09/01/2014

Na alcofa.






11 meses! 
Céus, como o tempo passa depressa! Parece que ainda há dias entramos nesta casa com este bebé pequenino e dorminhoco.
Está cada vez mais engraçado. Alinha muito bem nas brincadeiras, é muito atrevido e mete-se connosco para chamar a atenção. A roupa está toda apertada (não curta: apertada mesmo), continua a comer bem e de tudo. Já tem 9 dentes (mas já andam mais a incomodar) e os caracóis estão a crescer outra vez. Já se põe de pé, invade o espaço do irmão sem medos e adora a escola. 

No próximo mês, acabamos este desafio. Já estou com saudades. Em Abril recomeçamos com um bebé diferente. :)

Peço desculpa, mas não tenho feito a referência ao blog onde tirei esta ideia. Lembro que a roubei daqui.

08/01/2014

DFU

A ideia não é minha, é descaradamente copiada daqui mas acho uma ideia tão boa, tão importante, que valoriza tanto os miúdos que achei imprescindível imitar. O António não mostra qualquer animosidade em relação ao irmão e até acho que se adaptou muito bem a esta pessoa pequenina que entrou na nossa vida e que passou os primeiros meses, basicamente, a dormir. De repente, começou a invadir o nosso espaço e tempo. Para uma criança de 4 anos, acho que se portou muito bem! Eu é que cheguei à conclusão que ele estava a ouvir vezes demais coisas como "não podes porque o mano...". Seja "não faças barulho que o mano está a dormir"ou "não brinques com isso que tem peças pequenas e o mano pode engolir" ou "não vamos ao parque que o mano tem de lanchar" e por aí fora. 
Decidimos que seria no meu primeiro dia de férias, planeamos muito bem o dia com tudo o que o António queria fazer, até decidimos a que horas faríamos as coisas. Então era isto:

- levar o Manu à escola
- andar de teleférico
- almoçar com o Papá
- andar na roda gigante
- passear muito
- andar sempre de metro

O dia começou logo mal com uma greve de metro até às 10 da manhã, com chuva e uma grande ventania. Lá tivemos de ir de carro, que deixamos depois estacionado na Feira Popular (não se pagava e o passeio acabaria lá). Se tivéssemos passado o dia dentro do metro o puto seria o mais feliz. Não consigo perceber esta fixação por transportes públicos. Dali fomos até ao Colombo ver o Pai Natal (conseguimos apanhar o Tio Nino, que eu acredito piamente ser O verdadeiro Pai Natal), tiramos fotos, depois fomos ter com o J, fomos de autocarro até ao Parque das Nações onde almoçamos. Não andamos de teleférico: já não chovia mas estava muito vento. Aquilo estava a funcionar, mas eu tive medo.
Voltamos para Entrecampos, a roda gigante estava parada mas jogamos matraquilhos, comi pão com chouriço e uma fartura. Fomos buscar o Manu, depois o Papá e acabou o dia.
O puto estava radiante. "Gostei muito do meu dia", dizia com orgulho. Sem dúvida, para repetir.

07/01/2014

DIY

Com os dias chuvosos e de férias com duas crianças, fica difícil entrete-las sem me cansar muito. Ainda por cima com idades tão diferentes...
O mais velho sempre gostou de brincar sozinho e nunca gostou de dormir a sesta, por isso sempre foi fácil esticar-me no sofá a ver filmes sem me preocupar muito com ele. Quer fosse nas férias quer nos fins de semana em que não trabalho. Agora, com o (ainda) mais novo a explorar a casa no seu rastejar enérgico, é mais difícil descansar durante mais do que uns minutos.

- Manu, estás a destruir a minha corrida!
- Mamã, ele está a comer papel.
- Opá, sai de cima de mim!

São as frases mais ouvidas cá em casa. Principalmente a segunda, que eu não sei onde o rapaz vai encontrar tanto papel nesta casa.

Um dia o António quis fazer "o projecto da pista do caracol" e eu: está bem! Pegamos numa folha (que consegui fotografar antes de ser comida pelo Manel) onde desenhamos o que ele queria fazer, como queria fazer, que materiais íamos usar e um esboço do resultado final. Por mais estranho que isto me possa parecer, é isto que ele faz na escola: projectos. Esquematiza, investiga, estuda, concretiza e, no fim, comunica a outras salas. Eu, que não percebo nada de pedagogia e que não me lembro nada da minha pré-escola, acho isto fantástico.
Ideias dele: rectângulos de papel de várias cores que fazem uma pista com números e depois fazemos corridas de caracóis.


