(temporary blindness)
[ideia daqui]
16/12/2012
15/12/2012
14/12/2012
14_fear
Como é que se fotografa o pavor da Morte, da doença, do cancro? É complicado.
Acima de todos estes, existe um maior: o pavor de perder o meu filho. Perda no sentido mais literal: de o ver num minuto e no minuto seguinte já não o encontrar.
Nunca mais. Sem saber se está vivo ou não.
Fico sufocada só de pensar.
Como é que fotografa este pavor? Não se fotografa.
É um buraco negro no qual eu nem quero pensar...
(post original aqui)
[ideia daqui]
13/12/2012
12/12/2012
11/12/2012
10/12/2012
Querido Pai Natal:
Eu sei, eu sei... Não existes por isso escuso de enviar a carta no meu nome. Ainda assim, e como o tempo livre é muito, decidi fazer uma listinha de coisas que me fazem falta, no caso, vá... de existires.
1. Com a família a crescer e a casa a encolher, esta parece-me a solução para o quarto dos pequenos. Quando acordam, puxam "as orelhas" às camas e fecham-nas como se de uma prateleira de tratasse. Boa ideia, não?
[Pensando bem, este presente pode esperar mais um ano que o mais pequeno ainda vai aguentar a cama de grades uns bons meses.].
2. Umas pantufas novas, para substituir as minhas que já estão abertas à frente. E atrás. Ah! E de lado também...
[Pensando bem, estas ainda continuam quentinhas, podem aguentar mais um ano.]
3. Ah, o sonho de qualquer dona de casa: uma máquina de lavar louça. *suspiro*
[Pensando bem, quem lava louça há 8 anos, pode muito bem aguentar mais um ano a lavar, ainda que nos últimos 4 anos a família tenha quadriplicado.]
4. Esta estante para a entrada, do Ikea.
[Pensando bem, a mesa que lá está agora, que já foi mesa de cabeceira do meu quarto na casa dos meus pais durante anos, traz algumas memórias. E aguenta mais um ano.]
5. Como boa hipster que sou, eu queria mesmo um iphone (não acreditem em mim quando critico a Apple; é pura inveja).
[Pensando bem, o meu Samsung-zito ainda aguenta umas boas 4 horas de bateria, e, se não me esquecer de andar sempre com o carregador comigo, aguenta mais um ano.]
4. Molduras. Muitas e muitas e brancas e pretas e cinza e 10x15, para fazer uma parede gira na minha sala. Baratas no Ikea. Ou num chinês qualquer (será que na Lapónia há lojas do chinês??)
Pensando bem, Pai Natal, com a crise que por aqui anda, não me importo que tragas só uma moldura, ok? O resto, pode esperar por melhores dias.
09/12/2012
08/12/2012
07/12/2012
06/12/2012
Aprender a falar antoniês.
Versões do Hino de Portugal, by António (3 anos e pouco):
"Levantai hoje de noite..."
ou ainda
"À vontade hoje de novo..."
"Levantai hoje de noite..."
ou ainda
"À vontade hoje de novo..."
05/12/2012
04/12/2012
03/12/2012
02/12/2012
2_nostalgia
Praia da Arrifana, 15 pessoas, 7 nacionalidades.
Aqui, o meu mundo era só eu.
Que saudades...
[ideia daqui]
01/12/2012
O desafio de Novembro acabou, e vamos já começar o de Dezembro. A ideia vem do mesmo sítio, que é um sítio que conheço há 9 anos e onde me sinto mesmo bem. Ainda não sei bem se hei-de postar as fotos diárias aqui no tasco se as deixo só no Instagram. Era fixe ter um feed back dos dois imensos leitores. Hein? Que dizem? Um comentário-zito só para variar?
Ah! E, para quem não sabe, no Instagram estamos aqui: @cascadovo (original, hein?)
30/11/2012
29/11/2012
29_picture
Não fui eu que tirei esta foto nem sequer é da minha máquina.
Mas eu estou ali (a troll da esquerda, claro) com a minha pessoa favorita,
na praia do coração, no mês dos impulsos, no ano de todas as mudanças.
Ao pôr-do-sol.
Adoro esta foto.
[ideia daqui]
28/11/2012
Tenho saudades da D. Lurdes, que decidiu emigrar para França deixando-me com um problema nas mãos: escolher uma empregada doméstica. Quem não sabe tratar da casa, dificilmente conseguirá arranjar uma pessoa que satisfaça as suas necessidades. É difícil explicar: se eu não sei o que é preciso fazer cá em casa para a deixar habitável, como é que posso deixar directrizes a uma pessoa?
