27/07/2004

Será que isto faz de mim uma Blogaholic?

43.75 %

My weblog owns 43.75 % of me.
Does your weblog own you?


Apesar de tudo o que foi escrito,

e da maneira desenfreada como foi escrito, estou muito bem!
Obrigada pela preocupação.

Outra coisa que me aborrece horrores é esta bipolaridade.

Enquanto num dia o mundo gira todo à volta do meu umbigo no dia seguinte estou toda fora deste planeta e tudo parece obtuso e assim como é que querem que uma pessoa bata bem da bola quando chega a hora H da oportunidade de falar tudo e de tornar tudo transparente mas o que lhe vem à cabeça é falar sobre o tempo e a saúde e nem consegue dizer pão com manteiga foda-se como é que é suposto impressionar alguém assim e se é para dizer aquelas merdas fúteis e superficiais também mais vale ficar calada e nem sequer mudar nada porque o mais frustrante é tentar mudar sem conseguir e como a mim bem me parece que não vou conseguir mudar nada porque estou na fase de estar fora de todo o mundo e a sensação que tenho é que está toda a gente a remar para o lado errado e só eu é que estou certa então para isso é melhor ficar quietinha no meu canto para passar despercebida e ver se me esquecem até à próxima fase em que o centro do universo é o meu umbigo mas também não sei se falta muito para essa fase porque eu sei que tenho duas o que eu não sei é o espaço de tempo entre uma e outra mas estas coisas também só passam pela cabeça de pessoas que dormem 3 horas por noite e não conseguem comer por causa do calor e depois dá este tipo de alucinações a minha Mãe é que tem razão quando diz que qualquer coisa falhou na minha educação só ainda não percebeu o que era e eu também não mas olha bardamerda para esta merda toda e mais uma vez escrevi escrevi e não disse nada mas agora descobri que esta coisa alivia nem que seja pela rapidez alucinante em que estou a escrever estas baboseiras todas qual adolescente problemática do 8º ano com acne juvenil óculos de fundo de garrafa e aparelho nos dentes mas olha sou infantil e nunca neguei e gosto de ser assim e quem gosta gosta e quem não gosta paciência e parece que a minha fase self-centered está a voltar por isso deixa-me aqui sentadinha à espera que ela chegue e que o dia nasça e que o calor venha e que tenha coragem para te dizer que as coisas são assim e nem tudo o que dizemos a brincar é assim tão pouco sério.

Percebes?

Bolas! Que este ainda saiu mais rápido que o outro...

26/07/2004

Queria escrever assim

qualquer coisa mais profunda para tentar explicar isto que ando a sentir mas ou sou eu que estou muito superficial ou então é o calor que anda a derreter as palavras e não sai nada de novo. O melhor é mesmo fazê-lo de uma vez sem procurar a profundidade das palavras porque quer queiramos quer não elas têm todas o mesmo significado e no final nada vai mudar mesmo. E depois há o inconveniente de o cérebro andar preguiçoso por causa do sol e do calor e de não andar a fazer nada e passar os dias na praia e na piscina não faz com que os neurónios trabalhem mais nem um bocadinho o que torna assim esta tarefa muito mais difícil apesar das minhas tentativas hercúleas de começar a bater nas teclas com a maior rapidez possível assim como quem é muito tímido e tem uma coisa muito importante para dizer a alguém muito importante no msn e não tem coragem e de repente escreve tudo e depois clica no enter e depois desliga e ainda desaparece como se fosse uma criança de 8 anos. Por outro lado também há a puta da consciência que me impede de dizer o que quero porque depois quem diz o que quer ouve o que não quer e merda o problema é mesmo pensar demais e afinal não sou assim tão pedra como queria ser ou então sou e o verdadeiro problema é pensar mais nos outros do que em mim e eu que já tinha aprendido há qu’anos que não devo ser assim mas foda-se uma pessoa também tem sentimentos e o meu sentimento dá para não magoar os sentimentos dos outros mas porque é que eu sou assim se eu fosse mesmo pedra seria muito mais feliz e será que seria mesmo? E pronto já disse tudo o que tinha a dizer e afinal não disse nada de jeito ou então disse e o barrete há-de ser enfiado a quem servir ou então ninguém percebe nada mas também que se lixe porque eu também não percebo nada do que estou aqui a escrever merda porque é que eu sou assim?

