25/12/2013

Cúmulo da popularidade:

Há-de chegar o ano em que não és convidada para nenhum jantar de Natal.
Este é o ano. 

24/12/2013

Bom Natal

Não me lembro quando é que deixei de gostar do Natal. Lembro-me de olhar pela janela daquele 8º andar em Loures e ver os meus tios a trazerem os presentes do carro, em vez de ver o Pai Natal com as renas. Lembro-me de deixar de passar o Natal com a família materna, mas não sei porquê. Lembro-me de receber sempre muito menos presentes que as minhas primas, mas receber sempre dos meus pais o que tinha pedido. Excepto a mota: nunca recebi a mota. Lembro-me de me ter zangado definitivamente com Deus e deixar de ver o Natal como um recomeço e uma esperança, mas apenas como uma reunião de família. Como um casamento ou um baptizado. 
Depois o meu Avô parte em vésperas do Natal. E a família assim desmebrada ficou marcada por Dezembro para sempre. Ainda assim, reunia-se sempre. E foi crescendo: cada vez mais mulheres à frente de uma matriarca que sempre fez de tudo para que não faltasse um único pormenor naquela mesa. Excepto o bacalhau cozido, porque havia quem preferisse com natas. E eu, cozido, sempre cozido. 
Percebia o nervoso miudinho em vésperas de Natal, a obrigação da troca de presentes, a necessidade de dar qualquer coisa em deterimento da solidariedade com aqueles que menos têm, as lojas cheias, as pessoas malucas, o trânsito infernal e comecei a pensar que, qualquer dia, adormeço no dia 20 e só acordo no ano seguinte. 
Tive esperança que isto passasse com os filhos e desde 2009 que há uma árvore de Natal na minha casa, enfeites à porta e luzes a piscar. Comecei a comprar presentes só para as crianças e a fazer os presentes dos adultos: biscoitos, compotas, licores (obrigada, Bimby). Mas a loucura fora de casa continua e, invariavelmente, nos últimos 10 dias passei a demorar uma hora para chegar a casa.
Já vou no segundo filho e continuo a odiar o Natal. 

Não me levem a mal: adoro a reunião familiar, a consoada, a alegria e a excitação na cara dos mais novos. Mas odeio tudo o resto. E tendo a odiar cada vez mais. 
Acordem-me em 2014, sim?

21/12/2013

Na alcofa





10 meses. E a revelar um feitio lixado uma personalidade cada vez mais forte. Todos os dias mostra que não é como nós queremos, mas como ele quer. E eu, todos os dias, várias vezes por dia, a mostrar o contrário. Continua a comer bem, gosta de provar coisas novas, nunca diz que não a comida. Adora música, dançar, quando deitado já consegue sentar-se sozinho mas continua a rastejar. Desde que aprendeu a dança das Galinhas Doidas (graças a uns longos 20 minutos fechados no elevador às escuras), não faz outra coisa: sempre aquele dedo espetado a bater na palma da mão. As brincadeiras com o mano são cada vez mais regulares e divertidas. Tirando esta parte gira, está cada vez mais cansativo. 

(Está cada vez mais difícil divulgar este desafio a horas... Peço desculpa, mais uma vez, pelo atraso. E também pela qualidade da foto, que está uma desgraça.)

16/12/2013

20 anos

Já se passaram 20 anos.
Sei que não fomos muito chegados, porque a distância impôs as regras. Ao ver esta tela branca quero escrever aquilo que foste para mim mas não consigo encontrar nenhuma definição. 
Eras o Pai do meu Pai, o olhar claro e profundo, o homem sentado no cadeirão à espera que alguma neta lhe pedisse colo. E eu pedia. Pedia sempre.
Eras a figura à cabeceira da mesa todos os Natais, o primeiro a aplaudir os nossos teatros, aquele que nunca faltava à missa do Galo.
Eras o Avô sério com humor genial, que conseguias pôr toda a gente a rir sem alterares a tua expressão. E eu muito pequena não percebia como é que com o teu ar grave e sério desmanchavas tanta gente.
Hoje, faz 20 anos que partiste. E hoje a saudade bateu forte. E passei o dia a pensar em ti.
Hoje, gostava de encontrar uma definição para a pessoa que foste na minha vida. E não consigo.

Desculpa. Só consigo pensar na palavra saudade.

