22/08/2013

Ainda andamos por aqui.

A vantagem de se trabalhar por turnos, é poder trocar uns dias de trabalho e juntar folgas a meio da semana. Acabei umas mini férias, trabalhei dois dias e tenho outras mini mini férias. 
Não quer isto dizer que se descansa, porque com dois filhos pequenos estou naquela fase do "vou ali ao trabalho para descansar", mas sabe bem mudar de rotinas e de ares e ver os miúdos crescer. 

15/08/2013

We will always have Milfontes...

Faz falta fugir, mudar de ares, ver outras coisas. Faz falta trocar horários, mudar de rotinas, não ter compromissos. 
A mim, faz-me falta o sol, a praia e o Mar. Fazem-me falta os mergulhos, as sanduíches e os iogurtes bebidos bem frescos. Faz-me falta a areia entre os dedos, sentir o sal seco na pele e as caminhadas à beira mar. 

Hoje, trocamos o norte e o centro e rumamos ao sul para umas mini mini férias. 
Até segunda!

13/08/2013

Dos castelos de areia.

Os amores da adolescência têm tanto de assustador como de excitante. De um lado, a novidade, as borboletas na barriga que se sentem pela primeira vez, o desconhecido, a adrenalina. Do outro, a imaturidade, a certeza de que tudo está certo, a ausência de dúvidas.
Depois crescemos, conhecemos novas pessoas, temos novas experiências e as borboletas vão ficando naquele frasco de vidro: sabemos que elas existem e que até voam mas ficam mais seguras lá fechadas. E o tempo passa. E constrói-se uma vida em alicerces de tijolo e cimento. Tudo nos parece certo e no fundo não está errado. É assim que faz sentido.
Até que deixa de fazer. Acordamos um dia e olhamos para o lado e afinal não era nada disto. E voltamos ao passado e a ter 18 anos outra vez e entramos numa escola que não é a nossa sentados numa mota de 50cc. só para beijar aquela miúda. A verdade é que passaram 20 anos e as borboletas voltam a voar na nossa barriga. E de repente, estão os dois disponíveis com uma história por acabar. Desta vez, o que faz sentido é acabá-la. E todos sabemos que todas as histórias de Amor têm um final feliz e por isso mergulha-se de cabeça, dá-se o tudo-por-tudo, aceita-se uma vida diferente do nosso sonho, mas ainda assim é o nosso sonho. A casa do sonho. O casamento do sonho. Os projectos do sonho. Agora sim: é assim que faz sentido.
Até que deixa de fazer. De repente, sem que se perceba muito bem como ou porquê ou mesmo quando, olhamos para o lado e não conhecemos aquela pessoa por quem esperamos 20 anos. E o sonho acaba, e o príncipe encantado era um ogre, e a princesa era uma rã. Não damos muito valor, não lutamos (será que vale a pena lutar?), pomos em causa e queremos voltar ao que éramos naquele intermédio. Assobiar para o lado e fingir que nunca aconteceu. Ou então, fechamo-nos no casulo e fugimos de todos os que nos querem bem e dizem "estou aqui; não estás sozinho". Nada faz sentido. O mundo devia acabar.

Mas não acaba. Não tem de acabar. Nem as amizades têm de acabar. 
Basta guardar a memória do que foi bom e guardar o respeito daquela pessoa que soube fazer-nos feliz e viver um sonho. Mesmo que por pouco tempo. Não resultou? Pois não. É muito muito triste que assim seja. Morreu. Agora é tempo de fazer o luto e voltar a viver. Ou nascer outra vez.

E vais ver que no final, tudo acaba bem. Se não está bem, é porque ainda não chegou ao final.

A vocês, por quem temos o coração partido.

12/08/2013

Na alcofa.






6 meses! Como o tempo passa...
Já é difícil tirar uma foto sem que tenha um brinquedo qualquer na boca. Já refila quando não lhe damos atenção, mas continua a dormir bem e a adormecer sozinho. Come sopa (sem carne) e papa e fruta e iogurte. Está pesado e maciço. Ainda não perdeu os caracóis que lhe dão tanta personalidade
Um castiço!.

