13/07/2004

Aos vinte anos,

a vida é feita de sonhos.
O sonho de uma carreira de sucesso.
O sonho de encontrar alguém especial.
O sonho de uma casa, de uma família, filhos, marido, rotina saudável.
Aos vinte anos, morre-se de amor e isso dá prazer. A dor é uma constante e parece que, sem ela, nem se consegue viver. Vive-se de castelos de areia, de ilusões, de desejos, de pequenos momentos, de grandes marcas, de palavras escritas numa ou noutra folha de papel. Escritas com o cinzento claro de um lápis fino.
Depois, cresce-se.
Os castelos caem, a carreira não existe. Não existe alguém especial. Nem casa, nem família. Não se morre de amor (isso é impensável!!) e uma dor de cabeça já é um dia estragado, quanto mais a dor de um coração partido.
O tempo passa a correr, e hoje a folha está em branco.
Hoje, sou uma pedra.
E, acreditem ou não, sou muito mais feliz assim.

Se perguntarem por mim,

digam que estou na praia.

Muito obrigada.

12/07/2004

Do fundo do baú [# 2]



AMO-TE

Para lá do mundo.
Para lá do tempo.
Para lá do espaço.
Para lá da própria vida que se gasta, dia após dia, num incessante desejo de ser amada por ti.
Só por ti.


[18.Mai.1997]

10/07/2004

São as pequenas coisas

que esquecemos com mais facilidade. E só quando chegamos à conclusão que as perdemos, é que lhes damos o merecido valor.

É sábado. Está calor. É Verão...
Vou dormir a sesta. Oh, sim... Vou dormir a sesta numa tarde quente de sábado, porque amanhã ainda é domingo e tenho o dia todo para estar acordada. E na segunda vou poder ir à praia do costume, ouvir os risos das crianças, as ondas suaves a bater nas rochas e o vento no cabelo, sem a multidão dos fins-de-semana. Sem horários, sem pressões, sem tarefas complicadas.
O desemprego tem destas coisas...
É difícil, a vida.

09/07/2004

Do fundo do baú [# 1]

- Dois vezes um, dois; dois vezes dois, quatro; dois vezes três, cinco...
Gargalhada geral na sala de aula, mais uma vez. Acontecia quase todos os dias antes do intervalo, e tu lá ficavas outra vez de castigo na sala a escrever cinquenta vezes a tabuada do dois.
Todos sabiam que a Matemática não era o teu forte. Gostavas mais de escrever composições sobre marcianos e naves espaciais, ou sobre cowboys e índios. Tinhas uma imaginação "fora do comum", como dizia a professora Marília. Quantas vezes ela te chamou a atenção, quando te apanhava a olhar para ontem.
Nesse tempo, já olhava para ti. Quando todos te gozavam, eu era a única que te defendia. Nem eu sei porquê! Duvido até que soubesses o meu nome.
Então o tempo foi passando; veio a tabuada do três, do quatro, do nove, as incógnitas, as equações, as raízes quadradas... Até que, finalmente, tirei o arame dos dentes, pus lentes de contacto, escolhi a Faculdade de Economia, e tu... tu aprendeste o meu nome.
Infelizmente, escolheste as Letras... (confesso que nunca me dei bem nessa área; pelo menos era o que parecia, pois nunca mostraste muito entusiasmo com os bilhetinhos românticos que deixava na tua mala).
... E deixei de ouvir falar de ti. "Foi para Macau...", "Ficou no Porto...", "Não sei bem..."; eram as respostas que ouvia, ao perguntar por ti nas festas de antigos alunos do Colégio.

Hoje, li o teu nome no jornal. Uma crónica assinada por ti, sobre o passado onde, obviamente, não me incluis.
Obviamente...

[14.Mai.1995]

Pintado de Fresco.

