29/01/2005
Não, ainda não desapareci...
Depois, tive sem computador: pifou qualquer coisa que eu ainda não percebi.
A seguir, foi o anti-vírus, que desapareceu no nevoeiro, qual D. Sebastião, e ainda não está completamente bom.
E com isto, fico ausente quase um mês desta minha Casca e nem publico o meu aniversário. Além disso, fico com a sensação que estive fora um ano, em vez de um mês. As coisas que tenho para ler são tantas, que nem sei por onde começar.
O pior é que com a constipação que tenho em cima, quase não consigo abrir os olhos, o que torna a leitura um exercício doloroso, com muitas lágrimas e muitos lenços de papel à mistura.
O que eu vim aqui dizer é que continuo por aqui, sempre atenta ao que se passa à minha volta, mas sem muito tempo para escrever. Este ritmo alucinante em que ando, está a deixar-me de rastos. Resultado: hoje dormi 14 horas seguidas e já estou cheia de sono.
10/01/2005
Cá em casa, voltámos a ser cinco.
É uma experiência nova. Outra. Para acompanhar a chegada do novo ano.
Vai correr tudo bem...
...espero.
03/01/2005
Caro Ano Novo:
O inquilino anterior não deixou boas recordações. Houve algumas situações complicadas e quase foi despejado. Espero que tenha algum cuidado com determinadas situações que podem vir a prejudicar o nosso bom relacionamento, nomeadamente:
- visitas indesejadas;
- barulho fora de horas;
- gastos excessivos de água, luz e gás;
- infiltrações;
e outras sobre as quais, atempadamente, poderemos conversar.
A minha vida é muito simples: trabalho na 5 de Outubro, entro às oito e meia pelo que, cá em casa, a alvorada é às seis da manhã. Tenho um despertar do mais rabugento que há, principalmente quando fico a jogar PS2 até às duas da manhã. Almoço todos os dias ao lado do Citeforma, normalmente sozinha, e não tenho horário de saída. Ando de Metro, porque não quero (e não posso) pagar parquímetro, e conto sair da casa dos meus pais até ao final do nosso contrato.
As cartas são estas, meu caro 2005. Se aceita, tudo bem. Se não aceita, é melhor dar lugar a outro, que eu não estou com paciência para muitos stresses. Por uns pagam os outros, e isto não é justo. Mas, repito: a experiência com o inquilino anterior não foi das melhores e eu não vou passar por aquilo outra vez.
Para finalizar, quero pedir-lhe desculpa pelo tom ameaçador desta carta, que devia ser de boas vindas, mas é bom saber quem é que manda aqui.
Sem mais de momento, despeço-me com os meus melhores cumprimentos,
Susana.
02/01/2005
30/12/2004
Boas entradas, Amiguinhos!!
29/12/2004
Ando tristinha.
Enfim, tenho tudo para acabar o ano em beleza e esperar que o próximo entre com muita força e com muito optimismo. Tenho tudo para me sentir bem e feliz...
... mas estou triste.
Sinto-me sozinha. Nunca pensei que fosse reagir tão mal a esta distância. E não queria acabar o ano com esta disposição. Sou daquelas pessoas que pensa que, para o ano que entra correr bem, temos que sair bem do ano anterior. Mas, entretanto, estou sem vontade de fazer nada.
Jurei que não ia sentir esta solidão nunca mais... Mas sinto-me tão sozinha hoje.
E tão tristinha...
28/12/2004
És o meu amigo mais antigo
Queria prestar-te aqui a homenagem que tu mereces, mas os comentários que deixam no teu blog são tão expressivos, que eu não tenho coragem de dizer mais nada. Penso mesmo que, se disser alguma coisa, não vou ser nada original, e vou acabar por repetir as palavras dos teus leitores.
A única coisas que consigo dizer, meu Amigo, é
Gosto muito de ti, sabias?
26/12/2004
Comi tanto!
Abri todos os presentes com uma dor de estômago daquelas! Deve ter sido das quatro fatias de Molotov que comi à sobremesa. Ou talvez não.
So sei que me sinto balofa. Muito BALOFA.
22/12/2004
A correr...
