10/03/2008
09/03/2008
08/03/2008
# 68
Vivo no centro da cidade, há pouco mais de dois anos.
Durante a semana, é o caos de trânsito, pessoas, transportes.
Ao fim de semana, é assim:
"Happiness only is real when shared"
Acabei de chegar do cinema. Queria ver um filme levezinho porque a semana foi cansativa. Acabei por ver um dos filmes mais fortes de sempre. Não vou perder tempo com a história porque acho que todos deviam ver o filme. O que me prendeu mesmo foi a filosofia: deve haver por este mundo muitos Alex SuperTramp, que mal ou bem encontram a liberdade que procuram e que anseiam. Aquele Chris McCandless teve tomates de subir ao Alasca para encontrar a sua própria liberdade.
Se foi egoísta? Se se importou com os outros que deixava para trás? Isso interessa? Não somos todos egoístas todos os dias quando andamos pela rua e, simplesmente, viramos as costas a realidades que nos magoam?
Este filme não tem apenas uma lição de vida. Tem uma lição por cada personagem que se cruza com o protagonista. Ensina-nos a perceber a mensagem por detrás de um olhar. Ensina-nos a ouvir uma música em cada paisagem. Ensina-nos ainda a perceber que o que liberta uns pode ser o pesadelo de outros. Que é possível ser uma ilha. Mas será mesmo?
Esta busca diária quase esquizofrénica pela felicidade. Valerá a pena?
Foto daqui.
07/03/2008
06/03/2008
Pode ser que seja do cansaço...
A dormir (mal) 5 a 6 horas por noite; a ter noites alternadas de sonhos e pesadelos (sim, parece que os pesadelos voltaram) há umas duas semanas; a acordar uma hora antes do despertador tocar; a dormir ainda menos aos fins-de-semana; com um torcicolo (também estes voltaram) desde segunda-feira que não me deixa virar a cabeça para o lado direito; e depois de uma aula de Ballet como a de hoje, rendo-me.
Hoje, vou dormir mais cedo.
05/03/2008
04/03/2008
02/03/2008
01/03/2008
29/02/2008
28/02/2008
27/02/2008
Memória
Quantas vezes deste por ti a olhar para ontem, a pensar no que eu estaria a fazer ou a lembrar-te do que fazíamos aos domingos. Quantas vezes foste aos sítios que te mostrei, que te dei a conhecer, que te apresentei como se fossem meus. Quantas vezes te lembras que fui eu quem te ensinou a conduzir naquele descampado que fingia ser campo de futebol e palco de peças de teatro e plateau de filmes amadores e janela para um enorme céu onde víamos as estrelas. Quantas vezes passas por aquela casa naquela rua e te lembras do nosso primeiro beijo. Quantas vezes te lembras de como a minha cabeça encaixa na curva do teu pescoço e das horas que aí passei a dormir.
Quantas vezes te lembras que já me esqueceste.
Serão tantas quantas eu me lembro que tenho medo de me esquecer de ti?
26/02/2008
25/02/2008
24/02/2008
23/02/2008
A Formiga
Toda a gente gostava daquela formiga. Era uma das formigas mais porreiras do país das formigas. Ela conseguia ser amiga de todas as outras formigas, desde as formigas anciãs até às mais jovens. Era uma filha exemplar e uma irmã dedicada, por ser a mais velha de quatro meninas.
Quando chegou à idade de trabalhar nas filinhas de formigas, ela dirigiu-se ao Centro de Recrutamento para se inscrever, e foi informada que naquele momento não estavam a ser recrutadas formigas para nenhuma covinha, mas que logo que abrisse uma vaga lhe seria comunicado, quer por telefone quer por mail. Ela achou estranho, porque dias antes uma formiga sua vizinha começou a trabalhar num buraquinho que havia ali perto, e até comentava que não conseguia dar conta de tanto trabalho.
Todas as semanas, a nossa formiga ia ao Centro saber de novidades, e nada. Diziam-lhe que ela tinha o perfil indicado para a função, mas que ainda não havia vaga. Começava a ficar inquieta. A Mãe formiga dizia para ela não se preocupar, que um dia encontraria o lugar perfeito para trabalhar. O resto da família, também com palavras de incentivo, diziam-lhe que ela merecia um lugar muito melhor que aquela covinha, e que um dia seria o dia. Todas as outras formigas diziam-lhe que ela era perfeita para esta ou aquela covinha, mas nunca ninguém a contratava.
Os anos passavam e aquelas palavras repetiam-se. E a formiga ia fazendo uns biscates para ganhar uns trocos, sem nunca conseguir perceber porque é que todas as formigas tinham um emprego e ela não.
Quando chegou à idade de trabalhar nas filinhas de formigas, ela dirigiu-se ao Centro de Recrutamento para se inscrever, e foi informada que naquele momento não estavam a ser recrutadas formigas para nenhuma covinha, mas que logo que abrisse uma vaga lhe seria comunicado, quer por telefone quer por mail. Ela achou estranho, porque dias antes uma formiga sua vizinha começou a trabalhar num buraquinho que havia ali perto, e até comentava que não conseguia dar conta de tanto trabalho.
Todas as semanas, a nossa formiga ia ao Centro saber de novidades, e nada. Diziam-lhe que ela tinha o perfil indicado para a função, mas que ainda não havia vaga. Começava a ficar inquieta. A Mãe formiga dizia para ela não se preocupar, que um dia encontraria o lugar perfeito para trabalhar. O resto da família, também com palavras de incentivo, diziam-lhe que ela merecia um lugar muito melhor que aquela covinha, e que um dia seria o dia. Todas as outras formigas diziam-lhe que ela era perfeita para esta ou aquela covinha, mas nunca ninguém a contratava.
Os anos passavam e aquelas palavras repetiam-se. E a formiga ia fazendo uns biscates para ganhar uns trocos, sem nunca conseguir perceber porque é que todas as formigas tinham um emprego e ela não.
A formiga envelheceu e acabou por morrer.
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