Ok, na foto não se percebe nada mas até estava um projecto engraçado.
Pusemos Pus mãos à obra e comecei a cortar os rectângulos de várias cores. Usei cartolinas para ficar mais resistente.



O rapaz queria (porque queria) fazer um dado. Não podia ser utilizado um dos outros jogos "porque podemos perder". E pronto: aqui entrou a parte da investigação e fomos à internet ver como se faziam cubos. Só aqui é que eu percebi que o que ele queria era um jogo com casas, para jogar com o dado.


Aqui tivemos de fazer uma pausa para almoço, arrumar a cozinha, adormecer o Manel e lanchar. Mas da parte da tarde, voltamos a pôr mãos à obra e colamos os rectângulos de várias cores com fita cola, de modo a fazer uma pista. Em cada rectângulo escrevemos o número correspondente (aquele não parece, mas é um 7).


Desenhamos uma partida e uma chegada e estava feita a pista-jogo.


Jogamos uma vez, mas achamos que faltava ali qualquer coisa. Por isso, pusemos alguns obstáculos/tarefas em algumas casas, como por exemplo: "joga outra vez", "canta uma canção", avança duas casas", "lava a cabeça ao teu vizinho" (ideia do puto), entre outras. Ficou bem divertido e fartamo-nos de jogar até o Manel acordar. Bem divertido, este domingo!





06/01/2014

E a novidade do ano é:


Eu: O Dr. está a gozar comigo, certo???
Médico: Mas está tudo bem com o bebé!
Eu: DIGA-ME QUE ESTÁ A GOZAR COMIGO!

05/01/2014

Caso não tenham percebido,

a Casca esteve de férias e eu também. O Natal e a passagem de ano já lá vão, são quadras que eu não ligo muito e foram comemoradas de forma calma, tranquila e quente. Sim: quente. Os meus filhos decidiram fazer febrões alternados. O (ainda) mais novo na Consoada e o mais velho no dia de Natal. Só um febrão cada um, para estragar mesmo a quadra natalícia e chatear-me um bocadinho, porque isto de ter filhos doentes fora da nossa casa, é coisa para me deixar muito transtornada. No dia 26, já estavam bons, como se nada se tivesse passado. Ainda assim, fica a lição: quando sairmos de casa por uns dias, não esquecer de levar TODOS os medicamentos que eles possam (eventualmente-hipoteticamente-remotamente) precisar.
A grande vantagem foi ter o J sempre connosco: a barriga já pesa e o Manu também e por isso todas as ajudas são preciosas.

Fizemos o primeiro DFU da família (sem grande sucesso por causa do tempo), inventamos brincadeiras de casa, demos uma fugida ao parque no meio de duas chuvadas, comemoramos os nosso 5 anos de casamento e, sobre isto tudo, vou falando por aqui nos próximos posts. Que podem demorar dias a chegar, já sabem. Ou não.

A grande novidade da família também será lançada em post próprio. Agora que o choque já me passou, estou pronta para falar nisso.
Até breve, Amigos!

Let the new year begin!

Bom ano para todos!

(pronto, é só isto por agora)

25/12/2013

Cúmulo da popularidade:

Há-de chegar o ano em que não és convidada para nenhum jantar de Natal.
Este é o ano. 

