20/09/2004

Este post é para ti.

Sim, para ti.
Não penses que eu me esqueço de ti. Às vezes parece, porque ando distante, com mais gente para dar atenção, com mais trabalho a ocupar-me o tempo. Mas eu não esqueço nunca. Não esqueço que a nossa amizade é mais forte que qualquer muralha, que o tempo que já "desperdiçaste" comigo foi muito importante para a minha capacidade de ultrapassar alguns dos meus maus momentos, que tudo o que partilhamos - segredos, conversas, opiniões, músicas e tantas, tantas horas - fez-me acreditar que ia ter a tua companhia para sempre.
Fazes-me muita falta. As nossas brincadeiras, as nossas piadas, as gargalhadas, os silêncios, até. Esta separação tem-me custado muito. Pelas razões que toda a gente sabe e mais aquelas que só nós sabemos. Mas, principalmente, pelas razões que só nós sabemos.
Só quero que percebas que eu ainda estou aqui. À distância de um toque, de uma mensagem, de um telefonema. Quero que saibas que não vou faltar; só que, às vezes, tens de ajudar-me, porque eu também ainda não consigo adivinhar coisas. E só te peço uma coisa: dá uma hipótese. Não vais arrepender-te e é muito importante para mim.

Gostava tanto de partilhar contigo o que estou a viver...

14/09/2004

Comecei a trabalhar.

A primeira semana já passou. Somos poucos, as funções estão bem definidas desde o primeiro dia, há ponto para picar (ao contrário de muita gente, sou apologista deste tipo de controle porque, normalmente, eu sou o mexilhão que se lixa), enfim, uma coisa bem estruturada e organizada.
É um trabalho muito vocacionado para as artes plásticas e antiguidades. Como sempre gostei de ser rato de biblioteca, trabalhar numa galeria de arte não vai ser nada difícil.
Enfim, as perspectivas são boas. Isto, somado à comemoração do primeiro mês de namoro (é hoje, é hoje), são razões para dizer que a vida anda a correr-me bem. Para melhorar, só falta recomeçar o Curso de Espanhol. As aulas começam na próxima segunda.
Que emoção!

Ao que parece,

e com a preciosa ajuda dos meninos do Apdeites, lá consegui resolver o meu problema de escrita. Bom, resolver, não resolvi, mas consegui fintar bem a cena, e agora publico posts com o BlogThis!, em vez de os publicar no blogger.com. Já não tenho as mariquices das cores, dos diferentes tipos de letras, dos diferentes tamanhos de letras e outros que tais, mas também não se pode ter tudo. Um dia destes, vou vencê-lo pelo cansaço. Tanta vez fiz correr o antivírus, tanto spy-ware instalado, tanta pesquisa, tantas horas de sono perdidas, que um dia ainda vou vencer esta máquina.
Ai vou, vou.

06/09/2004

Ele há coisas...

Mãe: Já mataste o vírus no teu computador?
Eu: Não, ainda não consegui.
Mãe: E faz o quê, esse vírus?
Eu: Basicamente, faz com que haja erros nas páginas da Internet. Inclusivamente, não me deixa escrever no blog. Tive que arranjar um truque para poder escrever.
Mãe: Isso não é do vírus! Isso é porque já o encheste. Escreves tanto que já lhe gastaste a memória!

05/09/2004

Findos os posts lamechas,

a volta à realidade.
Amanhã, (re)começo a trabalhar. A desvantagem é ser um part-time. A vantagem é que vou poder acabar o curso de espanhol, vou ter tempo para fazer mais coisas de que gosto, mais tempo para mim.
Não consigo esconder a falta de entusiasmo...

04/09/2004

Não sei o que dizer...