Percebes?

25/07/2004

Um cheirinho a Verão.

A semana no Algarve teve direito a:
  • fun non-stop;
  • aulas de wind-surf;
  • cinema;
  • Slide & Splash;
  • jantarada de saladas fresquinhas;
  • festas nas muralhas;
  • muitas caipirinhas;
  • muito sol;
  • muita, mas muita praia.

E porque o regresso é sempre nostálgico, cá fica uma foto com cheirinho a Verão.

 


 

13/07/2004

Aos vinte anos,

a vida é feita de sonhos.
O sonho de uma carreira de sucesso.
O sonho de encontrar alguém especial.
O sonho de uma casa, de uma família, filhos, marido, rotina saudável.
Aos vinte anos, morre-se de amor e isso dá prazer. A dor é uma constante e parece que, sem ela, nem se consegue viver. Vive-se de castelos de areia, de ilusões, de desejos, de pequenos momentos, de grandes marcas, de palavras escritas numa ou noutra folha de papel. Escritas com o cinzento claro de um lápis fino.
Depois, cresce-se.
Os castelos caem, a carreira não existe. Não existe alguém especial. Nem casa, nem família. Não se morre de amor (isso é impensável!!) e uma dor de cabeça já é um dia estragado, quanto mais a dor de um coração partido.
O tempo passa a correr, e hoje a folha está em branco.
Hoje, sou uma pedra.
E, acreditem ou não, sou muito mais feliz assim.

Se perguntarem por mim,

digam que estou na praia.

Muito obrigada.

12/07/2004

Do fundo do baú [# 2]



AMO-TE

Para lá do mundo.
Para lá do tempo.
Para lá do espaço.
Para lá da própria vida que se gasta, dia após dia, num incessante desejo de ser amada por ti.
Só por ti.


[18.Mai.1997]

10/07/2004

São as pequenas coisas

que esquecemos com mais facilidade. E só quando chegamos à conclusão que as perdemos, é que lhes damos o merecido valor.

É sábado. Está calor. É Verão...
Vou dormir a sesta. Oh, sim... Vou dormir a sesta numa tarde quente de sábado, porque amanhã ainda é domingo e tenho o dia todo para estar acordada. E na segunda vou poder ir à praia do costume, ouvir os risos das crianças, as ondas suaves a bater nas rochas e o vento no cabelo, sem a multidão dos fins-de-semana. Sem horários, sem pressões, sem tarefas complicadas.
O desemprego tem destas coisas...
É difícil, a vida.

09/07/2004

Do fundo do baú [# 1]

- Dois vezes um, dois; dois vezes dois, quatro; dois vezes três, cinco...
Gargalhada geral na sala de aula, mais uma vez. Acontecia quase todos os dias antes do intervalo, e tu lá ficavas outra vez de castigo na sala a escrever cinquenta vezes a tabuada do dois.
Todos sabiam que a Matemática não era o teu forte. Gostavas mais de escrever composições sobre marcianos e naves espaciais, ou sobre cowboys e índios. Tinhas uma imaginação "fora do comum", como dizia a professora Marília. Quantas vezes ela te chamou a atenção, quando te apanhava a olhar para ontem.
Nesse tempo, já olhava para ti. Quando todos te gozavam, eu era a única que te defendia. Nem eu sei porquê! Duvido até que soubesses o meu nome.
Então o tempo foi passando; veio a tabuada do três, do quatro, do nove, as incógnitas, as equações, as raízes quadradas... Até que, finalmente, tirei o arame dos dentes, pus lentes de contacto, escolhi a Faculdade de Economia, e tu... tu aprendeste o meu nome.
Infelizmente, escolheste as Letras... (confesso que nunca me dei bem nessa área; pelo menos era o que parecia, pois nunca mostraste muito entusiasmo com os bilhetinhos românticos que deixava na tua mala).
... E deixei de ouvir falar de ti. "Foi para Macau...", "Ficou no Porto...", "Não sei bem..."; eram as respostas que ouvia, ao perguntar por ti nas festas de antigos alunos do Colégio.