05/12/2013

Da sensibilidade (ou falta dela)

Ao jantar, os quatro à mesa, aproveitamos para falar do Natal e do Pai Natal que vem da Lapónia distribuir presentes aos meninos que se portam bem. Que na Lapónia faz muito frio e neva muito. Que o Pai Natal anda de trenó puxado por renas e tem muitos ajudantes.
Explicada a parte bonita da cena, que incluía uma lareira gigante para aquecer todos aqueles duendes, chá e bolinhos antes de eles dormirem e uma colcha quentinha tricotada pela Mãe Natal, disse ao António que tinha tido uma boa ideia:

- Podíamos escolher uns brinquedos teus que já não usas porque estás crescido, pôr todo num saco e dar a outros meninos.

- Oh, porquê?

- Porque há meninos que não têm presentes no Natal mesmo quando se portam bem.

- Não? Porquê?

- Alguns, nem sequer têm casa onde o Pai Natal pode passar...

          (o puto começa a mudar o semblante)

- ... e não têm sapatinhos...

          (cai uma lágrima)

- ... esses meninos não têm nunca brinquedos novos e não têm um quarto de brincar como o nosso e às vezes nem sequer têm jantar assim como nós.

E começa o berreiro com lágrimas a cair aos pares e a cara de infeliz que dá dó. Eu e o Pai trocamos olhares enternecidos "tão bom e sensível que é o nosso mais velho", achando que acabamos de mudar uma criança e estamos a tomar o primeiro passo para o  transformar num Homem melhor, com H grande. "Bom trabalho, marido", "bom trabalho, mulher", eram essas as palavras nos nossos olhos.
Até ouvirmos:

- MAS EU NÃO QUERO DAR OS MEUS BRINQUEDOS!!!

...

...

...

04/12/2013

Give away

Se isto fosse um blog a sério, daqueles com patrocínios e marcas em todo o lado e a fervilhar coisas fashion, tinha preparado um give away ou um passatempo que incluiria prémios como produtos de maquilhagem, pacotes de fraldas ou entradas no Kidzania. Tudo para comemorar em grande e como deve ser o 10º aniversário da Casca.
Mas isto é um blog pelintra que não tem nada para dar. Quanto muito tem para vender...

Muito obrigada pelas mensagens que me têm deixado por aqui, pelo Facebook, por sms, whatsapp e afins. É muito bom saber-vos desse lado. A Casca também são vocês todos, cada um do seu jeito especial de partilhar os meus dias.
Obrigada!

10 anos

Não sou muito de comemorar efemérides. É muito comum esquecer-me de aniversários importantes. Datas que marcam... não me marcam: marcam-me pessoas, acontecimentos, cheiros, imagens. As datas, pouco me importam.
Mas passaram-se 10 anos desde este post. O primeiro. E 10 anos é muito ano. Olhar para trás e ver tudo o que aconteceu neste período de tempo é um exercício engraçado mas remexer no histórico do blog abriria algumas feridas que há muito estão saradas e não vale a pena fazê-lo.
Gosto, sim, de pensar nas pessoas que se cruzaram comigo por causa da Casca (algumas ainda se mantém), gosto de perceber que isto nunca deixou de ser o meu cantinho preferido, gosto de nunca ter desistido (apesar de ter ameaçado), gosto de tudo o que partilhei. 
Às vezes, penso que gostava de ser parte mais integrante da blogosfera, mais popular, já que por aqui ando há tanto tempo (éramos tão poucos!!) mas sei que a linha editorial da Casca não é nem nunca será interessante para as massas. Nunca quis escrever coisas que considero banais só para encher chouriços. Nunca foi esse o propósito e nem tenho tempo para isso. Já segui muitos blogs e já desisti de os seguir precisamente por achar que não havia mais valia que pudesse tirar dali (btw, está na hora de fazer uma limpeza ao Feedly). Escrevo apenas aquilo que acho que merece ser partilhado, que eu quero ler no futuro, aquilo que eu quero guardar porque a memória vai perder, com certeza. Se passei a ferro ou não, se vesti azul com amarelo, se comi um pastel de nata inesquecível, isso não interessa para ninguém. Acho eu.
Há quatro anos, tonou-se um baby blog. Ou mais um mummy blog. Nunca prometi que não iria ser assim, até porque acho inevitável. Afinal, a Casca é a minha vida e a maternidade também! Todos os dias penso "é desta que vou escrever todos os dias", mas o corre-corre e a rotina fazem os dias todos iguais e, lá está: não queremos encher chouriços. 
Há ainda muita coisa que não vem para aqui. Algumas ficam nos meus cadernos outras apenas entaladas na garganta. Há lágrimas que não são publicadas, há conquistas guardadas, há vitórias saboreadas a solo. E há as coisas que ponho aqui. Que quero que vocês vivam comigo, que quero partilhar, que quero lembrar no futuro, que quero que os meus filhos saibam e que nunca esqueçam. E isso é a Casca. Tudo o que ponho na Casca sou eu mas eu não sou só a Casca. Sou também a Susana que alguns de vocês vêem todos os dias, uma Mãe descontraída, uma péssima dona de casa, uma mulher que faz os possíveis para ser feliz.

