16/04/2013

Ainda a propósito

dos projectos de sala de aula, que falei aqui, aconteceu ao jantar o seguinte diálogo:

- Estás a gostar do projecto do chocolate?
- Eu não estou no projecto do chocolate, Estou no projecto dos elefantes e no das cobras.
- Ah, boa! E o que é que já sabes sobre os elefantes?
- Muitas coisas.
- São grandes ou pequenos?
- Os filhos são pequenos. As mães são... são... são mais ou menos!

Como é óbvio, errei na profissão.

Adoro ser convidada para fazer actividades no colégio do meu filho. Só não vou mais vezes porque, a verdade é esta, não tenho jeito para fazer nada: trabalhos manuais, zero; actividades físicas, zero ao quadrado; dança, eles têm; desenhos, pinturas, instalações e que tais, menos zero! Resta-me a cozinha, que mesmo sendo uma nabiça, safo-me nos bolos e doces.
No ano passado fui fazer um bolo e adorei. Desta vez, fui convocada para fazer bombons no âmbito do "projecto do chocolate" que está a decorrer na sala. Lá fui, levei barras de chocolate branco, de leite e preto, derreteu-se e enchemos couvettes de gelo com formas giras. Numas pusemos uma amêndoa, noutras misturamos dois tipos de chocolate. Simples mais simples, não há!
A verdade é que depois destas visitas (e do Dia da Mãe e do Natal e de todas as reuniões de pais), fico sempre arrependida de não ter dado ouvidos à minha Mãe e não ter seguido uma carreira no ensino. É que me sinto mesmo bem com os miúdos, adoro ouvi-los, adoro a maneira como se explicam, adoro os disparates que fazem e o caos que rapidamente aparece à sua volta. 
Foi uma manhã em cheio!

10/04/2013

Luv u, big bro!

Diz que hoje foi dia dos irmãos. Acontece que eu tenho o maior irmão de todos. E o melhor, também. Este meu irmão, calha ser ainda o melhor tio e, na isenta opinião da minha Mãe, o melhor filho. 
Não falo muito do meu irmão aqui no tasco. Agora que penso nisso, nem sei bem porquê... Sei que ele sofreu muito comigo quando era daquelas miúdas birrentas, mimadas e chatas (basicamente, a minha infância toda), e nem se zangou comigo quando eu lhe destruí o carro em dois acidentes na mesma tarde. Mas eu também sofri ao ouvir milhentas vezes que era adoptada ou que tinha sido encontrada no caixote do lixo. Pode parecer estranho, mas foi a ausência dele que nos aproximou e houve muitas alturas que a impossibilidade de lhe falar dava cabo de mim.
Somos tão diferentes em tanta coisa. Já a minha professora de Fisico-Química do 8º ano me perguntava, ao entregar-me o teste com 5%, se eu tinha a certeza que era irmã do Miguel. 
Foi com ele que aprendi a "dar sentido à viagem para sentir que sou capaz e se o meu peito diz coragem, volto a partir em paz"*. 

Orgulho-me muito do Homem que ele se tornou.


03/04/2013

Depois, vem aquele dia...

... que eu vejo, pela primeira vez, o Amor que os meus filhos têm um pelo outro. E só por isso já valeu a pena toda esta loucura.

...


Não chorava há uma semana. Estava a achar estranha a rapidez com que as hormonas tinham acalmado, desta vez. Até que uma noite destas, fui deitar o mais velho com o ritual do beijinho e do leite quente (lembro que este foi o filho que não adormecia sozinho, por mais métodos Estivill que lhe quisesse aplicar), e voltei para a sala para dar biberon ao mais novo e acabar de passar a roupa a ferro. Ouvi o mais velho cantar 20 músicas diferentes, conversar com os Faíscas MacQueen todos que parecem nascer na minha tijoleira, chamar por mim, pelo Pai, pelos Avós e por toda a gente que ele conhece, mas resisti à visita ao quarto. Deixei de o ouvir passada uma hora. Nada de novo: adormeceu.
Muito tempo depois, fui deitar-me. Entrei no meu quarto e vi o puto a dormir na minha cama, em vez de estar a dormir onde o deixei. Foi aqui que chorei.
Chorei porque nunca mais vou poder dar a este filho a atenção que ele teve durante três anos. Chorei porque o mais novo nunca vai ter a atenção que eu consegui dar ao mais velho. Chorei porque, apesar de querer evitar pôr filhos únicos no mundo, de ser apologista (e apaixonada) por famílias numerosas, tenho medo que os meus filhos não consigam ser tão felizes. Vão ter de partilhar o mesmo quarto, os mesmos brinquedos, a mesma Mãe e o mesmo Pai. 
Chorei porque tive saudades do tempo em que éramos só os dois: eu e o António. E que dormíamos os dois juntos, em conchinha, com aqueles pequenos dedos a fazerem-me cafuné.
Chorei porque tinha o Manuel ao colo e não deixei de sentir estas saudades.