O prometido é devido.
A Casca está, definitivamente, de volta. Pintada de fresco, com nova cara, novas cores, novos cheiros. Mais alegre, mais divertida, mais quente, mais acolhedora. Não fosse a preciosa ajuda do T., e ainda agora estava a subir as paredes, a chorar por ter perdido o blog, os comentários, o contador, tudo.
Uma amiga minha uma vez disse:
- É sempre bom termos um leque variado de amigos: um advogado, um informático, um médico e um contabilista.
A advogada, eu tenho.
O informático, é o T.
O médico, está quase a acabar o curso, e é irmão da advogada.
A única lacuna do meu grupo de amigos é, efectivamente, o contabilista. Por isso é que ainda não sei quanto (e quando) é que vou receber do IRS. O que é gravíssimo, porque com a minha nova condição profissional (faço parte da GRANDE percentagem de desempregados), quaisquer cinco tostões dão jeito.
Mas isso já dava pano para mangas, e eu não posso falar agora: estou amordaçada.

06/07/2004

ESTOU DE VOLTA!!

Cheguei.
O Porto acabou. E com ele, acabou um grande Espectáculo, acabou a minha vida no Teatro, e o emprego que eu mais gostei de ter. Sem mágoas. Com muitas lágrimas, mas sem mágoas. O que tem que ficar, fica: a experiência, os Amigos, as memórias. O que tem que ser esquecido, já ninguém se lembra.



A Casca vai mudar de cara, vai limpar o pó, aspirar os cantos, reciclar muito lixo e volta lavadinha dentro de muito em breve.

É muito bom, estar de volta.
Obrigada por tudo. A quem ficou desse lado.

15/05/2004

Aviso na porta:

VOLTO JÁ.

A Casca vai de férias. Por tempo não definido. Deixou de fazer sentido.
O que eu tenho para escrever agora, deixou se enquadrar na temática que eu queria dar à Casca. E, como eu não quero que este se torne um blog maníaco-depressivo com tendências suicidas e prestes a cortar os pulsos, prefiro guardar o que eu escrevo no meu caderno azul de argolas.
Não pensem que isto é um adeus. Digamos que é um "até já", aguardando que melhores dias cheguem.
O meu número continua o mesmo, ok?

Agora é a sério.
Até breve.
We'll keep in touch.
:´(

14/05/2004

Porto, mais de um mês.

Só para dar notícias aos mais preocupados: continua tudo na mesma, com tendência a piorar. Já estou farta de dar o litro por uma causa, e depois não ser reconhecida pelo meu trabalho e pelo meu esforço. Hoje, foi a gota de água, e não me parece que aguente muito mais tempo a trabalhar num sítio onde ainda ninguém percebe o que eu valho. É revoltante. Dá vontade de fugir, atirar tudo para trás das costas. Mas tenho a puta da consciência que não me deixa apanhar o primeiro Alfa para Lisboa, e vou ficar aqui até isto acabar.
O dia-a-dia, só mudou numa coisa: agora, vou ao ginásio. Faço uma aula, depois umas máquinas, e seguir dou umas braçadas e, no fim, um jacuzzi para relaxar. Dá para passar quase três horas por dia sem pensar no que não devo e sem atrofiar num qualquer quarto de hotel, a papar novelas e documentários e durmo que nem um anjo.
Uma boa notícia: faltam (só) quinze dias para chegar o resto da Companhia e mais uns poucos para o espectáculo começar. Vai ser uma emoção ver toda a gente outra vez, voltar a sentir o frenesim do Teatro, os aplausos diariamente, a excitação de uma esteia.
Tenho que aproveitar tudo isto muito bem, porque não vou aguentar trabalhar nestas condições muito mais tempo.
Se eu não gostasse tanto disto seria tão mais fácil....

08/05/2004

Home Sweet Home

Acabei de chegar. Tive a pior semana dos últimos anos, o tempo não ajudou, mas estou em casa, outra vez. Por pouco tempo, porque amanhã é o casamento da Prima Rita e vou gelar lá para os lados de S. Pedro de Moel.

