27/10/2004

Desculpa por tudo...

Mas:
enxaqueca + temporal = mau feitio.

Sorry...

Já tenho saudades

de dormir a teu lado.
Já tenho saudades de olhar para ti, enquanto dormes. De sentir a tua respiração ao meu lado, o teu calor, o teu cheiro. Tenho tantas saudades de passar um fim-de-semana inteiro contigo...
E ainda nem foste embora.
E só vais na sexta.
E ainda hoje é quarta...

Volta depressa, voltas?

19/10/2004

Muito silêncio,

durante esta última semana. É que, tenho a sensação, não consegui parar. Não me lembro de ter uns dias tão atrapalhados (mentira, eu bem me lembro deles, mas faço questão de os esquecer, de tão furiosos, stressantes, revoltantes e engolesapantes que eram, e há bem pouco tempo, mesmo antes das férias forçadas).
Muito resumidamente, durante a semana que passou aconteceram uma série de coisas interessantes:
- conheci uma pessoa especial,
- arrependi-me de cortar o cabelo,
- arranjei outro part-time,
- voltei a gostar do meu corte de cabelo novo,
- percebi que a pessoa não era assim tão especial,
- voltei a arrepender-me de ter cortado o cabelo,
- perdi esse part-time, mesmo antes de o começar,
- voltei a gostar do meu corte de cabelo novo,
- o meu horário de trabalho mudou,
- arrependi-me, mais uma vez, de ter cortado o cabelo,
- corri Lisboa e meia à procura dos livros para as aulas de Espanhol, e ainda não os encontrei (a culpa é da rapariga do Corte Inglês, que me disse, cheia de segurança e certeza, que os livros demorariam menos de uma semana a chegar e já lá vão três!),
- voltei a achar que fiz bem ter cortado o cabelo,
- chegou o Inverno.
E (quem me conhece bem, sabe) esta última deixa-me arrebatadoramente deprimida (mesmo com este novo [des]penteado que uso, ao qual ainda não me habituei, mas que dá muito menos trabalho e que fica muito mais giro nos dias de chuva e vento.)
Principalmente num dia como hoje, que nem chegou a amanhecer.

Como estou assim-assim meio a confundir tudo e para encher chouriços mais vale ficar calada, vou dar lugar a outro.

05/10/2004

Hoje fazes anos.

Ainda me é complicado escrever sobre ti porque, apesar de sentirmos que nos conhecemos desde sempre, não foi nem há dois meses que nos vimos pela primeira vez. Desde aí, vemo-nos quase todos os dias, e aqueles que não posso ver-te parecem não acabar nunca. Podem dizer-nos que estamos na fase cor-de-rosa, que estamos mesmo no início, que agora corre tudo bem porque ainda nem tivemos tempo para nos conhecermos. Pode até ser verdade. Mas, se depender de mim (e, eu sei, se depender de ti, também), esta fase não irá acabar.
É esta a minha maneira de gostar de ti. E é esta maneira de gostar que eu te ofereço hoje, no teu dia de anos. E amanhã. E todos os outros dias a seguir a esse. Todos, até ao dia em que o Mar evapore e que o Sol se apague.

Parabéns.

28/09/2004

Gabriel García Márquez

"A mis doce años de edad estuve a punto de ser atropellado por una bicicleta. Un señor cura que pasaba me salvó con un grito: ¡Cuidado! El ciclista cayó a tierra. El señor cura, sin detenerse, me dijo: ¿Ya vio lo que es el poder de la palabra? Ese día lo supe. Ahora sabemos, además, que los mayas lo sabían desde los tiempos de Cristo, y con tanto rigor, que tenían un dios especial para las palabras".

21/09/2004

A pressão

está a ficar insuportável. O peso nos ombros é demasiado para este corpo. Não vejo solução, excepto ouvir e calar. Há valores que não se esquecem, independentemente do que toda a gente diz. E eu não fui educada assim. Seria este o objectivo daquela educação?
Eu não me sinto reprimida. Nem frustrada. Nem sufocada. Sinto-me dependente, e a dependência financeira é a pior, porque é a única que me faz ouvir e calar, o que vai contra a minha natureza. Sinto-me cansada, estafada, absorvida, sem forças, vazia.
Bolas...
Ninguém vive com os pais aos 27 anos!!!
Para o bem da sanidade mental desta família, tenho que sair de casa.

20/09/2004

Este post é para ti.