Parabéns a mim!

28/11/2013

O terceiro filho.

Muito se diz sobre os segundos e terceiros (e por aí adiante) filhos. A minha "história" preferida é a que diz que quando o primeiro filho engole uma moeda, vai tudo a correr para o hospital; quando o segundo filho engole uma moeda, olha-se para o bacio e espera-se que saia. Quando o terceiro filho engole a moeda, desconta-se na mesada. 
Não sei se isto acontece com todas as Mães, mas nesta terceira gravidez já perdi a conta das semanas, nunca senti o bebé e a maior parte das vezes esqueço-me que estou grávida. Se não fossem as pessoas do dia-a-dia a perguntarem como é que "nós" estamos, esta gravidez passava-me mesmo despercebida.
E se na maior parte do tempo isto é uma vantagem, porque tenho tanta coisa para fazer que não posso perder tempo a ler livros e sites sobre o tamanho do bebé e os sintomas da Mãe em cada semana, às vezes gostava de conseguir parar para reflectir e apreciar esta gravidez. 
A bem da verdade, eu páro! Mas quando páro, adormeço. 

20/11/2013

Ser Tia é ser especial.

Podia vir aqui com uma daquelas frases feitas sobre como é ser Tia, mas isso não seria especial.
Vou ser Tia. Já sou Tia do coração dos sobrinhos mais fofos do mundo mas desta vez é de verdade. Vou ser daquelas Tias irmãs do Pai, sabem? E isto é tão especial por tantas razões. 
A primeira, e a mais especial, é que nunca imaginei o meu irmão com filhos. Era daquelas coisas que não ia acontecer. Ponto. A segunda, é ser uma menina: já se sabe que esta que vocês lêem só sabe fazer rapazes e uma menina vai encher as nossas vidas de cor-de-rosa, de Hello Kittys Minnies e de laçarotes no cabelo. A terceira razão, é porque esta sobrinha de sangue, ainda antes de chegar, já me deu uma outra sobrinha de coração que tem o sorriso mais bonito e as bochechas mais apetitosas do mundo.
Mas há mais: a Maria (assim se chama) vai chegar praticamente ao mesmo tempo que o nosso Joaquim e vem viver (se tudo correr bem) para bem pertinho dos Tios e dos Primos. E eu, que adoro famílias grandes, casas cheias de crianças e uma boa confusão, já estou em pulgas para os ver todos juntos.
Esperamos ansiosamente pelas nossas meninas. Que este inverno passe bem depressa porque a primavera adivinha-se cor-de-rosa!



Imagem googlada.

19/11/2013

Eu digo-te porquê...

3h17m.
Estou no sono mais profundo. Sinto uma mão pequenina na minha cara e um sussurro:

- Mamã!
- Sim...
- Porque é que... porque é que... porque é que...

(ele às vezes gagueja)

- ... porque é que... porque é que...
- Aaaai!!
- Porque é que acordamos?

...

...

...

18/11/2013

Os meus filhos são horríveis

Depois há aqueles dias em que o mais velho não fala sem chorar, o do meio só se cala no colo, a pilha de roupa para passar chega até ao tecto, há brinquedos espalhados pela casa toda e a cabeça parece explodir de tanta dor. Nesses dias, e depois de ver um pé [de 9 meses acabado de sair do banho envolto num pijama branco lavado, passado e perfumado] dentro da sopa, só apetece fugir. 
Largar tudo e fugir. 