24/12/2013

Bom Natal

Não me lembro quando é que deixei de gostar do Natal. Lembro-me de olhar pela janela daquele 8º andar em Loures e ver os meus tios a trazerem os presentes do carro, em vez de ver o Pai Natal com as renas. Lembro-me de deixar de passar o Natal com a família materna, mas não sei porquê. Lembro-me de receber sempre muito menos presentes que as minhas primas, mas receber sempre dos meus pais o que tinha pedido. Excepto a mota: nunca recebi a mota. Lembro-me de me ter zangado definitivamente com Deus e deixar de ver o Natal como um recomeço e uma esperança, mas apenas como uma reunião de família. Como um casamento ou um baptizado. 
Depois o meu Avô parte em vésperas do Natal. E a família assim desmebrada ficou marcada por Dezembro para sempre. Ainda assim, reunia-se sempre. E foi crescendo: cada vez mais mulheres à frente de uma matriarca que sempre fez de tudo para que não faltasse um único pormenor naquela mesa. Excepto o bacalhau cozido, porque havia quem preferisse com natas. E eu, cozido, sempre cozido. 
Percebia o nervoso miudinho em vésperas de Natal, a obrigação da troca de presentes, a necessidade de dar qualquer coisa em deterimento da solidariedade com aqueles que menos têm, as lojas cheias, as pessoas malucas, o trânsito infernal e comecei a pensar que, qualquer dia, adormeço no dia 20 e só acordo no ano seguinte. 
Tive esperança que isto passasse com os filhos e desde 2009 que há uma árvore de Natal na minha casa, enfeites à porta e luzes a piscar. Comecei a comprar presentes só para as crianças e a fazer os presentes dos adultos: biscoitos, compotas, licores (obrigada, Bimby). Mas a loucura fora de casa continua e, invariavelmente, nos últimos 10 dias passei a demorar uma hora para chegar a casa.
Já vou no segundo filho e continuo a odiar o Natal. 

Não me levem a mal: adoro a reunião familiar, a consoada, a alegria e a excitação na cara dos mais novos. Mas odeio tudo o resto. E tendo a odiar cada vez mais. 
Acordem-me em 2014, sim?

21/12/2013

Na alcofa





10 meses. E a revelar um feitio lixado uma personalidade cada vez mais forte. Todos os dias mostra que não é como nós queremos, mas como ele quer. E eu, todos os dias, várias vezes por dia, a mostrar o contrário. Continua a comer bem, gosta de provar coisas novas, nunca diz que não a comida. Adora música, dançar, quando deitado já consegue sentar-se sozinho mas continua a rastejar. Desde que aprendeu a dança das Galinhas Doidas (graças a uns longos 20 minutos fechados no elevador às escuras), não faz outra coisa: sempre aquele dedo espetado a bater na palma da mão. As brincadeiras com o mano são cada vez mais regulares e divertidas. Tirando esta parte gira, está cada vez mais cansativo. 

(Está cada vez mais difícil divulgar este desafio a horas... Peço desculpa, mais uma vez, pelo atraso. E também pela qualidade da foto, que está uma desgraça.)

16/12/2013

20 anos

Já se passaram 20 anos.
Sei que não fomos muito chegados, porque a distância impôs as regras. Ao ver esta tela branca quero escrever aquilo que foste para mim mas não consigo encontrar nenhuma definição. 
Eras o Pai do meu Pai, o olhar claro e profundo, o homem sentado no cadeirão à espera que alguma neta lhe pedisse colo. E eu pedia. Pedia sempre.
Eras a figura à cabeceira da mesa todos os Natais, o primeiro a aplaudir os nossos teatros, aquele que nunca faltava à missa do Galo.
Eras o Avô sério com humor genial, que conseguias pôr toda a gente a rir sem alterares a tua expressão. E eu muito pequena não percebia como é que com o teu ar grave e sério desmanchavas tanta gente.
Hoje, faz 20 anos que partiste. E hoje a saudade bateu forte. E passei o dia a pensar em ti.
Hoje, gostava de encontrar uma definição para a pessoa que foste na minha vida. E não consigo.

Desculpa. Só consigo pensar na palavra saudade.

05/12/2013

Da sensibilidade (ou falta dela)

Ao jantar, os quatro à mesa, aproveitamos para falar do Natal e do Pai Natal que vem da Lapónia distribuir presentes aos meninos que se portam bem. Que na Lapónia faz muito frio e neva muito. Que o Pai Natal anda de trenó puxado por renas e tem muitos ajudantes.
Explicada a parte bonita da cena, que incluía uma lareira gigante para aquecer todos aqueles duendes, chá e bolinhos antes de eles dormirem e uma colcha quentinha tricotada pela Mãe Natal, disse ao António que tinha tido uma boa ideia:

- Podíamos escolher uns brinquedos teus que já não usas porque estás crescido, pôr todo num saco e dar a outros meninos.

- Oh, porquê?

- Porque há meninos que não têm presentes no Natal mesmo quando se portam bem.

- Não? Porquê?

- Alguns, nem sequer têm casa onde o Pai Natal pode passar...

          (o puto começa a mudar o semblante)

- ... e não têm sapatinhos...

