquieta e com a qual eu não sei lidar.
Hei-de aprender. Ou não.
16/06/2014
Nova cara.
O que eu queria mesmo é ter jeito para estas coisas, mas até não me saí mal: a Casca mudou de aspecto e livrado-nos daquele amarelo do passado.
Acho que está mais clean, mas prometo que em breve a foto é actualizada.
Espero que gostem!!
15/06/2014
Uma semana em casa com 3 filhos e, neste momento, na minha cabeça só ecoam 3 frases:
- Manéééééue...
- Ó MamÃÃÃÃãããããããÃÃ!!!
- O meu tábuéte está sem bateria!
- Ó MamÃÃÃÃãããããããÃÃ!!!
- O meu tábuéte está sem bateria!
12/06/2014
Mamã, não leias isto:
O difícil não é mudar fraldas de hora a hora.
O desafio está em escrever o post anterior sem a palavra merda lá no meio!
A vida perfeita.
Cansei-me de ler bloggers com vidas perfeitas e férias perfeitas e filhos perfeitos passados a ferro e penteados 24 horas por dia. Cansei-me por pura inveja, claro! Não tenho orçamento para passar um fim de semana fora por ano, quanto mais um por mês (ou todos!). E aqueles dois dias que escolhemos para passar fora até porque vão estar 38º à sombra e temos à disposição (e à borla) uma casa com piscina e vista de rio de fazer inveja a muitas bloggers tranco-chiques, 66% dos filhos arranjam uma diarreia de mudar fralda de hora a hora com direito a quatro mudas de roupa por dia, cocó líquido a pingar pela casa e muita nalga assada e empastada em ZN40.
Decisão do mês: apagar bloggers fofis do feed.
27/05/2014
Na alcofa.
A Teresa faz hoje um mês mas parece que sempre esteve cá. Faz parte das nossas rotinas, do nosso dia-a-dia, da nossa Família!! Já não fazemos nada sem a incluir e até os rapazes agem como se ela já estivesse cá há meses!
30 dias... Bolas!
Não dorme tanto como o Manuel, mas passa grande parte do dia a dormir. Mesmo com os manos aos berros ela dorme profundamente. Já o mesmo não se pode falar das noites. Pelas 9-10 da noite, hora em que os anões já estão a dormir, a cozinha está arrumada, a casa (mais ou menos) orientada e eu com a mega pedrada de sono, Miss T decide ter ataques de qualquer-coisa-que-eu-não-sei-identificar e abre a goela. Eu já lhe percebi a manha e sei que ela se cala no colo. Se podia sentar-me com ela ao colo e dormir? Claro que podia (eu não sou nada adepta do método Estivill e acredito que os bebés precisam de colo e de calor e de contacto humano e do cheiro e do quentinho da Mãe/Pai para crescerem felizes e seguros). Podia deitar-me com ela na cama para dormirmos as duas agarradinhas? Podia, mas não era a mesma coisa! Miss T quer colo, sim, mas de pé. Só se cala quando a pego ao colo e ando a passarinhar pela casa. Mal me sento ou deito, tumbas: choro e guinchinhos e coisas que eu não percebo.
Agora é a parte que me apetece gritar e perguntar como ficam as minhas costas nesta história toda e que começaria a queixar-me da privação do sono com a qual não sei lidar, mas exerço sobre mim o poder da censura e deixo esse tema para outras marés.
26/05/2014
Sobre nada.
Desde que a Teresa nasceu, hoje foi o primeiro dia que fui levar os rapazes à escola e não tive com quem deixar a pequena princesa. Ou seja, de manhã tive que me arranjar, vestir os rapazes, vestir a Teresa, dar-lhe um biberão, sair com um no colo e outra no ovinho (já disse que o Manu ainda não anda??), pôr tudo no carro e ainda ir buscar a minha sobrinha e leva-la connosco, porque anda na mesma escola. Não correu mal, se não tivermos em conta o atraso de meia hora dos putos, que quando chegaram já as reuniões de início de dia/semana tinham acabado.
Mas não é disto que quero falar: é engraçado levar quatro putos dentro do carro, com berros, birras e músicas pelo meio, mas este não é o tema.
O que se passou é que, depois de os deixar na escola, fui com a Teresa ao Continente fazer umas compras (coisa pouca) que me esqueci de pôr na lista do fim de semana. Como sempre, passei no corredor dos artigos de escritório e quem me conhece sabe que adoro olhar para canetas, lapiseiras e que me pelo por um caderno de capa rija com bonecada engraçada na capa. Claro que me apaixonei por um destes cadernos, de linhas, capa castanha a imitar uma claquete de cinema, giro giro. E pus logo no cesto e comecei, toda empolgada, a fazer planos sobre o que ia escrever: um diário da Teresa?, um diário dos filhos todos?, projectos e ideias?, ou receitas?, ou o sonho da minha vida: histórias para crianças?
