(E é mais fácil comentar. Vá! Estão a espera de quê?)
12/06/2010
A minha D. Lurdes é a melhor D. Lurdes do mundo.
Eu (via SMS): Bom dia, D. Lurdes! Não é preciso fazer sopa. Não use o lava-louça do lado esquerdo porque está entupido. Bjs.
Mais tarde, nesse dia, liga-me ela a dizer que já não preciso chamar o canalizador porque conseguiu desentupir o lava-louça com palitos e esparguete.
É ou não a melhor, hein?
11/06/2010
09/06/2010
Se não tivesse sido Mãe há oito meses e meio, este post teria, pelo menos, quatro asneiras.
Que raio de povo é este, que antes das oito da manhã já tem uma porcaria de uma vuvuzela na boca?
05/06/2010
Hoje é sábado,
e acabo de confirmar a ida do António para o infantário, em Setembro. Tenho a certeza que ele vai ser muito bem tratado, talvez até demais, com mimo de quem é da família (se bem que acho que não há mimo a mais).
Não sei se é por perceber que o meu bebé está a crescer ou se por ver chegar a hora de trabalhar a tempo inteiro e passar a ter menos tempo para ele...
... mas vejo Setembro aqui tão perto e o meu coração fica apertadinho apertadinho!
04/06/2010
... e do segundo dia:
Esparguete à bolonhesa acompanhado de uma limonada e mousse de chocolate para a sobremesa.
E fico-me por aqui, para não chatear mais ninguém com receitas e cenas chatas do género.
É fixe ter uma bimby.
03/06/2010
Balanço do primeiro dia:
- pequeno almoço do costume, mas desta vez com um néctar de laranja;
- ervilhas com ovos escalfados para o almoço;
- scones com manteiga ou com doce de gila e abóbora para o lanche.
O jantar será igual ao almoço, devido à quantidade astronómica de ervilhas que repousam neste momento na geleira.
Comentário do Almirante: "fixe" (acompanhado com um erguer de sobrancelhas).
02/06/2010
2 anos
E hoje faz dois anos que entraste por aquela porta (não esta, que entretanto já mudamos de casa; a outra) e não saíste mais. E nestes dois anos, que voaram tipo-foguete aconteceram mil coisas. E dessas mil coisas, 998 foram as melhores coisas do mundo, as que trazem mais felicidade e mais serenidade e mais maturidade. E nestes dois anos, conhecemos o melhor e o pior um do outro. E é também pelo teu pior, meu Amor, que eu te amo muito.
Obrigada por tudo.
28/05/2010
27/05/2010
26/05/2010
Sapos
Não gosto de engolir sapos.
Pensei que, a partir de certa idade, pudéssemos mandar à merda certas coisas e deixar de engolir sapos. Mas não. E a culpa é dos meus pais que me educaram e ensinaram a respeitar e essas cenas chatas, resumindo: a ser cínica o suficiente para mostrar o meu melhor sorriso ao fazer o glup.
22/05/2010
O primeiro e único bebé que eu peguei ao colo em toda a minha vida, foi o meu filho...
... até hoje.
Peguei no G., que estava a chorar desalmadamente e eu senti que devia tentar acalmá-lo. Pu-lo no meu colo, bem aconchegado ao meu peito, levei-o até à rua (porque o calor apertava) e ele, por dois breves minutos, parou de chorar. Depois, abriu a goela e continuou. Era fome e eu fui chamar a Mãe dele que ainda estava no ensaio.
Só depois é que caí em mim e percebi que nunca tinha feito uma coisa deste género. Nunca, antes de ser mãe, me passaria pela cabeça pegar num bebé de livre vontade. E mesmo depois de ser mãe, demorei oito meses a ter coragem (ou o instinto, se quiserem chamar-lhe assim).
E foi fixe.
Serviço Público #4
Convém verificar os bolsos das camisas antes de as pôr na máquina. Se já viveram a "agradável" experiência de lavar calças com lenços de papel, experimentem lavar uma camisa com um maço de cigarros no bolso.
21/05/2010
15/05/2010
Tempo.
O tempo é escasso e escasseia cada vez mais. O tempo livre, esse, nunca é o suficiente e há sempre mil coisas para fazer.
Odeio perder tempo.
Simplesmente, odeio.
14/05/2010
13/05/2010
Achei bem esperar pelo 13 de Maio para escrever sobre este tema.
Não sou católica. Tive uma educação baseada em princípios católicos, andei num colégio católico, fui baptizada, fiz a Primeira Comunhão, andei na catequese. Ia à missa todos os domingos e aquilo fazia sentido: aquelas histórias, aquelas palavras, os valores. Mais do que um complemento à minha educação, aquilo era um complemento à minha formação.