Tenho a folha branca do caderno à minha frente e não consigo escrever nem uma palavra. O que estou a sentir é tão grande que não cabe nesta folha. Não cabe neste caderno azul. Nem neste quarto, nesta casa, nesta cidade, no país, no mundo. Foram três semanas que não cabem em nenhum calendário.
Não estava à tua procura. Já não esperava que aparecesses. A sério: pensava que, com a minha idade, já não fosse possível viver uma paixão tão quente, tão forte, tão intensa. A vida já tinha deixado de ter destino. Limitava-me a vivê-la.
Tu apareceste assim, de repente, sem avisares, sem pedires licença, numa noite em que a alegria se misturou com o álcool e o instinto fez o trabalho todo. Naquela noite, decidimos ir ver as estrelas na praia, mas o dia já estava a nascer. Eu estava perdida nos meus medos, na minha solidão acompanhada quando me lembrei de olhar para o lado. Tu estavas ali, a olhar para mim. Há dias que estavas ali, e eu nunca te tinha visto. Ficámos horas a olhar o céu clarear, o farol ali atrás, os outros a dormir, a tua mão na minha e o nosso silêncio. Não houve perguntas, não houve porquês, não houve palavras. O olhar disse tudo e um beijo fez-me ter 15 anos outra vez.

Hoje, volto a ter 27. Mas o sonho continua e eu não quero acordar nunca.
É tão bom saber que estás aqui, ao meu lado.
É tão bom...

09/08/2004

Lá lá li lá lá...

[esta introdução foi mesmo à la Catarina.]

Esta vossa querida Amiga (que sou eu, claro) vai apanhar chuva para outras bandas. Vou ausentar-me por tempo indeterminado, porque bem preciso.
Não vou esquecer-me de apanhar muitas conchinhas, tirar muitas fotografias e de beber muitos shot's de maçã no Azul.
E espero que o tempo melhore e que faça muita praia e que apanhe muito sol e que durma muito e que leia muito e que ouça muita música e tudo e tudo e tudo.
Porque eu também mereço.

A quem fica... até para a semana!

Existem muitos tipos de pessoas.

Há pessoas que são altas, baixas, magras. Há as antipáticas, as faladoras e as pessimistas. As desajeitadas, as trapalhonas, as cómicas. Há ainda as cuscas, as vaidosas ou as snobes. Depois, há a Susana [eu!].
A Susana distingue-se das outras pessoas porque acontecem-lhe coisas que a mais ninguém acontece. Ninguém parte três braços a cair da cama (não os três ao mesmo tempo, não!!! Um de uma vez, dois da outra, claro). Ninguém tem dois acidentes de carro no mesmo dia. Ninguém rasga a própria Carta de Condução só para provar que tem um papel especial “irrasgável”.
[Aviso da Gerência: Todos os comentários que aparecerem sobre esta última “particularidade”, serão apagados de imediato.]
Enfim... é rara a semana em que não haja uma história absurda na minha vida. Não que haja falta de atenção, não que seja desajeitada. Não!! Acredito mesmo que os Astros estivessem um bocadinho desalinhados, naquela noite de Inverno em que eu nasci.
Mas aprendi a viver com isso... Ao longo destes 27 anos de vida tenho passado algumas vergonhas, mas as pessoas até são simpáticas e, quando passo por elas, apesar de cochicharem umas com as outras, continuam a dar-me os bons dias.
Hoje, aconteceu outro “incidente”. Eu bem que evito e faço todos os esforços para que estas coisas não aconteçam, mas isto persegue-me! E eu não consigo ficar quieta.
Bom, explicando: estava eu na marquesa de um gabinete de estética, com o meu ar muito concentrado, uma vez que sinto sempre algumas cócegas nestas ocasiões. Mas, depois de muito treinar, já vou conseguindo passar aquela hora muito quietinha. Não podem é falar comigo, senão estraga-se a concentração. Então, eu deitada na marquesa, a Esteticista no passa-cera-pega-papelinho-passa-papelinho-e-arranca-pêlo, e no ar uma música portuguesa na Rádio (que eu ouvi depois ser a RCS – whatever that is...). E eu continuava no meu exercício de concentração. Até que, de repente, o animador da Rádio anuncia a próxima música, que eu entendo ser de um grupo chamado Divinos (ou será Divinus?), e com um nome que me é bastante familiar: “Memórias de Um Beijo”. E a música começa trá-lá-lá-tri-li-li (esta é a introdução) até o Senhor Cantor começar a cantar. Realmente, a música era-me familiar. Eu sempre gostei muito de Trovante e sempre considerei a “Memórias de Um Beijo” uma das músicas mais bonitas cantada em português. Mas o Senhor Cantor estava a cantá-la... em canto gregoriano. Aí, eu não resisti, e tive o maior ataque de riso da última semana. Ali mesmo. Aquilo só me fez lembrar a Dori (a amiga do Pai do Nemo) a falar “baleiês”. E eu ria, ria e a senhora a olhar para mim e o canto gregoriano no ar e o papelinho colado à perna e eu só consegui dizer, já a chorar de tanto rir:
- Eu sempre senti muitas cócegas nesse sítio...
Ao que a senhora respondeu:
- No joelho??

Acho que nunca mais vou àquele Salão...

Hoje vai ser

um dia daqueles. Imensas coisas para fazer, e uma entrevista de emprego incluida.
Até vou ver astros!

[Esta teve tanta piada... Um dia explico.]

08/08/2004

Esta música,

de tão banalizada, ainda vai acabar por perder toda a sua beleza. Mas eu não lhe consigo resistir, até porque este excerto explica o turbilhão de sentimentos que tenho tido nos últimos tempos. E porque gosto de ler palavras bonitas na minha Casca.

"Desculpa se te fiz fogo e noite sem pedir autorização por escrito ao sindicato dos Deuses... mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei como refúgio dos meus sentidos, pedaço de silêncios perdidos que voltei a encontrar em ti...
Carta in Esquissos, Toranja

Aviso à tripulação:

o Domingo afigura-se tão ou mais inútil que o dia anterior. É que está a dar na TVI o filme das Tartarugas Ninja.

Socorro: cortem-me os pulsos...

Seja Verão, seja Inverno,

adoro uma caneca de leite quente com mel antes de ir dormir.

Does it make me a strange person?

E num instantinho,

escrevi um post que não interessa a ninguém.
Incrível...

Este fim-de-semana

fiquei em casa. Já devia estar em Milfontes, mas tive que ficar por cá, por imposição familiar, digamos assim. Também podia ter ido para S. Julião, mas achei que estaria muita gente, e não me apeteceu estar numa praia sozinha cheia de gente.
De resto, passei um sábado fútil, a ler a Cosmopolitan e a fazer zapping.
O domingo não vai ser, em nada, diferente. Resta-me esperar por segunda-feira, o dia em que vou ter uma entrevista para um emprego, vou fazer algumas coisas que as mulheres fazem em vésperas de viagens de Verão, e vou fazer as malas.
Isto porque na terça-feira vou acordar bem cedinho e vou rumar ao Alentejo, onde vou encontrar as minhas Amigas (sim, os Verões em Milfontes são sempre só Meninas, não me perguntem porquê), uma Vila cheia de gente com ar saudável, com cores alegres, muita praia, muitas noitadas e pouco sono.
Acho que é mesmo isso que eu estou a precisar, neste momento: estar longe de tudo.

07/08/2004

Preciso crescer

e aprender a lidar com estas situações como uma "pessoa crescida".
Alguém tem a receita?
Por favor...

06/08/2004

Leva-me daqui.

Estou à tua espera. Estou à espera que me venhas buscar e me leves para um sítio bem longe daqui. Apetece-me apanhar uma piela e dançar até de manhã. Fazes isso comigo? Hoje? Fico, então, à tua espera. Vem buscar-me depois do jantar.
Leva-me e faz-me esquecer tudo isto que eu estou a sentir.
Amanhã vai continuar tudo igual, mas hoje... hoje quero sair do meu corpo, nem que seja por umas horas.

05/08/2004

Não consigo simpatizar

com blogs que têm música.
É giro e tal, nota-se que algumas pessoas têm bom gosto nas escolhas musicais. Além disso, pôr aquela coisita a dar música não deve ser muito simples.
Mas irrita-me solenemente que a minha música seja interrompida. Irrita-me estar concentrada em Dave Mathews e, de repente e sem avisar, Carlos Paredes. Ou estar concentrada em Carlos Paredes e, pumba, pan-pipes. [Pan-pipes???!!!]
Irrita-me!

Isto hoje

está tão parado!

Adoro Lisboa em Agosto.
Detesto a Blogosfera em Agosto.

Lisboa

A avenida mais bonita:



E muito mais fica por dizer, mas agora não me apetece.

A ouvir...

... Chambao.

Há duas semanas, deram-me a conhecer este grupo de chill-out flameco. Rendi-me. Apaixonei-me.
Antes de Belém, ainda passo na Fnac. Há necessidades que o MP3 não satisfaz...