Os meus filhos são os melhores

Há dias bons. Normalmente, os dias são fantásticos. Mesmo quando não apetece acordar de manhã ou ir trabalhar, mesmo quando não há forças sequer para tomar um banho. Nesses dias, basta esperar que os miúdos acordem. Depois, é só olhar para aqueles sorrisos, ouvir um "mamãzica princesa cinderela", receber os abraços, os beijinhos cheios de baba e passa tudo. 
A partir daí, os dias são fantásticos.

09/11/2013

Na alcofa





9 meses!!! 9 kg (muito pesados, btw). Estava aqui a pensar no que escrever sobre este filho quando me lembrei que já há outro a caminho e que em breve este deixa de ser O bebé da casa.
Continua a comer bem e de tudo, e descobriu o pepino que adorou. Adora fruta e sopa com peixe mas se lhe pusermos uma bolacha Maria na mão, não dura nem um minuto. Ainda não aprendeu que gatinhar é que é bom e continua a rastejar. Faz hi5, dá turrinhas, dorme bem, adora a escola e já foi ao cabeleireiro. Quando ouve música abana a cabeça e está viciado em colo da Mãe. O mesmo colo que já tem uma barriga de 4 meses e que não aguenta muito peso. Enfim... wish me luck!

30/10/2013

Quando é que eu morro?

A pergunta foi feita assim de chofre, sem rede, sem preparação nenhuma. Nunca pensei que surgisse tão cedo: quatro anos, minha gente, acabados de fazer! Preparados para adormecer, a cabeça só devia ter coisas bonitas para criar sonhos bonitos e noites descansadas. Como raio foi aparecer esta pergunta?

- Mamã, quando é que eu morro?

E eu, sem perceber se ele sabia o que estava a perguntar, estava com medo de dar mais informação do que aquela que ele estava a pedir ou estava preparado para ouvir. 

- O que é morrer, António?
- É o que os peixes fazem quando ficam fora de água. Tu vais morrer?
- Vou.
- E o Papá?
- Também?
- E a Manu? E o Avô? E a Dadá? E a Vovó Paula?...
- Vamos todos morrer, sim. Mas ainda falta muuuuuuuito tempo!

Optei por dizer a verdade, apesar de não ter o dom da adivinhação e não saber exactamente quando é que vamos todos quinar. Achei melhor não especificar mais nada lembrando da regra de ouro: não responder mais do que é perguntado.

- E quando eu morrer, vou partido?
- Hã??
- Como os peixes! Vou partido?
- Não: vais inteirinho. Queres beber um copo de leite antes de dormir? Vou já aquecer.

Lição a aprender: não levar o mais velho à peixaria nos próximos tempos.

28/10/2013

Imaginação fértil

Ter um filho com imaginação fértil é perguntar-lhe o que fez na escola e ter respostas deste género:

"Fomos passear de autocarro com os amigos, subimos a umas árvores azuis que dão bolachas de chocolate. O Manu comeu só uma porque está muito gordo. Eu comi três."

"Nada. Nem jogos de chão, nem matemática, nem a experiência do feijão dentro do copo, nem fui ao recreio. Hoje não fiz na-da!"

27/10/2013

As pulseirinhas

A propósito deste post, lembrei-me desta história.

O meu filho mais velho gosta de tirar bolas naquelas máquinas irritantes que só nos fazem gastar dinheiro. Só está autorizado a tirar uma bola aos domingos, se o balanço da semana for positivo e se se tiver portado bem. Há uns domingos atrás, fui trabalhar e deixei-o na casa dos Avós. Na tentativa de incutir algum sentido de responsabilidade, dei-lhe uma moeda de 1€ e disse-lhe que podia escolher a bola quando fosse ao café com o Avô. Não largou mais a moeda, mesmo depois de lhe dizermos que podia pôr no bolso até sair de casa. Estava numa excitação que só vê-lo! Comecei a pensar que, se ele reagia assim com a primeira moeda de 1€ que ganhava, talvez fosse bom dar-lhe calmantes quando começasse a trabalhar.
A partir daqui, só conto o que me contaram.
Foram então ao café e o António pôde escolher a máquina das bolas. A escolha era alargada e foi muito pensada e ele lá se resolveu por uma delas. Momentos seguiram de cortar a respiração: a colocação da moeda na ranhura, o girar da alavanca, o compasso de espera e, finalmente e em apogeu, a caída da bola nas mãos da criança. Um excitex total!
Como de costume, levaram a bola para casa onde ia ser aberta em outro momento solene. Normalmente, os brinquedos que estão dentro são pequenos e para não perder são sempre abertas em casa. Quer dizer que o puto ainda teve de esperar 15 longos minutos pelo caminho até casa dos Avós em passo passeio, com a bola na mão e o ar orgulhoso. Gabo-lhe a paciência.
Chegados a casa, abrem a bola e no lugar de um Faísca McQueen ou qualquer outro carro de corrida (ou avião ou escavadora ou whatever), estava uma bonita e vistosa pulseira cor de rosa. O desgosto foi tanto, que o Avô ao ver o neto inconsolável, lhe prometeu outra bola depois do almoço (contrariando as minhas regras, mas é para isso que servem os Avós, certo?).
Quando fui buscá-lo, ele estava a brincar com uma cobra preta de borracha e eu perguntei se tinha sido aquele o brinquedo da bola. Ele foi buscar a pulseira e disse:
- Não! A cobra é de meninos. A bola tinha uma pulseira de princesas para a Mamã que é princesa. 
E foi buscar a pulseira e pôs-me no braço.
Agora, esta é a pulseira que o meu filho mais velho tão ansiosamente aguardou mas não se deixou abater pela desilusão, arranjado-lhe logo um bom destino. E eu, dificilmente terei coragem de a tirar do meu braço.

