27/07/2010
Passamos uma vida inteira a construir uma personalidade. A manter-nos fiéis aos nossos princípios, a honrar a educação que nos deram, a sermos melhores. Dia após dia estamos perante escolhas, algumas delas muito difíceis, perante provações e temos que mostrar o que valemos. No trabalho, na família, no círculo de amigos. Mesmo que este trabalho não nos dê "trabalho" e mesmo que não dêmos conta que estamos a prestar provas. Construímos esta maneira de ser e de estar, de educados tornamo-nos educadores e passamos os nossos valores aos nossos filhos. Ensinamo-los a ser melhores pessoas, generosas, educadas, que respeitam o próximo. Valores como a partilha, a auto-estima, a segurança.
E de repente, aparece um gajo que deita isto tudo ao chão. E, não contente com isso, ainda pisa, repisa e pontapeia. Pega em nós, mesmo sem nunca nos ter visto, e pica, mexe, torce, magoa, fere. Em meia hora, essa pessoa sacode tudo o que nós somos. Chicoteia a auto-estima. E nós, sem podermos fazer nada engolimos sapos atrás de sapos. Calados, ouvindo e calando, porque a nossa educação não nos permite responder assim a uma pessoa que além de ser mais velha é desequilibrada. Mesmo que saibamos que há este desequilíbrio, mesmo que não sejamos os únicos a quem isto acontece, a volta ao estômago é tão grande, tão grande que chega a dar vontade de vomitar.
E desse gajo, só me apetece ter pena. E talvez tenha daqui a uns dias.
Hoje, só sinto raiva.
23/07/2010
# 13
19/07/2010
E depois da minha primeira experiência em reuniões de condomínio, só digo isto:
É tão bom, mas TÃO bom viver numa casa alugada...
Na verdade, não sei porque é que continuo a seguir este tipo de blogs...
Que as pessoas percam tempo a escrever sobre roupa, vernizes, malas e perfumes, não me choca nada. Que opinem sobre a cor a usar este verão, o que está in e o que está out, por mim tudo bem. Que digam que preferem triquinis a pentaquinis ou hexaquinis, ok!
O que me choca mesmo, é a crítica mordaz à maneira de estar dos outros chamando-os, inclusivamente, de "ridículos". Eu também preferia ir à praia e ver só Jude Laws e Cameron Diaz deitados nas suas toalhas com bronzes invejáveis. Prefiro ver gente gira a gente feia. Prefiro gente cheirosa a gente fedorenta. Enfim, a lista é interminável.
Daí a chamar ridícula uma pessoa que usa fio dental e tem celulite, a mim parece-me demais. Acho que as pessoas devem vestir/agir/pensar como querem e como se sentem bem consigo próprias e se isso significa fazer topless com mamas pelo umbigo, força! Dizer que não se deve usar uma saia porque se tem pelos nas pernas ou que não se deve usar biquini porque se tem barriga, isso sim, é ridículo.
Agora, não se pode ter liberdade de se usar o que se quer e o que se gosta porque não tem tem o corpo perfeito? Desculpem?? Que mentalidade é essa? O que é que passa nestas cabeças?
A culpa é minha, que continuo a ler estas coisas.
16/07/2010
# 12
13/07/2010
Coisas que me irritam #9
Ter nascido em Janeiro.
Eu, que adoro o Verão e passo o Inverno todo de trombas, sou obrigada a fazer festas de anos ao frio e à chuva. Noitadas no Bairro Alto em Janeiro? Fins de semana em festa com 6º lá fora? Não me parece...
Por isso, é raro fazer festas de anos. Já pensei em transferir a comemoração para outro dia, mas isso ficava um bocado estranho. Ah, e tal, quando é que fazes anos? Em Janeiro, mas estás convidado para a minha festa que vai ser algures em Julho. Fica um bocado estranho.
Com o meu filho, fiz as conta bem feitinhas e o puto foi-me nascer em Setembro, ali rés-vés com o começo do Outono, mas ainda no Verão. Alguém nesta família pode comemorar o aniversário acima dos 20º!
12/07/2010
Coisas que me irritam #8
O IC19.
Bom, na verdade, culpa não é o IC19, mas das pessoas que lá conduzem. Em especial, aquelas que insistem em ir na faixa do meio.
Eu ainda tenho sorte, porque faço o IC19 sempre contra o trânsito: de manhã, no sentido Lisboa-Sintra e à tarde no sentido Sintra-Lisboa, e por isso não apanho o pára-arranca do costume. Mas uma estrada daquelas, com três faixas sempre a abrir e eu sempre com pressa para chegar (que é uma desculpa, porque eu gosto mesmo é de acelerar), pois que me aparece sempre um camião tir de 12m de comprido a ultrapassar uma furgoneta que vai na faixa do meio com a faixa da direita vazia.
09/07/2010
# 11
06/07/2010
Eu também
podia dizer que não sei o que se passa com o blogger, porque os comentários estão a desaparecer.
Mas a verdade verdadinha é que ninguém me comenta o tasco.
