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23/02/2015

Fartiiiiinha!

Cá em casa há:

  • roupa para lavar,
  • roupa lavada por arrumar,
  • roupa emprestada,
  • roupa para devolver,
  • roupa para emprestar,
  • roupa que já não serve,
  • roupa que ainda não serve,
  • roupa espalhada acabada de despir,
  • roupa para arranjar,
  • roupa para passar a ferro,
  • roupa para levar à lavandaria,
  • roupa que acabou de chegar da lavandaria,
  • roupa nova que oferecem,
  • roupa do futebol,
  • roupa do ballet,
  • roupa dos concertos,
  • roupa para as folgas
  • ...


Não necessariamente em simultâneo. 
Para onde quer que me vire, vejo roupa. Estou farta de roupa. Farta de não saber onde arrumar esta roupa. F-A-R-T-A.

Tendo em conta que vivemos cinco pessoas num T2, alguém tem uma solução milagrosa para isto melhorar? Temo um dia não cabermos em casa por causa da roupa.

03/02/2015

Das doenças.

Considero-me uma Mãe prática. Acho que não me atrapalho com nada, gosto de fazer tudo com eles, não há nada na maternidade que me deixe a dizer "isto não é para mim". A sério: nem as noites mal dormidas.
Mas há uma coisa que me deixa de rastos: as doenças. E se por um lado tenho sorte em ter filhos saudáveis, que (por enquanto) só sofrem daquelas mazelas típicas da idade, do tempo e dos infantários, por outro lado isto deixa-me pouco calejada para outras coisas que possam surgir. 
Ontem, a Teresa desidratou. Tomou um antibiótico durante 10 dias por causa de uma otite, o antibiótico arrasou-lhe a flora intestinal, a diarreia piorou no fim de semana, na madrugada de segunda vomitou, fez febre, ficou com sapinhos, está assada do umbigo ao cóccix... ufa!, acho que não há mais nada. No meio disto tudo, o que me deixou mais abalada foi a desidratação. A Pediatra dava indicações para resolver e eu não ouvia nada. Na-da! Felizmente, ela tem o hábito de escrever tudo o que explica e em casa pude rever tudo com mais calma.
Mas aquela frase: "ela está desidratada" ficou a martelar-me a cabeça até agora. Não consigo deixar de sentir a culpa, sentir-me irresponsável, desleixada, negligente. Caramba... ela só tem 9 meses!

Hoje, Miss Little T já sorri. Não come, não quer soro, nem chá, nem água açucarada. Só água. Mas já sorri. Talvez este sorriso ajude este coração de Mãe a voltar ao lugar.

18/12/2014

Praticamente, onde?

- Segunda-feira, chamaram-me madura. "És tão madura", atiraram assim entre uma colher de sopa e dois dedos de conversa. E aquela palavra ficou ali entalada entre um assunto e outro, presa por uma vaga sensação que não podia ser sobre mim. O meu nome não rima com aquela palavra. Nunca rimou.

- Quarta-feira, uma colega minha no ballet, novinha, cara de estudante universitária, viu-me a chegar a esfregar as mãos com energia. "Está com frio?", perguntou e eu não percebi bem a forma e concentrei-me no conteúdo e disse que sim, estava com as mãos e o nariz frios. Ela continuou "os seus bebés, estão bons?". SEUS??!! Ela tratou-me por você. Ela, miúda educada, fofinha, no fim dos teens, achou que eu seria velha o suficiente para não me tratar por tu. Nós ali, vestidas de igual: maillot preto, collants e sapatilhas rosa. Eu era "você", ela era "tu".

- Hoje, almocei com a minha Amiga R e com o meu marido e falávamos sobre isto de sermos crescidos. Eles, ambos mais novos que eu. Contei-lhes a história do ballet e riram-se. "Ainda não percebeste que estás praticamente nos 40?"

Não. Ainda não percebi.