CO no FB

A Casca estreou-se no Facebook no sábado passado e em pouco mais de 24h chegamos aos 100 gostos. Prometi oferecer um sundae ao gosto número 100 mas ainda não percebi quem foi nem se há uma opção que nos diga quem é (se por acaso alguém se apercebeu que era o 100º gosto lá do tasco, informe-me; caso contrário, lá terei que oferecer um sandae a cada um).
Foi uma surpresa!Muito obrigada a todos!
Para quem ainda não descobriu a Casca do Facebook, podem seguir aqui, fazer um gosto e deixar comentários, opiniões, mandar bitaites, dizer disparates, deixar mensagens, partilhar a página. Tudo
(ou quase tudo, vá...).

Um dia...

Um dia percebes que já não tens o corpo de há 10 anos. E que nunca mais o vais ter.

10/08/2013

Casca d'Ovo no Facebook

Li algures que o sucesso de um blog passa por ter uma página no Facebook.

O que acham? Abrimos uma conta FB para a CO?

09/08/2013

Descobri agora que vou ser sogra.

Ontem, quando cheguei ao colégio, deparei-me com esta cena: António e Emília (cara de princesa, loiríssima, olhos azuis, ar angelical) sozinhos no refeitório, ele com ar de quem está no auge do engate e quase a convencer a miúda. Olham os dois para mim e:
- Oh pá, Mamã! Vai lá trabalhar mais um bocadinho!

E eu fui! Fui tomar café, nas calmas, à espera que o meu mais velho acabasse lá a cena dele com a Emília. 

Três anos de maternidade e já sou sogra. 

07/08/2013

O caminho faz-se caminhando.

Voltei às caminhadas. Não arrisco ainda a correr mas esse continua a ser o meu objectivo. Mas já consegui andar três dias esta semana.
Normalmente, só tenho dois momentos para mim mesma, em exclusivo: quando tomo banho de manhã e a conduzir, quando vou trabalhar. Dá para relaxar, para des-stressar, para me encontrar. Mas é, obviamente, pouco tempo pelo que estas caminhadas, com música alta nos ouvidos e o sol como companhia, têm-me sabido pela vida. 

06/08/2013

Dos sapatos.

Posso comprar dezenas de sapatos por ano, mas os meus preferidos vão ser sempre aqueles que comprei há mais de 10 anos e que por mais velhos e gastos que estejam, nunca terei coragem de deitar fora. Se o fizesse seria deitar fora memórias, sítios, pessoas, experiências e isso são coisas que estão tatuadas em nós: não se deitam fora. Os sapatos novos são mais confortáveis, mais trendy, mais fashion, mais tudo. Adoro-os e uso-os sempre com orgulho. Passam-se meses sem usar os sapatos velhos e passo bem sem eles. Mas basta abrir o cesto dos sapatos que eles olham para mim e tenho de os usar. Simplesmente, tenho.

E isto podia ser sobre uma data de coisas, mas na verdade é mesmo sobre sapatos. 

05/08/2013

E continua...

já me desiludi muito; já acreditei em Deus mas depois zanguei-me muito com Ele, ainda não fui capaz de fazer as pazes; não gosto de comer e por isso detesto cozinhar; não tenho tatuagens nem brincos nem piercings; vivi sozinha quase cinco anos; tive um stalker durante meses; penso muitas vezes "e se tivesse feito as coisas de outra maneira"; sinto muitas saudades de algumas pessoas e gostava muito de as ter mais perto; sofro diariamente com o fim de uma amizade mas não sou capaz de fazer nada por isso; já conheci o Jorge Palma; ainda não sei o que quero ser quando for grande; já fui muito feliz em Milfontes e no Porto e em Torres Novas, mas também já sofri muito nestes sítios; já perdi a conta das vezes que já fui a Barcelona; nunca fui a África e adorava ir; já sonhei com o Nate do Gossip Girl e acordei a chorar; choro em todos os casamentos; uso o relógio no braço direito desde os 13 anos; uma das minhas maiores Amigas teve um filho uma hora depois de mim; adorei a primeira temporada do Prison Break; já chorei tanto que vomitei; já magoei muito; já passei noites acordada a olhar para os meus filhos; já ofereci flores a um homem; prefiro as estradas nacionais às auto-estradas, mas nem sempre foi assim; já perdi sapatos, casacos e pessoas mas nunca perdi umas chaves; detesto chegar atrasada e odeio que me façam esperar; aprendi que a mentira é a coisa mais feia do mundo e lembro isso todos os dias aos meus filhos; já fui ao cinema sozinha e já o fiz muitas vezes; nunca disse "vou à terra" porque não tenho terra; sou uma pessoa dos sentidos: adoro cheirar, tocar, abraçar, olhar; já fui trabalhar com colar cervical, com gesso na perna, com pedras na vesícula e com contracções; já fui sozinha a um concerto no Pavilhão Atlântico; adoro rodas gigantes e teleféricos. 