          (cai uma lágrima)

- ... esses meninos não têm nunca brinquedos novos e não têm um quarto de brincar como o nosso e às vezes nem sequer têm jantar assim como nós.

E começa o berreiro com lágrimas a cair aos pares e a cara de infeliz que dá dó. Eu e o Pai trocamos olhares enternecidos "tão bom e sensível que é o nosso mais velho", achando que acabamos de mudar uma criança e estamos a tomar o primeiro passo para o  transformar num Homem melhor, com H grande. "Bom trabalho, marido", "bom trabalho, mulher", eram essas as palavras nos nossos olhos.
Até ouvirmos:

- MAS EU NÃO QUERO DAR OS MEUS BRINQUEDOS!!!

...

...

...

04/12/2013

Give away

Se isto fosse um blog a sério, daqueles com patrocínios e marcas em todo o lado e a fervilhar coisas fashion, tinha preparado um give away ou um passatempo que incluiria prémios como produtos de maquilhagem, pacotes de fraldas ou entradas no Kidzania. Tudo para comemorar em grande e como deve ser o 10º aniversário da Casca.
Mas isto é um blog pelintra que não tem nada para dar. Quanto muito tem para vender...

Muito obrigada pelas mensagens que me têm deixado por aqui, pelo Facebook, por sms, whatsapp e afins. É muito bom saber-vos desse lado. A Casca também são vocês todos, cada um do seu jeito especial de partilhar os meus dias.
Obrigada!

10 anos

Não sou muito de comemorar efemérides. É muito comum esquecer-me de aniversários importantes. Datas que marcam... não me marcam: marcam-me pessoas, acontecimentos, cheiros, imagens. As datas, pouco me importam.
Mas passaram-se 10 anos desde este post. O primeiro. E 10 anos é muito ano. Olhar para trás e ver tudo o que aconteceu neste período de tempo é um exercício engraçado mas remexer no histórico do blog abriria algumas feridas que há muito estão saradas e não vale a pena fazê-lo.
Gosto, sim, de pensar nas pessoas que se cruzaram comigo por causa da Casca (algumas ainda se mantém), gosto de perceber que isto nunca deixou de ser o meu cantinho preferido, gosto de nunca ter desistido (apesar de ter ameaçado), gosto de tudo o que partilhei. 
Às vezes, penso que gostava de ser parte mais integrante da blogosfera, mais popular, já que por aqui ando há tanto tempo (éramos tão poucos!!) mas sei que a linha editorial da Casca não é nem nunca será interessante para as massas. Nunca quis escrever coisas que considero banais só para encher chouriços. Nunca foi esse o propósito e nem tenho tempo para isso. Já segui muitos blogs e já desisti de os seguir precisamente por achar que não havia mais valia que pudesse tirar dali (btw, está na hora de fazer uma limpeza ao Feedly). Escrevo apenas aquilo que acho que merece ser partilhado, que eu quero ler no futuro, aquilo que eu quero guardar porque a memória vai perder, com certeza. Se passei a ferro ou não, se vesti azul com amarelo, se comi um pastel de nata inesquecível, isso não interessa para ninguém. Acho eu.
Há quatro anos, tonou-se um baby blog. Ou mais um mummy blog. Nunca prometi que não iria ser assim, até porque acho inevitável. Afinal, a Casca é a minha vida e a maternidade também! Todos os dias penso "é desta que vou escrever todos os dias", mas o corre-corre e a rotina fazem os dias todos iguais e, lá está: não queremos encher chouriços. 
Há ainda muita coisa que não vem para aqui. Algumas ficam nos meus cadernos outras apenas entaladas na garganta. Há lágrimas que não são publicadas, há conquistas guardadas, há vitórias saboreadas a solo. E há as coisas que ponho aqui. Que quero que vocês vivam comigo, que quero partilhar, que quero lembrar no futuro, que quero que os meus filhos saibam e que nunca esqueçam. E isso é a Casca. Tudo o que ponho na Casca sou eu mas eu não sou só a Casca. Sou também a Susana que alguns de vocês vêem todos os dias, uma Mãe descontraída, uma péssima dona de casa, uma mulher que faz os possíveis para ser feliz.

Parabéns a mim!

28/11/2013

O terceiro filho.