Sim, para ti.
Não penses que eu me esqueço de ti. Às vezes parece, porque ando distante, com mais gente para dar atenção, com mais trabalho a ocupar-me o tempo. Mas eu não esqueço nunca. Não esqueço que a nossa amizade é mais forte que qualquer muralha, que o tempo que já "desperdiçaste" comigo foi muito importante para a minha capacidade de ultrapassar alguns dos meus maus momentos, que tudo o que partilhamos - segredos, conversas, opiniões, músicas e tantas, tantas horas - fez-me acreditar que ia ter a tua companhia para sempre.
Fazes-me muita falta. As nossas brincadeiras, as nossas piadas, as gargalhadas, os silêncios, até. Esta separação tem-me custado muito. Pelas razões que toda a gente sabe e mais aquelas que só nós sabemos. Mas, principalmente, pelas razões que só nós sabemos.
Só quero que percebas que eu ainda estou aqui. À distância de um toque, de uma mensagem, de um telefonema. Quero que saibas que não vou faltar; só que, às vezes, tens de ajudar-me, porque eu também ainda não consigo adivinhar coisas. E só te peço uma coisa: dá uma hipótese. Não vais arrepender-te e é muito importante para mim.

Gostava tanto de partilhar contigo o que estou a viver...

14/09/2004

Comecei a trabalhar.

A primeira semana já passou. Somos poucos, as funções estão bem definidas desde o primeiro dia, há ponto para picar (ao contrário de muita gente, sou apologista deste tipo de controle porque, normalmente, eu sou o mexilhão que se lixa), enfim, uma coisa bem estruturada e organizada.
É um trabalho muito vocacionado para as artes plásticas e antiguidades. Como sempre gostei de ser rato de biblioteca, trabalhar numa galeria de arte não vai ser nada difícil.
Enfim, as perspectivas são boas. Isto, somado à comemoração do primeiro mês de namoro (é hoje, é hoje), são razões para dizer que a vida anda a correr-me bem. Para melhorar, só falta recomeçar o Curso de Espanhol. As aulas começam na próxima segunda.
Que emoção!

Ao que parece,

e com a preciosa ajuda dos meninos do Apdeites, lá consegui resolver o meu problema de escrita. Bom, resolver, não resolvi, mas consegui fintar bem a cena, e agora publico posts com o BlogThis!, em vez de os publicar no blogger.com. Já não tenho as mariquices das cores, dos diferentes tipos de letras, dos diferentes tamanhos de letras e outros que tais, mas também não se pode ter tudo. Um dia destes, vou vencê-lo pelo cansaço. Tanta vez fiz correr o antivírus, tanto spy-ware instalado, tanta pesquisa, tantas horas de sono perdidas, que um dia ainda vou vencer esta máquina.
Ai vou, vou.

06/09/2004

Ele há coisas...

Mãe: Já mataste o vírus no teu computador?
Eu: Não, ainda não consegui.
Mãe: E faz o quê, esse vírus?
Eu: Basicamente, faz com que haja erros nas páginas da Internet. Inclusivamente, não me deixa escrever no blog. Tive que arranjar um truque para poder escrever.
Mãe: Isso não é do vírus! Isso é porque já o encheste. Escreves tanto que já lhe gastaste a memória!

05/09/2004

Findos os posts lamechas,

a volta à realidade.
Amanhã, (re)começo a trabalhar. A desvantagem é ser um part-time. A vantagem é que vou poder acabar o curso de espanhol, vou ter tempo para fazer mais coisas de que gosto, mais tempo para mim.
Não consigo esconder a falta de entusiasmo...

04/09/2004

Não sei o que dizer...

Tenho a folha branca do caderno à minha frente e não consigo escrever nem uma palavra. O que estou a sentir é tão grande que não cabe nesta folha. Não cabe neste caderno azul. Nem neste quarto, nesta casa, nesta cidade, no país, no mundo. Foram três semanas que não cabem em nenhum calendário.
Não estava à tua procura. Já não esperava que aparecesses. A sério: pensava que, com a minha idade, já não fosse possível viver uma paixão tão quente, tão forte, tão intensa. A vida já tinha deixado de ter destino. Limitava-me a vivê-la.
Tu apareceste assim, de repente, sem avisares, sem pedires licença, numa noite em que a alegria se misturou com o álcool e o instinto fez o trabalho todo. Naquela noite, decidimos ir ver as estrelas na praia, mas o dia já estava a nascer. Eu estava perdida nos meus medos, na minha solidão acompanhada quando me lembrei de olhar para o lado. Tu estavas ali, a olhar para mim. Há dias que estavas ali, e eu nunca te tinha visto. Ficámos horas a olhar o céu clarear, o farol ali atrás, os outros a dormir, a tua mão na minha e o nosso silêncio. Não houve perguntas, não houve porquês, não houve palavras. O olhar disse tudo e um beijo fez-me ter 15 anos outra vez.