30/07/2013

Há um tipo de pessoas que eu detesto.

São aquelas pessoas que dizem mal de tudo e que insistem em provar que são as mais infelizes. Essas pessoas reclamam quando está frio e quando está calor, dizem mal do chefe do colega e da empregada do café, escrevem no Facebook que vão desactivar a conta porque estão fartos de hipocrisia (mas nunca encerram), criticam quem não pensa igual a eles, mandam bocas à espera que todos ouçam, pensam que tudo de mau só acontece a elas e a mais ninguém, não sabem e não querem aprender mas dizem que a culpa é de quem não sabe ensinar, dizem disparates que sabem ser disparates e não desistem de os dizer. 
Conheço, pelo menos, duas pessoas assim. 

Se alguém desse lado acha que eu faço parte deste grupo de pessoas, por favor, dêem-me com um taco de baseball na cabeça. Assim com força. 

É bom saber

que há coisas que não mudaram. 
É muito bom saber isto. 

29/07/2013

Organizada?? EU??!!??*

Ora bem caríssimos leitores, percebi que não me conhecem. Ando aqui vai para 10 anos e afinal não me dou a conhecer como pensava que dava.
Aqui vão mais informações sobre mim, que o caríssimo leitor também não saberá:

eu já parti duas vezes cada braço: primeiro o esquerdo, depois o direito, e a seguir os dois ao mesmo tempo; consigo mexer um olho de cada vez; consigo mexer as orelhas; já tive dois acidentes de carro no mesmo dia; estive ao lado do Nuno Lopes e não consegui meter conversa com ele; já vi muitos "nasceres" do sol e ainda mais "pores" do sol; já consegui meter sete pessoas e um cão dentro de um Fiat 127; já ensinei duas pessoas a conduzir; já sofri tanto por Amor que pensei que fosse sufocar; já chorei de felicidade; já dancei num palco para centenas de pessoas, já o fiz várias vezes; já estive no deserto do Arizona e por pouco não casei em Las Vegas; já fiz um pacto de sangue e já o quebrei; já fui a miúda mais gozada da escola; já odiei uma pessoa da minha família e já perdoei; já fui tomar um café ao Algarve depois do jantar; já tive um blind date; já traí e já me arrependi, já pensei que merecesse morrer por ter traído e pensei que morresse de arrependimento; já passei férias sozinha e gostei à brava; já surfei na Arrifana com um sueco por quem me ia apaixonando; "eu não gosto de pessoas" deve ser a frase que eu mais digo; gosto muito de acordar cedo, mas nem sempre foi assim; comecei a viver com o meu marido no dia em que começamos a namorar e casamos 7 meses depois; organizei o casamento mais fixe a que fui, e que por acaso foi o meu; já deixei de fumar cinco vezes; a coisa que eu mais gosto quando estou com amigos é de tirar fotografias; sou a pessoa mais esquecida que existe e sou a mulher mais desorganizada que conheço; detesto ir às compras mas nem sempre foi assim; a crise está a tornar-me uma avarenta; tenho pânico de morrer e já vivi muito condicionada por isso; já pensei que conseguisse mudar um homem; já andei de cavalo na praia; já falei com o Eddie Vedder; já desapareci da vida de uma pessoa só porque deixou de fazer sentido. 


* a propósito de um comentário colocado algures ali em baixo, por um anónimo que não consegui identificar e que "pensava que era mais organizada". 