Entretanto, como não sei a minha disponibilidade nos próximos dias, quero desejar a toda a Blogosfera um óptimo Natal, com muitas prendinhas no sapatinho e mais aquelas coisas que toda a gente sabe. E, para quem mandou mails de Boas Festas, um muito obrigada do fundo do meu coração.
:)
19/12/2004
Muitos nervos.
É já amanhã que começo um trabalho de muita responsabilidade, e que me pode trazer grandes e boas contrapartidas. Estou muito ansiosa e não me apetece escrever.
Ponto final.
15/12/2004
Já está.
- 1 fato de saia e blaser;
- 2 blasers;
- 1 botas de cano alto castanhas;
- 1 sapatos encarnados;
- 1 sapatos castanhos;
- 1 calças;
- 1 cinto;
- 1 camisa branca;
- 3 camisolas de malha fininha, de gola alta;
- uma mala.
Acho que, para os três dias de formação, chega.
P. S. - Não me culpem dos erros que pode ter esta posta. Se eu nunca vesti um blaser, muito menos saberei escrever a palavra. Ok?
13/12/2004
Porque é que,
Amanhã,
Portanto, lista de compras para amanhã:
- 3/4 calças (daquelas com vinco);
- 5 blazers (é assim que se escreve?);
- 2 saias (saias!! AHAHA! Eu de saias!);
- 1 par de botas de matar barata no canto da sala;
- 5 camisas (eu?!?! Eu a usar camisas?!?!);
- 1 casaco 3/4;
- 1 mala pipi (adeus, mochila... Adeus).
(Já tenho os sapatos, que comprei para as entrevistas.)
E mais o que a minha Mãe achar bem, porque ela, pela experiência, sabe mais destas coisas que eu (e, no fim das contas, é quem vai patrocinar tudo).
A partir do final deste mês, e como diz a minha Amiga S., não vou ter tempo para gastar as calças de ganga. (E os meus 12 pares de ténis?? Quando é que eu vou calçar os meus ténis?!?!)
Até lá, vou treinar muito a vestir a minha roupa nova, não vá eu cair dos meus saltos altos ou tropeçar no meu casaco comprido ou escorregar com a saia travada logo no primeiro dia de trabalho. Vou treinar muito para ser uma verdadeira Lili.
Ai vou, vou!
* - que saudades que eu tenho desta expressão e da pessoa que a usava
07/12/2004
Boas e más notícias.
E estas eram as más notícias. As boas, são mesmo muito boas.
Em primeiro lugar, já comprei as prendas todas de Natal, e quase sem sair de casa. Isto de ter bons conhecimentos, é sempre uma vantagem. Só faltam duas, as mais difíceis. Mas isso também se resolve facilmente. O melhor de tudo é que gastei muito menos do que eu pensava.
Em segundo lugar, e muito mais importante que tudo o que contei atrás (e eu sei que isto vai deixar muitas pessoas que gostam de mim muito felizes), vou mudar de trabalho. E mais não conto, porque só começo no final do mês e não sou pessoa pôr o carro à frente dos bois. Só espero uma coisa: que daqui a comprar a minha casa seja só um pulinho.
E, por último, espero que estas boas notícias me dêem mais ânimo para escrever. É que, ultimamente, não tenho tido muita motivação para andar por aqui, a "encher chouriços", apesar de andar muito atenta ao que os meus blog-amigos escrevem.
We'll see...
24/11/2004
Fatalidade
Foi tudo.
Fiquei sem nada.
Preciso de miminhos, por favor…
18/11/2004
Era uma menina muito mimada.
Nas fotografias, a menina olhava sempre para os meninos mais velhos porque queria ficar igual eles.
A menina da nossa história gostava muito de ir à praia. Passava as férias grandes entre Faro e Sesimbra. Em Sesimbra, gostava da Tia Mariazinha que era muito velhinha e que ralhava de vez em quando. Gostava dos gelados e da gata Raposinha e de ir ao cinema e de andar no taxi do Tio Pinto. Em Faro, gostava de brincar com a Pita, de passear no Gafanhoto com a Tia Luisinha e de passar os dias com os primos todos. Os dias eram muito compridos e as malas térmicas tinham sempre coisas boas para comer.