23/10/2013

Aqui também se fala de coisas sérias (mas só um bocadinho).

Normalmente, ponho gasóleo na Galp. E escolho a Galp por duas questões muito simples: porque é muito perto de casa e porque tenho um cartão Galp Frota que me dá um desconto de alguns cêntimos por litro. 
Normalmente também, ponho gasóleo até encher o depósito: quando aquela ceninha da mangueira estala é porque já está cheio, carrego mais uma ou duas vezes para acertar a conta, passo o cartão e já está. No final do mês nem confirmo se as contas estão certas porque tenho mais ou menos a noção de quanto gastei, de quantos depósitos enchi. 
É talvez importante referir que o mau carro faz, no mínimo, 40km por dia e por isso não gastamos assim tão pouco dinheiro em gasóleo.
Ora, nos últimos meses, chamada a atenção pelo meu marido, comecei a conferir também a quantidade de litros que ponho e os litros que eu gasto (há um botão no meu carro que se põe a zero quando enchemos o depósito, não pensem que sou eu que faço as contas á la pata!!). Acabamos, invariavelmente, por encher com 47 litros e o carro, invariavelmente, gasta 43 litros. Mais coisa menos coisa, há sempre uma diferença de sensivelmente 5 litros. Isto em euros é mais que 7. Multiplicando pela quantidade de quilómetros que fazemos diariamente, é uma renda.
Já falamos com os caixas das bombas e "ah e tal que está certificado e coiso". 
Mas isto não acontece só na Galp que está perto da minha casa: tem acontecido em todas as Galp a que vamos, já tentamos a BP, a Prio e uma outra que nem sequer me lembro do nome, que faz uns descontos porreiros aos domingos e, quando calha lá passar, aproveitamos. Ha sempre diferenças em todas.
Com certeza não seremos os únicos a reparar nisto e por isso peço a vossa ajuda, pessoal que lê este apelo, para fazer a mesma verificação e para me dizer qualquer coisa. Pode ser nos comentários do post ou mesmo ali no facebook. É que se formos muitos valerá a pena chamar a atenção da Deco, se é que alguém já não chamou e eu não soube pesquisar o tema.
Agradecida.

20/10/2013

Na alcofa






Outra vez com atraso, por questões técnicas.
Não podemos dizer que o pequeno já gatinha, porque o verbo certo seria rastejar, mas eu acredito que é uma fase transitória e que do arrastar da barriga para o apoio nos joelhos seja um tirinho [sempre ajuda a limpar o chão!!].
Quero acreditar também que quando repete infinitamente o som MA (mamamamamamamamamama...) está a chamar-me. Adora a escola, dá gargalhadas maravilhosas, tem seis dentes (que me estragaram as férias, mas isso agora não interessa nada) e deixou o vegetarianismo. Decisão acertada, direi eu, já que tem uma Mãe que não come e que pouco cozinha legumes. Começa a interagir cada vez mais e é deliciosa a cumplicidade com o irmão. 
Está um bebé grande e robusto, com uns caracóis que, juro, têm vida própria, e um sorriso contagiante. Simpático para todos, não estranha ninguém, adora tomar banho e ouvir música. 

