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26/09/2012

Considerações sobre festas de aniversário no Alvito parte 2

Agora a sério...

A festa do terceiro aniversário do António foi um sucesso, apesar de:

- haver mais convidados do que os que confirmaram presença;
- a quantidade de comida não era proporcional à fome que havia;
- ter ficado com a sensação que todas as crianças da área metropolitana de Lisboa fizeram a sua festa naquele dia e naquele sítio;
- não haver uma única mesa disponível para nós (mas tenho de admitir que a alternativa do pique-nique no chão foi uma óptima ideia!!);
- o bolo ter o Nemo, mas o António insistir que não era o Nemo mas o Pai do Nemo e que faltava a Dori;
- terem-se perdido três crianças das nossas, em três momentos diferentes, e termos passado, por três vezes, os três minutos mais angustiantes das nossas vidas.

No próximo ano, fazemos a mesma coisa num sítio diferente. Somos adeptos das festas ao ar livre e os miúdos adoram os "parabéns a você" tocados pela banda residente, adoraram ver os amigos da escola num ambiente diferente e portaram-se lindamente.
O António estava feliz e isso é o que importa.

Citando o aniversariante; "foi  o MÁXIMO!!"

Considerações sobre festas de aniversário no Alvito

Ideias a reter para o futuro:

- nunca mais fazer uma festa de aniversário no Alvito.

17/05/2012

Surpresa

O meu filho começou a falar  tarde. Neste momento, fala tudo num Antoniês quase imperceptível. A malta de casa vai percebendo 85% do que ele diz, aos outros 15% respondemos um "ah, pois é!" sem realmente sabermos o que estamos a dizer. Mesmo assim, ele vai continuando o diálogo.
No meio de tanta trapalhada, saem umas coisas muito giras que eu não queria esquecer. É o que vai acontecer, principalmente porque tenho uma memória-Dóri. Por isso, quis registar tudo o que ele diz: as saídas mais engraçadas, as palavras novas, as descobertas. Pensei então num caderno especial feito por uma pessoa especial.
Eu sigo o trabalho da Marta há uns dois anos, talvez. É das miúdas (sim, miúda porque tem praticamente metade da minha idade) mais talentosas que eu conheço: fotografa lindamente, escreve muito bem, faz desenhos lindos de morrer, tem uma imaginação fantástica e de certeza que o futuro lhe reserva grandes sucessos.
Assim, escrevi-lhe a dizer mais ou menos isto. Depois de umas trocas de mails, chega-me a casa esta surpresa.

Se eu esperava menos do que a perfeição? Claro que não. Tudo o que eu pedi está aqui e muito mais. E  foi este muito mais que excedeu as minhas expectativas: o carinho, a dedicação, o cuidado com que foi feito este "Dicionário Antoniês-Português". Adorei mesmo!

Obrigada, Marta!

12/05/2012

Adenda ao post anterior:

E o que irrita ficar em casa porque "ah e tal ele teve 39º de febre ontem e está doente, blá blá" e são duas e meia da tarde e nem ponta de febre desde ontem à noite. E o puto com uma energia cansativa. E sair de casa? Nicles.

Factos da Maternidade:

Não vale a pena fazer planos para o primeiro fim de semana de verão: a probabilidade de saírem furados e teres que ficar em casa com um filho com febre é bastante grande.

25/03/2012

Dificuldades de Comunicação.

Tudo o que podia dizer mal, o puto diz. Diz tudo, mas numa trapalhada que ninguém se entende. Ora vejamos:
troca os tês pelos quês, os ches pelos fes, não diz os éles, não diz os érres, é sopinha de massa, inventa palavras (Bibiu em vez de Pocoyo????), troca sílabas (fosá em vez de sofá, poco em vez de copo), tudo mas tudo ao contrário!

E é lindo.

18/02/2012

Ritual da Manhã.

- Acorda, António.
- Não! Ó-ó.
- Queres ir para a escola?
- Não.
- Ao parque?
- Não.
- Passear?
- Não, Mamã. Ó-ó!

(Tão pequenino e já sabe o que é bom...)

- Queres uma papinha?
- Não, Mamã. Dois!!
- Dois?
- Dois papápas.
- Queres comer duas papas?
- Siiiiim!!!

16/02/2012

Ritual da Noite.

Depois de o deitar na cama:
- Mamã, o Kiko? - e dou-lhe o ursinho que dorme com ele desde que nasceu.
- A tataia? - e dou-lhe a chuchinha.
- Óta tataia? - e dou-lhe a outra chuchinha (ele dorme com duas desde que me lembro).
- Me-mé? - é a ovelha.
- Mu-mu? - a vaca Vitória.
- Á-á bólna? - o CD da Leopoldina.
- Óta á-á bólna? - não preciso explicar, pois não?

E quando eu penso que já não há mais nada:
- Mamã?
- Sim?
- Miau uuf? - a luz de presença do Ikea que ele acha que é um gato.

Não sei como é que ele ainda cabe naquela cama...

30/01/2012

Felicidade.


Domingo, 29 de Janeiro, pelas 18.30.
Local: junto à Torre de Belém.