A menina mimada cresceu.
Hoje, continua mimada.
A menina sou eu.
[A minha Mãe descobriu um rolo de fotografias por revelar. Ninguém sabia o que era, ninguém o tinha perdido. Resolveu mandar revelar, para que o mistério se resolvesse. Eram fotografias de umas férias de Verão. Eu devia ter uns três anos. São verdadeiros tesouros e vieram arrancar da memória pérolas como estas.
Dizem que sou muito agarrada ao passado. É possível. Mas é normal para quem teve uma infância como a minha: feliz. Acho que estas fotografias revelam bem a sorte que eu tive.]
14/11/2004
Hoje, vi-te. Viste-me?
- És a bebé mais bonita que eu já vi
com a tua voz de fadista gingão. Agora, já estamos em casa, tu com o cabelo grisalho, eu com dez anos. Pegas na viola e cantas para toda a família, sentado na cabeceira da mesa, que está cheia de gente: filhos, netos, sobrinhos, vizinhos. Estamos todos a ouvir-te cantar, os mais crescidos fazem coros e os mais pequenos tiram bonecos de chocolate da árvore de Natal. É domingo e estamos todos juntos. Como todos os domingos.
Passaram três, quatro anos? Já nem sei...
Nunca mais passámos domingos em tua casa. Nunca mais roubei chocolates da árvore de Natal ou da tua geleira. Nunca mais te vi sentado na tua poltrona. Nunca mais cantámos fados alentejanos. Nunca mais te visitamos ao navio.
Mas eu hoje vi-te.
Descias a rua com a tua farda branca e eu
- Pardinho! Pareces um fanã...
cruzaste-te comigo e nós
- Tenho saudades
seguimos os nosso caminho.
09/11/2004
01/11/2004
Há coisas, no quotidiano, que me irritam profundamente.
Ontem fui à casa de banho do restaurante X. Os problemas começaram logo na porta, porque eu perdi, no mínimo, trinta segundos à procura do interruptor para acender a luz. Quando, finalmente, percebi que não tem interruptores, já se fez uma fila enorme atrás de mim, com aqueles olhares reprovadores que só as mulheres sabem fazer.
Entrei e baixei as calças. Estou no meio do “trabalho”, quando, de repente, PUF, apaga-se a luz. Ainda tentei gritar um “tá gente!!”, mas lá percebi a tempo que, se aquela coisa acendeu sozinha, é natural que apague sozinha também.
E segue-se a parte mais desconfortável da cena: eu, de calças pelos joelhos, agachada, com o papel higiénico já devidamente preparado na mão direita, a olhar para a escuridão e a acenar com a mão esquerda, para que o detector de movimentos me detecte, e faça com que a luz se acenda. E não é que, nessas alturas, parece sempre que aquela porcaria avariou? Por mais que me mexesse e abanasse as mãos e me levantasse e saltasse, aquela porcaria não acendia.
Depois de me resignar, só me restou terminar às escuras. Subi as calças, apertei-as, procurei o trinco às apalpadelas e, qual não é o meu espanto, quando abri a porta, a luz volta a acender. Se tivesse cara, de certeza estaria a deitar-me a língua de fora, em tom de gozo.
Mas eu, qual mulher do século XXI, saí da casa de banho cheia de estilo, a olhar para as outras que estavam na fila de cima para baixo, como se tudo tivesse corrido bem, e ainda com direito a rímel e batom.
30/10/2004
Odeio.
Por causa da burrice de outras pessoas, hoje podia estar no Alentejo, a gozar um fim de semana fantástico com a pessoa fantástica, e estou aqui.
Três dias em minha casa. Já não passo um fim de semana em minha casa há que tempos! Não sei se vou sobreviver...
Odeio pessoas burras. Odeio.
27/10/2004
Já tenho saudades
Já tenho saudades de olhar para ti, enquanto dormes. De sentir a tua respiração ao meu lado, o teu calor, o teu cheiro. Tenho tantas saudades de passar um fim-de-semana inteiro contigo...
E ainda nem foste embora.
E só vais na sexta.
E ainda hoje é quarta...
Volta depressa, voltas?