Novidades:
- não fui à Queima (deitei-me às nove e meia da noite, nesse dia);
- descobri que o pouco tempo livre que eu tenho é demais para quem tem a cabeça como eu tenho;
- inscrevi-me num ginásio no Bom Sucesso para ocupar esse tempo;
- o meu Patrão visitou hoje as nossas instalações no Porto... (Bolas, já não estava habituada a tanta aceleração!);
- voltei às alíneas... Tótil!

De resto, está tudo cada vez mais na mesma. Como sempre.

04/05/2004

Porque é que,

por mais que diga "life goes on" e que tente mentalizar-me que é assim que tem de ser, me sinto a pessoa mais miserável no cimo da face terrestre?
Alguém é capaz de emprestar-me uma máscara de pateta alegre?

Invicta ao rubro.

Apesar da chuva molha tolos e das nuvens que não deixaram ver o eclipse da Lua, o Porto ganhou à Corunha, foi dia de cortejo e o José Cid canta no Queimódromo.
Amanhã vou ver Clã e Toranja, beber uns vinhos manhosos e esquecer que o mundo existe.
Depois, vou acordar com dores de cabeça, mal-dizer a vida, e continuar o trabalho.

Life goes on.
Obladi-olbladá.

02/05/2004

Nostalgia da partida...

Primeiro, queria vir.
Depois, achei que não devia ter vindo.
Agora, não quero ir.

Bolas... Ser mulher é muito difícil.

01/05/2004

Escrevi, escrevi,

mas não disse nada.
Desabafei. Era isto que eu precisava. Só isto: arrumar a minha cabeça e começar tudo de novo.
Life goes on.
Obládi-obládá.

Estou no meu refúgio.

Uma praia vazia. Um café sossegado. O Mar e o sol são a minha companhia.
Avencas. Parede.
Sempre que venho aqui, que me sento nestas mesas, que olho através destas janelas, sinto-me a pessoa mais pequenina do mundo. Vejo o Mar perder-se no infinito e tomo consciência de que sou só mais uma pessoa neste mundo tão grande. Ao mesmo tempo, ganho uma força interior enorme, como se este mesmo mundo girasse todo à volta do meu umbigo, como se nada pudesse fazer-me mal, como se nada pudesse deixar-me triste, nem mesmo um arrufo de duas pessoas que se amam mas não se entendem.
É aqui que eu compreendo que a vida tem que continuar, que não vale a pena lamentar os erros, porque esses já estão feitos e não há nada que os apague das nossas vidas: ou os ultrapassamos ou não. E mais que isso, não há muita coisa a fazer. A não ser continuar a viver.
Talvez seja uma fase. Talvez seja definitivo. Isso agora não interessa, porque não vai tornar-me mais feliz nem mais triste do que sou. Há uns anos, talvez importasse; há uns anos talvez não estaria tão calma

Estás tão calma - disseste tu.

como estou hoje. Se calhar, é isto a que se chama crescer. Deve ser isto, amadurecer.
Quando podemos deixar cair as lágrimas sem que ninguém as veja, porque é que havemos de o fazer à luz do dia?
O pôr-do-sol. Pode significar o fim de mais um dia. Pode ser o fechar de um ciclo. Mas é também o início de outro: a noite, tão mágica como o dia.
E a vida é assim: acaba um ciclo, começa outro.
E o que será, será.

Typical Situation - Dave Mathews Band

Ten fingers counting we have each
Nine planets around the sun repeat
Eight ball the last if you triumphant be
Seven oceans pummel the shores of the sea

It's a typical situation
In these typical times
Too many choices

Everybody's happy
Everybody's free
We'll keep the big door open
And everyone'll come around
Why are you different
Why are you that way
If you don't get in line
We'll lock you away

Six senses feeling
Five around a sense of self
Four seasons turn on and turn off
I can see three corners from this corner
Two is a perfect number
But ONE

Everybody's happy
Everybody's free
We'll keep the big door open
And everyone'll come around
Why are you different
Why are you that way
If you don't get in line
We'll lock you away

It's a typical situation
In these typical times
Too many choices
We can't do a thing about it
Too many choices

Estranha sensação...