Coisas que me irritam #7
Mulheres mais altas que eu.
Irritam-me assim um bocadinho. Mas adoro passar por mulheres famosas e giras e ver que sou mais alta que elas, como a Marche Romero, a Benedita Pereira ou a Sofia Aparício.
O meu irmão, que tem dois metros de altura, também embirra com homens maiores que ele. É assim uma coisa parecida com honra, não sei explicar bem...
Há uns anos atrás, fui trabalhar para um sítio onde estava uma rapariga bem mais alta que eu, a C. Ela apresentou-se e mostrou-se disponível para me ajudar e eu respondi, simpática como sempre: sabes, embirro um bocado com mulheres maiores que eu. Ela respondeu: azar, miúda. Vais ter de levar comigo. E a partir daí ficamos grandes amigas. Até hoje!
Sobre o calor, o passado e o presente.
Estes dias quentes fazem-me lembrar daquele verão de há 8-10 anos. Eu estava desempregada e ninguém aguentava o calor. Em casa (ainda dos meus pais, na altura) não corria uma aragem e apesar de adorar este tempo, já me sentia sufocar.
Mandei um SMS à R., e lá fomos nós andar de carro com as janelas todas abertas só para sentir o vento na cara.
Uma noite, fomos parar à praia (naquela altura ainda se podia ir a Carcavelos à noite sem correr riscos) e até vimos um casal de idosos com um lençol no chão a dormir. Vimos imensas estrelas cadentes e a praia estava cheia.
Noutra noite, fomos ao Bairro Alto e não descansamos enquanto não encontramos uma esquina (assim dito até pode ser mal interpretado, mas esta é a verdade) com uma corrente de ar. Encontramos ali para os lados dos Fiéis de Deus com a R. da Rosa (havia um bar que já não me lembro o nome) e por lá ficamos com uma bebida qualquer até às tantas.
Apesar de tudo, eram boas aquelas noites. Tínhamos sempre o que conversar, mas se não tínhamos também não havia problema porque o silêncio nunca foi desconfortável.
Esta noite, com as janelas todas abertas, não corria uma aragem nesta casa. Levantei-me quatro vezes: uma para fazer xixi, outra para beber água e as outras duas para dar água ao António.
É isto.
05/07/2010
Coisas que me irritam #6
... e que me causam náuseas:
Os homens da luta ou como é que eles se chamam, e a sua rubrica da Ant3na. É do mais pobre que existe, sem nenhuma valia intelectual e, como hoje, a roçar o badalhoco. E eu não gosto de coisas badalhocas no serviço público. É coisa que me irrita.
Já o Portugalex é do melhor que se faz no humor nacional, actualmente. Mas até fica mal falar do fofo do Manel Marques neste tópico.
Coisas que me irritam #5
As vuvucenas.
Ora, se os tipos já voltaram, e ao que parece nem se portaram assim tão bem (dar 7 a 0 à Coreia do Norte não me parece uma grande proeza; espero não levar com um míssil nas orelhas um dia destes), qual a necessidade de ter a coisa na boca antes das 8 da manhã, hein Sr. Vizinho? Ou serão carências afectivas?
(e isto foi o post em que eu falei de futebol, sim malta? mais que isto, ser-me-á impossível.)
Coisas que me irritam #4
O tipo do Preço Certo. Não consigo olhar para o homem sem sentir uma volta ao estômago e uma vontade incontrolável de vomitar.
Desculpe, Sr. Mendes, mas nem o posso ver.
Coisas que me irritam #3
E esta está talvez do Top3 do ranking:
Pessoas que estacionam em segunda fila, quando na primeira há lugares livres. OK, não querem ocupá-los, até aqui tudo bem. Mas trancarem os lugares livres? Plamordedeus, meus amigos... Não há necessidade.
(E se estão a pensar que isto é tão ridículo que até parece mentira, hão-de vir comigo deixar o António na minha Mãe às 9 da manhã.)
02/07/2010
# 10
30/06/2010
PdI
Tenho 33 30 e tal anos, mas pareço ter menos. Normalmente, dão-me 24/25 anos, tirando aquela senhora que me deu 17 anos que eu acredito que seja a pessoa mais simpática do mundo, e a outra da loja de lingerie que, depois de eu ter pedido para ver uns sutiens mas que não sabia qual o meu tamanho, disse "ah, mas já tem alguma maminha!!".
Bom, a verdade é que, além de não parecer ter a idade que tenho, nunca me senti com a idade que tenho e isto remonta já à minha adolescência: desde que fiz 19 anos sinto que a minha maturidade estagnou e o que eu queria mesmo é ter uns ténis com rodinhas.
Além de tudo isto, e para ajudar ao meu aspecto jovial, tive um acne tardio e quase com 30 anos tinha borbulhas qual pré-adolescente de hormonas aos saltos e pintas brancas nas bochechas. Valeram-me uns tratamentos aconselhados por uma dermatologista e uns cremes na farmácia, e isto ia sendo disfarçado...