15/12/2014

Viver todos os dias cansa,

já dizia o outro, e eu não podia estar mais de acordo. Principalmente quando mete o trabalho de uma casa de cinco pessoas feita por pouco mais que duas mãos. Quando a fita da persiana se parte e não entra sol numa das poucas divisões da casa. Quando o comando da chave do carro tem um buraco negro em vez do botão que fecha as portas (pelo menos tenho carro!!!). Quando temos presentes de Natal para comprar e vontade zero. Quando há mil coisas para fazer numa semana de férias e só pensamos "raios: descanso mais a trabalhar fora de casa". Quando percebemos que uma semana não chega para almoçar com todos os Amigos de quem morremos de saudades. Quando perdemos tempo à procura da lista das compras que já fizemos há duas semanas e meia, para não perder tempo. Quando o despertador toca e-xa-cta-me-te-à-mes-ma-ho-ra-to-dos-os-san-tos-di-as. Quando damos o nosso melhor em tudo o que fazemos e percebemos que nunca chega. Quando percebemos que estamos há mais de 20 anos a lutar contra o acne "juvenil", há 10 a alternar entre o clearasil e o anti-rugas mas a coisa vai-se dando, e ainda há o dia em que acordamos com um bicanco branco mesmo no meio da testa. 

08/12/2014

Pequenos prazeres da (minha) vida*:

leite quente com mel. abraços dos meus filhos. beijos molhados. meias de lã. camisolas largas. dançar. areia quente nos pés. mergulhar. o silêncio debaixo de água. a casa em silêncio. pasteis de Belém. brigadeiros da minha cunhada. crianças à gargalhada. fogo de artifício. a respiração dos meus filhos. o cheiro deles ao acordar. adormecer no sofá. andar de mão dada. dias frios com sol. o verão. parir um filho. reencontrar velhos amigos e perceber que o tempo não passou. caipirinhas numa noite quente. caramelo. escrever. ouvir Dave Mathews a meia luz. passear a pé por Lisboa. fazer a linha de Cascais de comboio. fazer nada com Amigos. olhar o Mar. ver o pôr-do-sol. o cheiro da terra molhada. andar de avião. o cheiro do Algarve ao nascer do sol. lavar os dentes. Nestum mel com açucar em leite quase a ferver. o colo do meu Pai. andar descalça. conduzir. ler um livro. comer pipocas. tirar fotografias. ver fotografias antigas. receber amigos em casa. encontrar 20€ naquele casaco que já não visto há cinco anos. andar de baloiço. o molotov da minha avó Xia. fazer biscoitos de gengibre. adormecer os miúdos. vê-los brincar com o Pai. vê-los crescer todos os dias.

*- sem qualquer ordem de preferência e sem parar para pensar.

01/12/2014

Isto, na maioria das vezes, é divertido...


O Manuel está com otite e adenoidite. Só chora e pede colo. O meu colo. A Teresa está com fome, com sono e precisa de tomar banho. O António vomita depois do futebol, enquanto come a sopa. Basicamente, só vomita água. Quer dormir na nossa cama e eu deixo. 
Depois do antibiótico, o Manuel fica histérico: parece que levou uma forte injecção de adrenalina. A Teresa deve ter recebido parte dessa dose porque só guincha. Está cada um na sua cama. A guinchar cada um para seu lado.

E eu? Eu estou sentada no chão a olhar fixamente para as luzes da árvore de Natal e a fingir que não é nada comigo.

Ainda bem que a árvore já está montada.

16/11/2014

Para onde vai o tempo que passa?*

Todas as manhãs a gazela acorda: ela sabe que tem de correr mais que o mais veloz dos leões para sobreviver.
Todas as manhãs o leão acorda: ele sabe que tem de correr mais que a mais veloz das gazelas, senão morre de fome.
Não importa se você é gazela ou leão: quando acordar, comece a correr.
(sabedoria africana)

Quando li esta história, identifiquei-me imediatamente. A minha vida passa com tanta velocidade que estou com sérias dificuldades em encontrar-me nela. Os miúdos crescem e eu já não consigo agarrar-lhes os momentos mais importantes. O trabalho exige tanto e a uma rapidez que eu já não consigo desfrutá-lo. O sono... ah, o sono: eu durmo a correr e acordo cansada (e sou uma sortuda porque durmo a noite toda).
Tenho a sensação que passo os dias a correr entre a gazela e o leão: corro para não ser comida e corro para comer. Nos escassos segundos que consigo parar, olho para o espelho e não me reconheço. Olho para a pessoa que dorme comigo e não o reconheço. Olho para os miúdos e quase não os reconheço.
Eu gosto da vida que tenho. Eu sinto-me feliz. Verdadeiramente feliz. Mas não quero viver a correr. Recuso-me.


