28/04/2008
27/04/2008
Esquecer.
Ele disse: Não esperes.
Eu respondi: Eu tenho tempo.
O que eu queria dizer é que já não sei viver sem esperar. Que já não sei fazer outra coisa. Que o tempo passa mais devagar porque dói a memória. Mas passa a correr quando não se consegue conter o grito e se explode num desabafo sem sentido.
Eu respondi: Eu tenho tempo.
O que eu queria dizer é que já não sei viver sem esperar. Que já não sei fazer outra coisa. Que o tempo passa mais devagar porque dói a memória. Mas passa a correr quando não se consegue conter o grito e se explode num desabafo sem sentido.
O que eu queria era perguntar como é que se apaga alguém, como é que se ultrapassa, como é que se esquece.
Ele deve saber. Ele fez isso comigo.
Ele deve saber. Ele fez isso comigo.
26/04/2008
25/04/2008
24/04/2008
3. PRIMAVERA
Antes, eu gostava mesmo era do Verão. Agora, não sei se pela idade, prefiro a calmia da Primavera: leves brisas quentes, a praia com menos gente, fins-de-semana fora da cidade. O Verão é a adolescência; a Primavera, essa, é o início da vida adulta, a chegada aos 30, ou seja: EU.
Continuação deste desafio.
23/04/2008
22/04/2008
21/04/2008
20/04/2008
O poema que eu gostava de ter escrito:
Estrela do Mar, Jorge Palma
Numa noite em que o céu tinha um brilho mais forte
E em que o sono parecia disposto a não vir
Fui estender-me na praia sozinho ao relento
E ali longe do tempo acabei por dormir
Acordei com o toque suave de um beijo
E uma cara sardenta encheu-me o olhar
Ainda meio a sonhar perguntei-lhe quem era
Ela riu-se e disse baixinho: Estrela do Mar
Sou a Estrela do Mar, só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou no princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força ser dono de mim
Não sei se era maior o desejo ou o espanto
Só sei que por instantes deixei de pensar
Uma chama invisível incendiou-me o peito
Qualquer coisa impossível fez-me acreditar
Em silêncio trocámos segredos e abraços
E inscrevemos no espaço um novo alfabeto
Já passaram mil anos sobre o nosso encontro
Mas mil anos são pouco ou nada para a Estrela do Mar
Sou a Estrela do Mar, só a ele obedeço
Só ele me conhece, só ele sabe quem sou no princípio e no fim
Só a ele sou fiel e é ele quem me protege
Quando alguém quer à força ser dono de mim
19/04/2008
18/04/2008
Ai ca nervos!!!
A dose semanal de ensaios aumenta em proporção aos nervos.
(Falta pouco mais de um mês e já ando com dores de barriga.)
(Falta pouco mais de um mês e já ando com dores de barriga.)
17/04/2008
16/04/2008
2. VIAGEM
Adoro viajar: de carro, avião, combóio. Dentro ou fora do país. Tanto faz. Viajar sozinha é como um reencontro comigo mesma, uma introspecção involuntária, quase uma terapia. Adoro viajar de carro à noite. Adoro conduzir. A ida tem o entusiasmo das férias-reencontro-descanso; o regresso está cheio de saudades.
Continuação deste desafio.
15/04/2008
14/04/2008
1. MAR
Porque é aqui que eu encontro o meu refúgio, a Paz que muitas vezes parece faltar. Porque adoro o silêncio do fundo do mar mas também a música que ele produz. Porque é junto do infinito que eu me vejo pequenina mas com força para continuar. E porque fico doente, se passo uma semana sem entrar dentro de água do mar.
Continuação deste desafio.
Eu sou o Ilídio - Parte VI
Passaram seis semanas, seis, e Ilídio não obteve qualquer resposta da parte dos peitos, perdão, por parte da mulher amada e por isso os seus poemas tornaram-se tristes e escuros, longos fados e canções de desespero e desilusão descorridos naquele caderninho que o acompanhava. Como eram cruéis o mundo e o amor, e como estava mais bonita Svetlana, cada dia que passava! Centenas de milhares de suspiros quebraram o silêncio da portaria daquele edifício, rasgaram a escuridão, penetraram fundo na solidão daquele espaço marcado pela dor do desprezo.
13/04/2008
...
Leva-me contigo.
Vamo-nos sentar numa qualquer esplanada à beira-mar. Tu a leres o jornal diário, eu com um livro aberto nas mãos. Ou então, vamos passear de mão dada, ver o pôr do sol numa praia qualquer, inventar conversas e histórias só para poder ouvir a tua voz durante horas.
Leva-me contigo.
Mostra-me os teus lugares, confia-me os teus segredos, o teu corpo. Deixa-me conhecer-te, ensina-me a ler-te e a interpretar-te. Deixa-me ser eu a primeira pessoa em quem pensas de manhã. Deixa ser a minha boca a beijar-te antes de adormeceres.
Leva-me contigo.
Vamos misturar o nosso suor nas noites aquecidas por nós, misturar os nossos cheiros, os nossos cabelos, entrelaçar os dedos das nossas mãos. Vamos engolir a respiração um do outro, fazer os corações baterem ao mesmo tempo, fechar os olhos e saber de cor quais dos nossos movimentos nos dão mais prazer.
Leva-me contigo.
Vamos ficar assim muito mas muito tempo. Tanto tempo até que os nossos corpos se fartem das mesmas curvas, das mesmas marcas e percebam que, neste jogo da paixão, não se pode fingir o amor.
Vamos ficar assim muito mas muito tempo. Tanto tempo até que os nossos corpos se fartem das mesmas curvas, das mesmas marcas e percebam que, neste jogo da paixão, não se pode fingir o amor.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