Muito se diz sobre os segundos e terceiros (e por aí adiante) filhos. A minha "história" preferida é a que diz que quando o primeiro filho engole uma moeda, vai tudo a correr para o hospital; quando o segundo filho engole uma moeda, olha-se para o bacio e espera-se que saia. Quando o terceiro filho engole a moeda, desconta-se na mesada. 
Não sei se isto acontece com todas as Mães, mas nesta terceira gravidez já perdi a conta das semanas, nunca senti o bebé e a maior parte das vezes esqueço-me que estou grávida. Se não fossem as pessoas do dia-a-dia a perguntarem como é que "nós" estamos, esta gravidez passava-me mesmo despercebida.
E se na maior parte do tempo isto é uma vantagem, porque tenho tanta coisa para fazer que não posso perder tempo a ler livros e sites sobre o tamanho do bebé e os sintomas da Mãe em cada semana, às vezes gostava de conseguir parar para reflectir e apreciar esta gravidez. 
A bem da verdade, eu páro! Mas quando páro, adormeço. 

20/11/2013

Ser Tia é ser especial.

Podia vir aqui com uma daquelas frases feitas sobre como é ser Tia, mas isso não seria especial.
Vou ser Tia. Já sou Tia do coração dos sobrinhos mais fofos do mundo mas desta vez é de verdade. Vou ser daquelas Tias irmãs do Pai, sabem? E isto é tão especial por tantas razões. 
A primeira, e a mais especial, é que nunca imaginei o meu irmão com filhos. Era daquelas coisas que não ia acontecer. Ponto. A segunda, é ser uma menina: já se sabe que esta que vocês lêem só sabe fazer rapazes e uma menina vai encher as nossas vidas de cor-de-rosa, de Hello Kittys Minnies e de laçarotes no cabelo. A terceira razão, é porque esta sobrinha de sangue, ainda antes de chegar, já me deu uma outra sobrinha de coração que tem o sorriso mais bonito e as bochechas mais apetitosas do mundo.
Mas há mais: a Maria (assim se chama) vai chegar praticamente ao mesmo tempo que o nosso Joaquim e vem viver (se tudo correr bem) para bem pertinho dos Tios e dos Primos. E eu, que adoro famílias grandes, casas cheias de crianças e uma boa confusão, já estou em pulgas para os ver todos juntos.
Esperamos ansiosamente pelas nossas meninas. Que este inverno passe bem depressa porque a primavera adivinha-se cor-de-rosa!



Imagem googlada.

19/11/2013

Eu digo-te porquê...

3h17m.
Estou no sono mais profundo. Sinto uma mão pequenina na minha cara e um sussurro:

- Mamã!
- Sim...
- Porque é que... porque é que... porque é que...

(ele às vezes gagueja)

- ... porque é que... porque é que...
- Aaaai!!
- Porque é que acordamos?

...

...

...

18/11/2013

Os meus filhos são horríveis

Depois há aqueles dias em que o mais velho não fala sem chorar, o do meio só se cala no colo, a pilha de roupa para passar chega até ao tecto, há brinquedos espalhados pela casa toda e a cabeça parece explodir de tanta dor. Nesses dias, e depois de ver um pé [de 9 meses acabado de sair do banho envolto num pijama branco lavado, passado e perfumado] dentro da sopa, só apetece fugir. 
Largar tudo e fugir. 

Os meus filhos são os melhores

Há dias bons. Normalmente, os dias são fantásticos. Mesmo quando não apetece acordar de manhã ou ir trabalhar, mesmo quando não há forças sequer para tomar um banho. Nesses dias, basta esperar que os miúdos acordem. Depois, é só olhar para aqueles sorrisos, ouvir um "mamãzica princesa cinderela", receber os abraços, os beijinhos cheios de baba e passa tudo. 
A partir daí, os dias são fantásticos.

09/11/2013

Na alcofa





9 meses!!! 9 kg (muito pesados, btw). Estava aqui a pensar no que escrever sobre este filho quando me lembrei que já há outro a caminho e que em breve este deixa de ser O bebé da casa.
Continua a comer bem e de tudo, e descobriu o pepino que adorou. Adora fruta e sopa com peixe mas se lhe pusermos uma bolacha Maria na mão, não dura nem um minuto. Ainda não aprendeu que gatinhar é que é bom e continua a rastejar. Faz hi5, dá turrinhas, dorme bem, adora a escola e já foi ao cabeleireiro. Quando ouve música abana a cabeça e está viciado em colo da Mãe. O mesmo colo que já tem uma barriga de 4 meses e que não aguenta muito peso. Enfim... wish me luck!