A D. Lurdes sabia exactamente o que fazer. Aliás, só a D. Lurdes sabia o que fazer para deixar esta casa ao meu gosto. Estava connosco há 8 anos, na minha casa e na casa da minha Mãe. Nunca tive que lhe dizer o que era para fazer: ela sabia!
Não sei se por saudades dela, se por defeito desta nova senhora, se por embirrância minha, não gosto desta senhora.É verdade que não lhe deixo recados como a minha Mãe deixa, mas à D. Lurdes também não deixava. É certo que nunca estive com ela mais de 3 minutos, porque deleguei a tarefa da primeira visita à minha Mãe, mas com a D. Lurdes aconteceu o mesmo.
Se a D. Lurdes dava conta do recado todo e ainda passava a ferro, porque é que esta senhora não faz? Mais: quem é que arruma o comando da TV em baixo da TV? É preciso eu sentar-me no sofá, perceber que o comando não está no sítio que eu defini ser o certo (mas que nunca lhe ensinei), levantar-me para o ir buscar e sentar-me outra vez. Para não falar do tempo que demoro a procurar outras coisas.
Sou uma péssima patroa, é o que é.
A D. Lurdes sabia exactamente o que fazer. Aliás, só a D. Lurdes sabia o que fazer para deixar esta casa ao meu gosto. Estava connosco há 8 anos, na minha casa e na casa da minha Mãe. Nunca tive que lhe dizer o que era para fazer: ela sabia!
Não sei se por saudades dela, se por defeito desta nova senhora, se por embirrância minha, não gosto desta senhora.É verdade que não lhe deixo recados como a minha Mãe deixa, mas à D. Lurdes também não deixava. É certo que nunca estive com ela mais de 3 minutos, porque deleguei a tarefa da primeira visita à minha Mãe, mas com a D. Lurdes aconteceu o mesmo.
Se a D. Lurdes dava conta do recado todo e ainda passava a ferro, porque é que esta senhora não faz? Mais: quem é que arruma o comando da TV em baixo da TV? É preciso eu sentar-me no sofá, perceber que o comando não está no sítio que eu defini ser o certo (mas que nunca lhe ensinei), levantar-me para o ir buscar e sentar-me outra vez. Para não falar do tempo que demoro a procurar outras coisas.
Sou uma péssima patroa, é o que é.
27/11/2012
Oh para mim a puxar audiências!
O meu caso é diferente: eu não trabalho em casa mas estou de baixa, obrigada pelo médico a ficar em casa (ainda que moderadamente) até Fevereiro. No entanto, como todos sabem (todos não sei se sabem, mas todAs saberão certamente), há muito trabalho em casa para se fazer como passar a ferro (que eu não devia, mas se eu não fizer, quem fará??), lavar os quilos e quilos de louça que se suja (wishlist de Natal há mais de 3 anos: máquina de lavar louça), estender e apanhar roupa e, last but definitely not least, tentar controlar a desarrumação de carrinhos e comboios e respectivas pistas pela casa. Atenção que eu não falei em aspirar, varrer, limpar o pó e limpar a casa de banho, que são coisas que me recuso a fazer e que, apesar de toda a austeridade, não me importo de pagar para que me façam.
Voltando ao assunto: todos os dias levo o mai'velho à escola e por isso acordo todos os dias às 7h. Assim mesmo, de despertador e tudo. Gosto de me arranjar nas calmas, comer com tempo, tomar o banho relaxado, até porque esta barriga de 7 meses não me deixa acelerar muito. Pelas 8 e picos acordo o puto, visto-o e alimento-o e vamos para a escola. Odeio fatos-de-treino, e por mais tentada que esteja a vestir um, porque acredito que ficaria bem mais confortável, continuo a vestir-me como se fosse trabalhar. Ou antes, como se fosse trabalhar grávida: botas de cano alto, leggins de grávida e camisolões (roubados à minha Mãe e giros giros). Quando volto para casa, não costumo mudar de roupa. Nunca fui habituada a andar de pijama em casa e por isso pijama é para dormir. Ao fim da tarde vou buscar o miúdo e voltamos para casa ou vamos visitar os Avós.
Claro que vou deitar o miúdo e adormeço com ele, tal é a pedrada de sono. E claro que acordo a meio da noite com insónias porque me deito muito cedo. Mas às 7h, lá estou a acordar outra vez para começar a fazer nada em casa.
E com esta conversa, escrevi o maior post dos últimos 3 anos cá no tasco, escrevi nada de útil e escrevi sobre moda (ahahah!!!, eu a escrever sobre moda!!). Pode ser que ganhe 3 leitoras.
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