... Até ter tido um filho!
A partir daí, a minha pele tornou-se de pêssego, sem aquela zona T toda badunguenta (sou aquariana, por isso dada ao exagero; acho que nunca fui tão oleosa assim) e passei a poder comer chocolates como se não houvesse amanhã sem ficar com aquele peso na consciência de quem vai ter uma daquelas verdes a explodir no dia seguinte. O problema é que fiquei sem cremes para usar, porque os que eu tinha eram para peles muito oleosas e deixavam-me toda repuxada, qual Lili pós-op. Cheguei a usar os cremes do António como creme de dia, porque melhor que nada seria um tratamento para peles atópicas, o que quer que isso seja...
... Até hoje!
A minha rica Mãe arrastou-me para uma perfumaria com a condição de me pagar um creme (porque eu recuso-me a dar pagar dois dígitos por 30ml de creme) e eu saí de lá com a promessa de uma pele de pêssego, mas com o ego de uma banana ressequida: então não é que me venderam um creme contra os "primeiros sinais de idade"?
Ora, ide-vos lixar mais a idade! Tenho, e hei-de ter, um espírito adolescente ali à volta dos 19.
19 e meio, vá.
Humpf...
Coisas que me irritam #2
Pessoas que estão sempre a reclamar: porque está frio, porque está calor, porque estão muito cansadas, porque estão na fila da loja do cidadão, porque dormem mal, porque têm dores nas costas, porque erraram, porque acertaram, porque não têm mais nada que fazer...
Se não têm nada para dizer, por favor, estar calado também é bom.
Se não têm nada para dizer, por favor, estar calado também é bom.
Coisas que me irritam #1
Trending topics.
Odeio falar sobre a mesma coisa que todos os outros 7643,5 blogs falam (apesar de já estar a seguir um TT, ao colocar aqui esta nova rubrica).
Odeio falar sobre a mesma coisa que todos os outros 7643,5 blogs falam (apesar de já estar a seguir um TT, ao colocar aqui esta nova rubrica).
29/06/2010
Algumas notas sobre a Grey que eu insisto em ver na :2 e não sacado comprado num sítio qualquer:
- o Hunt deve beijar muitíssimo mal;
- o Sloan está cada vez mais brasa;
- quando for grande quero ser como a Yang;
- não me canso de olhar para o Sheperd;
- gosto do lado bonzinho do Karev;
- era capaz de levar o Avery a dar uma volta;
- a miúda mais gira é a Lexie;
- adorava ter uns ténis com rodinhas como a Arizona.
É isto. Quando a temporada 6 acabar, vou ser uma pessoa muito menos feliz.
Pensando melhor...
... esqueçam lá o post abaixo. Não conseguiria ser bailarina: os nervos seriam muitos e os meus intestinos não aguentariam até ao terceiro espectáculo.
27/06/2010
Sonho.
Hoje, percebi o que quero ser quando for grande. O que eu quero mesmo é ser bailarina. Pode ser o sonho de muitas meninas, é com certeza. Mas eu, além de tudo o que sou, sou também uma menina de cinco anos com todos os sonhos e fantasias pela frente.
Agora a sério, o Ballet faz parte da minha vida desde que me lembro. A partir dos quatro anos, e por indicação médica, descobrindo o mundo da dança e por lá andei 15 anos. Por ironia do destino, má escolha de caminho, influência (boa? má?) de um Pai que achava que a dança nunca alimentaria uma família, fui percorrendo outro trilho que tinha outro objectivo, mas que me levou ao que sou agora.
Se sou feliz? Claro que sim: continuo a dançar, sinto a adrenalina do palco (ainda que de forma muitíssimo amadora e só um dia por ano, dia esse que se tornou o mais esperado de todos), tenho um marido ligado à dança e até posso dizer que a dança nos sustenta.
Se era isto que eu queria fazer da minha vida? Claro que não. Mas trabalho todos os dias para fazer o melhor que sei, para dar o melhor de mim e agradeço por ter o emprego que tenho, com todas as regalias e onde fui ganhando grandes amizades.
Hoje, fui ver uma peça de dança.
No final, e como era a última exibição daquela peça, o público pôde fazer algumas questões a toda a equipa: bailarinos, músicos, coreógrafo. Uma das questões era para a bailarina mais nova e perguntavam o que é que ela sentia em cima do palco hoje, que tinha 18 anos e acabado de desistir da faculdade (a pergunta era feita com alguma mágoa pela Mãe da própria bailarina). Apeteceu-me falar com aquela senhora e perguntar se ela alguma vez teve um sonho e se alguma vez pôde lutar por ele. Apeteceu-me pegar na senhora e levá-la para o palco, só para ela ver o que se sente lá em cima, o que se vê, o que se ouve. Apeteceu-me ralhar com ela. A sério.
O que ela sente em cima do palco? Afinal, o que é que sentiu aquela Mãe quando viu a filha em cima daquele palco? Não pode ter ficado indiferente... Não ali.
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