O nosso Manu está o máximo!!

19/10/2013

Não há dois sem três

A verdade é que eu nunca gostei de números pares. Outra verdade é que eu sempre gostei de casas cheias e famílias grandes. Outra verdade ainda, é que tenho um marido que é tão ou  mais maluco que eu.
A notícia deixou-nos um pouco em estado de choque nem sei bem porquê. Há muito que sabemos o que fazer (ou não fazer) para não ter filhos... Apesar de sabermos que uma quinta pessoa nesta casa tornaria as coisas mais trabalhosas, queríamos muito ter mais um filho. E, se era para ter, era já, antes que o corpo se habituasse às noites bem dormidas e aos horários diurnos. 
Por isso, senhoras e senhores, meninas e meninos, temos todo o gosto de apresentar o novo mais novo:




O Homem da Atlântida

Ontem, ao dar banho ao mais novo, lembrei-me desta série que a-do-ra-va: O Homem da Atlântida. Não me lembro nada da história, se a série era boa ou não, mas posso confessar que o Patrick Duffy foi talvez a minha primeira paixão platónica (também por causa do Dallas).
E lembrei-me disto porque o Pequeno Manu chora copiosamente cada vez que sai da banheira. [Talvez ele seja o meu salvador de verões na praia, já que o mais velho tem medo do mar e guincha cada vez que é empurrado para menos de 200m da beira-mar.] Expliquei-lhe que o Mark tinha membranas entre os dedos das mãos para o ajudar a nadar, que tinha guelras e um sinal bem sexy em baixo do olho azul.
Ele parou de chorar. Acho que gostou da história.

18/10/2013

Ao fim de algum tempo, que eu não sei precisar,

mas sei que seguramente foi muito mais do que eu queria, voltamos ao tasco. O pc velhinho morreu (paz à sua alma) e agora jaz nesta mesa à espera que alguém o ressuscite (aka meu marido, que é homem jeitoso para a informática). Entretanto, lembro-me que no último post prometi novidades e piadas e anedotas e episódios e mil coisas que entretanto já a minha memória não conseguiu reter.
O que importa, neste momento, é que eu sou uma sortuda e hoje ganhei um computador novo, daqueles que andava a namorar há séculos, que tem uma maçã e tudo. Btw, estou fã da maçã. Rima e é verdade. E sou a mais feliz. A que tem mais sono, a que está mais cansada, mas a mais feliz por ter um computador da maçã.
Obrigada, Mamã!!!

Weee!!!!

08/10/2013

O tempo... ainda o tempo...

Agora que até tenho tempo para vir mais amiúde, com os miúdos na escola e algum tempo naquele (curto) período entre sair do trabalho e ir buscá-los, que tenho milhões de coisas para partilhar e novidades a crescer, que tenho episódios giros giros (principalmente do mais velho) para revelar, o meu computador pifou. 

Estou feita. 

04/10/2013

Da falta de tempo

Eu até gostava de vir aqui falar-vos das novidades, e das coisas boas e menos boas que têm acontecido por aqui. Falta falar das férias, do regresso ao trabalho, do início de ano do António e da estreia do Manuel na escola.
Mas falta-me tempo. Falta-me mesmo tempo. Claro que ir para a cama antes das 22h todas as noite não ajuda, mas há esta necessidade de dormir que é mais forte que o blogue.
Para terem uma ideia: ontem acabou-se o shampoo cá em casa, eu fui ao Lidl comprar leite, e hoje lavei a cabeça com Quitoso. 

Até breve. 

13/09/2013

Na alcofa.







Já não dorme na alcofa porque já não cabe e porque vai ser emprestada a um primo novo que chega no final do ano (esta família gosta de heranças úteis e práticas e que façam poupar uns trocos aos pais e avós). Aos oito meses, vamos ter de ir tirar foto a casa dos primos!!
Está muito risonho e simpático, já tem quatro dentes e continua vegetariano. Adora iogurte e fruta, e a bolacha Maria tem um novo fã. Adoram brincar juntos e já têm os seus momentos de cumplicidade. Quer tudo o que não pode tocar (i.e. brinquedos do mano) e não liga nada aos brinquedos dele. Senta-se, bate palminhas e pouco falta para gatinhar. Aí, meus Amigos, asseguro: acabou o sossego.

05/09/2013