É verdade.
Mas toda a mulher sente inveja, em algum momento da sua vida. Não neguem, meninas. Eu sei que sentem.
Ontem, morri de inveja. Confesso: roí-me toda.
Estava a passear nas Amoreiras com a minha amiga R.. Estávamos para ir ao cinema, mas o filme que queremos ver - Kenai & Koda - tem a última sessão às 20 horas. Essa é a hora que eu saio do Teatro (e é quando saio), e portanto, não conseguimos ver. Devem pensar que só as crianças é que vêem filmes de animação. Ah, ah! Pois, enganem-se: eu gosto de filmes animados e outros filmes para crianças e papo-os todos e até já vi o Peter Pan e adorei e chorei e tudo.
Continuando...
Estávamos as duas nas Amoreiras a ver montras e lojas (só a ver, porque a crise bate a todos) e as tendências da moda, quando vemos um grupo de garotas (16-17 anos, talvez menos) a passear por ali. Eram iguais a todas as garotas daquela idade, com uma diferença (e, atenção, aqui é que entra a parte da inveja): estavam todas com um bronze!!!
Dois dias de sol, meninos, DOIS! E aquelas miúdas já tinham o ar mais saudável do mundo. Eu, aqui, branquela-transparente-lixívia, e elas saudáveis, encarnadas, felizes!
Ainda por cima, perseguiam-me: por acaso ou não, entravam nas mesmas lojas que eu, passavam nos mesmos corredores e, quando conseguia despistá-las, pimba, cruzavam-se connosco outra vez.
Resumindo: odeio esta combinação:
estudante + férias + calor = BRONZE
Ou seja,
trabalho + trabalho + calor = INVEJA
06/04/2004
Eu... não sei.
Não sei, não.
Há alturas que parece que o mundo está todo louco, errado, virado do avesso. Parece que anda tudo ao contrário, e eu é que estou certa.
Bolas!
Odeio estes dias do mês.
Há alturas que parece que o mundo está todo louco, errado, virado do avesso. Parece que anda tudo ao contrário, e eu é que estou certa.
Bolas!
Odeio estes dias do mês.
05/04/2004
Ainda não fui para o Porto.
Era para ter ido no dia 1, mas houve mudança de planos. Talvez na próxima semana.
Pela primeira vez, assisti ao primeiro ensaio de uma peça.
Quando comecei a trabalhar no Teatro, encontrei uma peça já no meio da sua carreira. Portanto, a próxima peça, estou a acompanhá-la desde o início, ou seja, desde o pedido de direitos (uma vez que não é um original).
A parte burocrática demora sempre mais tempo. Meses, até. Mas depois, com uma semana de ensaios, já quase todo o elenco sabe o seu papel de cor.
Estava eu a falar do primeiro ensaio...
Foi muito interessante. Foi explicado, aos actores, como é que surgiu aquela história, toda a conjuntura social, política e económica da época. Depois, quem é autor, um pouco da história da sua carreira, da sua vida. Por fim, a história da história, isto é, as várias versões que foram feitas: a original no Teatro, a primeira versão no cinema, a versão no Teatro Português, a versão contemporânea (anos 90) no cinema.
Fez-se ainda o estudo dos personagens (personalidade, maneira de estar, tiques, etc.), e alguns acertos importantes, como por exemplo, se se devem pronunciar os nomes em inglês ou “aportuguesá-los”.
Leu-se o texto todo, cada um com o seu papel (o elenco é pequenino). Uns interpretaram-no, outros leram-no, apenas. E, no fim, vimos o primeiro acto das várias versões acima referidas, em vídeo ou DVD.
Foi uma noitada interessante. Eu, que estava a trabalhar desde as nove da manhã, esqueci as horas tardias, as dores nas costas, o frio (e se aquele lugar é frio), esqueci tudo. Senti-me, eu própria, dentro da história, como se fizesse parte dela.
Fascinante, este Mundo do Teatro.
Pela primeira vez, assisti ao primeiro ensaio de uma peça.
Quando comecei a trabalhar no Teatro, encontrei uma peça já no meio da sua carreira. Portanto, a próxima peça, estou a acompanhá-la desde o início, ou seja, desde o pedido de direitos (uma vez que não é um original).
A parte burocrática demora sempre mais tempo. Meses, até. Mas depois, com uma semana de ensaios, já quase todo o elenco sabe o seu papel de cor.