* Pergunta ouvida no workshop de Escrita Habitual que fiz com a Dora.

24/09/2014

Sem título


Esta foto veio parar-me às mãos. Não sei quando foi tirada, não vi, não assisti ao momento, não conheço o contexto. Mas já é uma das fotos da minha vida.
Quando falo de Família aos meus filhos, quando lhes explico que os irmãos são os melhores amigos, quando ensino que as primas são irmãs que vivem noutra casa, quando lhes mostro que podem andar às turras desde que se respeitem, é isto que eu vejo. Tudo isto está nesta fotografia.
Quem não sabe, este é o meu irmão com o meu filho do meio. É aquela pessoa com quem eu mais impliquei na minha vida com o meu filho rebelde que passa muito tempo a implicar com o irmão. 
Não sei se é a cumplicidade, se a paz, se a confiança que sentem um com o outro. Talvez os sorrisos e as palavras que lhes adivinho. Quando esta foto foi tirada, estávamos num encontro de família com cerca de 60 pessoas. Tiramos várias fotografias ao grupo. Mas se me pedissem para escolher a foto que representa a Família, esta seria a foto.

20/09/2014

Kindle

O que é que fomos mesmo fazer a Barcelona? Desde que a Amazon.uk passou a cobrar gastos de envio para Portugal, as minhas compras têm sido feitas na Amazon.es. Esta foi a última e fomos lá busca-la:



E como estou contente!

27/07/2014

Frida Khalo

Todos os dias penso na Frida Khalo. Todos, desde que acordo (principalmente quando acordo) até ir para a cama. Ela teve um acidente grave em miúda que a levou a ter muitos problemas de coluna (e não só), teve que ser várias vezes operada, passou meses na cama, enfim... uma vida de sofrimento. 
Eu olho para os quadros dela e sinto-lhe as dores.

Eu vivo diariamente com dores. Não serão, com certeza, tão fortes como as da Frida Khalo, nem tão graves. Mas são diárias, constantes e acompanham-me há anos. Lembro-me de ter dores nos ossos, ainda muito pequena, principalmente no verão quando o calor aperta e queremos dormir destapados. Lembro-me do meu Pai dizer-me que eram dores de crescimento. Entretanto, cresci tudo e as dores continuam. Estas, as de crescimento, as dores nos ossos, eu já sei evitar. O problema agora são as outras: as das costas, aquelas que pioram enquanto durmo, aquelas que me levam às urgências de vez em quando, aquelas que me fazem fechar na casa de banho para os meus filhos não me verem chorar.

Todos os dias penso na Frida Khalo e sinto-lhe as dores. E penso também para que me serve ter filhos que dormem noites inteiras, se isto não me deixa dormir? 


23/07/2014

Dos dias xoxos.

Hoje, descobri o que quero ser quando for grande. E se isso é uma boa notícia para muita gente, para mim é só um motivo para ter uma lágrima no olho o dia todo, porque também percebi que é tarde demais. Sou grande demais, agora.
Já não posso ser aquilo que quero ser.

17/07/2014

Queridos joelhos,

a malta está parada há séculos, eu sei. E quando digo parada, é mesmo parada: com a obrigação de ficar de rabo colado ao sofá a risco de parir cedo demais. E isto não aconteceu só uma vez: foram três delas! E também sei que a malta ganhou peso. O que esperavam?, que eu desistisse das gomas e das pizzas? Assim, de um dia para o outro? Já ouviram falar em desejos de grávida?
Mas pronto, os bebés já estão cá todos. Prometo-vos que não vem mais nenhum até porque quero recuperar o peso e, porque não?, o corpo de antigamente. E estava mesmo empenhada nisso, queridos joelhos, vocês sabem que estava e até se portaram muito bem naqueles 10 dias seguidos a alternar caminhada com corrida. CO-RRI-DA, ouviram?, aquilo que eu só fazia quando estava atrasada e tinha de apanhar o metro. Eu!!!, que não ando de metro vai para sete anos, iria correr para quê? Mas vocês foram uns fofos e fizeram-me acreditar que eu era capaz, ah pois fizeram. E cada dia corria mais um bocadinho. E a Teresa já estava habituada aos passeios matinais. E até eu.
Caramba, joelhos, porque é que haviam de ficar todos empenados logo agora, que eu estou tão empenhada na cena da corrida? Hein?
Já vos dei uma semana de descanso. Já podiam parar de doer, não??

04/07/2014

Depois disto digam-me com sinceridade: de zero a 10, quão chanfrada é esta cabeça?

Odeio comer. Acho uma perda de tempo, sou esquisita, detesto provar coisas, não gosto de legumes. Por tudo isto, detesto cozinhar: aborrece-me, faço-o por obrigação, diariamente. Faço sempre as mesmas coisas, não sei conjugar sabores, sigo receitas para tudo. Não tenho imaginação para variar nos pratos e nos sabores. A Bimby é a minha melhor amiga, bem como o livro base (nem sequer arrisco nos outros livros, e tenho quase todos).
Adoro ver programas de culinária e desde que tenho tv por cabo, o meu canal preferido é o 24 Kitchen. Gosto daquela Filipa Qualquer-Coisa, sou fã do Jamie Oliver, até gosto de ver aquele padeiro holandês na sua língua arranhada.
Ultimamente, dou por mim a cozinhar como se tivesse uma câmara de filmar à frente e a apresentar um programa de culinária. Explico em voz alta o que estou a fazer, faço comentários como "hum!, adoro o cheiro do gengibre acabado de cortar" ou "basta pôr uma colher de sopa de mel para apurar todos os sentidos" ou ainda "estão a ver a explosão de cores desta salada?".
Desta maneira, em vez de o fazer com sacrifício, faço-o com algum prazer. 

03/07/2014

É agora ou nunca.

Na verdade, já começou há uns dias. Mas eu não gosto de publicitar estas coisas porque os planos podem sair furados e fico a sentir-me uma fraude. Além disso, hoje em dia toda a gente fala no mesmo e eu não sou pessoa de gostar de fazer parte da carneirada. No entanto, a motivação tem de vir de algum sítio e eu não a tenho encontrado. Escrever sobre isto pode servir para motivar-me ou, pelo menos, para lembrar-me dos objectivos. (Isto e um caixote de roupa 36 que tenho ali na arrecadação.)
Na primeira gravidez, ganhei 7kg. Ao fim de 15 dias já tinha recuperado praticamente todo o peso, excepto 2kg. Na sequência de uma gravidez de risco, e porque estive deitada durante três meses, os músculos tornaram-se preguiçosos e moles, a celulite ficou mais funda e o corpo mais lento.
Na segunda gravidez, ganhei 9kg. Ao fim de 20 dias perdi-os todos, excepto dois. Estava pronta para recuperar a forma rapidamente e levei os ténis de correr para as férias. Até que soube que estava grávida... outra vez.
Na terceira gravidez, ganhei novamente 9kg. Quando a Teresa fez um mês, já tinha perdido sete. Até hoje. Faltam dois. Outra vez aqueles dois teimosos quilos que ganharam tanto carinho por mim que não vão embora. Noves fora, nada: tenho 6kg para perder. E, mais que isso, tenho muito abdominal para tonificar, muito glúteo para queimar e muita celulite para destruir.
Entre os 20 e os 30 anos, bastava-me fechar os olhos para perder peso. A sério: queria perder e perdia. Aquilo era tão natural como respirar: em Maio achava que 55kg era demais e em Junho já tinha 50 outra vez. Assim, sem muito esforço. E ia de férias com os calções 34 que eu adorava. A partir dos 30, a coisa começou a complicar. Aos 37 e com três filhos... é uma missão impossível.
Está nas minhas mãos mudar isto (e as dores nas costas que estes 6kg e 3 filhos, dois que não andam - não, o Manu ainda não anda!!!) representam. Tenho feito algumas caminhadas. Na última, consegui correr um bocadinho. Tenho feito uns batidos ao almoço que me saciam até meio da tarde. Ainda não consegui eliminar o açúcar, mas também não vale a pena tentar muito: a última vez que o fiz tive vontade de matar pessoas. Muitas pessoas. Já reduzi a quantidade!
O objectivo é perder estes 6kg e com eles a barriga de 3 meses. Não me imponho uma data porque não gosto de ameaças. E não se preocupem que eu não vou andar aqui a mostrar fotos de comidas saudáveis nem fotos minhas dentro daquelas calças que comprei em 1999 e que não apertam o fecho e muito menos vos vou maçar com planos de treino e de corridas.
Neste momento, o foco está na balança. E a mudança nas minhas mãos.

19/06/2014

O lado obscuro do FB.

Eu gosto do facebook. Tem coisas giras, larachas da malta, já me ajudou a reencontrar muitos amigos (alguns que não via há 20 anos), deixa perto de nós quem está longe, mostramos à família a evolução dos miúdos, que eles não podem acompanhar por causa da distância, aprendemos, trocamos experiências, temos ideias para o jantar, para fazer móveis, para arrumar o quarto dos putos, sei lá! É uma infinidade de informação que nos ajuda a gerir a vida/familia/amigos, desde que não se torne uma obsessão e se saiba ter uma vida para além da cronologia (porque ela existe, apesar de algumas pessoas que eu cá sei ainda não terem percebido).
Mas (há sempre um mas, certo?) com o facebook também nos chega outro tipo de informação e imagens que impressionam e doem e magoam e das quais não podemos fugir. Um delas foi uma fotografia do mundial no Brasil, onde se vê umas largas dezenas de adeptos, de um país qualquer que eu não consegui fixar, que passam por um caixote do lixo. Dentro desse caixote vê-se uma mulher (nova? velha? não se sabe) à procura de comida. 
Se isto foi ficção ou montagem, não sei. Mas é uma coisa que me deixa inquieta e com a qual eu não sei lidar. 
Hei-de aprender. Ou não.

12/06/2014

Mamã, não leias isto:

O difícil não é mudar fraldas de hora a hora.
O desafio está em escrever o post anterior sem a palavra merda lá no meio!

A vida perfeita.

Cansei-me de ler bloggers com vidas perfeitas e férias perfeitas e filhos perfeitos passados a ferro e penteados 24 horas por dia. Cansei-me por pura inveja, claro! Não tenho orçamento para passar um fim de semana fora por ano, quanto mais um por mês (ou todos!). E aqueles dois dias que escolhemos para passar fora até porque vão estar 38º à sombra e temos à disposição (e à borla) uma casa com piscina e vista de rio de fazer inveja a muitas bloggers tranco-chiques, 66% dos filhos arranjam uma diarreia de mudar fralda de hora a hora com direito a quatro mudas de roupa por dia, cocó líquido a pingar pela casa e muita nalga assada e empastada em ZN40.

Decisão do mês: apagar bloggers fofis do feed.

26/05/2014

Sobre nada.

Desde que a Teresa nasceu, hoje foi o primeiro dia que fui levar os rapazes à escola e não tive com quem deixar a pequena princesa. Ou seja, de manhã tive que me arranjar, vestir os rapazes, vestir a Teresa, dar-lhe um biberão, sair com um no colo e outra no ovinho (já disse que o Manu ainda não anda??), pôr tudo no carro e ainda ir buscar a minha sobrinha e leva-la connosco, porque anda na mesma escola. Não correu mal, se não tivermos em conta o atraso de meia hora dos putos, que quando chegaram já as reuniões de início de dia/semana tinham acabado.
Mas não é disto que quero falar: é engraçado levar quatro putos dentro do carro, com berros, birras e músicas pelo meio, mas este não é o tema.
O que se passou é que, depois de os deixar na escola, fui com a Teresa ao Continente fazer umas compras (coisa pouca) que me esqueci de pôr na lista do fim de semana. Como sempre, passei no corredor dos artigos de escritório e quem me conhece sabe que adoro olhar para canetas, lapiseiras e que me pelo por um caderno de capa rija com bonecada engraçada na capa. Claro que me apaixonei por um destes cadernos, de linhas, capa castanha a imitar uma claquete de cinema, giro giro. E pus logo no cesto e comecei, toda empolgada, a fazer planos sobre o que ia escrever: um diário da Teresa?, um diário dos filhos todos?, projectos e ideias?, ou receitas?, ou o sonho da minha vida: histórias para crianças?
Agora que cheguei a casa, apercebo-me que não escrevo no blog há quase um mês, os meses de Abril e Maio foram os menos produtivos da Casca, e que entre fraldas, sopas, banhos, colos e os quilos de roupa e de brinquedos que brotam na minha casa, pouco tempo me sobra para dormir, quanto mais para escrever. 
E tenho vontade de chorar os 3,99€ que dei pelo raio do caderno, rajparta este impulso consumista.

Deve ser do pós parto...