Agora que cheguei a casa, apercebo-me que não escrevo no blog há quase um mês, os meses de Abril e Maio foram os menos produtivos da Casca, e que entre fraldas, sopas, banhos, colos e os quilos de roupa e de brinquedos que brotam na minha casa, pouco tempo me sobra para dormir, quanto mais para escrever.
E tenho vontade de chorar os 3,99€ que dei pelo raio do caderno, rajparta este impulso consumista.
Deve ser do pós parto...
07/05/2014
Na alcofa da Teresa
Lembram-se do desafio da alcofa do Manuel? Hoje começa o novo desafio da alcofa da Teresa.
Espero que gostem tanto como o anterior.
A ideia veio daqui, lembram-se?
05/05/2014
O regresso agridoce.
O regresso a casa não foi feliz.
O Manu ficou com varicela poucos dias antes do parto e depois de eu dar entrada no hospital, ele ficou com a minha Mãe. Acabou por ficar quase uma semana, porque foram vários surtos e quando pensávamos que as lesões já estavam secas, apareciam novas.
A primeira noite, bem como as outras, foram pacíficas. Mas faltava uma peça no puzzle e isso partia-me o coração. No hospital, a pediatra explicou-me que até pela roupa podia contagiar alguém. Os recém nascidos estariam imunes pela amamentação. Mas isso era preciso que eu amamentasse... Acabei por ir vê-lo apenas duas vezes porque as saudades eram fortes demais, e quando chegava a casa tirava toda a roupa, lavava-me toda e a seguir ainda me esfregava com álcool. Caramba: a falta que este filho me faz!!
Ele voltou a casa no fim de semana seguinte, cheio de genica, super estimulado por uma Avó incansável, a dizer imensas palavras novas, muito mais pesado, muito mais rechonchudo e sem andar. O raio do puto ainda não anda...
Apertei-o, beijei-o, apresentei-o à mana, mas ele só quer patos. Pronto! A cena dele é patos. Vídeos dos patinhos, música dos patinhos, jogos com patos, patos de borracha, patos patos patos. Já andamos todos fartos de patos. Mas ninguém se importa.
A Teresa chegou.
A Teresa chegou.
Demorou um segundo para me apaixonar por esta filha. Naquela noite de dia 27, depois de duas "forcinhas" ela foi-me apresentada. Comprida, fininha: uma menina! A partir daí, foi só sentir o Amor a crescer e aquela bebé já era minha. Não tive medo, não receei que os manos não a amassem da mesma maneira, não pensei nas noites que ia passar sem dormir, nem me lembrei do trabalho que ia ser um recém nascido em casa com um bebé que não anda e com outro (não tão) bebé que pergunta e pede explicações e precisa de justificações. Nada disso importava porque, senti eu e tenho cada vez mais a certeza, a Teresa veio completar esta família.
Agora sim. Tudo faz muito mais sentido.
24/04/2014
O quê????
No ano passado, julgo que foi por alturas do 1º de Maio, fomos a uma manifestação. Achamos que seria uma manifestação pacífica para levar a miudagem, num sítio arejado (fomos da Av. da República até à Alameda), com bons planos de fuga no caso daquilo dar para o torto. Eu e a minha fobia de multidões planeamos o "passeio" ao milímetro, afinal íamos levar um bebé de meses!
Nessa altura, explicamos ao António o 25 de Abril, os cravos, os soldados, tudo numa linguagem que fosse percebida por uma criança de três anos e meio. O que ele gostou mesmo foi a música (claro!!) e rapidamente aprendeu a cantar a "Grândola, vila morena". Cantou até à exaustão.
Acabou por esquecer a música, porque entretanto foi aprendendo outras aqui ou na escola. A "Grândola" foi sendo cantada menos vezes, até que desapareceu cá de casa.
No fim de semana passado, ofereceram ao J um cravo e o António adorou a flor. Aproveitamos para explicar, mais uma vez, o 25 de Abril, com mais pormenores na História, o cravo nas espingardas, os soldados na rua fartos de lutar, a paz e a liberdade. E veio à baila, novamente, a música. O puto a dizer que não se lembrava nada daquela canção, o Pai a insistir, e lá se passou mais um momento familiar.
Nessa noite, antes de dormir, ouvimos o António a cantarolar. Aquilo parecia familiar mas tivemos que nos aproximar para perceber melhor. Ele cantava, muito afinadinho:
- Grândila vila moleza...
01/04/2014
Mariinha
Durante muitos anos, tive uma bonequinha cor de rosa a quem chamava Mariinha e que dormia comigo todas as noites. Tenho saudades dessa bonequinha de bochechas rosadas e sorriso feliz nos lábios.
Hoje, uma nova Maria entrou na minha vida. Tem bochechas rosadas e deixou-me com um sorriso feliz nos lábios. É a minha nova Mariinha.
Bem vinda, minha linda Sobrinha.
Luv u already.
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