02/04/2013

Das corridas.


Sou daquelas pessoas-cabeça-dura. Ou seja, se ponho uma coisa na cabeça, não descanso até conseguir. Tem sido assim com tudo, desde um par de ténis Puma cor de laranja que fui comprar a Barcelona até uma viagem ao deserto o Arizona. Desde um Beyblade de metal para o meu mais velho ganhar os torneios todos lá do colégio até andar a galope numa  praia deserta (num cavalo, claro está). Desde sempre. Até hoje.
Pois que pus na cabeça que depois do parto ia começar a correr. Eu (!!!), que sempre odiei correr, que mexer um dedo mindinho sem um objectivo concreto custa-me horrores. Eu, que já pratiquei quase todos os desportos que se podem lembrar e que me fartei ao fim de algum tempo.
Pesquisei na net os melhores planos de treino, informei-me sobre como começar, esperei a consulta de revisão do parto para me assegurar que podia correr sem mazelas para mim. Procurei as melhores dicas, a melhor música, os melhores ténis, o melhor percurso aqui na zona. E comecei.
Epá, comecei com uma pica brutal. Fui três vezes. Na terceira (há cinco dias) consegui correr 10 minutos seguidos. DEZ!! Não corria 10 minutos seguidos há uns 20 anos. E que bem que me soube.

Desde aí, há cinco dias, tenho umas dores lancinantes nos joelhos e tornozelos. Mal consigo subir e descer escadas. Queria voltar a correr, desta vez com o aquecimento correcto antes do exercício, mas as dores não passam nem sequer aliviam. E agora não me apetece viver com esta frustração, com esta barriga e com esta flacidez.

01/04/2013

Fui às compras.

Perdi a cabeça, deixei os rapazes em casa e saí para ir às compras.
No dia anterior, tinha comprado uns óculos de sol, oferta de aniversário do meu irmão. Vieram com dois meses de atraso porque ainda não tinha tido paciência para pôr-me a experimentar óculos nem para aturar os bitaites das meninas que trabalham nas ópticas. Até que fui (arrastada pela minha Mãe) ao Freeport para comprar uns botins (também presente de aniversário atrasado) e saí de lá com uns óculos.
Naquele dia, estava a dar em louca: o mais novo não parava de chorar, o mais velho não tinha escola há dois dias, e eu sozinha com os dois. Peguei em mim e Colombo comigo.
Resultado: uns botins de primavera bem baratos, umas calças cor-de-rosa (!!!), umas leggins pretas, um beyblade para o mais velho e um leitor de mp3 para ir preparando para o dia da Mãe.
Claro que já me arrependi amargamente de ter gasto aquele dinheiro e morri de remorsos por ter abandonado a minha família por duas horas. 
Mas soube tãããão bem!!!

Tanto para escrever e tão pouco método e disciplina.

Que eu era uma pessoa desorganizada, já eu sabia. Só não tinha ainda percebido que o caos era o meu nome do meio e, agora que percebi, é coisa para me deixar irritada.
Aqui há uns meses, decidi organizar-me e fazer listas. Ah, as listas. Era bom que eu as encontrasse agora, só para saber o que é que foi feito. Mas, organizada como sou, não as encontro (e era um caderno todo catita do Ikea, com uma série de coisas escritas que fui guardando ao longo das duas semanas que durou até eu o perder cá em casa).
O que eu queria mesmo dizer com isto, é que vou tentar escrever mais. Isto de ficar um mês sem actualizar o tasco é simplesmente ridículo. Como é que eu quero ter audiências, receber convites, quiçá viver disto (LOL), se isto anda parado?

14/03/2013

Na Alcofa


Vi esta ideia aqui e achei genial. Claro que não tenho o jeito nem o equipamento para fazer umas fotos dignas, mas acho que vai ficar uma coisa gira para a posteridade. Vou ver se sou pontual para que as fotos sejam tão fiéis à realidade quanto possível.
Uma por mês. Sem falta!

27/02/2013

Hoje deu-nos para isto (II)



Camisa: H&M
Casaco: C&A
Máscara e Aero-Om: Farmácia Correia
Lenços de Papel: Pingo Doce 
Roupa do Babe: oferecida
Nódoas: NAN 


P.S. - Minutos depois da foto, levei um banho de xixi do pequeno e mudei de roupa.  Posso adiantar que tenho outra roupa mas estou igual (eu bem digo que ando sempre vestida da mesma maneira).

18/02/2013

...

Neste post disse que passei a tarde sozinha com o António. Não foi bem assim...
Lembram-se deste triângulo? Pois então: passamos o dia no chat do WhatsApp (a melhor invenção para quem tem Amigas indispensáveis mas que estão longe). Um dos lados ia dando conselhos, já que foi Mãe de um M. super fofo há menos de quatro meses e tem bem presente na memória tudo o que se passou. O outro lado, naquele dia mais caladinha que o normal, estava também em trabalho de parto e teve um lindo bebé D. uma hora depois de mim.

Obrigada pela companhia, pelos conselhos, pela confiança que transmitem, pela partilha.
Luv u 2!

Ainda o parto... (II)


Ter um filho na MAC... 
Foi como ir a um concerto de Pearl Jam no Pavilhão Atlântico. Gente a mais, más condições de som, gente muito alta à minha frente, uma confusão para entrar, uma ainda maior para sair, casas de banho com meia hora de fila, ainda por cima perdi-me do J logo no início do concerto... Tudo o que eu não gosto para ver uma das minha bandas preferidas. Nos dias seguintes ao concerto, só apetece ficar na cama tais são as dores de pernas e de costas. As fotos são uma bosta, as roupa ficou a cheirar a fumo, as memórias com que ficamos do concerto são francamente más, apesar do resultado ser positivo: afinal, fomos ver a minha banda ao vivo. Ficamos com a sensação que se tivéssemos ficado em casa a ver aquele DVD que nos ofereceram nos anos, teríamos feito melhor.


Ter um filho no Hospital da Luz...
Foi como ir à Aula Magna ver Dave Mathews na primeira fila. A sensação de ter o Dave (sim, quase nos tratamos por tu) a cantar só para mim, a qualidade de som ideal para o espaço pequeno e acolhedor, tudo conjugado na mais perfeita combinação de elementos. Somos alguns, mas parece que somos apenas duas pessoas naquela sala. Vivemos cada pormenor, cada momento, cada nota musical com todos os sentidos apurados na companhia da pessoa que mais amamos. Só nós os dois e os músicos. E a música perfeita envolvendo-nos cada vez mais e fazendo com que nos apaixonemos ainda mais um pelo outro. À saída, ainda temos direito a noite de lua cheia, céu estrelado, passeio a pé por Lisboa de mãos dadas e vontade que o dia não acabe nunca. 

Foi mágico.

Ainda o parto...

O meu primeiro filho nasceu na Maternidade Alfredo da Costa (MAC) por opção minha: era perto de casa, era confiável, é público, foi o sítio onde eu nasci, enfim... várias razões nos levaram a escolher uma médica de lá que nos seguiria no privado. Foi um parto complicado que já foi visto e revisto por mim e pelo J mais de mil vezes, a recuperação do parto ainda foi mais complicado mas, de um modo geral, recomendo a MAC a qualquer pessoa que me peça opinião.
Acontece que quando engravidei a segunda vez, as notícias avançavam o encerramento da MAC até Dezembro. Ficou então a MAC fora do baralho de opções para termos o segundo filho (só mais tarde é que se soube que afinal só encerraria as suas portas em Março deste ano, pelo que podíamos ter feito o parto lá, mas isso agora não interessa nada). Por causa da experiência do primeiro filho, e apesar da troika e da crise e do PPC e dos cortes e de mais um sem número de razões sociais e económicas já conhecidas por todos, fizemos um esforço adicional e optámos por ser seguidos no privado e fazer também o parto no privado. Chamem-nos esquisitos...!

... Continua...

