30/12/2004

Boas entradas, Amiguinhos!!

Só devo voltar cá no próximo ano. Por isso, meus Amigos, desejo-vos uma boa passagem de ano, com muita festa e música bem alta para abanar a carola. E tenham cuidado com os desejos que pedem nas doze badaladas. É que, nunca se sabe, o desejo que pedirem pode realizar-se...

29/12/2004

Ando tristinha.

Devia estar contente. Apesar da primeira metade do ano ter sido o pior que eu me lembro (com a ida para o Porto, com o afastamento de uma pessoa muito especial, com a minha saída do Teatro), os últimos cinco meses deste ano correram-me muito bem. Encontrei uma pessoa que me completa, que me acompanha e de quem eu gosto muito. Comecei a trabalhar num sítio que (espero eu) me vai dar muita estabilidade e boas perspectivas de carreira...
Enfim, tenho tudo para acabar o ano em beleza e esperar que o próximo entre com muita força e com muito optimismo. Tenho tudo para me sentir bem e feliz...

... mas estou triste.
Sinto-me sozinha. Nunca pensei que fosse reagir tão mal a esta distância. E não queria acabar o ano com esta disposição. Sou daquelas pessoas que pensa que, para o ano que entra correr bem, temos que sair bem do ano anterior. Mas, entretanto, estou sem vontade de fazer nada.
Jurei que não ia sentir esta solidão nunca mais... Mas sinto-me tão sozinha hoje.
E tão tristinha...

28/12/2004

És o meu amigo mais antigo

(tirando os primos emprestados, claro). Aliás, considero-te mesmo um primo emprestado (e tu sabes bem a minha relação com os primos emprestados).
E hoje fazes anos.
Queria prestar-te aqui a homenagem que tu mereces, mas os comentários que deixam no teu
blog são tão expressivos, que eu não tenho coragem de dizer mais nada. Penso mesmo que, se disser alguma coisa, não vou ser nada original, e vou acabar por repetir as palavras dos teus leitores.
A única coisas que consigo dizer, meu
Amigo, é
MUITOS PARABÉNS.
E que este dia seja o teu dia. E que este ano que agora entra seja o teu ano.

Gosto muito de ti, sabias?

26/12/2004

Comi tanto!

Este Natal fiz duas coisas, apenas: comi e dormi.
Abri todos os presentes com uma dor de estômago daquelas! Deve ter sido das quatro fatias de Molotov que comi à sobremesa. Ou talvez não.
So sei que me sinto balofa. Muito BALOFA.

22/12/2004

A correr...

Os três dias de formação foram cansativos mas até correram bem. Amanhã, é a valer, já na frente de combate. Medo medo.

Entretanto, como não sei a minha disponibilidade nos próximos dias, quero desejar a toda a Blogosfera um óptimo Natal, com muitas prendinhas no sapatinho e mais aquelas coisas que toda a gente sabe. E, para quem mandou mails de Boas Festas, um muito obrigada do fundo do meu coração.

:)

19/12/2004

Muitos nervos.

É amanhã.
É já amanhã que começo um trabalho de muita responsabilidade, e que me pode trazer grandes e boas contrapartidas. Estou muito ansiosa e não me apetece escrever.
Ponto final.

15/12/2004

Tenho teste de Espanhol na quinta-feira, ainda não estudei nada e estou aqui na palheta.
Ele há coisas...

Já está.

Já me refiz da manhã das compras e da tarde sísmica. Já posso contar, assim por alto, o que comprei (não que isto interesse muito, mas também não tenho mais nada para escrever e hoje apetece-me encher chouriços):

- 1 fato de saia e blaser;
- 2 blasers;
- 1 botas de cano alto castanhas;
- 1 sapatos encarnados;
- 1 sapatos castanhos;
- 1 calças;
- 1 cinto;
- 1 camisa branca;
- 3 camisolas de malha fininha, de gola alta;
- uma mala.

Acho que, para os três dias de formação, chega.

P. S. - Não me culpem dos erros que pode ter esta posta. Se eu nunca vesti um blaser, muito menos saberei escrever a palavra. Ok?

13/12/2004

Eu senti

o tremor de terra.

Porque é que,

depois de ter gasto pra lá de um dinheirão em roupa, continuo com esta depressão inverno-pré-natalícia?

Amanhã,

logo de manhã, vou às compras. Não, de Natal, não. Essas já estão todas feitas. Vou comprar roupa. É que, no meu novo emprego, não vou poder andar vestida assim, à "puto das fisgas*", como ando todos os dias. Vou ter que andar vestida como uma verdadeira mulher de 27 anos (que, na verdade é o que sou, apesar de não querer acreditar nessa triste realidade).
Portanto, lista de compras para amanhã:

- 3/4 calças (daquelas com vinco);
- 5 blazers (é assim que se escreve?);
- 2 saias (saias!! AHAHA! Eu de saias!);
- 1 par de botas de matar barata no canto da sala;
- 5 camisas (eu?!?! Eu a usar camisas?!?!);
- 1 casaco 3/4;
- 1 mala pipi (adeus, mochila... Adeus).
(Já tenho os sapatos, que comprei para as entrevistas.)

E mais o que a minha Mãe achar bem, porque ela, pela experiência, sabe mais destas coisas que eu (e, no fim das contas, é quem vai patrocinar tudo).
A partir do final deste mês, e como diz a minha Amiga S., não vou ter tempo para gastar as calças de ganga. (E os meus 12 pares de ténis?? Quando é que eu vou calçar os meus ténis?!?!)
Até lá, vou treinar muito a vestir a minha roupa nova, não vá eu cair dos meus saltos altos ou tropeçar no meu casaco comprido ou escorregar com a saia travada logo no primeiro dia de trabalho. Vou treinar muito para ser uma verdadeira Lili.

Ai vou, vou!

* - que saudades que eu tenho desta expressão e da pessoa que a usava

07/12/2004

Boas e más notícias.

Já me resignei. Fiz tudo para que o meu computador-zinho voltasse a ser o que era. Só não o levei à PC Clinic (obrigada pela dica, Patrícia), porque não valia a pena. Uns amigos especialistas tantaram de tudo, mas não havia já nada a fazer. Ainda recuperei algumas coisas: fotos que tinha em CD, documentos (muito poucos), enfim... O pior já passou.
E estas eram as más notícias. As boas, são mesmo muito boas.
Em primeiro lugar, já comprei as prendas todas de Natal, e quase sem sair de casa. Isto de ter bons conhecimentos, é sempre uma vantagem. Só faltam duas, as mais difíceis. Mas isso também se resolve facilmente. O melhor de tudo é que gastei muito menos do que eu pensava.
Em segundo lugar, e muito mais importante que tudo o que contei atrás (e eu sei que isto vai deixar muitas pessoas que gostam de mim muito felizes), vou mudar de trabalho. E mais não conto, porque só começo no final do mês e não sou pessoa pôr o carro à frente dos bois. Só espero uma coisa: que daqui a comprar a minha casa seja só um pulinho.

E, por último, espero que estas boas notícias me dêem mais ânimo para escrever. É que, ultimamente, não tenho tido muita motivação para andar por aqui, a "encher chouriços", apesar de andar muito atenta ao que os meus blog-amigos escrevem.
We'll see...

24/11/2004

Fatalidade

Ontem à noite, alguém ou alguma coisa entrou no meu computador e apagou tudo o que havia lá dentro: desde o Office até ao documento word mais pequenino, incluindo as quase 1000 fotografias que tirei ao longo deste ano.
Foi tudo.
Fiquei sem nada.

Preciso de miminhos, por favor…

18/11/2004

Era uma menina muito mimada.

Gostava de fazer tudo o que os outros meninos faziam, mas às vezes não conseguia e ficava muito triste. Quando estava triste, a menina mimada chorava e fugia para junto do Papá, que era um senhor muito alto e muito magrinho. Ele dava-lhe miminhos e a menina ficava contente.
Nas fotografias, a menina olhava sempre para os meninos mais velhos porque queria ficar igual eles.
A menina da nossa história gostava muito de ir à praia. Passava as férias grandes entre Faro e Sesimbra. Em Sesimbra, gostava da Tia Mariazinha que era muito velhinha e que ralhava de vez em quando. Gostava dos gelados e da gata Raposinha e de ir ao cinema e de andar no taxi do Tio Pinto. Em Faro, gostava de brincar com a Pita, de passear no Gafanhoto com a Tia Luisinha e de passar os dias com os primos todos. Os dias eram muito compridos e as malas térmicas tinham sempre coisas boas para comer.
A menina mimada cresceu.
Hoje, continua mimada.
A menina sou eu.


[A minha Mãe descobriu um rolo de fotografias por revelar. Ninguém sabia o que era, ninguém o tinha perdido. Resolveu mandar revelar, para que o mistério se resolvesse. Eram fotografias de umas férias de Verão. Eu devia ter uns três anos. São verdadeiros tesouros e vieram arrancar da memória pérolas como estas.
Dizem que sou muito agarrada ao passado. É possível. Mas é normal para quem teve uma infância como a minha: feliz. Acho que estas fotografias revelam bem a sorte que eu tive.]


14/11/2004

Hoje, vi-te. Viste-me?

Descias a rua com a tua farda branca, elegante, charmoso como sempre. Preparavas-te para embarcar outra vez no Funchal, rumo ao Norte de África. Toda a vida foi assim: quatro meses em terra, dois no mar. Passaste por mim, olhaste-me com o teu olhar ternurento, pegaste-me ao colo. Eu tinha dois anos outra vez e tu
- És a bebé mais bonita que eu já vi
com a tua voz de fadista gingão. Agora, já estamos em casa, tu com o cabelo grisalho, eu com dez anos. Pegas na viola e cantas para toda a família, sentado na cabeceira da mesa, que está cheia de gente: filhos, netos, sobrinhos, vizinhos. Estamos todos a ouvir-te cantar, os mais crescidos fazem coros e os mais pequenos tiram bonecos de chocolate da árvore de Natal. É domingo e estamos todos juntos. Como todos os domingos.
Passaram três, quatro anos? Já nem sei...
Nunca mais passámos domingos em tua casa. Nunca mais roubei chocolates da árvore de Natal ou da tua geleira. Nunca mais te vi sentado na tua poltrona. Nunca mais cantámos fados alentejanos. Nunca mais te visitamos ao navio.

Mas eu hoje vi-te.
Descias a rua com a tua farda branca e eu
- Pardinho! Pareces um fanã...
cruzaste-te comigo e nós
- Tenho saudades
seguimos os nosso caminho.

01/11/2004

Há coisas, no quotidiano, que me irritam profundamente.

Uma delas é a luz temporizada nas casas de banho públicas. Até compreendo que seja muito útil para a poupança de energia. Essas coisas ficam sempre bem agora: a poupança do recurso, enfim... O resto já todos sabemos. Mas irrita-me as figuras que se faz dentro de uma casa de banho com luz temporizada.
Ontem fui à casa de banho do restaurante X. Os problemas começaram logo na porta, porque eu perdi, no mínimo, trinta segundos à procura do interruptor para acender a luz. Quando, finalmente, percebi que não tem interruptores, já se fez uma fila enorme atrás de mim, com aqueles olhares reprovadores que só as mulheres sabem fazer.
Entrei e baixei as calças. Estou no meio do “trabalho”, quando, de repente, PUF, apaga-se a luz. Ainda tentei gritar um “tá gente!!”, mas lá percebi a tempo que, se aquela coisa acendeu sozinha, é natural que apague sozinha também.
E segue-se a parte mais desconfortável da cena: eu, de calças pelos joelhos, agachada, com o papel higiénico já devidamente preparado na mão direita, a olhar para a escuridão e a acenar com a mão esquerda, para que o detector de movimentos me detecte, e faça com que a luz se acenda. E não é que, nessas alturas, parece sempre que aquela porcaria avariou? Por mais que me mexesse e abanasse as mãos e me levantasse e saltasse, aquela porcaria não acendia.
Depois de me resignar, só me restou terminar às escuras. Subi as calças, apertei-as, procurei o trinco às apalpadelas e, qual não é o meu espanto, quando abri a porta, a luz volta a acender. Se tivesse cara, de certeza estaria a deitar-me a língua de fora, em tom de gozo.
Mas eu, qual mulher do século XXI, saí da casa de banho cheia de estilo, a olhar para as outras que estavam na fila de cima para baixo, como se tudo tivesse corrido bem, e ainda com direito a rímel e batom.

30/10/2004

Odeio.

Por causa da burrice de outras pessoas, hoje podia estar no Alentejo, a gozar um fim de semana fantástico com a pessoa fantástica, e estou aqui.
Três dias em minha casa. Já não passo um fim de semana em minha casa há que tempos! Não sei se vou sobreviver...
Odeio pessoas burras. Odeio.

27/10/2004

Desculpa por tudo...

Mas:
enxaqueca + temporal = mau feitio.

Sorry...

Já tenho saudades

de dormir a teu lado.
Já tenho saudades de olhar para ti, enquanto dormes. De sentir a tua respiração ao meu lado, o teu calor, o teu cheiro. Tenho tantas saudades de passar um fim-de-semana inteiro contigo...
E ainda nem foste embora.
E só vais na sexta.
E ainda hoje é quarta...

Volta depressa, voltas?

19/10/2004

Muito silêncio,

durante esta última semana. É que, tenho a sensação, não consegui parar. Não me lembro de ter uns dias tão atrapalhados (mentira, eu bem me lembro deles, mas faço questão de os esquecer, de tão furiosos, stressantes, revoltantes e engolesapantes que eram, e há bem pouco tempo, mesmo antes das férias forçadas).
Muito resumidamente, durante a semana que passou aconteceram uma série de coisas interessantes:
- conheci uma pessoa especial,
- arrependi-me de cortar o cabelo,
- arranjei outro part-time,
- voltei a gostar do meu corte de cabelo novo,
- percebi que a pessoa não era assim tão especial,
- voltei a arrepender-me de ter cortado o cabelo,
- perdi esse part-time, mesmo antes de o começar,
- voltei a gostar do meu corte de cabelo novo,
- o meu horário de trabalho mudou,
- arrependi-me, mais uma vez, de ter cortado o cabelo,
- corri Lisboa e meia à procura dos livros para as aulas de Espanhol, e ainda não os encontrei (a culpa é da rapariga do Corte Inglês, que me disse, cheia de segurança e certeza, que os livros demorariam menos de uma semana a chegar e já lá vão três!),
- voltei a achar que fiz bem ter cortado o cabelo,
- chegou o Inverno.
E (quem me conhece bem, sabe) esta última deixa-me arrebatadoramente deprimida (mesmo com este novo [des]penteado que uso, ao qual ainda não me habituei, mas que dá muito menos trabalho e que fica muito mais giro nos dias de chuva e vento.)
Principalmente num dia como hoje, que nem chegou a amanhecer.

Como estou assim-assim meio a confundir tudo e para encher chouriços mais vale ficar calada, vou dar lugar a outro.