Estava eu a falar do primeiro ensaio...
Foi muito interessante. Foi explicado, aos actores, como é que surgiu aquela história, toda a conjuntura social, política e económica da época. Depois, quem é autor, um pouco da história da sua carreira, da sua vida. Por fim, a história da história, isto é, as várias versões que foram feitas: a original no Teatro, a primeira versão no cinema, a versão no Teatro Português, a versão contemporânea (anos 90) no cinema.
Fez-se ainda o estudo dos personagens (personalidade, maneira de estar, tiques, etc.), e alguns acertos importantes, como por exemplo, se se devem pronunciar os nomes em inglês ou “aportuguesá-los”.
Leu-se o texto todo, cada um com o seu papel (o elenco é pequenino). Uns interpretaram-no, outros leram-no, apenas. E, no fim, vimos o primeiro acto das várias versões acima referidas, em vídeo ou DVD.
Foi uma noitada interessante. Eu, que estava a trabalhar desde as nove da manhã, esqueci as horas tardias, as dores nas costas, o frio (e se aquele lugar é frio), esqueci tudo. Senti-me, eu própria, dentro da história, como se fizesse parte dela.
Fascinante, este Mundo do Teatro.
04/04/2004
02/04/2004
01/04/2004
Já chega!
Basta!
Estou farta de pessoas de má conduta e formação.
Vou fechar este blog hoje. Já chega de aturar pessoas que não sabem viver em sociedade.
Perdoem-me aqueles que já são assíduos.
Isto custa-me bastante, mas é hora de dizer
Adeus...
Estou farta de pessoas de má conduta e formação.
Vou fechar este blog hoje. Já chega de aturar pessoas que não sabem viver em sociedade.
Perdoem-me aqueles que já são assíduos.
Isto custa-me bastante, mas é hora de dizer
Adeus...
31/03/2004
ZZZZZZZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZZZZZZ...
A minha caminha...
O quarto quentinho...
Pijama... Almofada...
ZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZ...
O quarto quentinho...
Pijama... Almofada...
ZZZZZzzzzzzzzzzzzzzzZZZZZZZZ...
Acorda!!!
Hoje só vou dormir às duas.
Se as pessoas normais conseguem dormir seis horas por noite, eu também vou ser capaz...
ACORDA!!!
Se as pessoas normais conseguem dormir seis horas por noite, eu também vou ser capaz...
ACORDA!!!
Estou a habituar o meu corpo
a dormir menos. Eu, que já tenho tão pouco tempo livre, acho um disparate perdê-lo a dormir.
Abre o olho, Susana, abre... Ainda agora é meia-noite!!!
Abre o olho, Susana, abre... Ainda agora é meia-noite!!!
30/03/2004
Estava aqui a ouvir Dave Mathews
e lembrei-me de ti.
Sabes, às vezes tenho medo que não saibas a importância que tens para mim.
Sempre vivemos longe, mas a distância de um telefonema era a certeza que estavas aqui. Ou, apenas, saber que íamos passar as próximas férias de Verão juntas, era o suficiente para encurtar, ainda mais, essa distância.
Desde que vieste para Lisboa, apesar de nos vermos poucas vezes (eu, com o meu horário de trabalho, tu com o FMH, o curso de Hidro-Ginástica, as aulas de Capoeira, a fisioterapia e o treino de Ginástica Acrobática), fez-me sentir que podia proteger-te ainda mais. Tu, a mais nova, a mais pequenina, a mais frágil de todos. Acho mesmo que só me apercebi que tinhas crescido naquela noite em que te arranquei de casa e fomos para a praia conversar, ouvir o Mar e olhar o céu. As duas, sozinhas, sem cafés, sem gente à volta, sem horários. Só as duas.
Inevitavelmente, acabamos sempre por lembrar coisas do passado. As primeiras directas (só para ver o nascer do sol), a primeira bebedeira no Bar da Universidade, na Rua do Kream, aquele filme (que eu não lembro o nome, mas tu lembras, de certeza), em que o actor principal se chamava Keith (eu sempre disse que se tivesse um "filho estrangeiro", ia chamá-lo Keith), as noitadas a roubar baba de camelo da geleira... Sei lá! Coisas de miúdas!