O cenário tem um jovem casal com um filho de dois anos e pouco a passear de mãos dadas junto ao Rio. A noite está fria mas sem vento. O céu está limpo e estrelado. 
Uma família unida e feliz.
A minha família.

11/12/2011

26/11/2011

Ser Mãe também é...

... esquecer-me de jantar com a azáfama do final de dia.
... ter de fazer sopa fora de horas com uma crise de dor de estômago e sem conseguir endireitar-me.
... acordar a meio da noite e conseguir tapar o puto e encontrar a chucha, mesmo com o quarto às escuras.
... desenhar o Pocoyo, fazer trabalhos da escola e outros prodígios manuais, mesmo sabendo que aqueles 3 a Educação Visual foram tirados com muita simpatia do professor.
... ter de comer legumes e todos os tipos de verduras à frente do filho com vontade de vomitar, só para dar o exemplo.
... acordar aos sábados e domingos às 8 da manhã com um sorriso no rosto.
... chegar a casa com o nariz e ouvidos entupidos, com a sensação de febre e dores no corpo todo e ainda conseguir montar torres de legos.
... dar banho, mudar fraldas, pegar o colo e fazer de cavalinho com uma valente dor de costas e um torcicolo.

13/11/2011

Palavras IV

E de repente, no espaço de poucos dias, surgem palavras que nunca pensei que ele se lembrasse, como:

Pau - avó Paula
polvo
paia - praia

E reconhece a letra da Mamã, do Papá, a do tio Miguel  e a do António.

30/10/2011

Já sei que não devo castrar a veia artística e a imaginação do meu filho. Sim, sou do mais liberal que há no que toca às Artes.
Mas confesso que me incomoda ter o frigorífico cheio de "arte" e a estante dos livros com mais "arte" e até perco a respiração quando penso que ele um dia vai descobrir que as paredes da casa são óptimas para encher com "arte".

Nota mental: esconder o giz e as canetas por mais alguns meses.

09/10/2011

Diálogos (im)prováveis #1

- António, vamos tomar banho.
- Não!
- Não? Sempre não! Não sabes dizer outra coisa?
- Não!

02/10/2011

Na verdade, podia aqui escrever sobre a festa de anos do meu filho ontem, mas estou tão babada com o carinho de todos e tão anestesiada com as saudades que matei das minhas meninas e ainda tão em modo-fui-trabalhar-num-domingo-e-já-estou-a-bater-mal, que me faltam as palavras.
Ainda assim, quero agradecer a todos pela presença. E também àqueles que não puderam ir. E àqueles que estão longe. E todos todos que eu hoje estou para os mimos e contra isso não há nada a fazer.


29/08/2011

Palavras III

biáo - avião ou leão
mimio - miminho
enta- senta
bibiu - caiu
adé - aqui ou ali
babáo - balão
ó-ó - dormir ou cama
putá - sapato
Nini - Dinis
Nônô - Leonor
Biá - Bia
Aos miúdos que não sabe o nome, chama-os de bebé. Todos os adultos que não sejam os pais ou os avós, são tios e titis. Diplomático!

O mais engraçado é vê-lo a associar as pouquíssimas palavras que diz e querer formar frases.

- Mamã, biáo. Aaaah! Não há biáo.
- Papáááá! Enta. Babá?

E a cantar músicas, na melodia correcta (ou não fosse filho de músico) enquanto dança.
- O babáo... (em compasso e movimentos lentos, para o Balão do João)
- Ah-ah-ah... (em compasso e movimentos rápidos, para cantar a Machadinha-versão-Expensive-Soul).

No espectáculo de variedades para a família, que ele adora por ser o centro das atenções, mostramos os símbolos das marcas de automóveis e ele aponta quando dizemos as marcas. E é ver os avós e os tios a babar...

Cada dia que passa mais gosto deste filho!

This is the end, my friend.

E as férias acabaram. Não foram bem como eu esperava, culpa ali do S. Pedro que nos anda a pregar partidas que já não têm piadinha nenhuma, mas ainda assim, consegui cumprir os objectivos (que passavam por descanso, algumas arrumações em casa, praia e amigos). Houve de tudo um pouco.
É impressionante a evolução do puto nestas férias: mais palavras novas, mais gracinhas e mais cumplicidade. Adoro este puto. Adoro a minha família.
Missão cumprida (mas não comprida). Estou feliz.

09/08/2011

Once banana, always banana...

Hoje, o meu filho mostrou ser um menino educado e obediente mesmo depois de ter levado uma chapada de mão fechada de outro garoto quando lutavam pelo mesmo brinquedo. Pode ter-se revelado um bocado banana (tem a quem sair, fazer o quê?) mas eu enchi-me de orgulho quando ele foi devolver o brinquedo que ganhou por mérito, com o choro embargado e só porque eu disse para ele devolver. Porque não era dele: era da escola e pertence a todos.
Sei que ele vai sofrer a vida toda por ser assim. Eu sei: eu sou assim. Ainda assim, prefiro ter um filho banana do que ter um filho agressor, egoísta e violento. Quando ele sofrer, tem de certeza um colo se quiser chorar. Eu sei que tem: é o meu.