18/06/2010

# 8

{this moment} - A Friday ritual. A single photo - no words - capturing a moment from the week. A simple, special, extraordinary moment. A moment I want to pause, savor and remember. Wishing you a lovely weekend.

SouleMama

Não percebo...

Agora, de repente, toda gente passou a gostar (e a citar) Saramago? Quando ele estava vivo, foi criticado (por viver em Espanha, pelo Caim, pelas críticas duras, algumas muito bem fundamentadas, a este país), e de repente toda a gente o adora.
Eu gosto do Saramago. Sempre gostei, principalmente porque é o autor do meu livro preferido de todos os tempos. Confesso que tive muita dificuldade em ler alguns dos livros dele. Mas gosto dele.
Sempre gostei. Vai deixar saudade.

13/06/2010

Santo António.

Não sou católica, mas sempre simpatizei com o Santo António. Todos os anos, depois do bailarico e de muita sangria, lá ia eu à estátua acender a vela e pedir um bom marido. Não acredito que tenha sido o Santo a encontrar o meu marido, o que é certo é que ele (o marido) apareceu em Junho e tem António no nome.
Hoje, com um marido António e um filho António, não podia deixar passar esta data em branco. Chamamos uns amigos, assamos umas sardinhas e umas entremeadas e festejamos o dia. Uma festa muito calma mas muito boa.
Assim, vale a pena.

12/06/2010

Médicos.

Ultimamente, tenho tido muito azar com os médicos que visito. Das duas últimas vezes (dermatologista e oftalmologista), passei menos de 4 minutos com cada um deles. A sério: passo mais tempo na farmácia a aviar os medicamentos que eles me receitam do que com eles. A dermatologista até descobriu, sem sair do lugar e só de olhar para mim durante dois nanosegundos, que eu faço alergia ao níquel. E nem mudou de ideias quando lhe disse que não uso fios, anéis, pulseiras. Muito menos uso brincos e nem sequer tenho as orelhas furadas (belhargue!!).
Receitou-me um creme.
Não passou.
Previsível.

Mas o melhor foi aquele que disse: "muito sinceramente, não sei o que tem. Vá para casa e espere que passe. Se piorar, vá ao hospital e depois venha cá na segunda feira para me dizer o que era".

Cara nova.

Está fixe, não está?

(E é mais fácil comentar. Vá! Estão a espera de quê?)

A minha D. Lurdes é a melhor D. Lurdes do mundo.

Eu (via SMS): Bom dia, D. Lurdes! Não é preciso fazer sopa. Não use o lava-louça do lado esquerdo porque está entupido. Bjs.

Mais tarde, nesse dia, liga-me ela a dizer que já não preciso chamar o canalizador porque conseguiu desentupir o lava-louça com palitos e esparguete.
É ou não a melhor, hein?

05/06/2010

Hoje é sábado,

e acabo de confirmar a ida do António para o infantário, em Setembro. Tenho a certeza que ele vai ser muito bem tratado, talvez até demais, com mimo de quem é da família (se bem que acho que não há mimo a mais).
Não sei se é por perceber que o meu bebé está a crescer ou se por ver chegar a hora de trabalhar a tempo inteiro e passar a ter menos tempo para ele...

... mas vejo Setembro aqui tão perto e o meu coração fica apertadinho apertadinho!

04/06/2010

... e do segundo dia:

Esparguete à bolonhesa acompanhado de uma limonada e mousse de chocolate para a sobremesa.
E fico-me por aqui, para não chatear mais ninguém com receitas e cenas chatas do género.

É fixe ter uma bimby.

# 6

03/06/2010

Balanço do primeiro dia:

- pequeno almoço do costume, mas desta vez com um néctar de laranja;
- ervilhas com ovos escalfados para o almoço;
- scones com manteiga ou com doce de gila e abóbora para o lanche.

O jantar será igual ao almoço, devido à quantidade astronómica de ervilhas que repousam neste momento na geleira.

Comentário do Almirante: "fixe" (acompanhado com um erguer de sobrancelhas).

180º

É a partir de hoje que isto vai mudar. É que não me chamo Susana Banana se isto não for verdade verdadinha. Ai não chamo, não!

02/06/2010

2 anos

E hoje faz dois anos que entraste por aquela porta (não esta, que entretanto já mudamos de casa; a outra) e não saíste mais. E nestes dois anos, que voaram tipo-foguete aconteceram mil coisas. E dessas mil coisas, 998 foram as melhores coisas do mundo, as que trazem mais felicidade e mais serenidade e mais maturidade. E nestes dois anos, conhecemos o melhor e o pior um do outro. E é também pelo teu pior, meu Amor, que eu te amo muito.

Obrigada por tudo.

27/05/2010

Às vezes, ponho-me a pensar na minha adolescência. Gostava de a viver outra vez.
Mas desta vez, ligada à internet, com acesso ao blogger e a uma câmara digital.

26/05/2010

Sapos

Não gosto de engolir sapos.
Pensei que, a partir de certa idade, pudéssemos mandar à merda certas coisas e deixar de engolir sapos. Mas não. E a culpa é dos meus pais que me educaram e ensinaram a respeitar e essas cenas chatas, resumindo: a ser cínica o suficiente para mostrar o meu melhor sorriso ao fazer o glup.