Mas, é nestas alturas que eu chego à conclusão que talvez tenha sido uma referência na tua vida. Muito mais do que na vida das minhas verdadeiras primas. Isso assusta-me. Uma coisa é ver-te como irmã mais nova, e, às vezes, filha mais-velha-do-que-o-normal. Outra coisa é perceber que tu, por vezes, me vês como irmã mais velha, ou apenas um exemplo, um ombro com que podes contar sempre. Assusta-me porque tenho medo de desiludir-te, de falhar (a ti e à Tia L., que deposita em mim bastante confiança). Também sei que, se um dia falhar, tu vais perdoar-me, como já aconteceu, e já falámos nisso. E isso assusta-me ainda mais.
Às vezes tenho vontade de conhecer-te ainda mais. Que me conheças ainda mais...
Hoje, estás mais longe que nunca: Gent, Bélgica. Estás a fazer uma coisa que eu nunca tive coragem de fazer: Erasmus. Falamos bastante por mail, pelo MSN, através de notícias que vou tendo da Tia L.. Parece que falamos mais agora do que quando vivíamos na mesma cidade.
É esquisito quando, como hoje, penso em ti o dia todo, e já não estás tão perto. Já não basta pôr-me no carro e buscar-te. Já não basta pegar no telefone e convidar-te para jantar.
Nós, que nos conhecemos tão bem, que somos tão parecidas (as nossas Mães são as primeiras a dizer que, se fossemos irmãs, não seríamos tão iguais), que comunicamos tão bem, parece que estamos ligadas por uma espécie de cordão umbilical telepático. Há uma distância de segurança que ainda consigo suportar. Quando ultrapassa essa distância, quando o cordão é muito esticado, dói o peito, queima a saudade.
Sei que estás feliz. Mas estás longe...
Dá notícias.
Sabes, às vezes tenho medo que não saibas a importância que tens para mim.
Sempre vivemos longe, mas a distância de um telefonema era a certeza que estavas aqui. Ou, apenas, saber que íamos passar as próximas férias de Verão juntas, era o suficiente para encurtar, ainda mais, essa distância.
Desde que vieste para Lisboa, apesar de nos vermos poucas vezes (eu, com o meu horário de trabalho, tu com o FMH, o curso de Hidro-Ginástica, as aulas de Capoeira, a fisioterapia e o treino de Ginástica Acrobática), fez-me sentir que podia proteger-te ainda mais. Tu, a mais nova, a mais pequenina, a mais frágil de todos. Acho mesmo que só me apercebi que tinhas crescido naquela noite em que te arranquei de casa e fomos para a praia conversar, ouvir o Mar e olhar o céu. As duas, sozinhas, sem cafés, sem gente à volta, sem horários. Só as duas.
Inevitavelmente, acabamos sempre por lembrar coisas do passado. As primeiras directas (só para ver o nascer do sol), a primeira bebedeira no Bar da Universidade, na Rua do Kream, aquele filme (que eu não lembro o nome, mas tu lembras, de certeza), em que o actor principal se chamava Keith (eu sempre disse que se tivesse um "filho estrangeiro", ia chamá-lo Keith), as noitadas a roubar baba de camelo da geleira... Sei lá! Coisas de miúdas!
Mas, é nestas alturas que eu chego à conclusão que talvez tenha sido uma referência na tua vida. Muito mais do que na vida das minhas verdadeiras primas. Isso assusta-me. Uma coisa é ver-te como irmã mais nova, e, às vezes, filha mais-velha-do-que-o-normal. Outra coisa é perceber que tu, por vezes, me vês como irmã mais velha, ou apenas um exemplo, um ombro com que podes contar sempre. Assusta-me porque tenho medo de desiludir-te, de falhar (a ti e à Tia L., que deposita em mim bastante confiança). Também sei que, se um dia falhar, tu vais perdoar-me, como já aconteceu, e já falámos nisso. E isso assusta-me ainda mais.
Às vezes tenho vontade de conhecer-te ainda mais. Que me conheças ainda mais...
Hoje, estás mais longe que nunca: Gent, Bélgica. Estás a fazer uma coisa que eu nunca tive coragem de fazer: Erasmus. Falamos bastante por mail, pelo MSN, através de notícias que vou tendo da Tia L.. Parece que falamos mais agora do que quando vivíamos na mesma cidade.
É esquisito quando, como hoje, penso em ti o dia todo, e já não estás tão perto. Já não basta pôr-me no carro e buscar-te. Já não basta pegar no telefone e convidar-te para jantar.
Nós, que nos conhecemos tão bem, que somos tão parecidas (as nossas Mães são as primeiras a dizer que, se fossemos irmãs, não seríamos tão iguais), que comunicamos tão bem, parece que estamos ligadas por uma espécie de cordão umbilical telepático. Há uma distância de segurança que ainda consigo suportar. Quando ultrapassa essa distância, quando o cordão é muito esticado, dói o peito, queima a saudade.
Sei que estás feliz. Mas estás longe...
Dá notícias.
29/03/2004
Eu:
Não percebo... Já chegou a Primavera, já mudámos os relógios para o horário de Verão, e continua um frio do caraças...
R.:
Pois é... Hoje (domingo), saí cedo. Tinha uma palestra no Pavilhão do Conhecimento. Como estava frio, levei um cachecol, em vez do casaco. Rapei cá um frio!!!
Mas, será esta miúda boa da cabeça???
R.:
Pois é... Hoje (domingo), saí cedo. Tinha uma palestra no Pavilhão do Conhecimento. Como estava frio, levei um cachecol, em vez do casaco. Rapei cá um frio!!!
Mas, será esta miúda boa da cabeça???
27/03/2004
Dia Mundial do Teatro
Não queria deixar passar este dia em branco, uma vez que o Teatro, neste momento e desde há seis meses, é o meu mundo.
E, se antes eu já gostava de Teatro, agora ainda gosto mais.
Só quero lembrar uma coisa: "A Paixão de Cristo" teve 19.000 espectadores em Portugal, só no dia da estreia. Há peças que não chegam a este número de espectadores em toda a sua carreira (por vezes um ano, ou mais).
Não me venham dizer que o Teatro está caro: lembrem-se das despesas de manutenção de uma sala, dos actores, dos técnicos, do pessoal de sala, dos bilheteiros, dos reservas, da produção.
Tu vês um filme no cinema, e os actores nem sequer sabem quem tu és. No Teatro, os actores estão ali porque TU estás, também. É por tua causa que tudo aquilo existe, que tudo aquilo é feito, construído, trabalhado.
Lembra-te disto. Vai mais vezes ao Teatro. Não só hoje. Não só ao meu (que é um dos maiores, melhores e mais activos em Lisboa), mas a todos.
Não te arrependes, de certeza.
E já agora, dá uma espreitadela à mensagem do Dia Mundial do Teatro.
E, se antes eu já gostava de Teatro, agora ainda gosto mais.
Só quero lembrar uma coisa: "A Paixão de Cristo" teve 19.000 espectadores em Portugal, só no dia da estreia. Há peças que não chegam a este número de espectadores em toda a sua carreira (por vezes um ano, ou mais).
Não me venham dizer que o Teatro está caro: lembrem-se das despesas de manutenção de uma sala, dos actores, dos técnicos, do pessoal de sala, dos bilheteiros, dos reservas, da produção.
Tu vês um filme no cinema, e os actores nem sequer sabem quem tu és. No Teatro, os actores estão ali porque TU estás, também. É por tua causa que tudo aquilo existe, que tudo aquilo é feito, construído, trabalhado.
Lembra-te disto. Vai mais vezes ao Teatro. Não só hoje. Não só ao meu (que é um dos maiores, melhores e mais activos em Lisboa), mas a todos.
Não te arrependes, de certeza.
E já agora, dá uma espreitadela à mensagem do Dia Mundial do Teatro.
22/03/2004
Fundamentos irreversíveis do século XXI
1 - O amor eterno chega a durar seis meses.
2 - Não entres no mundo da droga! Somos muitos e há pouca...
3 - Ter a consciência limpa é sinal de má memória. Toma suplementos.
4 - No casamento, vale mais enganar que ser enganado.
5 - Os honestos são simples inadaptados sociais.
6 - O que luta contra a corrente pode morrer electrocutado.
7 - O último a rir não percebeu a anedota.
8 - A escravatura não foi abolida. Passou a oito horas por dia. Ou mais...
9 - Se a montanha vem até ti, foge. Trata-se de um desmoronamento.
10 - Se não atropelares o tipo da frente, serás atropelado pelo tipo de trás.
11 - Não tomes a vida muito a sério, não sairás vivo dela.
12 - A piada não é ganhar mas fazer o outro perder.
13 - Príncipe Encantado só há um e está na cama com a Cinderela.
(recebi isto por mail, não sei quem escreveu)
2 - Não entres no mundo da droga! Somos muitos e há pouca...
3 - Ter a consciência limpa é sinal de má memória. Toma suplementos.
4 - No casamento, vale mais enganar que ser enganado.
5 - Os honestos são simples inadaptados sociais.
6 - O que luta contra a corrente pode morrer electrocutado.
7 - O último a rir não percebeu a anedota.
8 - A escravatura não foi abolida. Passou a oito horas por dia. Ou mais...
9 - Se a montanha vem até ti, foge. Trata-se de um desmoronamento.
10 - Se não atropelares o tipo da frente, serás atropelado pelo tipo de trás.
11 - Não tomes a vida muito a sério, não sairás vivo dela.
12 - A piada não é ganhar mas fazer o outro perder.
13 - Príncipe Encantado só há um e está na cama com a Cinderela.
(recebi isto por mail, não sei quem escreveu)
Dilema de Mulher Fútil - Parte 3
Graças à minha amiga Lili, que me deu umas dicas fabulásticas sobre modelitos (e não só) para casamentos, já encontrei o tão procurado vestidinho para o casamento da Prima Rita.
Para toda a gente que se interessou por este assunto, cá vai uma pic do dito.
(ignorem a foto amadora, as sobras, a etiqueta e o cabide...)
Agora só espero que (já estava com saudades das alíneas):
- não chova;
- não faça muito frio;
- não apareça alguém com um vestido igual;
- encontre sapatos e mala a condizer;
- que os sapatos e a mala sejam baratos (já bastou o que dei pelo vestido, bolas!!!).
Para toda a gente que se interessou por este assunto, cá vai uma pic do dito.
(ignorem a foto amadora, as sobras, a etiqueta e o cabide...)
Agora só espero que (já estava com saudades das alíneas):
- não chova;
- não faça muito frio;
- não apareça alguém com um vestido igual;
- encontre sapatos e mala a condizer;
- que os sapatos e a mala sejam baratos (já bastou o que dei pelo vestido, bolas!!!).
19/03/2004
Andar de táxi
tem sido, para mim, uma experiência verdadeiramente alucinante. Algo entre o Twilight Zone (não sei se é assim que se escreve), e o Espaço 1999.
Ele é travagens bruscas, é metidelas a papo-seco, é passagens de sinais fechados, eu sei lá! Só sei que, cada vez que saio de um táxi, doem-me os músculos todos, fico com duas rugas a mais e os nervos em franja. Saio, também, meio hipnotizada pela rapidez do taxista no reflexo abre-sinal-toca-buzina. É alucinante!
Os taxistas, como seres sociais que são, adoram conversar. E aprende-se imenso com eles: os caminhos alternativos, as mudanças de tarifas, com variantes que vão desde a reclamação sobre todos os partidos políticos e seus intervenientes principais, que o Santana é um malandro, que o Durão é um oportunista, até ao estado da Nação, em que a inflação sobe, mas toda a gente tem carros novos.
Houve um que me disse, muito transtornado, que os portugueses saem de carro, até para comprar um botão. Outro que me confidenciou, muito revoltado, que as nossas laranjas são as melhores, mas só consumimos as espanholas. Outro ainda, que detectou, imediatamente, que a minha tosse é de tabaco, e que uma menina tão nova não devia fumar, e que ele, jovem de 53 anos, tinha uns pulmões de uma criança.
Enfim, entre a tarifa 5 e o preço da gasolina que não pára de subir, lá vou eu perdendo anos de vida dentro de um táxi, mas ganhando uma bagagem cultural e mais temas de conversa para a próxima corrida.
Ele é travagens bruscas, é metidelas a papo-seco, é passagens de sinais fechados, eu sei lá! Só sei que, cada vez que saio de um táxi, doem-me os músculos todos, fico com duas rugas a mais e os nervos em franja. Saio, também, meio hipnotizada pela rapidez do taxista no reflexo abre-sinal-toca-buzina. É alucinante!
Os taxistas, como seres sociais que são, adoram conversar. E aprende-se imenso com eles: os caminhos alternativos, as mudanças de tarifas, com variantes que vão desde a reclamação sobre todos os partidos políticos e seus intervenientes principais, que o Santana é um malandro, que o Durão é um oportunista, até ao estado da Nação, em que a inflação sobe, mas toda a gente tem carros novos.
Houve um que me disse, muito transtornado, que os portugueses saem de carro, até para comprar um botão. Outro que me confidenciou, muito revoltado, que as nossas laranjas são as melhores, mas só consumimos as espanholas. Outro ainda, que detectou, imediatamente, que a minha tosse é de tabaco, e que uma menina tão nova não devia fumar, e que ele, jovem de 53 anos, tinha uns pulmões de uma criança.
Enfim, entre a tarifa 5 e o preço da gasolina que não pára de subir, lá vou eu perdendo anos de vida dentro de um táxi, mas ganhando uma bagagem cultural e mais temas de conversa para a próxima corrida.
18/03/2004
Blog do Meio
A Casca d’Ovo tem o enormíssimo prazer de apresentar o mais recente, o mais brilhante, o mais magnífico, o mais delirante, o mais imaginativo, o mais fantástico endereço da blogosfera (logo a seguir à Casca, claro):
o Blog do Meio
É um blog (a)político, que não é de esquerda, nem de Direita, nem de Centro, nem anarca, nem coisíssima nenhuma. É o Blog do Meio, uma criação de duas pessoas completamente distintas:
- uma mulher muito, mas muito à frente, pra lá de inteligente, sempre atenta ao que se passa no mundo da moda, da culinária, do Teatro, da música, das Artes em geral e muito, mas muito mais: moi-même;
- um homem invulgar, uma mistura de cientista maluco com Cocas, o Sapo, passando pelo famoso Ótóiósóiófóió, recentemente instalado num anexo, algures numa azinhaga qualquer, que ele próprio insiste, pomposamente, em chamar de “quinta”: o Hugo.
E pronto. Feitas as apresentações, só espero que visitem e que se divirtam no Blog do Meio.
o Blog do Meio
É um blog (a)político, que não é de esquerda, nem de Direita, nem de Centro, nem anarca, nem coisíssima nenhuma. É o Blog do Meio, uma criação de duas pessoas completamente distintas:
- uma mulher muito, mas muito à frente, pra lá de inteligente, sempre atenta ao que se passa no mundo da moda, da culinária, do Teatro, da música, das Artes em geral e muito, mas muito mais: moi-même;
- um homem invulgar, uma mistura de cientista maluco com Cocas, o Sapo, passando pelo famoso Ótóiósóiófóió, recentemente instalado num anexo, algures numa azinhaga qualquer, que ele próprio insiste, pomposamente, em chamar de “quinta”: o Hugo.
E pronto. Feitas as apresentações, só espero que visitem e que se divirtam no Blog do Meio.
Casca d'Ovo no Apdeites
A Casca está na Galeria de Fotos do Apdeites.
As coisas que se descobrem... A Casca, que já ultrapassou os 1000 visitantes, está a tornar-se um blog sério e responsável. Ui ui... Qualquer dia (ler com o ênfase do Diácono Remédios), tem comentários na Visão e tudo!
(reparem bem na foto. lá estão elas, todas contentes, a saltitarem de nenúfar em nenúfar, as alíneas. agora toda a gente vai pensar que este é mesmo um blog de alíneas... será que perde credibilidade?? é que, agora sem brincadeiras, este é MESMO um blog sério e responsável, ok??)
As coisas que se descobrem... A Casca, que já ultrapassou os 1000 visitantes, está a tornar-se um blog sério e responsável. Ui ui... Qualquer dia (ler com o ênfase do Diácono Remédios), tem comentários na Visão e tudo!
(reparem bem na foto. lá estão elas, todas contentes, a saltitarem de nenúfar em nenúfar, as alíneas. agora toda a gente vai pensar que este é mesmo um blog de alíneas... será que perde credibilidade?? é que, agora sem brincadeiras, este é MESMO um blog sério e responsável, ok??)
17/03/2004
Dilema de Mulher Fútil - Parte 2
O que é que uma mulher faz quando as calças 34 ficam apertadas, as 36 ficam largas e as que ficam bem custam 74 €.
(viram? podia ter posto alíneas e não pus!!!)
(viram? podia ter posto alíneas e não pus!!!)
Promessas de Verão:
(ao contrário das pessoas normais, que fazem promessas de ano novo, eu faço promessas de Verão, que é a minha estação do ano preferida, e por isso, para mim, é quando o ano começa)
- fumar menos;
- andar mais;
- sair mais aos fins de semana (que isto de trabalho-casa-trabalho está a dar cabo de mim);
- comprar mais roupa mais barata;
- visitar / ligar a todos os meus amigos que já não vejo há muito tempo;
- ir ainda mais ao cinema;
- perder menos horas a dormir;
- ir ao médico tratar das minhas costas (porque não é normal doerem-me o Inverno todo);
- inventar mais motivos para festejar;
- passar mais fins-de-semana fora (nem que o fim-de-semana se resuma aos sábados à noite e aos domingos).
- fumar menos;
- andar mais;
- sair mais aos fins de semana (que isto de trabalho-casa-trabalho está a dar cabo de mim);
- comprar mais roupa mais barata;
- visitar / ligar a todos os meus amigos que já não vejo há muito tempo;
- ir ainda mais ao cinema;
- perder menos horas a dormir;
- ir ao médico tratar das minhas costas (porque não é normal doerem-me o Inverno todo);
- inventar mais motivos para festejar;
- passar mais fins-de-semana fora (nem que o fim-de-semana se resuma aos sábados à noite e aos domingos).
16/03/2004
Será
que a minha casa tem buracos?
Depois do episódio das botas de equitação, desaparecidas misteriosamente há uns anos (entretanto já comprei outras...), os casos mais recentes são:
- o desaparecimento das fotos do Verão;
- a evaporação da minha Palm Top.
(cá estão, outra vez as alíneas...)
Eu até já atei uma guita ao pé da mesa (juraram-me, lá no Teatro, que era o truque infalível para descobrir coisas perdidas), mas nada.
Acho tudo isto muito estranho... Eu nunca perdi uma carteira, um chapéu de chuva, sequer! e vou perder coisas TÃO importantes como estas?!?! É que além de importantes, não são assim tão pequenas... E o meu quarto não é assim TÃO grande.
Mistério...
Depois do episódio das botas de equitação, desaparecidas misteriosamente há uns anos (entretanto já comprei outras...), os casos mais recentes são:
- o desaparecimento das fotos do Verão;
- a evaporação da minha Palm Top.
(cá estão, outra vez as alíneas...)
Eu até já atei uma guita ao pé da mesa (juraram-me, lá no Teatro, que era o truque infalível para descobrir coisas perdidas), mas nada.
Acho tudo isto muito estranho... Eu nunca perdi uma carteira, um chapéu de chuva, sequer! e vou perder coisas TÃO importantes como estas?!?! É que além de importantes, não são assim tão pequenas... E o meu quarto não é assim TÃO grande.
Mistério...
Está a chegar a Primavera!
Estou tão feliz...
Vou voltar a:
- comer gelados;
- passear descalça na praia;
- beber batidos de morando com laranja, na esplanada, à noite;
- vestir camisolas sem alças;
- vestir as minhas calças azuis que fazem shlep-shlep quando ando, ou os corsários brancos que eu adoro;
- ver o sol brilhar mais horas;
- conduzir com a janela toda aberta;
- passar fins de semana na Ericeira ou em Milfontes.
Daqui até ao Verão, é só um saltinho!
Vou voltar a:
- comer gelados;
- passear descalça na praia;
- beber batidos de morando com laranja, na esplanada, à noite;
- vestir camisolas sem alças;
- vestir as minhas calças azuis que fazem shlep-shlep quando ando, ou os corsários brancos que eu adoro;
- ver o sol brilhar mais horas;
- conduzir com a janela toda aberta;
- passar fins de semana na Ericeira ou em Milfontes.
Daqui até ao Verão, é só um saltinho!
Eu sei que...
... sou um bocado desatrada;
... tenho umas pernas compridas;
... muitas vezes, não sei onde ponho os pés;
... estou sempre a cair, a tropeçar, a chocar com pessoas...
Mas 10 nódoas negras em cada perna, é demais.
Porque é que estas gavetas que estão coladas às secretárias não se desviam quando me vou sentar???
... tenho umas pernas compridas;
... muitas vezes, não sei onde ponho os pés;
... estou sempre a cair, a tropeçar, a chocar com pessoas...
Mas 10 nódoas negras em cada perna, é demais.
Porque é que estas gavetas que estão coladas às secretárias não se desviam quando me vou sentar???
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