30/10/2013

Quando é que eu morro?

A pergunta foi feita assim de chofre, sem rede, sem preparação nenhuma. Nunca pensei que surgisse tão cedo: quatro anos, minha gente, acabados de fazer! Preparados para adormecer, a cabeça só devia ter coisas bonitas para criar sonhos bonitos e noites descansadas. Como raio foi aparecer esta pergunta?

- Mamã, quando é que eu morro?

E eu, sem perceber se ele sabia o que estava a perguntar, estava com medo de dar mais informação do que aquela que ele estava a pedir ou estava preparado para ouvir. 

- O que é morrer, António?
- É o que os peixes fazem quando ficam fora de água. Tu vais morrer?
- Vou.
- E o Papá?
- Também?
- E a Manu? E o Avô? E a Dadá? E a Vovó Paula?...
- Vamos todos morrer, sim. Mas ainda falta muuuuuuuito tempo!

Optei por dizer a verdade, apesar de não ter o dom da adivinhação e não saber exactamente quando é que vamos todos quinar. Achei melhor não especificar mais nada lembrando da regra de ouro: não responder mais do que é perguntado.

- E quando eu morrer, vou partido?
- Hã??
- Como os peixes! Vou partido?
- Não: vais inteirinho. Queres beber um copo de leite antes de dormir? Vou já aquecer.

Lição a aprender: não levar o mais velho à peixaria nos próximos tempos.

28/10/2013

Imaginação fértil

Ter um filho com imaginação fértil é perguntar-lhe o que fez na escola e ter respostas deste género:

"Fomos passear de autocarro com os amigos, subimos a umas árvores azuis que dão bolachas de chocolate. O Manu comeu só uma porque está muito gordo. Eu comi três."

"Nada. Nem jogos de chão, nem matemática, nem a experiência do feijão dentro do copo, nem fui ao recreio. Hoje não fiz na-da!"

27/10/2013

As pulseirinhas

A propósito deste post, lembrei-me desta história.

O meu filho mais velho gosta de tirar bolas naquelas máquinas irritantes que só nos fazem gastar dinheiro. Só está autorizado a tirar uma bola aos domingos, se o balanço da semana for positivo e se se tiver portado bem. Há uns domingos atrás, fui trabalhar e deixei-o na casa dos Avós. Na tentativa de incutir algum sentido de responsabilidade, dei-lhe uma moeda de 1€ e disse-lhe que podia escolher a bola quando fosse ao café com o Avô. Não largou mais a moeda, mesmo depois de lhe dizermos que podia pôr no bolso até sair de casa. Estava numa excitação que só vê-lo! Comecei a pensar que, se ele reagia assim com a primeira moeda de 1€ que ganhava, talvez fosse bom dar-lhe calmantes quando começasse a trabalhar.
A partir daqui, só conto o que me contaram.
Foram então ao café e o António pôde escolher a máquina das bolas. A escolha era alargada e foi muito pensada e ele lá se resolveu por uma delas. Momentos seguiram de cortar a respiração: a colocação da moeda na ranhura, o girar da alavanca, o compasso de espera e, finalmente e em apogeu, a caída da bola nas mãos da criança. Um excitex total!
Como de costume, levaram a bola para casa onde ia ser aberta em outro momento solene. Normalmente, os brinquedos que estão dentro são pequenos e para não perder são sempre abertas em casa. Quer dizer que o puto ainda teve de esperar 15 longos minutos pelo caminho até casa dos Avós em passo passeio, com a bola na mão e o ar orgulhoso. Gabo-lhe a paciência.
Chegados a casa, abrem a bola e no lugar de um Faísca McQueen ou qualquer outro carro de corrida (ou avião ou escavadora ou whatever), estava uma bonita e vistosa pulseira cor de rosa. O desgosto foi tanto, que o Avô ao ver o neto inconsolável, lhe prometeu outra bola depois do almoço (contrariando as minhas regras, mas é para isso que servem os Avós, certo?).
Quando fui buscá-lo, ele estava a brincar com uma cobra preta de borracha e eu perguntei se tinha sido aquele o brinquedo da bola. Ele foi buscar a pulseira e disse:
- Não! A cobra é de meninos. A bola tinha uma pulseira de princesas para a Mamã que é princesa. 
E foi buscar a pulseira e pôs-me no braço.
Agora, esta é a pulseira que o meu filho mais velho tão ansiosamente aguardou mas não se deixou abater pela desilusão, arranjado-lhe logo um bom destino. E eu, dificilmente terei coragem de a tirar do meu braço.