Tanto tempo a desejar vir para Lisboa, e agora tenho a sensação que devia ter ficado no Porto.

28/04/2004

Com tanta coisa para se dizer,

era mesmo necessário dizermos o que dissemos, da maneira que dissemos?
Já basta distância e a saudade para tornar isto mais difícil.

Merda.

27/04/2004

A Casca está quase a fazer seis meses

e o meu caderno azul de argolas (que já não tem contra-capa) já está quase no fim.
O que começou por ser uma brincadeira, uma experiência, um desabafo, um apoio numa época menos boa da minha vida, é agora um vício, uma necessidade. Com quase 2000 visitantes, a Casca já me ajudou a desabafar, a conhecer facetas da minha personalidade que desconhecia, a deitar cá para fora alguns sapos engolidos vivos, ajudou-me a conviver com Amigos antigos, a perceber onde eles estão, quem eles são e, mais recentemente, proporcionou-me novas amizades.
Desde pequena que escrevo muito: diários, cartas, crónicas, contos, histórias infantis, de tudo. Mas nunca pensei em mostrar aos outros o que eu escrevo, e até escondo muita coisa. Agora, com a Casca, fico muito feliz por saber que sou lida.
Eu não escrevo para ser bonito, para parecer bem, para que os outros gostem. Claro que tenho essa preocupação, e os outros - vocês - passam-me pela cabeça quando escrevo. Escrevo apenas o que eu sinto, o que eu imagino, o que eu gosto. Sei que há uns dias que escrevo melhor, outros pior, outros nem escrevo. Mas também sei que é uma necessidade, esta vontade de escrever. E que me sinto uma pessoa mais calma desde que existe a Casca. Uma pessoa mais conciliadora comigo própria, que reflecte mais, talvez até mais apaziguadora.
E ainda, má ou boa, mal ou bem escrito, com ou sem criatividade, esta sou eu e é bom saber que está alguém desse lado.

25/04/2004

Não tenho nada preparado para escrever...

... e tenho tanta coisa na cabeça para contar.
Vamos por partes:

1. Blind-date #1 (é verdade, há mais que um...) ou Porto - Dia #11
Tenho uma amiga nova. Como a minha mãe diz, a amiga dos blogues. A Inha respondeu ao meu apito e levou-me a jantar na Ribeira, a passear por ali. Conversamos bastante, socializei bastante (coisa que não fazia há uns dias), e foi muito agradável, o meu primeiro encontro proporcionado pela minha Casca.

2. Porto - Dia #12
Fartei-me de chorar ao ver quase duas horas de ballet... A Companhia do Maurice Bejart é fantástica. Para quem, como eu, fez dez anos de ballet, não conseguiu entrar no Conservatório, e teve (sim, imposição) que desistir de dançar, ver um espectáculo daqueles é sinónimo de lágrima no canto do olho o tempo todo. Vale a pena.

3. Porto - Dia #13
Fui sair. Uma colega nova do trabalho levou-me a uma festa de umas amigas dela. Chamámos-lhe "festa inter-cultural", uma vez que estavam cinco tripeiras, uma lisboeta (eu), uma Inglesa de Londres e uma Americana da Califórnia. A salganhada era tanta que acabámos a noite a gritar "Bibó Puarto Cômpiônhe, Biba biba", cada uma com o seu sotaque. É o que faz beber vinho alentejano, num restaurante que se chama "Moinho Holandês", no Porto, e com aquelas intervenientes. Só podia sair salganhada...

4. Blind-Date #2 ou Porto - Dia #14
A minha nova amiga dos blogues apresentou-me outra nova amiga dos blogues, e levou-nos a lanchar em Serralves. Se não fosse a Inha, teria passado o domingo a ver o Ace Ventura ou a ouvir os discursos sobre os temas mais badalados do dia: o F. C. Porto campeão e o 25 de Abril.
Foi uma tarde bem agradável. Estes encontros estão a tornar-se um verdadeiro ritual... Só amigas novas...