Hoje, li o teu nome no jornal. Uma crónica assinada por ti, sobre o passado onde, obviamente, não me incluis.
Obviamente...

[14.Mai.1995]

Pintado de Fresco.

O prometido é devido.
A Casca está, definitivamente, de volta. Pintada de fresco, com nova cara, novas cores, novos cheiros. Mais alegre, mais divertida, mais quente, mais acolhedora. Não fosse a preciosa ajuda do T., e ainda agora estava a subir as paredes, a chorar por ter perdido o blog, os comentários, o contador, tudo.
Uma amiga minha uma vez disse:
- É sempre bom termos um leque variado de amigos: um advogado, um informático, um médico e um contabilista.
A advogada, eu tenho.
O informático, é o T.
O médico, está quase a acabar o curso, e é irmão da advogada.
A única lacuna do meu grupo de amigos é, efectivamente, o contabilista. Por isso é que ainda não sei quanto (e quando) é que vou receber do IRS. O que é gravíssimo, porque com a minha nova condição profissional (faço parte da GRANDE percentagem de desempregados), quaisquer cinco tostões dão jeito.
Mas isso já dava pano para mangas, e eu não posso falar agora: estou amordaçada.

06/07/2004

ESTOU DE VOLTA!!

Cheguei.
O Porto acabou. E com ele, acabou um grande Espectáculo, acabou a minha vida no Teatro, e o emprego que eu mais gostei de ter. Sem mágoas. Com muitas lágrimas, mas sem mágoas. O que tem que ficar, fica: a experiência, os Amigos, as memórias. O que tem que ser esquecido, já ninguém se lembra.



A Casca vai mudar de cara, vai limpar o pó, aspirar os cantos, reciclar muito lixo e volta lavadinha dentro de muito em breve.

É muito bom, estar de volta.
Obrigada por tudo. A quem ficou desse lado.

15/05/2004

Aviso na porta:

VOLTO JÁ.

A Casca vai de férias. Por tempo não definido. Deixou de fazer sentido.
O que eu tenho para escrever agora, deixou se enquadrar na temática que eu queria dar à Casca. E, como eu não quero que este se torne um blog maníaco-depressivo com tendências suicidas e prestes a cortar os pulsos, prefiro guardar o que eu escrevo no meu caderno azul de argolas.
Não pensem que isto é um adeus. Digamos que é um "até já", aguardando que melhores dias cheguem.
O meu número continua o mesmo, ok?

Agora é a sério.
Até breve.
We'll keep in touch.
:´(

14/05/2004

Porto, mais de um mês.

Só para dar notícias aos mais preocupados: continua tudo na mesma, com tendência a piorar. Já estou farta de dar o litro por uma causa, e depois não ser reconhecida pelo meu trabalho e pelo meu esforço. Hoje, foi a gota de água, e não me parece que aguente muito mais tempo a trabalhar num sítio onde ainda ninguém percebe o que eu valho. É revoltante. Dá vontade de fugir, atirar tudo para trás das costas. Mas tenho a puta da consciência que não me deixa apanhar o primeiro Alfa para Lisboa, e vou ficar aqui até isto acabar.
O dia-a-dia, só mudou numa coisa: agora, vou ao ginásio. Faço uma aula, depois umas máquinas, e seguir dou umas braçadas e, no fim, um jacuzzi para relaxar. Dá para passar quase três horas por dia sem pensar no que não devo e sem atrofiar num qualquer quarto de hotel, a papar novelas e documentários e durmo que nem um anjo.
Uma boa notícia: faltam (só) quinze dias para chegar o resto da Companhia e mais uns poucos para o espectáculo começar. Vai ser uma emoção ver toda a gente outra vez, voltar a sentir o frenesim do Teatro, os aplausos diariamente, a excitação de uma esteia.
Tenho que aproveitar tudo isto muito bem, porque não vou aguentar trabalhar nestas condições muito mais tempo.
Se eu não gostasse tanto disto seria tão mais fácil....

08/05/2004

Home Sweet Home

Acabei de chegar. Tive a pior semana dos últimos anos, o tempo não ajudou, mas estou em casa, outra vez. Por pouco tempo, porque amanhã é o casamento da Prima Rita e vou gelar lá para os lados de S. Pedro de Moel.

Novidades:
- não fui à Queima (deitei-me às nove e meia da noite, nesse dia);
- descobri que o pouco tempo livre que eu tenho é demais para quem tem a cabeça como eu tenho;
- inscrevi-me num ginásio no Bom Sucesso para ocupar esse tempo;
- o meu Patrão visitou hoje as nossas instalações no Porto... (Bolas, já não estava habituada a tanta aceleração!);
- voltei às alíneas... Tótil!

De resto, está tudo cada vez mais na mesma. Como sempre.

04/05/2004

Porque é que,

por mais que diga "life goes on" e que tente mentalizar-me que é assim que tem de ser, me sinto a pessoa mais miserável no cimo da face terrestre?
Alguém é capaz de emprestar-me uma máscara de pateta alegre?

Invicta ao rubro.

Apesar da chuva molha tolos e das nuvens que não deixaram ver o eclipse da Lua, o Porto ganhou à Corunha, foi dia de cortejo e o José Cid canta no Queimódromo.
Amanhã vou ver Clã e Toranja, beber uns vinhos manhosos e esquecer que o mundo existe.
Depois, vou acordar com dores de cabeça, mal-dizer a vida, e continuar o trabalho.

Life goes on.
Obladi-olbladá.

02/05/2004

Nostalgia da partida...

Primeiro, queria vir.
Depois, achei que não devia ter vindo.
Agora, não quero ir.

Bolas... Ser mulher é muito difícil.

01/05/2004

Escrevi, escrevi,

mas não disse nada.
Desabafei. Era isto que eu precisava. Só isto: arrumar a minha cabeça e começar tudo de novo.
Life goes on.
Obládi-obládá.

Estou no meu refúgio.

Uma praia vazia. Um café sossegado. O Mar e o sol são a minha companhia.
Avencas. Parede.
Sempre que venho aqui, que me sento nestas mesas, que olho através destas janelas, sinto-me a pessoa mais pequenina do mundo. Vejo o Mar perder-se no infinito e tomo consciência de que sou só mais uma pessoa neste mundo tão grande. Ao mesmo tempo, ganho uma força interior enorme, como se este mesmo mundo girasse todo à volta do meu umbigo, como se nada pudesse fazer-me mal, como se nada pudesse deixar-me triste, nem mesmo um arrufo de duas pessoas que se amam mas não se entendem.
É aqui que eu compreendo que a vida tem que continuar, que não vale a pena lamentar os erros, porque esses já estão feitos e não há nada que os apague das nossas vidas: ou os ultrapassamos ou não. E mais que isso, não há muita coisa a fazer. A não ser continuar a viver.
Talvez seja uma fase. Talvez seja definitivo. Isso agora não interessa, porque não vai tornar-me mais feliz nem mais triste do que sou. Há uns anos, talvez importasse; há uns anos talvez não estaria tão calma

Estás tão calma - disseste tu.

como estou hoje. Se calhar, é isto a que se chama crescer. Deve ser isto, amadurecer.
Quando podemos deixar cair as lágrimas sem que ninguém as veja, porque é que havemos de o fazer à luz do dia?
O pôr-do-sol. Pode significar o fim de mais um dia. Pode ser o fechar de um ciclo. Mas é também o início de outro: a noite, tão mágica como o dia.
E a vida é assim: acaba um ciclo, começa outro.
E o que será, será.

Typical Situation - Dave Mathews Band

Ten fingers counting we have each
Nine planets around the sun repeat
Eight ball the last if you triumphant be
Seven oceans pummel the shores of the sea

It's a typical situation
In these typical times
Too many choices

Everybody's happy
Everybody's free
We'll keep the big door open
And everyone'll come around
Why are you different
Why are you that way
If you don't get in line
We'll lock you away

Six senses feeling
Five around a sense of self
Four seasons turn on and turn off
I can see three corners from this corner
Two is a perfect number
But ONE

Everybody's happy
Everybody's free
We'll keep the big door open
And everyone'll come around
Why are you different
Why are you that way
If you don't get in line
We'll lock you away

It's a typical situation
In these typical times
Too many choices
We can't do a thing about it
Too many choices

Estranha sensação...

Tanto tempo a desejar vir para Lisboa, e agora tenho a sensação que devia ter ficado no Porto.