23/10/2013

Aqui também se fala de coisas sérias (mas só um bocadinho).

Normalmente, ponho gasóleo na Galp. E escolho a Galp por duas questões muito simples: porque é muito perto de casa e porque tenho um cartão Galp Frota que me dá um desconto de alguns cêntimos por litro. 
Normalmente também, ponho gasóleo até encher o depósito: quando aquela ceninha da mangueira estala é porque já está cheio, carrego mais uma ou duas vezes para acertar a conta, passo o cartão e já está. No final do mês nem confirmo se as contas estão certas porque tenho mais ou menos a noção de quanto gastei, de quantos depósitos enchi. 
É talvez importante referir que o mau carro faz, no mínimo, 40km por dia e por isso não gastamos assim tão pouco dinheiro em gasóleo.
Ora, nos últimos meses, chamada a atenção pelo meu marido, comecei a conferir também a quantidade de litros que ponho e os litros que eu gasto (há um botão no meu carro que se põe a zero quando enchemos o depósito, não pensem que sou eu que faço as contas á la pata!!). Acabamos, invariavelmente, por encher com 47 litros e o carro, invariavelmente, gasta 43 litros. Mais coisa menos coisa, há sempre uma diferença de sensivelmente 5 litros. Isto em euros é mais que 7. Multiplicando pela quantidade de quilómetros que fazemos diariamente, é uma renda.
Já falamos com os caixas das bombas e "ah e tal que está certificado e coiso". 
Mas isto não acontece só na Galp que está perto da minha casa: tem acontecido em todas as Galp a que vamos, já tentamos a BP, a Prio e uma outra que nem sequer me lembro do nome, que faz uns descontos porreiros aos domingos e, quando calha lá passar, aproveitamos. Ha sempre diferenças em todas.
Com certeza não seremos os únicos a reparar nisto e por isso peço a vossa ajuda, pessoal que lê este apelo, para fazer a mesma verificação e para me dizer qualquer coisa. Pode ser nos comentários do post ou mesmo ali no facebook. É que se formos muitos valerá a pena chamar a atenção da Deco, se é que alguém já não chamou e eu não soube pesquisar o tema.
Agradecida.

20/10/2013

Na alcofa






Outra vez com atraso, por questões técnicas.
Não podemos dizer que o pequeno já gatinha, porque o verbo certo seria rastejar, mas eu acredito que é uma fase transitória e que do arrastar da barriga para o apoio nos joelhos seja um tirinho [sempre ajuda a limpar o chão!!].
Quero acreditar também que quando repete infinitamente o som MA (mamamamamamamamamama...) está a chamar-me. Adora a escola, dá gargalhadas maravilhosas, tem seis dentes (que me estragaram as férias, mas isso agora não interessa nada) e deixou o vegetarianismo. Decisão acertada, direi eu, já que tem uma Mãe que não come e que pouco cozinha legumes. Começa a interagir cada vez mais e é deliciosa a cumplicidade com o irmão. 
Está um bebé grande e robusto, com uns caracóis que, juro, têm vida própria, e um sorriso contagiante. Simpático para todos, não estranha ninguém, adora tomar banho e ouvir música. 

O nosso Manu está o máximo!!

19/10/2013

Não há dois sem três

A verdade é que eu nunca gostei de números pares. Outra verdade é que eu sempre gostei de casas cheias e famílias grandes. Outra verdade ainda, é que tenho um marido que é tão ou  mais maluco que eu.
A notícia deixou-nos um pouco em estado de choque nem sei bem porquê. Há muito que sabemos o que fazer (ou não fazer) para não ter filhos... Apesar de sabermos que uma quinta pessoa nesta casa tornaria as coisas mais trabalhosas, queríamos muito ter mais um filho. E, se era para ter, era já, antes que o corpo se habituasse às noites bem dormidas e aos horários diurnos. 
Por isso, senhoras e senhores, meninas e meninos, temos todo o gosto de apresentar o novo mais novo: