18/12/2012

A Importância de se Chamar Ernesto

Volto a achar que ter um hífen no nome ou um Y ou um TH, faz a diferença. 
Desde que saí da Faculdade que deixei esta minha teoria de lado. Treze anos depois, volto a achar o mesmo.

E não quero falar mais nisto.

14/12/2012

14_fear

Como é que se fotografa o pavor da Morte, da doença, do cancro? É complicado. 
Acima de todos estes, existe um maior: o pavor de perder o meu filho. Perda no sentido mais literal: de o ver num minuto e no minuto seguinte já não o encontrar. 
Nunca mais. Sem saber se está vivo ou não. 
Fico sufocada só de pensar. 
Como é que fotografa este pavor? Não se fotografa. 
É um buraco negro no qual eu nem quero pensar...

(post original aqui)
[ideia daqui]

13/12/2012

Sabes que estás a ser uma forte influência no teu filho quando o ouves a jogar jogos no android:

"Ah, cauáças, só uma est'êua..."

ou pior:

"Fââââque, pe'di."

10/12/2012

10_power

I've got the power!
(not always...)
[ideia daqui]

Querido Pai Natal:

Eu sei, eu sei... Não existes por isso escuso de enviar a carta no meu nome. Ainda assim, e como o tempo livre é muito, decidi fazer uma listinha de coisas que me fazem falta, no caso, vá... de existires.


1. Com a família a crescer e a casa a encolher, esta parece-me a solução para o quarto dos pequenos. Quando acordam, puxam "as orelhas" às camas e fecham-nas como se de uma prateleira de tratasse. Boa ideia, não? 
[Pensando bem, este presente pode esperar mais um ano que o mais pequeno ainda vai aguentar a cama de grades uns bons meses.].
2. Umas pantufas novas, para substituir as minhas que já estão abertas à frente. E atrás. Ah! E de lado também...
[Pensando bem, estas ainda continuam quentinhas, podem aguentar mais um ano.]
3. Ah, o sonho de qualquer dona de casa: uma máquina de lavar louça. *suspiro*
[Pensando bem, quem lava louça há 8 anos, pode muito bem aguentar mais um ano a lavar, ainda que nos últimos 4 anos a família tenha quadriplicado.]
4. Esta estante para a entrada, do Ikea.
[Pensando bem, a mesa que lá está agora, que já foi mesa de cabeceira do meu quarto na casa dos meus pais durante anos, traz algumas memórias. E aguenta mais um ano.]
5. Como boa hipster que sou, eu queria mesmo um iphone (não acreditem em mim quando critico a Apple; é pura inveja). 
[Pensando bem, o meu Samsung-zito ainda aguenta umas boas 4 horas de bateria, e, se não me esquecer de andar sempre com o carregador comigo, aguenta mais um ano.]
4. Molduras. Muitas e muitas e brancas e pretas e cinza e 10x15, para fazer uma parede gira na minha sala. Baratas no Ikea. Ou num chinês qualquer (será que na Lapónia há lojas do chinês??)

Pensando bem, Pai Natal, com a crise que por aqui anda, não me importo que tragas só uma moldura, ok? O resto, pode esperar por melhores dias.

06/12/2012

6_sadness

Há sempre uma tristeza qualquer
num dia de nevoeiro...
[ideia daqui]

Aprender a falar antoniês.

Versões do Hino de Portugal, by António (3 anos e pouco):

"Levantai hoje de noite..."

ou ainda

"À vontade hoje de novo..."

02/12/2012

2_nostalgia

Praia da Arrifana, 15 pessoas, 7 nacionalidades.
Aqui, o meu  mundo era só eu.

Que saudades...
[ideia daqui]

01/12/2012

1_happiness

O puto a fazer disparates.
[ideia daqui]

Instagram

O desafio de Novembro acabou, e vamos já começar o de  Dezembro. A ideia vem do mesmo sítio, que é um sítio que conheço há 9 anos e onde me sinto mesmo bem. Ainda não sei bem se hei-de postar as fotos diárias aqui no tasco se as deixo só no Instagram. Era fixe ter um feed back dos dois imensos leitores. Hein? Que dizem? Um comentário-zito só para variar?

Ah! E, para quem não sabe, no Instagram estamos aqui: @cascadovo (original, hein?)

29/11/2012

29_picture

Não fui eu que tirei esta foto nem sequer é da minha máquina.
Mas eu estou ali (a troll da  esquerda, claro) com a minha pessoa favorita,
na praia do coração, no mês dos impulsos, no ano de todas as mudanças.
Ao pôr-do-sol.

Adoro esta foto.
[ideia daqui]

28/11/2012

28_family

Esta família gosta de deixar recados nas paredes da casa.
[ideia daqui]
Tenho saudades da D. Lurdes, que decidiu emigrar para França deixando-me com um problema nas mãos: escolher uma empregada doméstica. Quem não sabe tratar da casa, dificilmente conseguirá arranjar uma pessoa que satisfaça as suas necessidades. É difícil explicar: se eu não sei o que é preciso fazer cá em casa para a deixar habitável, como é que posso deixar directrizes a uma pessoa?
A D. Lurdes sabia exactamente o que fazer. Aliás, a D. Lurdes sabia o que fazer para deixar esta casa ao meu gosto. Estava connosco há 8 anos, na minha casa e na casa da minha Mãe. Nunca tive que lhe dizer o que era para fazer: ela sabia!
Não sei se por saudades dela, se por defeito desta nova senhora, se por embirrância minha, não gosto desta senhora.É verdade que não lhe deixo recados como a minha Mãe deixa, mas à D. Lurdes também não deixava. É certo que nunca estive com ela mais de 3 minutos, porque deleguei a tarefa da primeira visita à minha Mãe, mas com a D. Lurdes aconteceu o mesmo.
Se a D. Lurdes dava conta do recado todo e ainda passava a ferro, porque é que esta senhora não faz? Mais: quem é que arruma o comando da TV em baixo da TV? É preciso eu sentar-me no sofá, perceber que o comando não está no sítio que eu defini ser o certo (mas que nunca lhe ensinei), levantar-me para o ir buscar e sentar-me outra vez. Para não falar do tempo que demoro a procurar outras coisas.
Sou uma péssima patroa, é o que é.