15/02/2013

Já no Hospital,

ao ser observada, a médica olha para mim com "aquela" cara. Não consegui interpretar muito bem o que "aquela" cara queria dizer, mas mantive-me serena, que eu nestas coisas não gosto de misturar os nervos; sei que nunca dá boa mistura. "A Susana está com sete dedos de dilatação! O trabalho de parto está feito e eu vou chamar a equipa de anestesia com urgência, antes que dilate mais e não possa levar epidural. Quem é o seu médico?"
A partir daqui, não tenho  noção nenhuma do tempo que passou. Tenho flashes na minha memória que não sei se conseguiria ligar e fazer uma história: todos a dizerem que valente que eu tinha sido por ter feito o trabalho de parto em casa, a anestesista a gabar-me porque não mexi nada mesmo no meio das contracções, a bolsa de água a rebentar, o J sempre comigo, o médico a chegar e a dizer que tinha acabado de se deitar quando lhe ligaram, eu a pedir desculpa ao médico por tê-lo acordado, a ida para o bloco, o meu marido vestido à Dr. McDreamy e eu a apaixonar-me por ele outra vez, cinco pessoas no bloco, eu a fazer força no sítio certo, e de repente, aquele barulho... aquele som que nunca me há-de sair da cabeça, o momento da expulsão, o momento em que o meu filho nasce, respira pela primeira vez. Aquele som que diz que mais uma vida vem encher as nossas vidas. Aquele som mágico em que tudo começa, o milagre da vida, o primeiro segundo.
Eram 23:57 de sábado, dia 9 de Fevereiro.

Eu andava a abusar,

bem sei. Mas já estava cansada daquela azia e, sinceramente, dava imenso jeito ao meu marido que o Manuel nascesse naquele fim de semana. Ainda assim, estava a abusar para que acontecesse no domingo.
Ainda no sábado, depois do almoço, começaram as contracções. Sem dor, muito irregulares (ora de 20 em 20 minutos, ora de cinco em cinco) e eu em casa sozinha com o António a brincar: puzzles, pistas de comboios, corridas de carros, tudo! A partir das seis da tarde, as contracções começaram a chegar com dor. Numa escala de 0 a 10, alternavam entre o nível 4 e o 6. Mandei mensagem ao meu médico, que me disse para ir andando para o Hospital para ser avaliada. "Humm" - pensei eu - "se eu for, mandam-me para trás porque isto ainda está atrasado". Pelo sim, pelo não, fui fazer uma sopa para deixar aos rapazes. Liguei ao J para saber se ele continuava alerta. "Mas queres que eu vá já?", pergunta. "Não! Isto ainda está atrasado!"
Comecei a apontar as horas das contracções, pus tudo na Bimby e continuei a brincar com o mais velho. Uma das brincadeiras era-me muito conveniente: a estátua. Quando eu dissesse "estátua", tínhamos que ficar muito quietinhos (aqui para nós que o puto não ouve, até a contracção passar). 
Pelas oito da noite, depois da sopa feita e do mais velho jantar, elas começaram a apertar: três em três minutos. Toca de ligar ao marido outra vez:: "é melhor vires andando. Mas janta antes que eu não fiz nada para ti". 
OK, estava decidido que iria ao Hospital, quando é que seria a próxima vez que ia lavar o meu cabelo? Nem pensar: toca a tomar banho. Um banho quente para relaxar antes de parir é das melhores coisas do mundo. Já da outra vez foi assim e recomendo. Claro que tive um pequeno deslize hormonal e chorei no banho. Nervos? Ansiedade? Felicidade? Medo? Não sei... talvez tudo ao mesmo tempo.
Quando acabei o J já tinha chegado (sem jantar!!!), sequei o cabelo, vesti-me, tiramos as fotos da praxe antes de sairmos, e  fomos deixar o mais velho nos Avós. 
Eram 10 e meia da noite.

...Continua... 

O Manel já chegou

e agora é só encaixar mais horas no meu dia para vir aqui contar as novidades.
E são tantas...

E tão boas!!

08/02/2013

Sai uma cesariana para a mesa do canto, s.f.f.

Se há coisa que eu gosto é de estar grávida. Gosto de sentir os pontapés a toda a hora, gosto de ser mimada por todos, gosto das perguntas das vizinhas, gosto dos palpites ("com essa barriga, só pode ser menina"), gosto das conversas com o médico. Dispensava as milhentas análises e a azia. Do resto, não me posso queixar.
Nunca percebi as outras Mães que diziam que estavam fartas, que queriam já os bebés nascessem logo, que já não aguentavam estar grávidas. Muito menos aquelas que diziam que não gostaram de estar grávidas. Nunca disse isto a ninguém, mas sempre considerei que quem dissesse uma coisa dessas era um bocado esquisita.