28/07/2013

E no único dia de folga em duas semanas,

é sempre bom ter um dia que começa com chuva. Porque assim, passa-se o dia fechada em casa com duas crianças, que podia ter sido aproveitado para passar a ferro, organizar a ementa semanal, preparar as roupas para a semana, arrumar papelada em dossiers, arrumar gavetas e coser os botões que faltam no bibe do mais velho. 
Mas não: foi passado a catar piolhos. 

26/07/2013

Na alcofa



[Este mês, com muuuuito atraso (ele "faz meses" no dia 9). Tudo porque o meu pequeno computador está a dar as últimas e bloqueia cada vez que lhe dou uma instrução. Enfim, ainda vai ter que aguentar muito tempo.]

Está cada vez mais risonho, mais simpático, mais comunicativo. Dá gargalhadas deliciosas, guincha para chamar a atenção e adora o irmão. Pesado, comprido e branquela. É o meu mais novo.
Andamos na fase das sopas e papas. Não gosta de carne mas come a fruta toda. Vegetariano aos cinco meses, é o que é. Já tem dois dentes, que estão a nascer tortos. Está um castiço.

Ideia daqui.

24/07/2013

Ainda a xuxa.

Já passou um mês desde que a pobre da xuxa foi deitada para um caixote do lixo em Vila Nova de Gaia e levada pelo camião verde para muito muito longe. 
Se soubesse o que sei hoje, não sei se deixava. É que levar três horas para adormecer, é obra e queima a paciência de qualquer um. E se antes isto não me incomodava muito, agora que estou a trabalhar e que tenho de acordar o pirralho às oito da manhã, sob o risco de chegar atrasada, já é coisa que me mói. 
São 23:55. Adormeceu há uns 20 minutos. Na minha cama. Em cima de mim. 

Volta, xuxa: estás perdoada. 

22/07/2013

Tenho muita sorte.

Vou agora deitar-me, cansada, com as costas feitas num oito, olhos pesados e a casa de pantanas. De tudo o que tenho para fazer, consegui apanhar uma roupa da corda e estender outra que acabou de sair da máquina, lavar biberões, arrumar as compras do Ikea e coser elásticos nas sapatilhas novas do Ballet. Chegamos a casa depois das nove, ainda consumi meia hora de lixo televisivo e é meia noite e meia. Passo no quarto dos miúdos antes de me ir deitar, dou um beijo a cada um e penso tenho muita sorte. 

Estou longe de ter uma vida perfeita. Que o diga o meu colchão defeituoso, o meu carro que precisa de travões, a minha casa desarrumada, a minha falta de organização, a minha pouca vontade de cozinhar, os meus sapatos gastos, o pouco tempo que dou, em exclusivo, ao meu marido. Que o digam algumas discussões (dos adultos), as birras e os choros (das crianças). 
Mas quando passo a esta hora naquele quarto, quando olho para os rapazes a dormir, quando lhes sinto o cheiro, a respiração, quando os vejo felizes e saudáveis, sinto que está tudo ali. Estes rapazes são tudo e eu tenho muita sorte em tê-los na minha vida.    

07/07/2013

Não sou a Super-Mulher, mas não me importava de ser.

Recomecei a trabalhar há uma semana. Foram cinco dias de adaptação e um fim de semana de "descanso" (ponho aqui umas aspas porque teve tanto de cansativo como de divertido, mas é assim que eu gosto). Estou de rastos e amanhã começa tudo outra vez. 
Continuo sem perceber aquelas pessoas que leio todos os dias em blogs, que trabalham, têm filhos (dois ou três ou até, pasme-se, quatro), tratam da casa, têm jantar feito todos os dias e a horas, filhos que não berram nem fazem birras, a casa sem pó, as roupas sem vincos, as unhas pintadas e a depilação feita, fazem o seu jogging diário e por isso não têm celulite, aliás, a força da gravidade é coisa que não lhes assiste, rugas nem vê-las, têm sempre tempo para ir aos saldos e espreitar as ultimas tendências, e ainda, ah a inveja, têm tempo para escrever todos os dias nos seus blogs. 
Vá, tem de haver um segredo. 
Ando aqui há tantos anos, caramba... ninguém quer partilhar esse segredo comigo?

26/06/2013

Nenhuma criança devia sofrer. Nem as de 36 anos.