O Padre Jardim era o culpado disto tudo: fazia uma missa especial para crianças, ajudava-nos na confissão e tratava todos os meninos pelo nome. Perguntava se nos tínhamos portado bem na escola, se ajudávamos a Mãe em casa e se brigávamos muito com os irmãos. Contava-nos as histórias da Bíblia como se fossem histórias de encantar ou contos modernos. Ensinava-nos a respeitar o próximo, quem quer que ele fosse. E nunca se esquecia de ir ver-nos nas festas de Natal ou de final de ano lectivo.
Até que chegou o dia em que o Padre Jardim foi embora: sabíamos que tinha ido para outra paróquia, mas éramos muito pequenos para perceber que Carnide fica mesmo aqui ao lado e que a mudança nem sempre traz algo de bom. Com o Padre novo era tudo uma seca e tínhamos imensas coisas para decorar e dizer todos ao mesmo tempo durante a missa. As músicas não eram aquelas que conhecíamos e já não tinham palmas. Para mim, toda a Igreja se tornou sisuda e só ouvia falar de castigo e penitência.
Mais ou menos por esta altura, lidei pela primeira vez com a dura realidade da morte. Sim, as pessoas morriam, mas era lá longe, nos filmes e nas novelas. Como é que, de repente, aquela pessoa que eu via todos os dias podia simplesmente desaparecer? Aquele mesmo Deus com quem eu estava a zangar-me permitiu que isso acontecesse a mim: que sempre tinha ajudado a minha Mãe, que fazia sempre os trabalhos de casa!
Zanguei-me definitivamente com Ele. Mais tarde, ainda houve uma tentativa de reconciliação, quando conheci Roma (quem é que não se torna católico em Roma?), mas logo a seguir outra rasteira ainda mais cruel, ainda mais injusta e tornei-me definitivamente ateia.
No sábado passado, tive uma das maiores (e melhores) surpresas da minha vida. Fui ao casamento do meu amigo mais antigo, que por acaso casou com a minha prima. E qual não é o meu espanto quando vejo, na sacristia, o Padre Jardim. Quando fui dar-lhe um beijinho, ele disse "lembro-me tão bem desse sorriso, mas já não me lembro do nome; afinal, já lá vão 20 anos...". Confesso que fiquei comovida.
Foi uma cerimónia bonita, e, naquele momento, voltei a ter 10 anos e tudo voltou a fazer sentido: o Padre Jardim estava a tratar-nos pelo nome e batemos palmas a cantar. Apesar de não ter conseguido assistir à cerimónia toda (não tinham nada que casar na hora do lanche do esfomeado do meu filho) posso dizer que foi um dos casamentos mais bonitos que já vi.
Gostava que o meu filho conhecesse a Igreja que eu conheci e vivi com o Padre Jardim. Tenho a certeza que faria dele um Homem melhor.
10/05/2010
Serviço Público #3
Os adesivos protectores dos calcanhares da Compeed são tão bons, mas tão bons que só hoje, três dias depois de os pôr é que me lembrei que ainda não os tinha tirado. Quando olhei para os pés, lá estavam eles bem coladinhos no mesmo sítio, desempenhando orgulhosamente a sua função.
Se calhar, e porque não são baratos, deixo-os postos até ao próximo casamento...
...
...
... que é em Julho.
07/05/2010
06/05/2010
05/05/2010
Sou uma mulher simples, mas gostava de gostar de ser coquette.
Não me lembro de falar aqui de vestidos-sapatos-maquilhagem-e-afins. Sim, já falei de roupa e tal, mas não é tema de conversa que eu goste de ter e muito menos de puxar. Odeio ir às compras, experimentar roupa e normalmente, vou sempre comprar uma coisa muito específica: uma camisa branca, umas calças verdes, uma camisola azul. Quando olho para o roupeiro e o vejo vazio (aconteceu duas vezes: uma quando comecei a trabalhar num sítio onde não podia usar calças de ganga e ténis, e outra depois de parir porque nada me servia e tudo me incomodava), telefono à minha amiga R. que faz o sacrifício (not) de ir comigo às compras.
Não arranjo as mãos, não pinto o cabelo, já fiz madeixas uma vez (devia estar distraída) e nunca arranjei os pés.
Não perco nem um minuto em maquilhagem, simplesmente porque não uso. De todo! Uso creme hidratante e é quando não me esqueço de o pôr. Seco o cabelo porque sou uma flor de estufa e tenho medo de sair com ele molhado, e escolho a roupa do dia três minutos antes de sair de casa.
Por tudo isto, não percebo porque é que a cabeleireira que me corta o cabelo duas vezes por ano há uns 10 anos ficou em choque quando eu marquei hora para sábado para fazer um rabo-de-cavalo para o casamento da M. e do S.
- Um rabo-de-cavalo? Vais pagar para te fazerem um rabo-de-cavalo? - pergunta ela.
- Mas não quero um rabo-de-cavalo qualquer. Quero este:

Nota: o leitor que não pense que sou uma desmazelada-amarrotada; faço depilação de 3 em 3 semanas, religiosamente. Ok?
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