Até agora...
Ora bem: estou, praticamente, há quatro meses em casa a ver se o puto não nasce antes do tempo. Há quatro meses com contracções, colo vigiado, ameaças de parto prévio, o diabo a sete. Quatro meses nisto, e chego às 38 semanas sem sinais de que o miúdo queira vir cá para fora. Eu nem me importo muito com isso: enquanto aqui está dentro, vou podendo dormir quando quero, fazer o que quero à hora que quero. Mas, enquanto aqui está dentro, ele está a crescer (e o médico já me assegurou que este vai ser maior que o primeiro)! E ponho-me a pensar que ele vai ter de sair por algum lado, a bem ou a mal.

Desejos para Fevereiro? É voltar a ler o título, por favor.

01/02/2013

36


Entretanto fiz anos. 36. TRI-TA-E-SE-IS!!! Ofereci-me uma máquina de lavar louça e sou a mais feliz. As malas estão prontas, a casa está pronta para receber o novo membro da família, eu estou pronta.... Bullshit!! Estou com mais medo do que da outra vez. Agora sei ao que vou e o que me espera. Não tenho medo do parto, nunca tive. Tenho medo do depois, da má experiência com a amamentação, da falta de paciência para algumas visitas, da privação do sono, da recuperação. Se por um lado me sinto mais madura para enfrentar algumas situações complicadas, por outro lado sinto-me insegura porque tenho outro filho a quem dar atenção e mimo sem mudar muito a rotina. 

Além de inútil, sou uma  medricas!
Prometi uma série de coisas quando fiquei em casa de baixa: escrever mais, ler mais, aprender a acalmar-me mais. Olhando agora para trás, vejo mais um bullshit! O livro está na mesma página, comecei a ler outro com a desculpa que este não estava a interessar, li umas 50 páginas, e ali está ele, pronto para levar para as consultas onde consigo ler mais duas ou três páginas. 
O blog estava parado há quase um mês. 
Continuo a stressar com pequenos nadas.

Sou uma inútil.

E contra todas as previsões,

cheguei a Fevereiro grávida. Todos os dias digo que amanhã é que vai ser, porque já conheço os sinais, porque da outra vez aconteceu assim ou assado, porque sinto isto ou aquilo. Bullshit!! O excesso de confiança está a mostrar-me que não sei nada de nada e muito menos de sinais de parto. Ainda faltam três semanas para o fim de tempo. Tudo pode acontecer.

04/01/2013

Dos outros

Quando me perguntam o que é que vem aí desta vez, se é menino ou menina, as pessoas têm das reacções mais idiotas que podem existir. Estou a falar das pessoas que me conhecem mal, como vizinhas, por exemplo. À mesma pergunta, eu respondo sempre "é outro rapaz" e sorrio. Não só porque queria mesmo outro rapaz, mas também porque dá imenso jeito que seja outro rapaz e porque sou (minimamente) educada, ainda que pouco simpática. Acho que um sorriso não é exagero. 
Depois... depois é só ouvi-las dizer coisas parvas do género:

- Ah, então ainda vai tentar a menina?
(como se isto fosse uma questão de tentativa-erro, ou fossemos todos obrigados a ter o casalinho piroso)

- Que pena... Era mais giro um casalinho!
(mas porque raio é que toda a gente acha piada a casalinhos?)

- AH!! O António vai ter um amiguinho para brincar!
(como se até aqui ele nunca tivesse brincado com ninguém... Além disso, a probabilidade de eles brincarem juntos, com a diferença de três anos e meio, é mínima. Eu sei por experiência própria! Ah, espera... nós éramos um "casalinho")

E o vencedor de todos os comentários:

- Pronto... lá terá que ser, não é?
(WTF???!!???! não me ocorre mais nada para comentar este... comentário)

03/01/2013

Férias

O Pai teve umas férias e, juntando à minha baixa, optamos por ficar com o puto em casa durante 15 dias. Não os acompanhei como gostaria, é certo, mas adorei vê-los juntos. Foram para o Porto sozinhos, passearam, andaram de metro e eléctrico e autocarro e no comboio do Pai Natal e não há dia nenhum que o miúdo não fale nisso com orgulho: "fui com o meu Papá". Foram ao Dragão, montaram móveis do Ikea, tomaram banho, dormiram juntos. Uma festa!

Fico a pensar no tempo que não temos para ser Pais como gostaríamos, mas também no exemplo que estamos a ser para os nossos filhos, mostrando que podemos conjugar o melhor de dois  mundos. E vê-los felizes, caramba... é a razão de viver.