Eu sempre disse que o assunto xuxa me era muito sensível. Lembro-me perfeitamente da minha primeira noite sem xuxa e de implorar por mais uns momentos com a minha fiel companheira das noites. Tinha quase seis anos. Lembro-me até da cor dos lençóis. 
Nunca insisti com o António para largar a xuxa precisamente pela lembrança daquela noite. Sempre me fui confortando com a célebre teoria do "ninguém vai para a faculdade a usar xuxa" (excepto a Vanessa, acrescento eu). Até que hoje, por livre e espontânea vontade, o meu mais velho decidiu deitar a xuxa para o lixo. Grande festa com direito a visita ao estádio do Dragão (aproveitando o facto de estarmos de férias no Porto), compras na loja do FCP, bolo, parabéns a você e até, imagine-se, um telefonema do Jackson Martinez, o herói do meu filho, a dar os parabéns pelo grande acontecimento. 
Depois veio a noite. 
E aquela noite, há 30 anos atrás, em que implorava por mais uns momentos com aquela fiel companheira, as lágrimas gordas nos lençóis das riscas, a dor grande no peito, aconteceu outra vez. Mas desta vez, o protagonista era o menino mais especial do Mundo. Aquele sofrimento, aquela dor, aconteceu tudo outra vez. 

O pior já passou, dizem. Espero que sim. 

21/06/2013

Terrible Three

Ouvido no mesmo dia, na mesma birra, aos berros, enquanto lágrimas gordas escorrem pela cara:

- Quero a lua só para mim! Aqui na minha mão!!

e

- Quero ter asas! Não quero braços; quero asas para conseguir voar!

É um drama king, mas pelo menos tem veia poética.

19/06/2013

Serviço Público #8

Há uns dias atrás, provei o melhor pudim de toda a minha vida. Confesso que não sou grande fã de pudins, por isso arrisco mesmo a dizer que este foi o único pudim que gostei na minha vida. Chama-se Maria Mole, que é um produto brasileiro que não encontrei à venda por aqui, mas que, pelo que descobri na net, pode ser substituído por gelatina em pó neutra (usei da Royal).
Segui esta receita e ficou delicioso. Experimentem!


O que eu descobri com esta receita:
- creme de leite = natas (usei do Continente);
- os vários pontos de açúcar, numa infeliz tentativa de fazer caramelo;
- como se faz  torrão de açúcar;
- o caramelo líquido marca Continente é muito bom.

18/06/2013

1000º

É só para informar que este é o milésimo post daqui do tasco. 1000 posts em quase 10 anos.
Gosto de números redondos.

Mixed feelings

Faltam duas semanas. Estive oito meses e meio em casa: baixa de gravidez de risco, licença de maternidade e férias do ano passado. Daqui a duas semanas, regresso ao trabalho.

É esta a informação que me deixa contente e triste, angustiada e aliviada, cheia de genica e cheia de medo. Estou muito contente por voltar a trabalhar, por ouvir falar de outros assuntos além de bebés, partos, dentes e cocós, por deixar de ter tempo para ver o Goucha. Mas o meu  filho pequeno não tem sequer cinco meses e precisa ainda tanto de mim; e o meu filho grande já está tão habituado a esta disponibilidade, às idas ao parque depois da escola, a ter o jantar na mesa às oito da noite, a ir para a cama às nove, a brincar com uma Mãe presente e descansada.

Oito meses e meio em casa e parece que tudo o que há para fazer de urgente, tem que ser feito em Junho: as consultas (pediatra, oftalmologista, otorrino, terapia da fala), a festa da escola, o S. João, a praia com a escola, e ainda aquela pausa zen que preciso para mim em vésperas de algo importante ou marcante. Recomeçar a trabalhar depois de oito meses e meio, é importante não é?

Junho devia ter 60 dias, é o que é!

09/06/2013

Na alcofa


Não pensem que ele não tirou a roupa durante um mês, só porque o body nas duas últimas fotos é o mesmo. 
Está muito crescido e simpático, anda aflito dos dentes que teimam em não espreitar, dorme noites inteiras (e manhãs inteiras, se eu deixar) e adora o irmão. É um espectáculo!

Ideia daqui.