Hoje, volto a ter 27. Mas o sonho continua e eu não quero acordar nunca.
É tão bom saber que estás aqui, ao meu lado.
É tão bom...

09/08/2004

Lá lá li lá lá...

[esta introdução foi mesmo à la Catarina.]

Esta vossa querida Amiga (que sou eu, claro) vai apanhar chuva para outras bandas. Vou ausentar-me por tempo indeterminado, porque bem preciso.
Não vou esquecer-me de apanhar muitas conchinhas, tirar muitas fotografias e de beber muitos shot's de maçã no Azul.
E espero que o tempo melhore e que faça muita praia e que apanhe muito sol e que durma muito e que leia muito e que ouça muita música e tudo e tudo e tudo.
Porque eu também mereço.

A quem fica... até para a semana!

Existem muitos tipos de pessoas.

Há pessoas que são altas, baixas, magras. Há as antipáticas, as faladoras e as pessimistas. As desajeitadas, as trapalhonas, as cómicas. Há ainda as cuscas, as vaidosas ou as snobes. Depois, há a Susana [eu!].
A Susana distingue-se das outras pessoas porque acontecem-lhe coisas que a mais ninguém acontece. Ninguém parte três braços a cair da cama (não os três ao mesmo tempo, não!!! Um de uma vez, dois da outra, claro). Ninguém tem dois acidentes de carro no mesmo dia. Ninguém rasga a própria Carta de Condução só para provar que tem um papel especial “irrasgável”.
[Aviso da Gerência: Todos os comentários que aparecerem sobre esta última “particularidade”, serão apagados de imediato.]
Enfim... é rara a semana em que não haja uma história absurda na minha vida. Não que haja falta de atenção, não que seja desajeitada. Não!! Acredito mesmo que os Astros estivessem um bocadinho desalinhados, naquela noite de Inverno em que eu nasci.
Mas aprendi a viver com isso... Ao longo destes 27 anos de vida tenho passado algumas vergonhas, mas as pessoas até são simpáticas e, quando passo por elas, apesar de cochicharem umas com as outras, continuam a dar-me os bons dias.
Hoje, aconteceu outro “incidente”. Eu bem que evito e faço todos os esforços para que estas coisas não aconteçam, mas isto persegue-me! E eu não consigo ficar quieta.
Bom, explicando: estava eu na marquesa de um gabinete de estética, com o meu ar muito concentrado, uma vez que sinto sempre algumas cócegas nestas ocasiões. Mas, depois de muito treinar, já vou conseguindo passar aquela hora muito quietinha. Não podem é falar comigo, senão estraga-se a concentração. Então, eu deitada na marquesa, a Esteticista no passa-cera-pega-papelinho-passa-papelinho-e-arranca-pêlo, e no ar uma música portuguesa na Rádio (que eu ouvi depois ser a RCS – whatever that is...). E eu continuava no meu exercício de concentração. Até que, de repente, o animador da Rádio anuncia a próxima música, que eu entendo ser de um grupo chamado Divinos (ou será Divinus?), e com um nome que me é bastante familiar: “Memórias de Um Beijo”. E a música começa trá-lá-lá-tri-li-li (esta é a introdução) até o Senhor Cantor começar a cantar. Realmente, a música era-me familiar. Eu sempre gostei muito de Trovante e sempre considerei a “Memórias de Um Beijo” uma das músicas mais bonitas cantada em português. Mas o Senhor Cantor estava a cantá-la... em canto gregoriano. Aí, eu não resisti, e tive o maior ataque de riso da última semana. Ali mesmo. Aquilo só me fez lembrar a Dori (a amiga do Pai do Nemo) a falar “baleiês”. E eu ria, ria e a senhora a olhar para mim e o canto gregoriano no ar e o papelinho colado à perna e eu só consegui dizer, já a chorar de tanto rir:
- Eu sempre senti muitas cócegas nesse sítio...
Ao que a senhora respondeu:
- No joelho??

Acho que nunca mais vou àquele Salão...

Hoje vai ser

um dia daqueles. Imensas coisas para fazer, e uma entrevista de emprego incluida.
Até vou ver astros!

[Esta teve tanta piada... Um dia explico.]

08/08/2004

Esta música,

de tão banalizada, ainda vai acabar por perder toda a sua beleza. Mas eu não lhe consigo resistir, até porque este excerto explica o turbilhão de sentimentos que tenho tido nos últimos tempos. E porque gosto de ler palavras bonitas na minha Casca.

"Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos, pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti...
Carta in Esquissos, Toranja

Aviso à tripulação:

o Domingo afigura-se tão ou mais inútil que o dia anterior. É que está a dar na TVI o filme das Tartarugas Ninja.

Socorro: cortem-me os pulsos...