22/05/2010

O primeiro e único bebé que eu peguei ao colo em toda a minha vida, foi o meu filho...

... até hoje.

Peguei no G., que estava a chorar desalmadamente e eu senti que devia tentar acalmá-lo. Pu-lo no meu colo, bem aconchegado ao meu peito, levei-o até à rua (porque o calor apertava) e ele, por dois breves minutos, parou de chorar. Depois, abriu a goela e continuou. Era fome e eu fui chamar a Mãe dele que ainda estava no ensaio.
Só depois é que caí em mim e percebi que nunca tinha feito uma coisa deste género. Nunca, antes de ser mãe, me passaria pela cabeça pegar num bebé de livre vontade. E mesmo depois de ser mãe, demorei oito meses a ter coragem (ou o instinto, se quiserem chamar-lhe assim).
E foi fixe.

Serviço Público #4

Convém verificar os bolsos das camisas antes de as pôr na máquina. Se já viveram a "agradável" experiência de lavar calças com lenços de papel, experimentem lavar uma camisa com um maço de cigarros no bolso.

21/05/2010

# 4



A coisas podem não correr como planeamos, o IVA a aumentar, o PEC a espreitar, não houve aumentos, pode não haver subsídios e o IRS vai levar um corte de andar de roda.
Mas olho para o meu filho e nada mais importa no mundo. Nada.

Não se quantifica nem se descreve, este Amor.

15/05/2010

Tempo.

O tempo é escasso e escasseia cada vez mais. O tempo livre, esse, nunca é o suficiente e há sempre mil coisas para fazer.
Odeio perder tempo.
Simplesmente, odeio.

13/05/2010

Achei bem esperar pelo 13 de Maio para escrever sobre este tema.

Não sou católica. Tive uma educação baseada em princípios católicos, andei num colégio católico, fui baptizada, fiz a Primeira Comunhão, andei na catequese. Ia à missa todos os domingos e aquilo fazia sentido: aquelas histórias, aquelas palavras, os valores. Mais do que um complemento à minha educação, aquilo era um complemento à minha formação.
O Padre Jardim era o culpado disto tudo: fazia uma missa especial para crianças, ajudava-nos na confissão e tratava todos os meninos pelo nome. Perguntava se nos tínhamos portado bem na escola, se ajudávamos a Mãe em casa e se brigávamos muito com os irmãos. Contava-nos as histórias da Bíblia como se fossem histórias de encantar ou contos modernos. Ensinava-nos a respeitar o próximo, quem quer que ele fosse. E nunca se esquecia de ir ver-nos nas festas de Natal ou de final de ano lectivo.
Até que chegou o dia em que o Padre Jardim foi embora: sabíamos que tinha ido para outra paróquia, mas éramos muito pequenos para perceber que Carnide fica mesmo aqui ao lado e que a mudança nem sempre traz algo de bom. Com o Padre novo era tudo uma seca e tínhamos imensas coisas para decorar e dizer todos ao mesmo tempo durante a missa. As músicas não eram aquelas que conhecíamos e já não tinham palmas. Para mim, toda a Igreja se tornou sisuda e só ouvia falar de castigo e penitência.
Mais ou menos por esta altura, lidei pela primeira vez com a dura realidade da morte. Sim, as pessoas morriam, mas era lá longe, nos filmes e nas novelas. Como é que, de repente, aquela pessoa que eu via todos os dias podia simplesmente desaparecer? Aquele mesmo Deus com quem eu estava a zangar-me permitiu que isso acontecesse a mim: que sempre tinha ajudado a minha Mãe, que fazia sempre os trabalhos de casa!
Zanguei-me definitivamente com Ele. Mais tarde, ainda houve uma tentativa de reconciliação, quando conheci Roma (quem é que não se torna católico em Roma?), mas logo a seguir outra rasteira ainda mais cruel, ainda mais injusta e tornei-me definitivamente ateia.

No sábado passado, tive uma das maiores (e melhores) surpresas da minha vida. Fui ao casamento do meu amigo mais antigo, que por acaso casou com a minha prima. E qual não é o meu espanto quando vejo, na sacristia, o Padre Jardim. Quando fui dar-lhe um beijinho, ele disse "lembro-me tão bem desse sorriso, mas já não me lembro do nome; afinal, já lá vão 20 anos...". Confesso que fiquei comovida.
Foi uma cerimónia bonita, e, naquele momento, voltei a ter 10 anos e tudo voltou a fazer sentido: o Padre Jardim estava a tratar-nos pelo nome e batemos palmas a cantar. Apesar de não ter conseguido assistir à cerimónia toda (não tinham nada que casar na hora do lanche do esfomeado do meu filho) posso dizer que foi um dos casamentos mais bonitos que já vi.

Gostava que o meu filho conhecesse a Igreja que eu conheci e vivi com o Padre Jardim. Tenho a certeza que faria dele um Homem melhor.

10/05/2010

Serviço Público #3

Os adesivos protectores dos calcanhares da Compeed são tão bons, mas tão bons que só hoje, três dias depois de os pôr é que me lembrei que ainda não os tinha tirado. Quando olhei para os pés, lá estavam eles bem coladinhos no mesmo sítio, desempenhando orgulhosamente a sua função.
Se calhar, e porque não são baratos, deixo-os postos até ao próximo casamento...

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... que é em Julho.