Foi uma semana cheia, e o Porto já não é o bicho de sete cabeças que eu via no início.
E pronto.
Já contei tudo, já voltei a pôr alíneas na Casca (há tanto tempo que não escrevia com alíneas...), e de certeza que houve muita gente que pensou que o meu blind-date era com um homem. Enganei-vos bem, hein?

Ou então não...

21/04/2004

Amanhã,

vou ter um bláinde-deite aqui no Porto.
Que emoção!
Vou socializar!!!!

Eu depois conto tudo.

Minha Amiga:

Esta distância deixa-me um bocado impotente.
Sei que estás a passar um mau bocado, e o facto de estarmos tão longe deixa-me triste. Como tu própria disseste, os amigos podem não conseguir levantar-te, mas pelo menos não te deixam cair...
Não gosto nada de saber que estás em baixo, que há pessoas que te deixam em baixo.
Sabes, és das pessoas de quem eu mais sinto falta. Podemos falar muito ao telefone, mas não é a mesma coisa.
Por falar em telefone, tenho que pedir-te desculpas e agradecer-te do fundo do meu coração a seca que apanhaste ontem, quando eu te liguei desesperada. Há momentos que, por si só, são difíceis. E quando há pessoas que os tornam mais difícies, aí é uma revolta que nasce aqui dentro e só me apetece gritar.
Eu sei que é precisamente isso que está a acontecer contigo... Mas, apesar de reagirmos de maneira parecida, ultrapassamos as coisas de maneira muito diferente, e é isso que me preocupa mais...

Amiga...
Não sei o que posso dizer ou fazer para te ver mais contente. Se estivesse aí, podia dar-te aquelas festinhas como tu me dás, daquelas que só tu sabes fazer e que eu digo que não gosto mas gosto tanto.
Podia dar-te o meu colo e abanar-te e dizer pronto pronto já passou já passou.
Podia pegar em ti e irmos jantar ao Chinês e despejar uma garrafa de Casal Garcia e ficarmos encarnadas e rirmos feitas parvas até virem as lágrimas aos olhos e acordar no dia seguinte com uma dor de cabeça brutal.
Podia ir buscar-te e levar-te às Avencas e ficarmos a ver o Mar e falarmos sobre tudo e sobre nada durante horas e horas.
Podia, em último caso, levar-te a casa do Tiago só para estares com ele e com o Chico: eles fariam com que tu te risses, de certeza absoluta.
Mas eu estou a mais de 300 quilómetros de distância...

"Apaga a luz do quarto, abre a janela e deixa entrar o silêncio da noite, escuta o riso das estrelas e sente no teu rosto o beijo que a lua te manda por mim."

Porto - Dia #10

Já estou uma entendida nesta cidade. Já (quase) me sinto uma verdadeira tripeira. Há anos que torço pelo FCP, mas desde que vivo "à beira" da estátua do dragão que pisa a águia, só me falta trocar os vês pelos bês e bice-bersa. E o que esta cidade se agitou ao ver o Major atrás das grades. O Major sim, o Pintinho não, carago!
Bom, já conheço o Andante (para quem não saiba, é o Metro daqui, e até já tenho um cartão recarregável), já andei em dois autocarros diferentes: o 52 e o 3 (até já tenho um bilhete de dez viagens), e até já me conhecem no NetCafé. Mas recuso-me a comer tripas e as francesinhas não fazem o meu género.
De resto, o habitual. Trabalho a mais, "cumbíbio" a menos e algumas ruas novas por onde me aventuro sozinha.

É estranho quando me vejo com novos rituais diários numa cidade estranha, com gente estranha. Rituais completamente diferente dos que tinha. E a rapidez com que o ser humano consegue habituar-se a estas mudanças.
Sinto-me no estrangeiro.
Que estranho...